24h em Brisbane

As 14 horas e meia de trem, de Airlie/Proserpine até Brisbane, acreditem, não doeram. Quando o negócio é ruim, vocês sabem. Eu dormi como uma pedra. Chegamos à estação Roma St, de Brisbane, lá pelas 9h. O hotel ficava a uma curta distância a pé e deixou que fizéssemos o check-in, bem antes do horário. Ponto para o Adina Anzac Square!

IMG_6273

Lateral do do nosso hotel. O check-in antecipado foi um superdiferencial.

Depois do merecido banho, saímos para passear, lá pelas 11h, começando pela King George Square, pertinho do hotel, onde ficam a Prefeitura e uma igreja plesbiteriana.

King George Square

Tradicão e modernidade lado a lado na King George Street.

Ao lado, está a Queen Street Mall, região de compras com muitas lojas e galerias em quarteirões exclusivos para pedestres. Entramos na galeria Brisbane Arcade, chiquérrima. De lá, seguimos para Reddacliff Place, uma praça com esculturas de bola gigantes e prédios coloridos contrastando com os antigos.

Arquitetura moderna em Brisbane

Reddacliff Place

Reddacliff Plac fica em frente à Victoria Bridge, que a gente atravessa para chegar do outro lado do rio Brisbane, à região chamada Southbanks.

IMG_6315.JPG

Parte do enorme Southbanks, visto da Victoria Bridge.

Trata-se de um parque com área de cooper à beira-rio, piscina pública (como as de Cairns e Airlie Beach), muitos restaurantes e museus. Entramos rapidamente em dois deles (fica-dica 1: ambos gratuitos): Gallery of Modern Art e Queensland Art Gallery. Muito bons.

Museus em Southbanks

Ser cult é isso aí, minha gente!

IMG_6383

Piscina pública do Southbanks, em Brisbane.

Depois, atravessamos o rio de novo, mas pela Goodwill Bridge, até o Jardim Botânico, que tem uma vegetação linda, laguinhos, mais pistas de cooper e prédios bonitos como os do Parlamento Antigo e de uma Faculdade.

Botanic Garden - Brisbane

Natureza…

IMG_6409

… e bela arquitetura no Jardim Botânico de Brisbane.

Saindo do Jardim Botânico, fomos caminhando na passarela de Riverside, cheia de hotéis e restaurantes chiques, de onde partem vários ferries urbanos, e chegamos bem perto da emblemática Story Bridge, onde muita gente faz escalada.

IMG_6411

Riverside com a famosa Story Bridge ao fundo.

Tudo isso em seis horas e sem transporte. Sim, somos ligeiros, mas o fato de as atrações serem concentradas também ajuda muito. Pobres turistas de BH, que precisam se deslocar da praça do Papa à Pampulha!

Clique aqui para curtir Viaje ao Léo no Facebook!

À noite, fomos jantar em Chinatown, região de Fortitude Valley (adivinhem: também pertinho), e nos encontramos com o Euler. É um cara de BH, que estava estudando inglês por lá e pelejando para ficar de vez. Com ele, atravessamos a Story Bridge iluminada, observando o igualmente iluminado skyline de Brisbane, que lembra o de Toronto.

Brisbane's skyline at night

Brisbane iluminada, vista da Story Bridge

Do outro lado, o Euler nos ensinou a pegar um ferrie gratuito (fica-dica 2: é o City Ferry vermelho) até Riverside. Pra ir embora de Brisbane, no dia seguinte, fomos pra mesma estação em que chegamos e pegar o trem até Gold Coast. Este ticket não faz parte do passe, que vai de Cairns a Brisbane. E, fica-dica 3: por ser considerado local, só pode comprado no dia. Não é caro, não. Pagamos 17 AUD por uma viagem de 100km.


Minha impressão de Brisbane:

O que vale a pena: a beleza da cidade, que é tranquila, apesar de grande, e a facilidade de deslocamento.

Permanência: 1 noite (sendo menos de um dia inteiro). Juro que achei suficiente. Claro, não ficamos o dia inteiro nos museus, não fizemos passeio de barco pelo rio, não fomos ao Roma Street Park (que é muito legal, segundo o Euler), ignoramos Mount Coot-tha (uma colina agradável de onde se tem uma vista), não vimos santuários de bichos e nem exploramos arredores, como Moreton Island. Mas nada disso fez falta.

Clique aqui para reservar seu hotel pelo Booking.com. Você não vai pagar nada a mais por isso, mas vai ajudar o blog!

Onde ficamos: Adina Anzac Square. É o mais caro da viagem (cerca de 170 AUD), mas como iríamos ficar só um dia… Valeu demais! Perto de tudo, inclusive da estação.

Próxima parada: Gold Coast – A Orlando da Austrália!

Parada anterior: Airlie Beach e Whitsundays

Posts relacionados:

Austrália em 25 dias

Chegada a Cairns

Grande Barreira de Corais e Daintree National Park

Whitheaven: a praia mais bonita do mundo?

Bye, Gold Coast!

Sydney, SUA LINDA!

Domingo em Sydney

I love Sydney!

Great Ocean Road

Além dos 12 Apóstolos e chegada a Melbourne

Melbourne

Fim de semana em Melbourne

Airlie Beach e Whitsundays

No segundo dia em Airlie Beach, acordamos com esperança de um tempo melhor, porque tínhamos um passeio para duas ilhas. Amanheceu nublado. Pior foi para nossos novos amigos brasileiros, que tiveram o mergulho cancelado por falta de visibilidade e acabaram tendo que fazer o nosso tour.

Clique aqui para curtir Viaje ao Léo no Facebook!

A primeira parada, em Daydream Island, é uma bobagem. Ficamos 1h30 rodando dentro de um resort, para vermos tubarões e arraias nadando em laguinhos, tirando fotos nas pequenas praias do hotel.

IMG_6182

Quer tirar foto de piscina? Vá ao Daydream Island!

Às 10h30, partimos para Hamilton Island, a maior das Whitsundays, onde muita gente fica hospedada em acomodações de luxo. Parece uma ilha da fantasia de tão chique.

IMG_6215

Hamilton tem jeito de Ilha da Fantasia.

IMG_6220

Mas a principal praia não é lá grandes coisas. O clima também não ajudava.

Mesmo assim, encaramos uma trilha de 2km para subir até Passage Peak, a 240m de altitude, e ver a ilha de cima. Não foi de todo ruim. E a simpatia do Nick, que era o guia do passeio, fez o dia ficar bem divertido.

IMG_6222

De Passage Peak dá pra ver tão legal…

 

Na verdade,  eu queria ter saído de Airlie no dia desse segundo passeio, mas não tinha trem para Brisbane aos sábados. Minha ideia era ter conhecido apenas Whitheaven Beach. Teria sido mais que suficiente, já que vimos os corais em Cairns. Mas há males que vêm pra bem. Com esse dia a mais, pudemos conhecer melhor os queridos Patrícia e Fernando.

Ela: mineira e cidadã do mundo (na época, morava em Singapura); ele: capixaba e chef-galã.

Depois do passeio, compramos ingredientes e ele fez uma pasta, que comemos embalados por três garrafas de vinho e muito papo. Bom demais! No dia seguinte, eles foram embora e nosso trem para Brisbane só sairia às 18h30 (antes, às 17h30, precisávamos pegar o bus para a estação de Proserpine). Ou seja, tínhamos esse dia pra conhecer Airlie Beach, que é muito diferente da charmosa Cairns.

IMG_6087

Airlie também é bem cuidada, mas tem um ambiente mais descontraído, com bares animados e agências de turismo, concentrados na rua principal da cidade. Eles disputam atenção dos jovens mochileiros (galera linda, por sinal. Ui!), que ficam nos muitos e alternativos albergues, alguns com piscina e quadra de vôlei, como o nosso. É um lugar mais bicho grilo, por assim dizer. De especial (e nem é tão especial assim), a cidade tem uma orla/calçadão de 3km, onde fica uma piscina e área de lazer públicas, como as de Cairns.

IMG_6241

Airlie Beach também tem sua Lagoon.

Caminhamos por quase todo o walkway, até a praia Cannovale, enquanto admirávamos as casonas e os iates dos ricos.

IMG_6254

Almoçamos na marina, antes de pegar o busão. Agora estamos esperando o trem que nos levará à Brisbane. Serão 14h e meia de viagem, mais ou menos o que levamos de Santiago a Sydney. Mas, como a maior parte é noturna, poderemos dormir.


Minha impressão de Airlie Beach:

O que vale a pena: Whitheaven Beach, mergulho/snorkelling (para quem não fez em outro lugar).

O que incomodou: no nosso caso, só o clima mesmo.

Quando ir: este é um dilema. De outubro a abril, é quente, mas há águas-vivas mortíferas. Viemos em maio e pegamos esse tempo. Mas acho que nos faltou sorte também.

Permanência: 3 noites e praticamente 3 dias inteiros. Como disse acima, eu ficaria apenas o suficiente para ver Whitheaven Beach. Fique mais se você for mergulhador.

Clique aqui para reservar seu hotel pelo Booking.com. Você não vai pagar nada a mais por isso, mas vai ajudar o blog!

IMG_6069

Onde ficarmos: Base Airlie Resort. Apesar do nome pomposo, é um albergue, com amplo quarto duplo, por apenas 70 AUD. É honesto, sim, e muito bem localizado. E tem até quadra de vôlei!

IMG_6074

Próxima parada: 24h em Brisbane

Parada anterior: Whitheaven: a praia mais bonita do mundo?

Posts relacionados:

Austrália em 25 dias

Chegada a Cairns

Grande Barreira de Corais e Daintree National Park‏

Gold Coast: a Orlando da Austrália!

Bye, Gold Coast!

Sydney, SUA LINDA!

Domingo em Sydney

I love  Sydney!

Great Ocean Road

Além dos 12 Apóstolos e chegada a Melbourne

Melbourne

Fim de semana em Melbourne

Mercado Central de Belo Horizonte

É sabadão em Belo Horizonte, bem no meio do feriado da Páscoa. E, enquanto muita gente está no sítio, no clube ou em algum lugar ao ar livre, o meu destino é o centro da cidade. No quarteirão formado pela avenida Augusto de Lima e as ruas Santa Catarina, Goitacazes e Curitiba, fica o Mercado Central.

DSC_0253.JPG

Apesar de o mercado ser o segundo passeio de Belo Horizonte mais avaliado pelos usuários do site de turismo Tripadvisor, não espere um monte de gente com câmeras na mão e  bancadas com produtos só para turista ver e comprar.

O Mercado Central é atração turística, sim, mas também um ponto de encontro dos mineiros. E é exatamente isso que faz o charme daqui.

Assim que eu entrei, encontrei uma turma de senhores, todos na faixa dos 70 e poucos anos. “Quando você nasceu, a gente já tinha o hábito de vir aqui todo sábado”. Eu pergunto o motivo de tanta fidelidade e outro amigo responde: “Não existe nada melhor no mundo que isso aqui”, apontando para uma generosa porção de fígado acebolado com jiló na chapa. E isso às 10h da manhã!

DSC_0272_1

Fígado acebolado com jiló na chapa: um clássico!

Achou estranho? Ficou com o estômago revirado? Pois saiba que esse prato, considerado um clássico do mercado, é uma delícia. E, para os mais tradicionais, o melhor jeito de comer é assim, em pé, no balcão, acompanhado de uma cervejinha:

DSC_0288

Ah, não gostou da ideia de comer fígado com jiló? Não tem problema. O Mercado Central é famoso por lugares como o restaurante Casa Cheia e o Bar da Lora! São pontos tradicionais do mercado, que ficaram ainda mais lotados depois do sucesso que fizeram em alguns dos principais festivais gastronômicos de Belo Horizonte.DSC_0264_1.JPG

Mas a maior parte das pessoas vai ao mercado mesmo é para fazer compras. São mais de 400 lojas, que vendem de artigos religiosos a artesanato, passando por ervas medicinais, bebidas, produtos lights, orgânicos e, claro, gostosuras da comida mineira. Imagina um lugar com queijo de tudo que é tipo e região do estado, e vindos diretamente do produtor?

DSC_0266_1.JPG

Quem anda pelos corredores do mercado enche a boca d’água quando se depara com maravilhas como o queijo Canastra, considerado um Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro desde 2008. E o que dizer dos doces de leite e das cachaças que fazem a fama de Minas Gerais até fora do país? Hummm…

DSC_0265_1.JPG

Na véspera do domingo de Páscoa, um dos produtos mais procurados era mesmo o bacalhau. Mas, durante o restante do ano, tem muito peixe também. A maioria de água doce, por causa da distância do estado até o mar. Não seria tão fresquinho, né…

A qualidade dos produtos é que faz o diferencial do Mercado Central.

DSC_0279_1.JPG

Recentemente, a revista de bordo da companhia aérea Tam fez uma pesquisa com os leitores para saber que mercados eles escolhiam como os melhores do mundo. O Mercado Central de BH ficou em terceiro lugar, atrás apenas do Mercat de la Boqueria, em Barcelona, Espanha, e o Borough Market, em Londres, Inglaterra. Tudo isso enche o mineiro de orgulho. Tanto que a reportagem foi parar no site oficial do Mercado Central.

Untitled.png

Fica a dica! Se estiver em Belo Horizonte, vale muito a pena dar uma passadinha por aqui.

Whitheaven: a praia mais bonita do mundo?

Depois de três dias deliciosos em Cairns, partimos para Airlie Beach, base para explorar as ilhas Whitsundays, ainda em Queensland e na região da Grande Barreira de Corais da Austrália. Do Brasil, compramos um passe de trem que dá direito a viagens ilimitadas na linha que corta o gigantesco estado (saiba mais aqui). E embora o processo seja chatinho (eles não vendem pela Internet e tive que comprar/reservar os assentos de cada trecho por telefone, via Skype), fica-dica 1: valeu a pena.

Clique aqui para curtir Viaje ao Léo no Facebook!

Se tivéssemos tempo, eu teria planejado outras paradas, como em Townsville (para ir à Magnetic Island), mas demos de tirão de 600km de Cairns a Proserpine, onde pegamos um bus (já incluído na tarifa) até Airlie Beach, a 25km. O motorista pediu o nome do nosso hotel e, quando perguntamos se passaria perto, ele respondeu: “deixo vocês na porta”.

Clique aqui para reservar seu hotel pelo Booking.com. Você não vai pagar nada a mais por isso, mas vai ajudar o blog!

É tudo tão organizado, o visual é tão bonito e o trem é tão bom (espaçosos bancos de couro, sistema de entretenimento em cada um deles e até chuveiro, pra quem precisar), que as 10h de viagem não foram um sacrifício e sim uma experiência!

IMG_6047

Saímos as 9 da manhã e chegamos às 19h. Acomodados, fomos procurar um supermercado. Apesar de a Dri ter me dito que o Woolworths (aquele de Cairns) é o mais caro da Austrália, compramos lá de novo, porque os mais baratos, como o Coles e o Audi, ficam afastados.

IMG_6088

A simpática Airlie Beach

Acordamos cedo, porque tinha passeio. Quem me conhece sabe: tenho planilha de viagem, com tudo planejado dia a dia, e gosto de reservar as coisas ainda em BH, depois de muito pesquisar. Muita gente acha que isso engessa o roteiro. Para mim, faz otimizar o tempo no lugar e evitar perrengues.

Mas não tem organização que resista à força da natureza.

O tal passeio incluía uma ida de barco à praia que encabeça várias daquelas listas de “mais linda do mundo”, a Whitheaven, e um snorkelling na Barreira de Corais. Quando a van chegou para nos levar ao porto, a moça avisou: “o dia não está bom, o mar não tem visibilidade alguma, mas vamos tentar fazer o máximo”. No check-in da empresa, outro informe do tipo e a pergunta: “quer desistir”? Já no barco (que mais parecia uma mistura de banana boat com bote gigante), vestidos com aquela roupa ridícula colada no corpo, ouvimos o comandante ser mais enfático:

“Esta é a última chance de pular fora. O mar está com ondas de até três metros, vocês ficarão encharcados, o barco  vai dar altos saltos a 130km/h, e corre um grande risco de o snorkelling ser uma droga. Sim ou não”?

Só minha amiga e eu desistimos. No guichê, providenciaram o reembolso no meu cartão. Achei honesto. Ponto para os australianos. De volta ao hotel, arrumamos um passeio que iria à mesma Whitheaven, mas num barco grande (que chacoalhava 300% menos, portanto) e sem snorkelling (tudo bem, já tínhamos feito em Cairns mesmo), saindo às 11h50 e chegando de volta às 18h20.

IMG_6094

A caminho do porto de Airlie…

Foram mais de quatro horas velejando com alguns momentos de turbulência para curtir apenas 1h40 na Ben(mal)dito paraíso. Pior: o tempo estava mega nublado quando chegamos.

praia mais linda da Austrália

Whitheaven sem Sol! Ô, São Pedro…

Apesar do vento frio e do cinza bucólico das fotos, é impossível negar que o lugar é maravilhoso. Mas tudo tem um lado bom.

IMG_6155

No meio do passeio, conhecemos um simpático casal brasileiro e nos divertimos muito com eles. Quando estávamos na praia, coincidiu de encontrarmos o grupo com o qual faríamos o tour até a ilha, e brincamos com a tripulação: “valeu pela dica, mates”. Se no barco grande, já foi barra pesada aguentar os solavancos, imagina na tal banana boat de Itu!

IMG_6134

Quem avisa amigo é.

Teria sido uma grande roubada mesmo.

Próxima parada: Airlie Beach e Whitsundays

Parada anterior: Grande Barreira de Corais e Daintree National Park

Posts relacionados:

Austrália em 25 dias

Chegada a Cairns

Brisbane em 24h

Gold Coast: a Orlando da Austrália!

Bye, Gold Coast!

Sydney, SUA LINDA!

Domingo em Sydney

I love Sydney!

Great Ocean Road

Além dos 12 Apóstolos e chegada a Melbourne

Melbourne

Fim de semana em Melbourne

Grande Barreira de Corais e Daintree National Park‏

Era um dos passeios mais esperados da viagem: a Grande Barreira de Corais. Tão grande, mas tão grande, que pode ser vista até o espaço. No segundo dia em Cairns, fizemos um snorkelling nessa maravilha! Não, não me matem, adeptos dos tubos de oxigênio! Mas, se eu não mergulhei em Fernando de Noronha, na Tailândia e em Aruba, por que haveria de ser na Austrália? Não precisa. É lindo de qualquer forma!

barreira

Todas as fotos que posto no blog são minhas. Mas, desta vez, usei uma da internet, porque minha câmera não é à prova d’água! Fonte: http://www.australia.com/id-id/places/great-barrier-reef.html

Juro! O que eu vi é igualzinho ao que está aí. Não espere aquela infinidade de cardumes que te rodeiam, como em Noronha. Na Barreira de Corais o que mais se vê são… corais! Dã! Multicoloridos, delicadamente esculpidos. Alguns parecem de veludo. Ou flores de um grande jardim submerso.

corais

Mais uma do site oficial da Australia, excelente por sinal: http://www.australia.com/pt-br/places/qld/qld-diving.html

Um tubarão de uns dois metros apareceu do nada. Apesar de a instrutora ter dito no barco que ele era inofensivo, eu gelei na hora. Não tive reação de seguir o bicho. Apenas fiquei quietinho, esperando que ele passasse por baixo de mim.

Esta é a casa do Nemo, mas fiquei o tempo todo procurando e o palhaço não deu o ar da graça.

Quem é mergulhador veria, porque ele gosta de ficar no fundo. OK, podem rir de mim!

IMG_5827

O passeio dura o dia inteiro, inclui almoço e foi inesquecível!

Quando chegamos à marina, corremos para o shopping porque (fica-dica 1) as coisas fecham muito cedo na Austrália. As lojas do Cairns Central, por exemplo, descem as portas às 17h30. E precisávamos muito colocar um chip local no celular porque (fica-dica 2): WiFi por lá algo raro. Quando existe, é ruim e cobrado.

Clique aqui para reservar seu hotel pelo Booking.com. Você não vai pagar nada a mais por isso, mas vai ajudar o blog!

Por isso, pagamos 19 AUD por um plano da Vodafone que nos deu direito a 3GB de dados no aparelho. Jantamos num restaurante malaio. Apesar de a cidade ter só 140 mil habitantes, a comida é superinternacional, por causa da quantidade de imigrantes, sobretudo asiáticos.

IMG_5843

Chip da Vodafone, comida malaia e cabelo desarrumado!

Em nosso último dia em Cairns,  fizemos um passeio até o Daintree National Park, que abriga a floresta tropical mais antiga do mundo,  com 116 milhões de anos. Antes de chegarmos lá, paramos no Wildlife Habitat, em Port Douglas, onde vimos cangurus e tiramos fotos abraçados a um coala. Em princípio, sou contra essa exploração animal, mas como resistir à essa criatura? Fica-dica 3: como nada aqui é de graça,  a foto custa 18 AUD, mas acabou saindo mais barata porque compramos três!

IMG_5892

É um mega mico turístico, mas ninguém manda nimim.

De lá, fomos pra tal floresta, lindíssima, onde almoçamos, caminhamos por meia hora numa linda praia do parque, já em Cape Tripulation. É o único lugar do mundo em que dois patrimônios da Humanidade se encontram: o Daintree e a Barreira de Corais.

IMG_5948

Cape Tripulation!

Fizemos ainda uma pequena trilha no meio da selva e, pra terminar, um cruzeiro superdispensável num rio à caça de crocodilos. Seria melhor cancelar isso e dar meia hora a mais pro zoo e mais meia na praia. Reservamos ambos os passeios, ainda no Brasil, pela Internet, com a empresa Adventure Travel Specialists e, fica-dica 4, deu tudo certinho. Jantei novamente num restaurante asiático.



Minha impressão de Cairns

O que vale a pena: o charme da cidade e os passeios.

Permanência: 4 noites (sendo 3 dias inteiros). Achei OK, mas você pode cortar um dia e uma noite (se desistir de Kuranda) ou trocar esse passeio por um dia a mais de barco (pernoitando na embarcação). Mas há muito mais a se fazer como circuito de cachoeiras, rafting, bungee jump, asa delta, paraquedas, ilhas, praias e a cidade de Port Douglas.

IMG_6038

Não reparem na bagunça das camas, apenas no tamanho do quarto. Você acha que o Gilligan’s parece mesmo um albergue?

Onde ficar: há muitas opções boas. Eu recomendo o hostel Gilligan’s. Não tem café, mas compramos comida no supermercado Woolmorths e nos viramos bem.

Próxima parada: Whitheaven: a praia mais bonita do mundo?

Parada anterior: Chegada a Cairns

Posts relacionados:

Austrália em 25 dias

 Airlie Beach e Whitsundays

Brisbane em 24h

Gold Coast: a Orlando da Austrália!

Bye, Gold Coast!

Sydney, SUA LINDA!

Domingo em Sydney

I love Sydney!

Great Ocean Road

Além dos 12 Apóstolos e chegada a Melbourne

Melbourne

Fim de semana em Melbourne

Chegada a Cairns

O voo da Lan/Qantas saía de Guarulhos cedinho, às 7h30 de sábado. Por isso, optamos por dormir no hotel do aeroporto na sexta. Eu me senti um japonês naquele quarto de 1,5m X 2,5m do tal Fast Sleep, que mal comportava a beliche e nossas malas. Mas fica-dica 1: conseguimos fazer o check-in na véspera, acordamos DENTRO do aeroporto (a 5 minutos do balcão), e despachamos a bagagem apenas uma hora antes do voo.

Clique aqui para curtir Viaje ao Léo no Facebook!

Bem, foram 4h até Santiago, 14h até Sydney (sim, amigos, 14) e, como somos adeptos do açoite logo na chegada, ainda emendamos outro voo, para aproveitar que estávamos no aeroporto. Se bem que não era exatamente o mesmo. Fica-dica 2: do terminal internacional de Sydney , foi preciso pegar o ônibus T-Bus até o terminal doméstico. E lá se foram mais 3h até o destino final. Eis que 4 voos, 1 táxi e 1 hotel depois, desembarcamos em Cairns, bem ao norte da Austrália.

IMG_5826.JPG

Cairns é a principal porta de entrada para os 2300km da Grande Barreira de Corais que, dizem, pode ser vista até do espaço.

Chegamos quase à meia-noite de domingo, 42h corridas após, portanto, eu deixar minha casa em BH (já descontando as 13h a mais de fuso). Pegamos um shuttle por 11 AUD (dólares australianos) até o Gilligan’s. É um hostel, mas nosso quarto duplo – sério – era grande, novinho, melhor que o de muito hotel. Na Austrália, os albergues costumam ser descolados e bem avaliados. Este, por exemplo, é o ponto do agito. Quando descemos para comer uma fatia de pizza, à uma da madrugada, a boate do hostel estava bombando, cheia de gatos e gatas, 90% deles bêbados e com metade da nossa idade.

Eu me senti na Austrália automaticamente. 

Pensei em interagir um pouco. Mas, após enfrentar essa maratona, sem chance!

IMG_5709

A revigorante floresta de Kuranda

Até porque tínhamos um passeio agendado, ainda no Brasil, para as 11h do dia seguinte. Acordamos às 8 e pouco porque queríamos tomar algumas providências antes de a van nos pegar às 10h30 com destino a Kuranda. É uma antiga vila aborígene no meio de uma floresta.

Clique aqui para reservar seu hotel pelo Booking.com. Você não vai pagar nada a mais por isso, mas vai ajudar o blog!

Para chegar lá, eles nos deixaram no terminal do teleférico Skyrail, que passa por cima da copa das gigantes árvores por mais de 7km. No caminho, duas paradas para apreciar atrações como a cachoeira Baron.

IMG_5713

Kuranda tem belas cachoeiras

Na vila, o visitante escolhe entre passear de barco, conhecer a cultura local, entrar num santuário de coalas, num aviário, num borboletário ou se encher de bugigangas nos mercados. Nada estava incluído no preço, claro, que já era salgado. E tudo era muito para turista ver. Preferimos fazer uma trilha de 3km por dentro da floresta até a estação, de onde o trem partiria às 15h30.

IMG_5754

Pausa para relaxar!

O trajeto de 1h30 é por uma rota cênica, à beira de uma garganta impressionante, passando por cachoeiras, túneis, curvas, etc. Esse tour é muito bonito, relaxante, organizado, bom pra um primeiro dia, blá-blá-blá… Mas, na boa, fica-dica 3: faça se tiver tempo!

IMG_5795

À essa altura, o jet lag já nos matava. De volta à simpática Cairns, ainda tivemos força para dar uma volta pela Esplanade. É uma orla muito agradável onde eles construíram a Lagoon (uma lagoa artificial), com piscina de borda infinita e um calçadão onde sarados nativos se exercitam, em clima de South Beach, Miami.

IMG_5811

Coisa de australiano!

Criaram esse charmoso complexo, porque a água do mar ali não era boa e cheia de perigosas águas-vivas. O lugar estava animado ao entardecer. Comemos num self service chinês no Night Market em frente à orla, antes de voltar ao hotel e desabar na cama antes das oito da noite.

Próxima parada: Grande Barreira de Corais e Daintree National Park‏

Parada anterior: Austrália em 25 dias

Posts relacionados:

Whitheaven: a praia mais bonita do mundo?

Airlie Beach e Whitsundays

24 horas em Brisbane

Gold Coast: a Orlando da Austrália!

Bye, Gold Coast!

Sydney, SUA LINDA!

Domingo em Sydney

I love Sydney!

Great Ocean Road

Além dos 12 Apóstolos e chegada a Melbourne

Melbourne

Fim de semana em Melbourne

Austrália em 25 dias

Quando minha companheira mais usual de viagens me perguntou onde seriam nossas férias de 2015, eu não vacilei: Austrália. Eu precisva completar todos os continentes e 30 países antes dos 40 anos. Era uma meta (meio idiota, eu sei) que tracei em 2013 para me desapegar da Europa. Depois disso,  rolaram as até então inéditas África, Ásia e América Central. Faltava a Oceania.

Clique aqui para curtir Viaje ao Léo no Facebook!

Mas como conhecer um continente tão grande e diverso em apenas 25 dias? O que muita gente faz de cara é usar a velha teoria do Jaque. Sabe qual? Já-que eu vou pra Austrália, por que não dar um “pulinho ali” na Nova Zelândia? Fica-dica 1: deixe os pulinhos para os cangurus. Em minha opinião, 25 dias não são suficientes para ver nem a Austrália direito. Deixamos de fora atrações incríveis, como a Tasmânia, o Outback e toda a parte oeste (Perth, Broome, etc), só para citar algumas. Preferimos nos concentrar na maravilhosa costa leste. Claro, depois de muito estudo, porque eu sou famoso por ser viciado em roteiro e planejamento. Veja:

roteiro

Costa leste da Austrália em 25 dias

Aí, você me pergunta: Léo, como percorrer esse país de dimensões continentais? Depende. Avião seria a resposta mais óbvia. Mas uma rápida pesquisa me fez descobrir que a Austrália tem uma fantástica rede de trens, com passes a preços razoáveis. Um deles pode se encaixar nos seus planos. Escolhemos a linha The Spirit of Queensland, que liga Cairns (bem ao norte e porta de entrada para a Barreira de Corais) a Brisbane, bem no meio da nossa rota. Com esse passe, pudemos parar em Airlie Beach, onde ficam as ilhas Whitsundays e Whiteheaven Beach, considerada a praia mais da Austrália.

IMG_6163

A foto não fez jus à beleza da Whiteheaven Beach, porque o clima não ajudou.

Poderíamos ter feitos outras paradas, como Townsville, base para explorar a Magnetic Island, e Hervey Bay, ponto de partida para explorar a selvagem Fraser Island, ou ainda a sofisticada região de Noosa, com charmosas cidades litorâneas. Tenho quase certeza de que teria sido tudo lindo, mas talvez um pouquinho “pretty much the same”. Enfim, optamos por apenas um stop em Airlie Beach. Mesmo assim, valeu a pena? Sim, porque viajar de trem na Austrália é demais, como vocês vão ver nos próximos relatos. A partir de Brisbane, parada final do passe de trem, nos viramos de outras formas. Primeiro, com outro pequeno trecho de trem até Gold Coast, comprado à parte no próprio local.

Orla de Gold Coast

A Inesquecível Gold Coast

De Gold Coast, pegamos um avião até Sydney e outro até Melbourne, ambos comprados diretamente no site da companhia low-fare Jetstar. Recorremos à minha eficientíssima agente de viagens para conseguir uma passagem internacional  que chegava por Cairns e saía por Melbourne. Fica-dica 2: assim, você economiza um trecho interno! Em Melbourne, alugamos um carro para conhecer por conta própria, e no nosso tempo, a Great Ocean Road.

IMG_7344

Tem condição o tanto que a Great Ocean Road é bonita?

Se houve algum senão no roteiro que eu elaborei? Unzinho talvez. Hoje, eu pediria para ela reservar a volta de Sydney, porque, no dia de ir embora para o Brasil, a gente já acordaria na cidade (saindo de Melbourne, tivemos que fazer uma conexão por lá). Não teria feito tanta diferença pra gente comprar os trechos aéreos Gold Coast-Melbourne, Melbourne-Sydney, em vez de Gold Coast-Sydney, Sydney-Melbourne, como fizemos. Mas também não chegou a atrapalhar nossa viagem, não. Foi quase tudo perfeito.

IMG_5892

Amigos para sempre

Ah, faltou dizer: a Austrália exige visto. A gente conseguiu fazer tudo sozinhos, pela internet, sem muito sofrimento. Não vou me alongar falando sobre isso aqui, porque há muitos “blogamigos” por aí explicando direitinho para se faz. Este aqui, por exemplo, explica tim-tim por tim-tim.

Curtiu as dicas? Então clique aqui para reservar seu hotel pelo Booking.com. Você não vai pagar nada a mais por isso, mas vai ajudar o blog!

Próxima parada: Chegada a Cairns

Parada anterior: Bangkok

Posts relacionados:

Grande Barreira de Corais e Daintree National Park

Whitheaven: a praia mais bonita do mundo?

Airlie Beach e Whitsundays

24 horas em Brisbane

Gold Coast: a Orlando da Austrália!

Bye, Gold Coast!

Sydney, SUA LINDA!

Domingo em Sydney

I love Sydney!

Great Ocean Road

Além dos 12 Apóstolos e chegada a Melbourne

Melbourne

Fim de semana em Melbourne