Chapada dos Veadeiros em três dias

A primeira pergunta a ser respondida é: dá para fazer a Chapada dos Veadeiros num bate-volta? Dá! É claro que você vai conhecer apenas uma parte das muitas e belíssimas atrações que se estendem por quilômetros. Apenas de Colinas do Sul a Cavalcante (as duas cidades que ficam nos extremos da chapada), por exemplo, são 180km de estrada.

Reserve sua pousada por este link e ajude o blogueiro!

Outro aspecto a ser considerado é se vale a pena pegar um avião para ficar tão pouco tempo, porque uma coisa é sair de carro de Goiânia (a 460km do parque) ou de Brasiília (a 260km). E outra coisa é pagar umaboa grana até num voo até uma dessas cidades e ainda ter que percorrer tanto chão até chegar à chapada. Eu acho que fica corrido, mas cada cabeça uma sentença, não é mesmo?

Clique aqui para curtir a página do Viaje ao Léo no Facebook, e fique por dentro das novas postagens do blog

OK, Léo, eu decidi então que quero fazer um tourzinho básico de três dias. O que devo fazer? O primeiro passo é decidir que cidade vai escolher como base. A Chapada dos Veadeiros tem as pequininas Colinas do Sul e Teresina de Goiás (onde, acredito eu, pouca gente se hospeda), e as mais procuradas Cavalcante, Alto Paraíso e seu distrito mais charmoso: São Jorge.

20170707_180220.jpg

Mas o que deve pesar na sua decisão? Basicamente, o que você planeja ver nesse curto tempo, porque não convém ficar indo e voltando demais. Afinal, 90km separam Alto Paraíso, a localização mais central da chapada, de Cavalcante, por exemplo. A seguir, algumas dicas para ajudar na sua escolha:

 

CAVALCANTE

A mais distante das três cidades (para quem vem de Brasília ou Goiânia) é a melhor pedida para quem deseja ver as cachoeiras que muita gente considera as mais bonitas da região: Rio Prata, Santa Bárbara e Capivara. E ainda tem outras como Veredas e a Ponte de Pedra. Eu não fiquei lá, por isso não posso dar um testemunho pessoal, mas dizem que é um local menor e mais rústico que os demais. Com tão pouco tempo, eu levaria em quanto a distância, porque 90km podem parecer pouco, mas faem diferença para quem está fazendo um bate-volta.

 

ALTO PARAÍSO

Para quem vem de Brasília ou Goiânia, é a primeira cidade a aparecer. Como disse acima, é a mais central. Fica mais perto de atrações como a Cachoeira Loquinhas, a Cachoeira dos Couros (dizem que é fantástico) e das Cachoeiras Almécegas (que eu visitei e descreverei no próximo post).  Também segundo relatos que ouvi, é um pouco mais estruturada que Cavalcante, apesar de ser um pouco menor. É também mais econômica, porém menos charmosa, que seu distrito famoso.

 

SÃO JORGE

O distrito, localizado a pouco mais de 30km de Alto Paraíso, foi a opção que escolhi para essa primeira exploração à chapada. Por quê? Basicamente, porque me disseram que era mais romântico e deslocado. E é verdade. Estar hospedado ali já faz parte do passeio. Dali, estávamos a 9km do Vale da Lua (uma das atração bem manjadas, mas imperdível) e a 10km da Cachoeira da Segredo.

IMG_9596

A incrível Cachoeira do Segredo

Para ir às Almécegas, a 28km do distrito, tivemos que voltar quase até Alto Paraíso, mas tudo bem. A estrada é boa e tem uma paisagem linda.

IMG_9548.JPG

Mas São Jorge tem outra grande vantagem: está coladinho à entrada principal do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e de suas principais trilhas (apesar de termos optado por não percorrê-las. Vai entender! Mas só no próximo post). Posso dizer que não me arrependo da escolha. Seja qual for a sua, certamente terá dias muito gostosos na chapada.

Próxima parada – Chapada dos Veadeiros: por que visitei o parque

 

Anúncios

Cachoeiras de Pirenópolis: Dragões

Quando comecei a frequentar Pirenópolis (logo que me mudei para Goiás, em fevereiro de 2017), sempre ouvia dizer que as cachoeiras mais bonitas da região era as do Rosário e as dos Dragões. Talvez por serem mais distantes das outras, eu demorei bastante para conhecer as duas. E, quando finalmente resolvi visitar as dos Dragões, em agosto de 2018, não escolhi o melhor dos momentos. É que a queimada no segundo semestre de 2017 e a pouca quantidade de chuva nos meses seguintes fizeram praticamente secar metade das oito cachoeiras abertas à visitação.

Reserve sua pousada por este link e ajude o blogueiro!

Justiça seja feita: a moça que nos recebeu na entrada deixou isso bem claro pra gente! Perguntou se tínhamos certeza de que queríamos mesmo fazer o passeio naquele dia, e disse que estavam cobrando apenas metade do valor do ingresso (cujo preço normal é R$ 45,00), em função do pouco volume de água. Como é bem trabalhoso chegar até lá e também por termos lido no Tripadvisor que o lugar estava bonito, apesar da seca, resolvemos encarar.

20180804_110224

Optamos por fazer o percurso sugerido no sentido inverso, ou seja, da oitava para a primeira cachoeira por dois motivos. Primeiro porque tínhamos visto essa dica em blogs. Segundo porque a moça da recepção informou que as cachoeiras 5 a 8 eram as que estavam vazias, e queríamos terminar o dia nas cheias, né?

20180804_104810

Uma trilha bonita e relativamente curta nos levou à 8ª Cachoeira, chamada Rei dos Dragões. O que deveria ser uma queda volumosa em ambos os lados estava reduzida a um fiozinho de água, mais parecido como uma ducha. Tudo bem! Como a oitava é uma das nascentes do passeio, não perdi a oportunidade de tomar um banho gelado e refrescante logo de cara.

20180804_105546

Já a 7ª Cachoeira, a Dragões do Céu, não tinha nadica de nada, coitada. Estava sequinha da Silva. Uma pena!

Clique aqui para curtir a página do Viaje ao Léo no Facebook, e fique por dentro das novas postagens do blog

Seguimos então para a 6ª, a Dragão Voador, que tem um poção bem legal para banho e uma queda alta. Deve ser imponente quando está cheia.

20180804_113704

Imagino que a 5ª, a Dragão Verdadeiro, também seja um espetáculo, já que a água desce por um paredão. Mas olha só como ela estava:

20180804_112921

OK, o combinado não sai caro, né! Como já estávamos informados sobre tudo isso, não nos abalamos, e seguimos para as quatro primeiras, onde poderíamos enfim nos refrescar.

20180804_122113

Enfim, a quarta!

Foi na 4ª Cachoeira, a Nuvens do Dragão, que encontramos a sombra e a água de que precisávamos. A queda é pequena, mas o banho é daqueles de lavar a alma. Dá para ficar um tempinho debaixo dela, massageando as costas. Gostoso demais!

IMG-20180804-WA0087

A 3ª, Pérola do Dragão, é a mais bonita de todas. Fica num lugar bem aconchegante, com um poço de água cristalina. A queda não é das mais fortes (pelo menos nessa época de seca), mas é até bom que seja assim, pra gente poder ficar bastante tempo. Se der sorte de ter pouca gente, você tem a sensação de que o cantinho foi feito especialmente pra você.

20180804_130013

A 2ª Cachoeira, a Dragão Azul, é mais um local de contemplação, porque fica numa espécie de encosta de frente para uma bonita clareira.

20180804_133135

Na parte alta, alguns lugares gostosos para ficar de bobeira, lagartixando.

Por fim, chegamos à 1ª, a Portão do Dragão. Como a 8ª, ela também é nascente. O charme fica por conta do tronco de árvore inusitado: ele cresceu de lado em vez de para cima. Muita gente fica encostada ali, curtindo aquele poço de água transparente, transparente.

20180804_142609

É isso, aliás, que faz a fama das Cachoeiras dos Dragões. Uma das administradoras nos contou que eles têm se empenhado em adquirir áreas próximas ao local. Quando há pedreiras, elas são desativadas. Assim, contribuem para evitar a degradação do lugar e preservar aquela natureza tão abençoada.

IMG-20180804-WA0035

Saca só a transparência desta água…

As Cachoeiras dos Dragões ficam na área do Mosteiro Zen Eisho-ji, distante 40km do centro de Pirenópolis. Saindo da cidade, é só pegar a GO338 em direção a Goianésia e dirigir 25km até a entrada de uma estrada de terra que leva a diversas cachoeiras, como as famosas Paraíso e Rosário. Para chegar às Cachoeiras dos Dragões, é preciso percorrer um trecho de 15km sem asfalto. Eu recomendo demais esse passeio. Se puder ir na época cheia, melhor ainda. Espero voltar!

Parada anterior: Cachoeiras de Pirenópolis: Sonrisal

Posts relacionados:

Sonrisal

Paraíso e Lobo

Meia-Lua e Usina Velha

Bonsucesso

Lázaro e Santa Maria

Abade

Cachoeiras de Pirenópolis: Sonrisal (para curar um perrengue)

Na teoria, a ideia era ótima: escapar do roteirinho manjado de cachoeiras de Piri, daquelas que todo mundo visita. Por isso, escolhemos a Sonrisal, pouco conhecida (nem entrada eles cobram) e de acesso menos divulgado (nem placa indicativa tem).

Reserve sua pousada por este link e ajude o blogueiro!

Para chegar, tem que pegar a Rodovia dos Pirineus. Você vai passar pela entrada de várias cachoeiras (como Lázaro & Santa Maria, Abade e Coqueiro). Quando entrar no Parque Estadual da Serra dos Pirineus, a trilha do Sonrisal estará à direita uns 200 ou 300m depois dessa espécie de imenso portal de madeira:

20170805_111216

Mas é entrada tão discreta, tão discreta, que fica até difícil de encontrar. Bom, achamos, e seguimos pela estreita estradinha de terra. Na primeira bifurcação, viramos à esquerda. Na segunda, à direita, num descidinha. Soubemos qual era o ponto de estacionar quando vimos um carro parado na estrada. Se não fosse isso, talvez tivéssemos passado direto. kkk.

Clique aqui para curtir a página do Viaje ao Léo no Facebook, e fique por dentro das novas postagens do blog

Dali, a caminhada é curta até a Cachoeira Sonrisal. Na verdade, não é bem uma queda d’água, e sim uma sucessão de pocinhos, que formam piscinhas praticamente particulares (já que quase ninguém chega lá). O lugar é cercado de verde. Então, é muito gostoso passar um tempão ali, dando mergulhos na água fria, e depois voltando pro sol para se esquentar.

20170805_141627

Aquela piscininha particular que você respeita

Até aí tudo bem. E você deve estar pensando: cadê o perrengue do título? Foi na volta!

20170805_113759

A pessoa nem imaginava o que viria pela frente!

Na primeira bifurcação, em vez em de virar à esquerda, pegamos a direita. Só percebemos que o caminho estava errado depois de descer uns 100m num terreno bem acidentado, cheia de pedras e buracos enormes. Quando resolvemos retornar, meu HB20 1.0 não conseguimos passar pelos obstáculos. Fizemos várias tentativas, e nada. O jeito foi deixar o carro no meio do nada, e caminhar até encontrar uma carona ou sinal de celular. Por sorte, era cedo ainda (pouco antes das quatro da tarde). Mas andamos bastante, viu? Uma meia hora até a Rodovia dos Pirineus e outro tanto até o telefone dar sinal de vida.

20170805_200656

Pelo menos, rolou um belo por do Sol!

A primeira coisa que fizemos foi ligar pro seguro que, graças a Deus, cobria o guinho sem custo. Mas o socorro chegaria só às 20h, Por isso, uma amiga foi nos buscar na rodovia (já que nenhuma alma caridosa quis dar carona, acredita?). Voltamos para Piri, nos recuperamos um pouco e, e quase às 21h, chegou o caminhão do guinho que iria resgatar meu carrinho.

20170805_212214

Ei-lo, em cima do guincho! Oh, my God!

Às dez da noite, estávamos lá, no meio do matagal. Que aventura! Ainda bem que deu certo. Mas fica-dica 1: se seu carro for baixinho, pense duas vezes antes de ir com ele. E fica-dica 2: caso vá, não erre o caminho. Caso contrário, vai precisar de muito Sonrisal. Oooops, não resisti.

20170805_211652

Na foto noturna, não dá pra ter muita noção da encrenca que era! Mas isso era uma descida, e o carro estava lá no fim dela, sem chance de subir.

Próxima parada: Cachoeiras de Pirenópolis – Dragões

Parada anterior: Cachoeiras de Pirenópolis – Paraíso e Lobo

Posts relacionados:

Dragões

Paraíso e Lobo

Meia-Lua e Usina Velha

Bonsucesso

Lázaro e Santa Maria

Abade

Cachoeiras de Pirenópolis: Paraíso e Lobo

Para quem não gosta de andar, é mesmo um paraíso. A cachoeira que dá nome ao lugar ficar a menos de 100m (isso mesmo, 100m) do estacionamento. O poço é fundo. Então, é preciso saber nadar.

E, como o acesso é fácil demais, pode ser que tenha muvuca. Na hora em que estávamos lá, por exemplo, chegou uma turma trazendo até boia (daquelas rosa choque, de criança, em volta da cintura), e fazendo o maior barulho. Ainda bem que não ficaram muito. Rs. Mas a propriedade tem mais a oferecer.

Reserve sua pousada por este link e ajude o blogueiro!

Para chegar, é preciso pegar a GO 338, saída para a cidade de Goianésia, conhecida como saída do aeroporto. Após 23km de asfalto, há uma placa indicativa para a cachoeira. Aí, é só virar a direita e seguir por 7 km de estrada de chão.

20170802_134651.jpg

O ingresso custa 20 reais (preço de julho/2017) e, na entrada, eles te dão uma mapinha para você circular.

Clique aqui para curtir a página do Viaje ao Léo no Facebook, e fique por dentro das novas postagens do blog

Como sempre, optamos por fazer a trilha mais longa primeiro, cerca de 2km até a Cachoeira do Lobo. Fica bem escondidinha, não bate muito sol (por isso, é meio fria). Mas, exatamente por ser tão fechadinha, passa a sensação de que está ali só para você. Principalmente se der a sorte de, como nós, chegar num momento em que não há ninguém. Ah, e essa cachoeira tem uma peculariedade muito interessante: uma imensa placa de pedra no fundo, lisinha, lisinha, dando a impressão de que é uma piscina.

20170802_152050.jpg

Cachoeira do Lobo

Bem pertinho, tem uma piscina natural e a Cachoeira da Laje, que estava com pouquíssima água. Não são nada de mais, mas podem ser opções, caso você queira uma certa privacidade. Estavam desertas quando fomos.

20170802_142215.jpg

Cachoeira da Laje

20170802_141405.jpg

Piscininha natural

Voltamos os 2km até a entrada principal e, antes de irmos para a Cachoeira Paraíso (da qual eu falei no comecinho do post), paramos para almoçar no restaurante. A comida é simples, mas bem feita, o preço é legal, e eles ainda aceitam cartão. Recomendo.

 

O lugar tem ainda outras piscinas naturais e áreas de descanso, que não chegamos a conhecer. Pode não ser a atração mais impressionante de Pirenópolis, obviamente. Mas, pela comodidade que oferece, vale a pena demais conhecer!

 

Próxima parada: Cachoeiras de Pirenópolis – Sonrisal

Parada anterior: Cachoeiras de Pirenópolis – Meia-Lua e Usina Velha

Posts relacionados:

Dragões

Sonrisal

Meia-Lua e Usina Velha

Bonsucesso

Lázaro e Santa Maria

Abade