Halong Bay

É um grande dilema pra quem tem pouco tempo e quer ver muita coisa: fazer tudo um pouquinho mais rápido ou cortar algo do roteiro para se dedicar melhor aos destinos escolhidos. Bom, pelas razões explicadas no post “Sudeste Asiático em 20 dias“, escolhemos a primeira opção.

Clique aqui pra curtir a página do Viaje ao Léo no Facebook!

Conhecemos Halong Bay, a atração mais famosa do Vietnã e patrimônio natural da Humanidade, num bate-volta. Muita gente sugere fazer o passeio de pelo menos dois dias, porque o esquema é puxado! Saindo de Hanói, são 3,5 horas pra ir e o mesmo tanto pra voltar. Mas, como não teríamos tempo mesmo (e também porque lemos relatos de blogamigos que não curtiram a experiência de dormir no barco), fizemos o temido tour de um dia. É loooongo! E muita gente o evita, por ser cansativo e não explorar tão bem a região (no fim do post, você confere se eu recomendo ou não a experiência). Havíamos chegado a Hanói na noite anterior e, logo cedo, um microbus com um guia supersimpático e falante nos pegou pro tal passeio. Contratamos o tour pela internet, ainda no Brasil, e fica-dica 1: economiza um tempo danado e funciona direitinho.

passeio de barco por Halong Bay

Cartão-postal do Vietnã

Durante o trajeto, é fácil entender por que muita gente recomenda os passeios de dois os três dias. Apenas 150km separam Hanói de Halong, mas o trânsito não flui. O microbus não passa dos 50km Pela janela, algumas cenas do Vietnã real, com fábricas, trabalhadores, plantações de arroz, cidades à beira da estrada, mas nada realmente bonito de se ver. A viagem inclui uma daquelas paradas caça-níqueis pra esticar as pernas, usar o banheiro e, claro, se encher de bugigangas. Fica-dica 1: não esqueça o lanchinho, porque é tudo mais caro nesse lugar. A empresa prometeu água no microbus, mas não tinha pra todo mundo. Então, leve a sua também. E não compre nada. Cometi esse erro e paguei 17 dólares por um produto que encontrei por 4 na volta à cidade.

estrada entre Hanói e Halong Bay

O caminho é feio!

No porto de Halong City, entramos no barco, onde é servido o almoço, com direito a uma bebida. A refeição está incluída no preço de 50 dólares por pessoa, assim como o transporte em microbus, a navegação pela baía, além de visitas a uma gruta e a uma vila flutuante. Na vila, a gente escolhe entre pilotar um caiaque ou simplesmente deslizar placidamente a bordo de uma canoa conduzida por um (a) vietnamita com chapeuzinho de cone. Clichê? Imagina!

IMG_2553

O rango estava bom!

Não é força, é técnica! A moça da canoa ao lado era craque.

Não é força, é técnica! A moça da canoa ao lado era craque.

Halong Bay tem quase 2000 ilhotas que emergem do Golfo Tonkin, formando o tão falado cenário. Bonito? Com certeza. Inesquecível? Acho que não, especialmente por estar ainda impactado pelos impressionantes paredões de Railay (bem diferentes, é verdade). A atração principal, que é o passeio de barco até o centro da baía, dura 40 minutos (se muito).

IMG_2561

A canoinha passa por dentro de túneis que revelam paisagens incríveis e a gruta é uma gruta, né? Só que essa com um detalhe polêmico: iluminação ultracolorida pra “valorizar” as formas. Li relatos de muitos blogamigos detonando o “efeito” de gosto duvidoso. Mas, sinceramente, nem me incomodou tanto.

O barquinho vai...

O barquinho vai…

Essa foi tirada de dentro da canoa!

Essa foi tirada de dentro da canoa!

Tire suas conclusões sobre a iluminação nada natural da gruta!

Tire suas conclusões sobre a iluminação nada natural da gruta!

Depois de encarar a estrada de novo, chegamos a Hanói lá pelas 20h30, pouco mais de 12 horas depois, portanto, do horário em que nos buscaram no hotel. Foi desgatante? Muito. Só que… na boa? Até gostaria de fazer tudo com mais calma, mas não sei se teria paciência pro tour de dois dias (o de três nem pensar), principalmente com templo nublado, como o que pegamos. De qualquer forma, fica-dica 2: gostei do serviço da South Pacific Travel. O único senão foi a quantidade insuficiente de água (não ficamos sem as nossas, porque estávamos lá na frente do busão, que nem dois decalques de parabrisa. Rs). Se preferir a operadora mais conhecida, fica-dica 3: escolha a Handspan, indicada pelo Lonely Planet.

A magnitude de Halong Bay!

O bate-volta deixou marcas. De tão açoitados, faltou-nos gás pra curtir a segunda (e última noite) em Hanói. Precisávamos estar inteiros para curtir o dia seguinte, o único que teríamos para conhecer Hanói.

Próxima parada: Hue

Parada anterior (e, de certa forma, também a próxima): Hanói

Posts relacionados:

Sudeste Asiático em 20 dias

Ásia – vacinas e vistos

Phi Phi

Railay Beach

Hoi An

Siem Reap (Angkor)

Chegada a Bangkok

Bangkok

Anúncios

Hanói

Depois da gincana na saída de Railay, um voo da Thai de 4h30 (incluída a escala em Bangkok) nos levou a Hanói, no Vietnã. Fica-dica 1: o aeroporto internacional Suvarnabhumi, em Bangkok, é enorme! Tivemos meia hora pra achar o outro portão e chegamos no limite pro embarque. Falando sobre o Vietnã, o país exige visto. O processo via Embaixada dá uma trabalheira danada, implica em mandar o passaporte pelos Correios pra Brasília e é mais caro que o tal “Visa on arrival”, opção que acabamos escolhendo. Funciona assim: você compra uma carta-convite pela internet, recebe um pdf com o documento e imprime. Na chegada, apresenta a carta, um formulário preenchido e uma foto. Vários sites oferecem o convite. Fica-dica 2: escolhemos o myvietnamvisa.com e pagamos 20 dólares cada um usando cartão de crédito. Os dois nomes vieram na mesma carta. No aeroporto, pagamos 90 dólares (45 cada) e entregamos tudo. Em minutos, a puliça devolveu os passaportes com o visto. Parece arriscado, mas dá certo. Fica-dica 3: leve o dinheiro trocado! E fica-dica 4: esse processo só pode usado pra quem chega de avião.

Clique aqui para curtir Viaje ao Léo no Facebook!

Contratamos o transfer com o hotel por 18 dólares, porque chegaríamos tarde e cansados. Nosso hotel fica no Old Quarter, pertinho do Lago Hoam Kien, um highlight de Hanói. Ficamos assustados porque a fachada (?!?) era só uma portinha pra um bequinho que levava à recepção. É que Hanói cobra imposto de acordo com a frente do lote e não pelo tamanho da construção. O hotel é, sim, muito bom e no meio dessa região que é megaturística e, ao mesmo tempo, parte do cotidiano dos moradores.

A entrada discreta...

A entrada discreta…

... e o excelente quarto do  do Golden Sun Villa Hotel!

… e o excelente quarto do do Golden Sun Villa Hotel!

O Old Quarter é, por assim dizer, onde Hanói é mais Hanói. Como descrever o bairro? É um labirinto de 50 ruas estilo 25 de março, só que bem mais caóticas. Os fios formam um emaranhado inacreditável e as ruas são estreitas e quase temáticas (tem a da seda, a dos sapatos, a do artesanato, etc). É possível encontrar toda sorte de quinquilharia, incluindo as bagaceiras falsificadas.

A confusão do Old Quarter

A confusão do Old Quarter!

A confusão do Old Quarter!

Na noite da chegada, tivemos força apenas pra jantar no Green Mango, pertinho do hotel. Fica-dica 5: a sopa de frutos do mar mais bem temperada que provei na vida se chama Pho hai san, em bom vietnamita. Legal foi pagar a conta: 462 mil dongues! Explico: é que viajar pelo Vietnã nos deixa milionários. Quando trocamos 50 dólares no hotel, a moça nos deu 1.050.000 na moeda vietnamita, já que 1 dólar vale 21 mil dongues. Ah, e os preços aqui são baixos, bem mais que nos lugares que visitamos na Tailândia. Pagamos 45 dólares pelo quarto de primeira com o melhor café da manhã da viagem.

Ricos!

Ricos!

No dia seguinte, um tour contratado pela internet, ainda no Brasil, nos pegou logo cedo pra um passeio por Halong Bay (leia aqui como foi). O bate-volta durou o dia inteiro e deixou marcas. De tão açoitados, faltou-nos gás pra curtir a segunda (e última noite) em Hanói. Restava-nos um dia, só um dia, para conhecer o basicão de Hanói. E, acredite, conseguimos. Tudo bem que a pessoa tem que tipo turista profissional. Não dá pra sentar num banquinho e ver o movimento, por exemplo (você não vai querer mesmo porque o clima de sauna é pior pra quem tá parado). O city tour custa 40 dólares por pessoa. Fazendo tudo por conta própria, no nosso tempo, gastamos menos de 18 dólares no total, incluindo táxis e entradas. Começamos pelo mausoléu do herói nacional Ho Chi Minh (porque fica-dica 6: fecha às 11h30). É lá que repousa o corpo preservado há mais de quatro décadas (anualmente, o defunto recebe um tapa no visual na Rússia). O complexo tem ainda palácio, prédios e objetos ligados ao ex-presidente.

19_05_2014_21_51_28

Complexo Ho Chi Minh

Complexo Ho Chi Minh

Coladinho a ele, está o pagoda (ou templo) One Pillar, pra lá de caído (fica-dica 7: passe direto). Pegamos um táxi pra outro pagoda, o Tran Quoc, este bem-cuidado (fica-dica 8: também fecha às 11h30).

Tran Quoc

Tran Quoc

Seguimos a pé (é chão, mas o itinerário é interessante) rumo à Torre da Bandeira e ao Museu do Exército. No caminho (por isso é bom andar), nos deparamos com a Velha Citadela, vestígios da Hanói original, que nenhum blogamigo indicou, mas eu faço isso agora (fica-dica 9). Depois, só passamos pela torre e pelo museu (que ficam em frente à estátua do Lênin!) pra chegar até o Templo da Literatura, atração obrigatória de Hanói.

A velha citadela

A velha citadela

Clichê dos clichês!

Clichê dos clichês!

Estudantes tirando fotos de formatura no Templo da Literatura!

Estudantes tirando fotos de formatura no Templo da Literatura!

Ainda a pé, sentamos nuns banquinhos plásticos tipo de criança (tradição da cidade) pra tomar a não menos tradicional Bia Hoi, a cerveja não-industrializada, bem popular e barata. Passamos na estação de trem pra trocar nosso recibo pelos tickets e pegamos um táxi até o lago Hoan Kiem, já no Old Quarter, pra ver o templo talvez mais famoso, o Ngoc Son, com sua ponte vermelha. Fica-dica 10: achamos os pagodas todos meio parecidos. O mais bonito é o Tran Quoc, que também fica num lago.

O famoso lago Hoam Kien

O famoso lago Hoam Kien

Chegamos ao hotel às 4 da tarde pra um ultranecessário banho e pra ficar uma hora no ar condicionado (a fofa do Golden Sun Villa Hotel deixou fazermos check-out às cinco da tarde). Faltou alguma coisa? Sim! Não fomos à Ópera de Hanói e à Catedral São José (só vimos a fachada delas durante o cata-cata de turistas pro passeio de Halong), nem à prisão Hoa Lo. Não peruamos no French Quarter, área bem mais chique que o restante da cidade (apenas circulamos de microbus por lá durante o cata-cata). E não assistimos ao turisticaço show aquático de marionetes. Mas, pra mim, ficou de bom tamanho.

O charmoso caos de Hanói

O charmoso caos de Hanói


Minha impressão de Hanói?

O que vale a pena: o choque cultural, o caldeirão de influências e a rica história

O que incomoda: o caos total e absoluto (embora seja também o charme) e o clima de selva amazônica, no fim de abril

Pergunta básica: não dá curto circuito nesses fios?

Pergunta básica: não dá curto circuito nesses fios?

Permanência: 2 noites (sendo 2 dias inteiros, um deles dedicado a Halong Bay) – talvez eu fizesse o passeio de dois dias em Halong (mas só pra minimizar o estrago da volta) e ficasse mais um dia em Hanói (embora sem muita certeza se teria controle emocional pra suportar o stress). Dizem que o trânsito aqui só não é pior que o da Índia, com carros e 5,5 milhões de motos vindos de todas as direções.

A moça segue destemida!

A moça segue destemida!

Fiz a minha versão do já manjado vídeo registrando a experiência de atravessar a rua no meio dos veículos, na cara e na coragem. Pode até ser divertido, mas é também um pouco enlouquecedor.

Hospedagem: ficamos no altamente recomendável Golden Sun Villa e sua incrível curva custo-benefício. Mas há outras ótimas opções muito perto dele, no Old Quarter.

Próxima parada: Halong Bay

Parada anterior: Railay Beach

Posts relacionados:

Sudeste Asiático em 20 dias

Ásia – vacinas e vistos

Phi Phi

Hue

Hoi An

Siem Reap (Angkor)

Chegada a Bangkok

Bangkok

Railay Beach

Esqueça a muvucada e a sujeirada de Phi Phi. Railay Beach, sim, é o paraíso! Quando eu estava elaborando o roteiro, coloquei “melhor praia da Tailândia” no google e vi que o blog Deixa de frescura elegeu essa! Não sei quantas praias eles conhecem, mas sem ver as outras posso afirmar que Railay é uma forte candidata. A viagem desde PP durou 1h15. Railay fica no continente, perto de Krabi, mas só é acessível de barco. O processo é parecido com o de Phuket-Phi Phi:

Isso é glamour?

Isso é glamour?

E que tal isso? Mas, relaxe, tudo vale a pena!

E que tal isso? Mas, relaxe, tudo vale a pena!

Por causa disso e também por ser menos badalada (Buda conserve assim!) permanece preservada. Chegamos depois das cinco da tarde e fomos encerrar o dia em Railay West, a praia principal (e dos sonhos). Paredões altíssimos dos dois lados (Railay é a meca da escalada, mas não nos arriscamos), água verde esmeralda e vegetação exuberante.

Railay West

Railay West

Precisa de legenda?

Precisa de legenda?

Entendeu por que é a meca da escalada?

Entendeu por que é a meca da escalada?

É uma das praias mais lindas que vi na vida. E, diferentemente de Phi Phi, as coisas aqui foram feitas com mais bom gosto. A maioria dos hotéis é resort. Os restaurantes e lojas são mais arrumadinhos, um charme de lugar. Na primeira noite, estava rolando a abertura de um campeonato de escalada e havia vários stands de comida (um de cada resort) na praia, luzes supercoloridas, com projeções nos rochedos, bandeiras, etc.

Festival na praia de Railay

Festival na praia de Railay

Ali, conhecemos dois casais brasileiros: um de Santa Catarina, que estava no mesmo hotel que a gente em Phi Phi e nos chamou pra dividir um longtail com eles em Railay; outro que largou emprego em São Paulo pra fazer uma viagem de seis meses mundo afora narrando todas as aventuras no blog Contos da Mochila.

Clique aqui para curtir Viaje ao Léo no Facebook!

Railay tem quatro praias, mas Railay East não conta porque é por onde chegam as pessoas, sai o lixo, enfim… Ela dá acesso à Pranang Cave Beach, que samba na cara da Maya Bay do Léo. Passamos a primeira manhã lá. À tarde, tentamos visitar a lagoa secreta e o Viewpoint, mas pra chegar, era preciso subir por um barranco segurando cordas, tipo escalador mesmo. No meio do caminho, já desgraçadamente estropeados, pedimos opinião de um casal inglês que voltava e os dois disseram: “vai piorar e não vale a pena”. Restou-nos aceitar a derrota e descer sem ajuda do santo. Por isso, fica-dica 1: pense duas vezes! E, se decidir ir, vá de tênis (mesmo com eles, entregamos os pontos).

A Pranang Cave!

A Pranang Cave…

19_05_2014_17_31_04

… e a praia que leva o nome da caverna!

Viewpoint e lagoa secreta? Vai fundo, escalador!

Viewpoint e lagoa secreta? Vai fundo, escalador!

Na sequência, resolvemos conhecer a praia que faltava. Apesar de ser ao ladinho de Railay West, Tonsai Bay só pode ser alcançada de barco, quando a maré está cheia. Um taxiboat resolveu o problema. Li que daria pra ir a pé, por uma trilha de 40 minutos. Mas, sinceramente, não conseguirmos confirmar essa informação. Tonsai é bem bonita também, com coqueiros, e mais alternativa. É o território dos mochileiros em Railay. Preferimos voltar logo pra riqueza.

19_05_2014_17_38_34

Tonsai Bay

No dia seguinte, fizemos o passeio com o casal catarinense. Em Railay, é possível fazer dois tours: o das quatro ilhas (que li no Deixa de frescura que era meio picareta) e o da ilha Hong (mais lindo, segundo o blog). Como estávamos em quatro, propusemos ao barqueiro na véspera que ele fizesse um 2 em 1! Ele topou por 4500 bath, o equivalente a 150 dólares. Hong fica a uma hora e tem uma lagoa maravilhosa cercada de paredões. Do tour das outras quatro ilhas, três delas (Poda, Tup e Chicken) estão bem ao ladinho uma da outra (daí a picaretagem) e a quarta é a Pranang Cave Beach, aquela do dia anterior,?a poucos minutos a pé da maioria dos hotéis (an ham… os tailandeses são espertinhos), mas o passeio foi lindo, lindo, com duas paradas pra snorkelling. Fica-dica 2: peça ao barqueiro pra fazer um 2 em 1 também.

Hong Island...

Hong Island…

... e sua linda lagoa. Pena que a maré estava baixa demais.

… e sua linda lagoa. Pena que a maré estava baixa.

Tup Islands e Chicken Island

Tup Islands e Chicken Island

Depois do dia cheio, outro prêmio!

Depois do dia cheio, outro prêmio:

Por do Sol no paraíso!

Por do Sol no paraíso!

No dia seguinte, tivemos a manhã para nos despedirmos do paraíso. Depois de duas horinhas de praia, a saída de Railay foi 100! 100% sem glamour. Contratamos um taxiboat até o pier de Krabi (de onde partiria nosso voo pra Hanói) combinado com um táxi normal até o aeroporto pelo equivalente a 80 reais. Só que a moça não avisou que teríamos que enfiar o pé na água nada benta de Railay East com a mala na carcunda pra colocá-lá no barquinho. E de banho tomado! Tive que tirar os tênis e calçá-los de novo com os pés naquele estado! 

Repare na fila indiana dos sofredores com mala na cabeça!

Repare na fila indiana dos sofredores com mala na cabeça!

Apesar disso, Railay East é charmosamente bucólica ao amanhecer!

Apesar disso, Railay East é charmosamente bucólica ao amanhecer!


Minha impressão de Railay?

O que vale a pena: a beleza absurda, o sossego, o ambiente relaxante

O que incomoda (mas não muito): a falta de sinalização e informação. O inglês dos nativos parece russo!

Permanência: 3 noites (com 2,5 dias)  – achei adequado, mas poderia ficar mais se a proposta fosse fazer escalada, mergulho ou mesmo ficar só relaxando. Poucas vezes na sua vida você verá um lugar como esse.

Hospedagem: Sunrise Tropical – foi legal, apesar de uns probleminhas. Mas eu indicaria o Sand Sea Resort, que tem ótimo custo-benefício. Passamos por dentro dele várias vezes, porque, antes de construir os resorts, não pensaram que precisariam de ruas. Então, a travessia de pedestres é por dentro deles. Coisas da Tailândia.

Travessia por dentro do resort alheio!

Travessia por dentro do resort alheio!

Sunrise Tropical

Sunrise Tropical

Próxima parada: Hanói

Parada anterior: Phi Phi

Posts relacionados:

Sudeste Asiático em 20 dias

Ásia: vistos e vacinas

Halong Bay

Hue

Hoi An

Siem Reap (Angkor)

Chegada a Bangkok

Bangkok

Phi Phi

Na minha primeira vez na Ásia, a chegada ao lugar mais badalado da Tailândia não teve qualquer glamour: um calor senegalês, malas soterradas por milhares de outras no barco e o cansaço que vocês podem imaginar, depois de um táxi, quatro voos, cinco aeroportos, um transfer, um barco e 37 horas, desde a saída de casa, em Belo Horizonte. Como minha amiga e eu botamos os pés no hotel às 16h, só deu pra tomar banho e tentar amenizar o terrível jet lag com uma bela soneca até as 19h30.

atração noturna Phi Phi

Brincando com fogo em Phi Phi

No giro noturno e inicial por Phi Phi, vimos a maior concentração de gente bonita por metro quadrado do planeta, a galera virando baldinhos (!?!) lotados de bebidas, bares de praia onde a atração principal é brincar com fogo de diversas formas na faixa de areia em frente e outros em que o chamariz são as lutas ao vivo de boxe tailandês. Tudo junto, numa impressionante torre de Babel.

Muay Thai no bar!

Muay Thai no bar!

Depois de uma merecida noite de sono, começamos nosso primeiro dia inteiro em Phi Phi, deixando o hotel rumo a Long Beach, uma praia mais sossegada no canto direito de Tonsai Bay. Nosso hotel fica no meio da baía, perto do centro (mas longe da muvuca) e, a propósito, dica 1: recomendo o Andaman Legacy.

nosso hotel em Phi Phi

A maravilhosa piscina aquecida do Andaman Legacy

Logo no começo da caminhada de meia hora, encontramos uma dupla de brasileiros (um deles vai virar meu consultor, porque já visitou cem países). Passamos a manhã juntos nessa agradável praia de mar verde e água quentinha, ladeada por um paredão e com ilhotas em frente. Depois de almoçar bem e barato no Paradise Pearl Bugalow (fica-dica 2: vá sem medo), voltamos pro centrinho e acertamos diretamente com o barqueiro do longtail (canoas de madeira compridas e com motor) o passeio privado pro dia seguinte.

onde comer em Long Beach - Phi Phi

Delícia com preço justo do Paradise Pearl Bugalow

Fizemos exatamente como os blogamigos ensinaram, o que repasso como fica-dica 3: combinamos de ir cedinho e pegar a “praia do Léo” antes da invasão dos enormes barcos de excursão. Os caras estão osso duro na barganha e não conseguimos baixar dos 3000 bath pedidos (o equivalente a 240 reais) pelo tour. Mas negociamos, pelo menos, aumentar de 6 pra 7 horas a duração e não ter que pagar nada adiantado.

Clique aqui para curtir Viaje ao Léo no Facebook!

De volta ao hotel, trocamos “a chinela” pelo tênis pra encarar aquela que ficou marcada como a rota de fuga de tsunamis até o Viewpoint e ver o sunset lá de cima. É puxado, principalmente por causa do tempo úmido que deixa qualquer um indignamente suado. Se você é do tipo que preza um pouco de glamour, fica-dica 4: passe a vez. A não ser que queira queimar calorias. Do alto, é possível entender melhor por que Phi Phi foi tão destruída pelo tsumani de 2004. O formato de duas baías de costas uma pra outra fez com que o meio fosse tristemente abraçado pelas ondas gigantes que vinham de ambos os lados. Ou seja, quem estava ali não tinha pra onde correr. 

baías de costas uma pra outra em Phi Phi Don

O formato de Phi Phi Don

Chegamos completamente descadeirados depois de descer um milhão de degraus, mas o bom Legacy tinha uma piscinona aquecida que, combinada com um Tandrilax melhor ainda, me fez desmaiar em sono profundo por 1h30 antes de sairmos pra encarar deliciosos rolinhos de primavera na rua. Sim, esse foi o jantar e custou o equivalente a 5 reais, incluindo a bebida. Acordamos às 6:30AM pra fazer o tal passeio, começando por Maya Bay, que ganhou fama mundial depois que meu xará di Caprio apareceu por lá no filme “A praia”, de 2000, quatro anos antes, portanto, do tsunami que destruiu a região (foi pior na Indonésia, claro, mas em Phi Phi também causou um arraso em Phi Phi Don, a única ilha habitada do arquipélago).

passeio privado em Phi Phi

O passeio em longtail privado

Maya Bay fica na ilha Phi Phi Leh. É bonita e tudo, que nem no filme. Mas posso falar? Não me emocionou, apesar do snorkelling na Lagoon ter sido legal. Preferi Bamboo Island, cuja água tem mil tons de azul, como a inesquecível (e até hoje imbatível) praia da Conceição, em Noronha. O giro incluía ainda Mosquito Island e Monkey Beach. Tivemos que escolher uma porque gastamos tempo demais nas duas primeiras. Quando chegamos na dos macacos, a maré estava alta pra descermos. Mas, como diriam os americanos, teria sido “pretty much the same”. 

a famosa Maya Bay, praia do filme The Beach

Maya Bay, “a praia do xará”

Bamboo Island faz parte do passeio a Maya Bay

A bela Bamboo Island

Depois do almoço, terminamos o dia largados na areia na ponta esquerda de Tonsai Bay, ao lado do píer e embaixo da enorme pedra. Ainda tivemos a manhã do último dia pra conhecer a baía que fica de costas pra Tonsai. A praia de Loh Dalun Bay, onde rola aquela confusão toda nos bares à noite, tem um visual bonito e nada mais durante o dia. A água fica suja por causa dos baladeiros e, na maré baixa, nem dá pra nadar.

lugar sossegado em Tonsai Bay

O cantinho esquerdo de Tonsai Bay


Minha impressão final de Phi Phi?

O que vale a pena: a beleza natural que sobrevive, apesar do esforço sobrehumano do bicho homem em acabar com tudo. O que incomoda: exatamente esse descaso com a preservação. O lixo está em toda parte: nas ruas, nas trilhas e até em algumas praias. Na parte urbanizada (?!?), certos trechos têm esgoto a céu aberto e o odor se mistura ao da água de peixe, jogada à revelia nas calçadas pelo staff dos restaurantes. O conceito geral de “viemos-aqui-pra-morrer-de-beber-e-gritar-u-hu” irrita um pouco, embora deixe a ilha com astral. A péssima condição de vida dos nativos também choca.

poça de água em Phi Phi

Molhou? Alagou!

pequena praia no meio da trilha para Long Beach

Um pedaço “simplinho”para padrões “phiphianos”

Permanência: 3 noites (sendo 2,5 dias) – achei um tempo adequado, principalmente pra primeira parada, adaptação ao jetlag, etc. Se você ficar um pouco menos, não vai doer nada também. Num único dia, por exemplo, dá pra fazer o passeio de barco e terminar em Long Beach.

Hospedagem: recomendo o Andaman Legacy, que não fica nem na muvuca e nem muito afastado. Se você quiser agito, escolha algo mais perto da vila. Caso queria distância da confusão, tente um local numa praia mais afastada, como Long Beach.

Próxima parada: Railay Beach

Parada anterior: Ásia – vacinas e vistos

Posts relacionados:

Sudeste Asiático em 20 dias

Hanói

Halong Bay

Hue

Hoi An

Siem Reap (Angkor)

Chegada a Bangkok

Bangkok

Ásia – vacinas e vistos

Além de passagens, hotéis, passeios e roteiros, o visitante que decide visitar o interessante e maravilhoso continente asiático precisa se preocupar com duas questões: vacinas e vistos. Alguns países, como a Tailândia, exigem  um certificado internacional de vacina contra a febre amarela quando o turista entra no país (fica-dica 1). VacinaSe você não recebeu essa imunização nos últimos dez anos, procure a rede pública de saúde brasileira, que oferece a vacina gratuitamente e, em seguida, um Centro de Orientação de Viajantes, levando o cartão de vacinação, para emissão do tal certificado (fica-dica 2). Em alguns centros, é possível fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Se a sua chegada for por Bangkok, fica-dica 3: passe no Health Control do aeroporto antes de tudo porque senão vai enfrentar a fila da Imigração à toa (como já sabíamos, não perdemos tempo). Outras vacinas, apesar de não-obrigatórias, são recomendadas (fica-dica 4): Hepatite B, além de triviral e difteria/tétano (essas duas caso você não saiba se tomou na infância) são fornecidas “pela Dilma”. Hepatite A e febre tifóide são particulares. Os mais cautelosos (ou que vão entrar em buracos mais perigosos ou por mais tempo) ainda encaram a antirábica e a vacina contra encefalite japonesa. Assim que conhecemos o saneamento nada básico e a mosquitada tropical de alguns dos lugares por onde passamos, entendemos por quê.

angkor

Angkor e a natureza exuberante do Camboja!

comidaNa consulta (também oferecida pela Dilma, quando você procura o certificado contra febre amarela), o infectologista indica o repelente  à base de icaridina como item de série da viagem (fica-dica 5). Compramos no Brasil. O dotô também recomenda cuidado com a água (consequentemente, o gelo) e os alimentos, principalmente os crus (fica-dica 6).

Clique aqui para curtir Viaje ao Léo no Facebook!

Além de tudo isso, fica-dica 7: descubra se o (s) país (es) que você vai visitar exige (m) visto. Como se vê, viajar pra Ásia exige fôlego e uma boa logística, especialmente se você é adepto do planeje-você-mesmo, como eu. Mas tudo fica mais fácil quando uso as dicas dos meus mais de 40 blogueiros de viagem de estimação, de quem sou seguidor fiel e assíduo. Espero que as minhas seja úteis também pra você!

Próxima parada: Phi Phi

Parada anterior: Sudeste Asiático em 20 dias

Posts relacionados:

Railay Beach

Hanói

Halong Bay

Hue

Hoi An

Siem Reap (Angkor)

Chegada a Bangkok

Bangkok

Sudeste Asiático em 20 dias

O tempo não era ideal para uma primeira incursão ao Sudeste Asiático, principalmente pra quem queria ter uma visão geral da região. Precisaríamos de pelo menos um mês inteiro. Mas, como não tínhamos esse tempo todo, tivemos que nos virar não nos 30, mas em 20 dias. E isso pra dividir entre três países!

Clique aqui para curtir Viaje ao Léo no Facebook!

Com tudo devidamente “bookado” e “esquematizado”, deu pra otimizar o tempo sem tornar a viagem uma corrida maluca. Juro! Óbvio que também fizemos escolhas de Sofia. Excluimos do roteiro Chiang Mai e as ilhas do lado leste da Tailândia; Laos; Hoi Chi Minh (antiga Saigon), no Vietnã; além de Phnom Penh, capital do Camboja. Se eu tivesse que mudar algo no roteiro abaixo, tiraria Hue e aumentaria uma noite em Hanói:

exemplo de roteiro para Sudeste Asiático

20 dias que renderam muito!

Optamos por levar uma sova logo de cara. Aproveitando que chegaríamos por Bangkok, o maior aeroporto do Sudeste Asiático, planejamos emendar outro voo pra Phuket e, de lá, um barco pra ilha de Koh Phi Phi, na Tailândia. A manobra era arriscada porque qualquer atraso numa das pernas do itinerário poderia provocar a perda de uma reserva. Mas deu tudo certo e eis que um táxi, quatro voos, cinco aeroportos, um transfer, um barco e 37 horas depois de deixarmos nossas casinhas em BH desembarcamos no paraíso. A opção por essa gincana foi pra evitarmos dividir a hospedagem em Bangkok em duas partes (já que o voo da volta sai de lá) ou então ter que voar de outro lugar pra Bangkok no dia de ir embora pro Brasil e passar por tudo isso no retorno (o que seria pior, porque o voo deixará a cidade às três da matina).

phiphi

Phi Phi: recompensa depois da maratona!

Sobrevivemos à via sacra graças, em parte, à qualidade do serviço da Etihad Airways, considerada recentemente uma das melhores companhias do mundo. O avião é de primeira, a seleção de filmes tem mais de 100 títulos (alguns ainda em cartaz nos cinemas) e os comissários são eficientes. Sem contar a excelente curva custo-benefício. Foi a menor tarifa que encontrei em quatro anos de pesquisa.  Fica-dica 1 de viagem: recomendo! E engato a fica-dica 2: se optar pelo arranca-couro, fique esperto pra marcar o voo seguinte saindo do mesmo aeroporto, como fizemos (Bangkok tem dois!).

Fique atento porque alguns lugares, como a Tailândia, podem exigir certificado internacional de vacinação contra a febre amarela. E outras vacinas, apesar de não obrigatórias, também são importantes. Alguns países também exigem visto. Leia mais sobre o assunto aqui.

Quando ir: cada país tem uma peculariedade. Mas, generalizando, dá pra dizer que a temporada seca vai de novembro e abril. Tivemos que ir no finzinho dessa chamada alta estação, na segunda quinzena de abril. O calor estava de matar, mas praticamente não choveu. Se caísse água, teria complicado bastante a viagem.

Próxima (ou primeira) parada: Ásia – vacinas e vistos

Posts relacionados:

Phi Phi

Railay Beach

Hanói

Halong Bay

Hue

Hoi An

Siem Reap (Angkor)

Chegada a Bangkok

Bangkok