Revezamento da tocha: Do Espírito Santo à Bahia (dias 14 a 19)

Depois de Minas, veio o Espírito Santo, um estado que eu não reencontrava desde a infância, quando meus pais me levaram para frustrantes férias em Marataizes, numa torturante viagem de ônibus, desde Belo Horizonte. Desta vez, o percurso era de carro, 340 km de Juiz de Fora a Cachoeiro de Itapemirim, a terra do rei Roberto Carlos.

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Foto do rei na Casa de Cultura Roberto Carlos

Andamos mais 140 km até a simpática Vitória. O clima não ajudou muito, mas adorei conhecer a cidade e a genuína moqueca capixaba, como relatei aqui.

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Baía de Vitória, vista do meu hotel

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Ilha das Caieras

São Mateus, distante 210 km, foi a última parada no estado, antes de entrarmos em território baiano. Rodamos 370 km (ufa!) até o primeiro destino: Porto Seguro, onde eu só havia pisado a caminho de Arraial D’ajuda. Foi legal conhecer um pouquinho da orla e do Centro Histórico, onde ficam o Marco do Descobrimento, a igreja Nossa Senhora da Pena e o Museu de Porto Seguro. Ainda que rapidíssimo, a jato mesmo, bem ao contrário do jeito baiano de ser (com o perdão do estereótipo).

Saindo de Porto Seguro, pegamos um dos trechos mais pesados da viagem: uma estrada movimentadíssima até Eunápolis, um pedaço lotado de carretas na BR101, outro complicadíssimo na BA680 e mais um tantão de chão. Mais ou menos 420km em seis longas horas até chegarmos a Vitória da Conquista. Outros 280km de chão nos levaram à Ilhéus, que eu também só tinha visto de passagem, por duas vezes, a caminho de Itacaré e também Barra Grande.

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É assim que a gente vê Ilhéus de passagem

Ficamos na praia dos Milionários, lá na pontinha da orla. Não deu tempo de entrar no mar, claro, mas pelo menos conheci um pouquinho mais da cidade. Fui ao Centro Histórico, onde fica o Palácio Paranaguá, o bar Vesúvio (aquele mesmo da obra Gabriela, de Jorge Amado) e a Catedral de São Sebastião.

De Ilhéus, 180km de estrada nos levaram à Valença, outra cidade que só tinha conhecido em trânsito, quando peguei a lancha para Morro de São Paulo. Não consegui conhecer muito mais do que eu tinha visto na primeira vez. Mas ainda tem muita Bahia, ESSA LINDA, pela frente!

Próxima parada: Série EM/COMO: Em Valença, como os valencianos

Parada anterior: Série EM/COMO: Em Vitória, como os vitorienses

 

 

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