Série EM/COMO: Em Cascavel, como os cascavelenses

Bastou entrar no Sul para a tentação aparecer na minha frente: aquele chopp artesanal, produzido na própria cervejaria, servido em forma generosa. Pois bem! Como ninguém é de ferro e eu estava em num momento de folga, resolvemos experimentar a cerveja do Martignoni Bier, em Cascavel. Vem numa torre que comportava até 2,5 litros, mas tivemos juízo e pedimos a de 2 litros. kkk. Grande diferença!

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Para acompanhar, uma polpetta com macarrão super bem servida.

 

Estava tudo muito gostoso, caiu direitinho com o clima ameno que fazia, o lugar era agradável e o melhor veio na hora de pagar: R$ 60,60 (ou seja, R$ 30 reais para cada um para comer e beber muito bem). Agora quanto ainda sobrava depois que cada um já tinha servido um prato:

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Comecei com o pé direito a região Sul. Mas, daqui pra frente, beber com moderação, porque a jornada ainda é longa.

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Revezamento da tocha: Rio Branco e MS (dias 51 a 55)

Era minha segunda vez em Rio Branco. A primeira havia sido alguns anos antes, para transmitir um jogo da Copa do Brasil. Na época, fiquei com uma boa impressão da cidade. E, depois de cobrir o revezamento da tocha em Palmas e Boa Vista, eu também já tinha pegado o jeito de fazer a coisa. Por isso, estava animado para o meu terceiro dia de comboio.

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Na véspera, fiz uma cobertura prévia na cidade e pude visitar novamente lugares como o Centro Histórico/Mercado Velho (ao lado do Rio Acre e da Passarela Joaquim Macedo), o Palácio Rio Branco e a Praça da Revolução.

No dia do revezamento, encontrei ruas cheias e gente animada incentivando os condutores da tocha. Apesar do calorão, deu tudo certo.

A cidade seguinte, Campo Grande, marcou o fim da rota aérea e o começo da segunda e última rota terrestre do revezamento. Eu só tinha passado rapidamente pela capital de Mato Grosso do Sul, também para um jogo da Copa do Brasil. Desta vez, pude conhecer um pouquinho mais de Campo Grande, ou pelo menos, o local mais emblemático: o bonito Parque das Nações Indígenas, que ficava bem pertinho do hotel.

De Campo Grande, fomos para Dourados, onde tinha rolado a tal partida em que eu tinha trabalhado anos antes. Lá, eu revi a Praça Antônio João e sua Catedral Nossa Senhora da Imaculada Conceição.

E assim foi esta parte da aventura: bem corrida e repleta de reencontros. O sul do país e os estados de São Paulo e Rio de Janeiro inteirinhos me aguardam.

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Série EM/COMO: Em Boa Vista, como os boavistenses

É tipicamente indígena! E, a caminho da Comunidade Campo Alegre, eu pude experimentar uma autêntica paçoca. Bem ali, às margens do Rio Uraricoera, enquanto esperava a balsa.

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Mas e a paçoca? Nada mais é que uma farofa de carne de Sol com farinha de mandioca (a que eu era braba, mais rústica, e com um sabor que eles dizem ser mais azedo). Achei interessante, mas não dá para comer todo dia.

De volta ao hotel, dei uma olhada no cardápio e depois perguntei à garçonete do restaurante: “o que você tem de mais típico”? Resposta rápida: pirarucu ao molho de buriti. E ainda vem com um purê, feito com uma espécie de palmito do próprio buriti. Estava gostoso. Mas não é que eu fiquei pensando que uma paçoquinha iria cair bem naquele prato? Rs.

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Revezamento da tocha: Pit Stop no Rio e comboio em Boa Vista (dias 44 a 50)

Depois de Palmas, onde tive a experiência do meu primeiro comboio, fui mandado de volta ao Rio para uma rápida de quatro dia. Em seguida, caí no Brasilzão de novo a caminho de um destino muito esperado: Boa Vista! Quando eu soube que faria o revezamento da tocha, uma das primeiras coisas que eu pensei foi: vou conhecer a capital mais ao Norte do Brasil.

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A belo Rio Branco, visto da Orla Taumanan

Assim que cheguei, dei um belo giro pela cidade porque precisava fazer fotos. Comecei o passeio/trabalho pela Marina Meu Caso (adorei o nome), de onde uma condutora partiria de canoa com a tocha dos dias depois. Em seguida, uma passada na Orla Taumanan, onde a moça chegaria com a chama.

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Artista dá os últimos retoque no canoa na companhia do meu companheirinho de trabalho, o Vinicius

Passei também pela Igreja Matriz e pela bela Praça das Águas, que foi o ponto de partida do revezamento. É lá que fica o Portal do Milênio, que rende lindas fotos no fim da tarde. Ainda conheci a Praça Fábio Marques, que foi o palco da celebração na cidade e é também o local dos festejos juninos.

Boa Vista é bonita e bem cuidada. A Praça do Centro Cívico, por exemplo, é bem espaçosa para poder abrigar com pompa os belos edifícios governamentais. Gostei muito da cidade. Mas a experiência mais impactante ainda estava por vir. No dia seguinte, eu tinha uma reportagem marcada na Comunidade Indígena Campo Alegre, a cerca de 60km do Centro. Par chegar lá, é preciso atravessar o belo Rio Uraricoera de balsa.

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A imponência do Rio Uraricoera

Chegando à aldeia, me encantei com a simplicidade dos indígenas, a sapequice das crianças (todas fofas) e a sabedoria das palavras dos mais velhos. Os indígenas se modernizaram, têm Wi-fi na aldeia, antenas parabólicas, mas continuam valorizando as tradições. Que experiência!

Ah, e no último dia, claro, ainda tinha relay, o revezamento. Neste segundo, eu já estava experiente. Rs. Por isso, não me espantei com a correria e a precisão em que tudo acontece. Fotografei e entrevistei pelo menos 17 condutores. Vi alguns deles chorarem diante da minha lente, e também me comovi. Foi por essas e outras que, como diz o letreiro da primeira foto, eu amei Boa Vista.

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Série EM/COMO: Em Palmas, como os palmenses

Eu tinha tido o prazer de fazer uma reportagem com o indígena Ismael Xerente (leia aqui). Foi tão bacana que, quando terminamos a sessão de fotos na Praia do Prata, passamos no Parque Cesamar, a caminho de casa, para continuar o papo. Foi ali que eu tive a chance de comer um beiju, que é como os indígenas chamam o que convencionamos chamar de tapioca.

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Então foi assim: o blogueiro descendente de índios mineiros comendo uma comida de origem indígena ao lado de um indígena. Que honra, que experiência! Para acompanhar, um suco de cupuaçu.

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Pedi o beiju de carne de sol com queijo coalho e estava uma delícia. O Parque Cesamar é uma área de lazer muito agradável em Palmas. Como já era noite, as fotos não ficaram tão boas. Mas deu pra perceber que o lugar é muito frequentado pela população e é uma ótima opção para a prática de esportes.

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Revezamento da tocha em Palmas, onde vi o comboio (dias 40 a 43)

Quem vem acompanhando a minha aventura sabe que eu sou da equipe avançada de Comunicação do Rio 2016. Chego às cidades de celebração (as últimas de cada dia) dias antes do revezamento, ajudo a Prefeitura na realização de um encontro com a imprensa, faço uma cobertura jornalística na cidade e pego a estrada de novo antes mesmo de a tocha chegar.

Quase sempre, não fico nem 24h no lugar. Mas, em Palmas, a escala foi diferente, porque era o início da rota aérea.

No primeiro dia, fiz uma produção de fotos na agradável Praia da Graciosa. É banhada pelo Lago de Palmas, que foi formado depois que represaram o Rio Tocantins por conta da construção da hidrelétrica de Lajeado. Água limpinha, limpinha, e por do sol de perder o fôlego!

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Só no dia seguinte, era o briefing com os jornalistas. Foi num local chamado Área Verde, com muitas árvores. Apesar das avenidas superlargas e dos espaços muito abertos, Palmas é uma cidade arborizada. Quando elas crescerem mais, vão ajudar muito a amenizar o clima superquente. No mesmo dia, voltei ao Lago de Palmas, desta vez para fazer uma reportagem na deliciosa Praia do Prata, que é um pouquinho diferente, porque tem mais estrutura para os banhistas. Mas o visual no fim do dia é o mesmo, com lindas cores no céu.

Até que chega o grande dia: o revezamento! Escalado para cobrir a passagem da tocha e alguns dos condutores da cidade, pego dicas com uma colega que está fazendo o trabalho desde o começo. Easy, easy, diz ela. Até que pinta o primeiro condutor da minha pauta. Estou lá eu me esgueirando para aproveitar a sombrinha no poste, no início do trecho em que ele deveria carregar a tocha. De repente, o ônibus que traz os condutores para e o senhor desce. Os parentes, claro, vão abraçá-lo e eu, sem querer cortar o clima, fico tentando falar com ele, pegar as tais aspas, tirar fotos bacanas, fazer o meu trabalho, enfim. Mas o tempo é curto.

Logo, logo, chega o condutor que vai passar o fogo para ele. Tem uma montão de gente entre mim e aquela cena. Eu me esforço para pegar o melhor ângulo. Quando a tocha é acesa, ele começa a correr.

E eu junto, meio de lado, meio de costas, segurando a bermuda pra não cair, ainda sem ter desenvolvido a técnica adequada para tudo aquilo. Rs.

Não sei se foi adrenalina, mas eu não imaginava que era tão rápido!  Terminei os 200m como se tivesse corrido a maratona: esbaforido e preocupado se eu tinha cumprido bem a missão. Olhei as fotos. Ufa! Algumas ficaram bem legais. E que divertido foi! Lembrando da situação agora, eu começo a rir.

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Bora pra próxima! No ponto onde a minha próxima condutora iria receber a tocha, tinha uma quadrilha. Pensei: legal! Vai render fotos diferentes.

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A partir daí, tudo fica mais tranquilo. Entra no carro, acha o ponto certo no GPS, registra o que pode antes de o condutor ser trazido pelo shuttle e aproveita os poucos minutos antes de a tocha chegar até ele para fazer o melhor conteúdo possível.

A gente cria uns macetes instantaneamente, improvisa, começa a curtir, a se envolver com a emoção de quem está lá para aquele momento único da vida. E foram dois, três, quatro, uns oito condutores ao longo do dia. Cada um com sua história e com seu jeito próprio de representar os brasileiros no revezamento. Para mim, também é uma experiência inesquecível. Mais que isso, uma descoberta: saber que eu sou capaz de fazer e ainda curtir algo tão diferente do que eu fazia antes, como editor-chefe de um telejornal. Quanto mais eu conheço o Brasil e as pessoas que cruzam o meu caminho, mais eu me reencontro.

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Série EM/COMO: Em Fortaleza, como os fortalezenses

Mineiro que é mineiro adora comer peixinho e camarão na praia. Quer dizer, aqueles que gostam de peixinho e camarão, claro. É que a gente mora tão longe do mar que aproveita a chance de saborear essas delícias fresquinhas, praticamente saídas da água.

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Pois bem, chegando a Fortaleza, num calor do Ceará, estávamos procurando um lugar pra comer e o hotel do colega que iria almoçar conosco era quase em frente ao Mercado de Peixes da Praia de Mucuripe (ou dos botes, como dizem os locais). Aí, pensamos: por que não?

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O organizado Mercado de Peixes!

O lugar é muito novinho e arrumado, com pavilhões cheios de lojas que vendem diversos tipos de peixe e camarão. Você escolhe o que quer e leva para os bares, que fritam para você na hora. Compramos 1kg de atum e 1kg de camarão por – acredite – R$ 57,00 reais.

 

O bar cobrou R$ 16,00 reais para preparar a comida. Pedimos baião de dois e uma boa macaxeira pra acompanhar.

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E, incluindo as bebidas, deu R$ 45,00 reais para cada um (já somando aquela continha das compras). Preço excelente por uma comida honestíssima. Que delícia de tarde de sábado num dos poucos momentos de folga dessa grande e inesquecível viagem pelo Brasil! Se estiver em Fortaleza, não deixe de conhecer esse simpático lugar.

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