Hanói

Depois da gincana na saída de Railay, um voo da Thai de 4h30 (incluída a escala em Bangkok) nos levou a Hanói, no Vietnã. Fica-dica 1: o aeroporto internacional Suvarnabhumi, em Bangkok, é enorme! Tivemos meia hora pra achar o outro portão e chegamos no limite pro embarque. Falando sobre o Vietnã, o país exige visto. O processo via Embaixada dá uma trabalheira danada, implica em mandar o passaporte pelos Correios pra Brasília e é mais caro que o tal “Visa on arrival”, opção que acabamos escolhendo. Funciona assim: você compra uma carta-convite pela internet, recebe um pdf com o documento e imprime. Na chegada, apresenta a carta, um formulário preenchido e uma foto. Vários sites oferecem o convite. Fica-dica 2: escolhemos o myvietnamvisa.com e pagamos 20 dólares cada um usando cartão de crédito. Os dois nomes vieram na mesma carta. No aeroporto, pagamos 90 dólares (45 cada) e entregamos tudo. Em minutos, a puliça devolveu os passaportes com o visto. Parece arriscado, mas dá certo. Fica-dica 3: leve o dinheiro trocado! E fica-dica 4: esse processo só pode usado pra quem chega de avião.

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Contratamos o transfer com o hotel por 18 dólares, porque chegaríamos tarde e cansados. Nosso hotel fica no Old Quarter, pertinho do Lago Hoam Kien, um highlight de Hanói. Ficamos assustados porque a fachada (?!?) era só uma portinha pra um bequinho que levava à recepção. É que Hanói cobra imposto de acordo com a frente do lote e não pelo tamanho da construção. O hotel é, sim, muito bom e no meio dessa região que é megaturística e, ao mesmo tempo, parte do cotidiano dos moradores.

A entrada discreta...

A entrada discreta…

... e o excelente quarto do  do Golden Sun Villa Hotel!

… e o excelente quarto do do Golden Sun Villa Hotel!

O Old Quarter é, por assim dizer, onde Hanói é mais Hanói. Como descrever o bairro? É um labirinto de 50 ruas estilo 25 de março, só que bem mais caóticas. Os fios formam um emaranhado inacreditável e as ruas são estreitas e quase temáticas (tem a da seda, a dos sapatos, a do artesanato, etc). É possível encontrar toda sorte de quinquilharia, incluindo as bagaceiras falsificadas.

A confusão do Old Quarter

A confusão do Old Quarter!

A confusão do Old Quarter!

Na noite da chegada, tivemos força apenas pra jantar no Green Mango, pertinho do hotel. Fica-dica 5: a sopa de frutos do mar mais bem temperada que provei na vida se chama Pho hai san, em bom vietnamita. Legal foi pagar a conta: 462 mil dongues! Explico: é que viajar pelo Vietnã nos deixa milionários. Quando trocamos 50 dólares no hotel, a moça nos deu 1.050.000 na moeda vietnamita, já que 1 dólar vale 21 mil dongues. Ah, e os preços aqui são baixos, bem mais que nos lugares que visitamos na Tailândia. Pagamos 45 dólares pelo quarto de primeira com o melhor café da manhã da viagem.

Ricos!

Ricos!

No dia seguinte, um tour contratado pela internet, ainda no Brasil, nos pegou logo cedo pra um passeio por Halong Bay (leia aqui como foi). O bate-volta durou o dia inteiro e deixou marcas. De tão açoitados, faltou-nos gás pra curtir a segunda (e última noite) em Hanói. Restava-nos um dia, só um dia, para conhecer o basicão de Hanói. E, acredite, conseguimos. Tudo bem que a pessoa tem que tipo turista profissional. Não dá pra sentar num banquinho e ver o movimento, por exemplo (você não vai querer mesmo porque o clima de sauna é pior pra quem tá parado). O city tour custa 40 dólares por pessoa. Fazendo tudo por conta própria, no nosso tempo, gastamos menos de 18 dólares no total, incluindo táxis e entradas. Começamos pelo mausoléu do herói nacional Ho Chi Minh (porque fica-dica 6: fecha às 11h30). É lá que repousa o corpo preservado há mais de quatro décadas (anualmente, o defunto recebe um tapa no visual na Rússia). O complexo tem ainda palácio, prédios e objetos ligados ao ex-presidente.

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Complexo Ho Chi Minh

Complexo Ho Chi Minh

Coladinho a ele, está o pagoda (ou templo) One Pillar, pra lá de caído (fica-dica 7: passe direto). Pegamos um táxi pra outro pagoda, o Tran Quoc, este bem-cuidado (fica-dica 8: também fecha às 11h30).

Tran Quoc

Tran Quoc

Seguimos a pé (é chão, mas o itinerário é interessante) rumo à Torre da Bandeira e ao Museu do Exército. No caminho (por isso é bom andar), nos deparamos com a Velha Citadela, vestígios da Hanói original, que nenhum blogamigo indicou, mas eu faço isso agora (fica-dica 9). Depois, só passamos pela torre e pelo museu (que ficam em frente à estátua do Lênin!) pra chegar até o Templo da Literatura, atração obrigatória de Hanói.

A velha citadela

A velha citadela

Clichê dos clichês!

Clichê dos clichês!

Estudantes tirando fotos de formatura no Templo da Literatura!

Estudantes tirando fotos de formatura no Templo da Literatura!

Ainda a pé, sentamos nuns banquinhos plásticos tipo de criança (tradição da cidade) pra tomar a não menos tradicional Bia Hoi, a cerveja não-industrializada, bem popular e barata. Passamos na estação de trem pra trocar nosso recibo pelos tickets e pegamos um táxi até o lago Hoan Kiem, já no Old Quarter, pra ver o templo talvez mais famoso, o Ngoc Son, com sua ponte vermelha. Fica-dica 10: achamos os pagodas todos meio parecidos. O mais bonito é o Tran Quoc, que também fica num lago.

O famoso lago Hoam Kien

O famoso lago Hoam Kien

Chegamos ao hotel às 4 da tarde pra um ultranecessário banho e pra ficar uma hora no ar condicionado (a fofa do Golden Sun Villa Hotel deixou fazermos check-out às cinco da tarde). Faltou alguma coisa? Sim! Não fomos à Ópera de Hanói e à Catedral São José (só vimos a fachada delas durante o cata-cata de turistas pro passeio de Halong), nem à prisão Hoa Lo. Não peruamos no French Quarter, área bem mais chique que o restante da cidade (apenas circulamos de microbus por lá durante o cata-cata). E não assistimos ao turisticaço show aquático de marionetes. Mas, pra mim, ficou de bom tamanho.

O charmoso caos de Hanói

O charmoso caos de Hanói


Minha impressão de Hanói?

O que vale a pena: o choque cultural, o caldeirão de influências e a rica história

O que incomoda: o caos total e absoluto (embora seja também o charme) e o clima de selva amazônica, no fim de abril

Pergunta básica: não dá curto circuito nesses fios?

Pergunta básica: não dá curto circuito nesses fios?

Permanência: 2 noites (sendo 2 dias inteiros, um deles dedicado a Halong Bay) – talvez eu fizesse o passeio de dois dias em Halong (mas só pra minimizar o estrago da volta) e ficasse mais um dia em Hanói (embora sem muita certeza se teria controle emocional pra suportar o stress). Dizem que o trânsito aqui só não é pior que o da Índia, com carros e 5,5 milhões de motos vindos de todas as direções.

A moça segue destemida!

A moça segue destemida!

Fiz a minha versão do já manjado vídeo registrando a experiência de atravessar a rua no meio dos veículos, na cara e na coragem. Pode até ser divertido, mas é também um pouco enlouquecedor.

Hospedagem: ficamos no altamente recomendável Golden Sun Villa e sua incrível curva custo-benefício. Mas há outras ótimas opções muito perto dele, no Old Quarter.

Próxima parada: Halong Bay

Parada anterior: Railay Beach

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