Chapada dos Veadeiros: Vale da Lua

Deixamos para o último dia (aquele menorzinho, em que encararíamos pelo menos 6h de carro na volta a Goiânia) um dos passeios mais fáceis de se fazer na Chapada. Para quem se hospedar na Vila de São Jorge, é só pegar 9km da asfaltada GO-239 (já a caminho de Alto Paraíso e de casa). Ao chegar, são apenas 600m do estacionamento até as formações rochosas. A entrada custa R$ 20,00 (preço atualizado em novembro/2018).

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O Vale da Lua foi formado pela erosão fluvial do Rio São Miguel, ao longo de 600 milhões de anos, e o resultado lembra aquelas fotos da Lua divulgadas pela Nasa. Daí o nome. Andar pelas pedras pode ser perigoso, principalmente se estiverem escorregadias. Há também o risco de cair nos buracos (sim, eu sou superdesastrado.  Pessoas mais coordenadas talvez não sintam tanto receio. Rs). Mas é tranquilo.

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Cuidado pra não cair aí!

Muita gente se decepciona com o Vale da Lua porque vê as fotos na internet e espera algo muito grandioso. Bem, é bonito, sim. Diferente, sem dúvida. Mas eu consigo entender quem não se sinta tão impactado assim pelo lugar.

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Em meio às rochas de formatos curiosos, há piscininhas bem gostosas. Claro, para quem acabou de ver as cachoeiras abundantes da Chapada, o banho em si não chega a impressionar.

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Mas esse não deve ser o objetivo principal da visita, e sim apreciar aquele visual bem peculiar. Como é um passeio rápido, fácil e barato, eu não deixaria de ir. Mas sou São Tomé. Gosto de ver pra crer. Você decide.

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Você terá uma foto maneira, vai!

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Minha impressão da Chapada dos Veadeiros:

O que vale a pena: a natureza maravilhosa e aquela sensação de desconexão total com a realidade

O que incomoda: se eu tiver que apontar alguma coisa, diria que é a superlotação de algumas das atrações

Permanência: três noites (sendo 2,5 dias). Se você só tiver tempo para um bate-volta, paciência! Priorize passeios, como eu fiz, e aproveite o que der. Mas achei muito pouco. A Chapada é enorme e cheia de coisas pra fazer. Vimos quase nada (nem fizemos as trilhas do parque, por exemplo), mas tudo bem. Ficou um gostinho de quero mais. Com certeza, voltarei!

Hospedagem: Pousada Caminho das Cachoeiras! Fica na entradinha do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, bem ao lado da badaladíssima Baguá Pousada, e é uma delícia. O café da manhã é muito bem servido, e eles têm um mirante legal para ver o pôr do Sol. Recomendo! Reserve por este link e ajude o blogueiro.

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Olha só o visual do mirante da pousada!

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Chapada dos Veadeiros: Cachoeira do Segredo

Vou te contar um segredinho: se o seu carro for 1.0, talvez ele não se dê muito bem no caminho para a Cachoeira do Segredo. Já, já, você vai entender por quê. Bem, em nosso segundo dia na Chapada dos Veadeiros, a gente continuou com o plano de explorar atrações fora do Parque Nacional, porque não estávamos muito dispostos a fazer as longas trilhas de lá, como expliquei neste post aqui.

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Por isso, optamos por conhecer a muito bem recomendada Cachoeira do Segredo. Antes de ir, fica-dica 1: quem compra o ingresso na cidade paga um pouquinho mais barato (35,00 reais contra 40,00 de quem paga na hora –  e ainda pode usar o cartão). Para quem está em São Jorge, é só pegar a GO-239 em direção a Colinas do Sul, e rodar cerca de 9km. Entrando na região da cachoeira, estacionaríamos o carro teoricamente a 3,5km da atração. Mas aí está a pegadinha: a estrada é muito ruim, e meu HB20 1.0 se recusou a seguir viagem quando estava a 1.5km do tal estacionamento. Simplesmente não subia um morrinho coberto de um pó bem fino.

 

Paramos o carro por ali mesmo e o que seriam 3.5km de trilha teriam virado 5km, se não tivéssemos recebido uma carona. Amém! Bom, do estacionamento até a cachoeira propriamente dita, o caminho é muito bonito. A maior parte é em mata fechada mesmo, em contato total com a natureza, mas também há paradas assim:

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Estávamos meio estressados com a história do carro, mas ao chegar à Cachoeira do Segredo, todo o perrengue pareceu pequeno. A queda é altíssima (mais de 100m), o cenário é lindo e o lugar tem uma energia incrível.

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A desvantagem: como não bate Sol, a água é muito, muito gelada. Acho que só vi algo parecido numa viagem à Itália em outubro, mas encarei o desafio!

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Na volta, não conseguimos a bendita a carona, e precisamos fazer 5km de trilha a pé mesmo até onde tínhamos largado o carro. Saindo dali, a ideia era terminar o dia num dos locais de águas termais, que ficam próximos, mas desistimos.

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Paramos para almoçar num lugar bem rústico (o único que fica por perto), antes de voltar para São Jorge. Aqui, fica-dica2: a Cachoeira do Segredo não tem estrutura alguma. Por isso, leve lanche, água, enfim, tudo o que for precisar.

Chapada dos Veadeiros: Cachoeiras Almécegas

Bem, depois de dormimos tranquilos com a decisão de não visitar o Parque Nacional (leia aqui), partimos para o primeiro dia na Chapada! Escolhemos as Cachoeiras Almécegas! Pra quem está hospedado em São Jorge, é só pegar a GO239 e rodar 32 km como se estivesse indo embora, a caminho de Alto Paraíso de Goiás (para quem está em Alto Paraíso, é mais perto: 13km). A entrada custa 40 reais (julho/2018) e dá direito a visitar todas as cachoeiras que fazem parte da Fazenda São Bento.

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Começamos pela Almécegas II, que é menorzinha. A trilha é curtinha e fácil. Como fomos numa época seca, a queda d’água não estava muito cheia, e as pedras ao redor dela estavam perfeitas para estender a toalha e curtir o belo visual. Ficamos um tempão ali, nos divertindo com o casal que estava aprendendo a lidar com um drone. Tive uma pontinha de inveja, porque as imagens de cima devem ser lindas demais.

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Tinha pouca água na Almécegas II…

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… mas dava para ficar esticado nas pedras curtindo este visual!

Em seguida, fomos para Almécegas I. A trilha é um pouquinho mais puxada, mas nada de mais. Já no mirante, antes de chegar, dá para ter uma noção da grandiosidade do lugar. Que beleza de cenário!

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Lá embaixo, a cachoeira é igualmente bonita. Mas, como não bate muito no Sol, estava um pouco frio. A água então… Para entrar nela, foi preciso criar coragem. Mas que banho refrescante!

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Ah, tem umas piscinas naturais acima da cachoeira que não chegamos a visitar. Existe ainda uma outra cachoeira, que leva o nome da fazenda, a São Bento. Estávamos tão satisfeitos com as Almécegas que também nem nos lembramos de passar lá. Mas li que é um grande poço, muito legal para nadar.

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Na Volta a São Jorge, estávamos morrendo de fome, e paramos para almoçar no único restaurante  da estrada, o Rancho do Waldomiro. A tal da matula para dois dá para alimentar com sobra duas pessoas absolutamento famintas (que era o nosso caso).

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Vai uma matula aí?

Passamos o resto do dia de boa na pousada e, à noite, fomos jantar na famosa Risoteria Santo Cerrado, que é um charme. Recomendo!

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Escolha a legenda: 1) um brinde à Chapada ou 2) onde está Wally? kkk

 

Chapada dos Veadeiros: por que não visitei o parque

Como contei no post anterior, optamos por ficar na Vila de São Jorge por mais charmosa e aconchegante. Escolhemos a Pousada Caminho das Cachoeiras, que fica bem ao lado da mais badalada do lugar, a Baguá, e também na entradinha do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Apesar disso, optamos por não explorar o parque desta vez. Explico!

Tínhamos saído de Goiânia no meio da tarde, feito uma paradinha em Brasília para encontrar uma amiga, e pegado muito trânsito na estrada. Fora o cansaço da viagem, vínhamos de uma batidão puxado na época, de muito trabalho, e tínhamos lido que as principais trilhas do parque exigiam disposição. Nunca escrevi sobre lugares que eu não visitei, mas vou abrir uma exceção dessa vez para explicar por que não fizemos nenhuma delas, baseados nas minhas pesquisas.

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Acho que a maioria das pessoas faz a trilha dos cânions, que tem 12km (ida e volta). O percurso passa pela Cachoeira Cachoeira da Carioca (linda e gostosa para ficar lagartixando um pouco) e chega aos cânios de pedra. Ali, tem a passagem para o Cânion II, com a bela queda do Rio Preto. Fiquei muito a fim de fazer essa, porque é a que permite nadar e entrar de fato na cachoeira. Mas, serião, os 12km de desanimaram.

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Foto: https://www.destinodeviagem.com.br/chapada-dos-veadeiros-trilha-dos-canions-e-cachoeira-das-cariocas/

Outra trilha muito famosa é a dos Saltos, de 11km e, dizem, bem pesada. Entre os atartivos, a passagem pelo garimpo de cristal, vista da chapada e Saltos de 120m e 80m. Parece ser linda, mas é mais contemplativa. Eu estava doido para fazer uma foto como esta aí abaixo, mas fica pra próxima.

Agora, vamos falar dos extremos: a mais fácil e a mais difícll. A trilha da Seriema é curta e leve, boa para descansar depois de uma outra longa. É formado apenas uma piscina natural, com uma cascata bem pequena, do Corrégo Rviária. Já a trilha das Sete Quedas leva dois dias, porque tem 24h. Para fazer é necessário reserva. é muito procurada por gente que ama natureza e até por ufólogos, porque a  região da chapada, declarada Patrimônio Natural da Humanidade (UNESCO), é conhecida por ser um bom lugar para se avistar objetos voadores não-identificados. Esses ETs não são nada bobos, né? Escolheram bem.

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Bem, não fizemos nada disso, porque eu estava fora de órbita, mortinho da Silva e tinha só três dias na região. Mas, no próximo post, você vai ver que é possível curtir muito a Chapada dos Veadeiros, mesmo sem ir ao Parque Nacional.

Chapada dos Veadeiros em três dias

A primeira pergunta a ser respondida é: dá para fazer a Chapada dos Veadeiros num bate-volta? Dá! É claro que você vai conhecer apenas uma parte das muitas e belíssimas atrações que se estendem por quilômetros. Apenas de Colinas do Sul a Cavalcante (as duas cidades que ficam nos extremos da chapada), por exemplo, são 180km de estrada.

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Outro aspecto a ser considerado é se vale a pena pegar um avião para ficar tão pouco tempo, porque uma coisa é sair de carro de Goiânia (a 460km do parque) ou de Brasiília (a 260km). E outra coisa é pagar umaboa grana até num voo até uma dessas cidades e ainda ter que percorrer tanto chão até chegar à chapada. Eu acho que fica corrido, mas cada cabeça uma sentença, não é mesmo?

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OK, Léo, eu decidi então que quero fazer um tourzinho básico de três dias. O que devo fazer? O primeiro passo é decidir que cidade vai escolher como base. A Chapada dos Veadeiros tem as pequininas Colinas do Sul e Teresina de Goiás (onde, acredito eu, pouca gente se hospeda), e as mais procuradas Cavalcante, Alto Paraíso e seu distrito mais charmoso: São Jorge.

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Mas o que deve pesar na sua decisão? Basicamente, o que você planeja ver nesse curto tempo, porque não convém ficar indo e voltando demais. Afinal, 90km separam Alto Paraíso, a localização mais central da chapada, de Cavalcante, por exemplo. A seguir, algumas dicas para ajudar na sua escolha:

 

CAVALCANTE

A mais distante das três cidades (para quem vem de Brasília ou Goiânia) é a melhor pedida para quem deseja ver as cachoeiras que muita gente considera as mais bonitas da região: Rio Prata, Santa Bárbara e Capivara. E ainda tem outras como Veredas e a Ponte de Pedra. Eu não fiquei lá, por isso não posso dar um testemunho pessoal, mas dizem que é um local menor e mais rústico que os demais. Com tão pouco tempo, eu levaria em quanto a distância, porque 90km podem parecer pouco, mas faem diferença para quem está fazendo um bate-volta.

 

ALTO PARAÍSO

Para quem vem de Brasília ou Goiânia, é a primeira cidade a aparecer. Como disse acima, é a mais central. Fica mais perto de atrações como a Cachoeira Loquinhas, a Cachoeira dos Couros (dizem que é fantástico) e das Cachoeiras Almécegas (que eu visitei e descreverei no próximo post).  Também segundo relatos que ouvi, é um pouco mais estruturada que Cavalcante, apesar de ser um pouco menor. É também mais econômica, porém menos charmosa, que seu distrito famoso.

 

SÃO JORGE

O distrito, localizado a pouco mais de 30km de Alto Paraíso, foi a opção que escolhi para essa primeira exploração à chapada. Por quê? Basicamente, porque me disseram que era mais romântico e deslocado. E é verdade. Estar hospedado ali já faz parte do passeio. Dali, estávamos a 9km do Vale da Lua (uma das atração bem manjadas, mas imperdível) e a 10km da Cachoeira da Segredo.

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A incrível Cachoeira do Segredo

Para ir às Almécegas, a 28km do distrito, tivemos que voltar quase até Alto Paraíso, mas tudo bem. A estrada é boa e tem uma paisagem linda.

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Mas São Jorge tem outra grande vantagem: está coladinho à entrada principal do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e de suas principais trilhas (apesar de termos optado por não percorrê-las. Vai entender! Mas só no próximo post). Posso dizer que não me arrependo da escolha. Seja qual for a sua, certamente terá dias muito gostosos na chapada.

Próxima parada – Chapada dos Veadeiros: por que visitei o parque

 

Cachoeiras de Pirenópolis: Dragões

Quando comecei a frequentar Pirenópolis (logo que me mudei para Goiás, em fevereiro de 2017), sempre ouvia dizer que as cachoeiras mais bonitas da região era as do Rosário e as dos Dragões. Talvez por serem mais distantes das outras, eu demorei bastante para conhecer as duas. E, quando finalmente resolvi visitar as dos Dragões, em agosto de 2018, não escolhi o melhor dos momentos. É que a queimada no segundo semestre de 2017 e a pouca quantidade de chuva nos meses seguintes fizeram praticamente secar metade das oito cachoeiras abertas à visitação.

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Justiça seja feita: a moça que nos recebeu na entrada deixou isso bem claro pra gente! Perguntou se tínhamos certeza de que queríamos mesmo fazer o passeio naquele dia, e disse que estavam cobrando apenas metade do valor do ingresso (cujo preço normal é R$ 45,00), em função do pouco volume de água. Como é bem trabalhoso chegar até lá e também por termos lido no Tripadvisor que o lugar estava bonito, apesar da seca, resolvemos encarar.

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Optamos por fazer o percurso sugerido no sentido inverso, ou seja, da oitava para a primeira cachoeira por dois motivos. Primeiro porque tínhamos visto essa dica em blogs. Segundo porque a moça da recepção informou que as cachoeiras 5 a 8 eram as que estavam vazias, e queríamos terminar o dia nas cheias, né?

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Uma trilha bonita e relativamente curta nos levou à 8ª Cachoeira, chamada Rei dos Dragões. O que deveria ser uma queda volumosa em ambos os lados estava reduzida a um fiozinho de água, mais parecido como uma ducha. Tudo bem! Como a oitava é uma das nascentes do passeio, não perdi a oportunidade de tomar um banho gelado e refrescante logo de cara.

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Já a 7ª Cachoeira, a Dragões do Céu, não tinha nadica de nada, coitada. Estava sequinha da Silva. Uma pena!

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Seguimos então para a 6ª, a Dragão Voador, que tem um poção bem legal para banho e uma queda alta. Deve ser imponente quando está cheia.

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Imagino que a 5ª, a Dragão Verdadeiro, também seja um espetáculo, já que a água desce por um paredão. Mas olha só como ela estava:

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OK, o combinado não sai caro, né! Como já estávamos informados sobre tudo isso, não nos abalamos, e seguimos para as quatro primeiras, onde poderíamos enfim nos refrescar.

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Enfim, a quarta!

Foi na 4ª Cachoeira, a Nuvens do Dragão, que encontramos a sombra e a água de que precisávamos. A queda é pequena, mas o banho é daqueles de lavar a alma. Dá para ficar um tempinho debaixo dela, massageando as costas. Gostoso demais!

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A 3ª, Pérola do Dragão, é a mais bonita de todas. Fica num lugar bem aconchegante, com um poço de água cristalina. A queda não é das mais fortes (pelo menos nessa época de seca), mas é até bom que seja assim, pra gente poder ficar bastante tempo. Se der sorte de ter pouca gente, você tem a sensação de que o cantinho foi feito especialmente pra você.

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A 2ª Cachoeira, a Dragão Azul, é mais um local de contemplação, porque fica numa espécie de encosta de frente para uma bonita clareira.

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Na parte alta, alguns lugares gostosos para ficar de bobeira, lagartixando.

Por fim, chegamos à 1ª, a Portão do Dragão. Como a 8ª, ela também é nascente. O charme fica por conta do tronco de árvore inusitado: ele cresceu de lado em vez de para cima. Muita gente fica encostada ali, curtindo aquele poço de água transparente, transparente.

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É isso, aliás, que faz a fama das Cachoeiras dos Dragões. Uma das administradoras nos contou que eles têm se empenhado em adquirir áreas próximas ao local. Quando há pedreiras, elas são desativadas. Assim, contribuem para evitar a degradação do lugar e preservar aquela natureza tão abençoada.

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Saca só a transparência desta água…

As Cachoeiras dos Dragões ficam na área do Mosteiro Zen Eisho-ji, distante 40km do centro de Pirenópolis. Saindo da cidade, é só pegar a GO338 em direção a Goianésia e dirigir 25km até a entrada de uma estrada de terra que leva a diversas cachoeiras, como as famosas Paraíso e Rosário. Para chegar às Cachoeiras dos Dragões, é preciso percorrer um trecho de 15km sem asfalto. Eu recomendo demais esse passeio. Se puder ir na época cheia, melhor ainda. Espero voltar!

Parada anterior: Cachoeiras de Pirenópolis: Sonrisal

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Cachoeiras de Pirenópolis: Sonrisal (para curar um perrengue)

Na teoria, a ideia era ótima: escapar do roteirinho manjado de cachoeiras de Piri, daquelas que todo mundo visita. Por isso, escolhemos a Sonrisal, pouco conhecida (nem entrada eles cobram) e de acesso menos divulgado (nem placa indicativa tem).

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Para chegar, tem que pegar a Rodovia dos Pirineus. Você vai passar pela entrada de várias cachoeiras (como Lázaro & Santa Maria, Abade e Coqueiro). Quando entrar no Parque Estadual da Serra dos Pirineus, a trilha do Sonrisal estará à direita uns 200 ou 300m depois dessa espécie de imenso portal de madeira:

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Mas é entrada tão discreta, tão discreta, que fica até difícil de encontrar. Bom, achamos, e seguimos pela estreita estradinha de terra. Na primeira bifurcação, viramos à esquerda. Na segunda, à direita, num descidinha. Soubemos qual era o ponto de estacionar quando vimos um carro parado na estrada. Se não fosse isso, talvez tivéssemos passado direto. kkk.

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Dali, a caminhada é curta até a Cachoeira Sonrisal. Na verdade, não é bem uma queda d’água, e sim uma sucessão de pocinhos, que formam piscinhas praticamente particulares (já que quase ninguém chega lá). O lugar é cercado de verde. Então, é muito gostoso passar um tempão ali, dando mergulhos na água fria, e depois voltando pro sol para se esquentar.

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Aquela piscininha particular que você respeita

Até aí tudo bem. E você deve estar pensando: cadê o perrengue do título? Foi na volta!

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A pessoa nem imaginava o que viria pela frente!

Na primeira bifurcação, em vez em de virar à esquerda, pegamos a direita. Só percebemos que o caminho estava errado depois de descer uns 100m num terreno bem acidentado, cheia de pedras e buracos enormes. Quando resolvemos retornar, meu HB20 1.0 não conseguimos passar pelos obstáculos. Fizemos várias tentativas, e nada. O jeito foi deixar o carro no meio do nada, e caminhar até encontrar uma carona ou sinal de celular. Por sorte, era cedo ainda (pouco antes das quatro da tarde). Mas andamos bastante, viu? Uma meia hora até a Rodovia dos Pirineus e outro tanto até o telefone dar sinal de vida.

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Pelo menos, rolou um belo por do Sol!

A primeira coisa que fizemos foi ligar pro seguro que, graças a Deus, cobria o guinho sem custo. Mas o socorro chegaria só às 20h, Por isso, uma amiga foi nos buscar na rodovia (já que nenhuma alma caridosa quis dar carona, acredita?). Voltamos para Piri, nos recuperamos um pouco e, e quase às 21h, chegou o caminhão do guinho que iria resgatar meu carrinho.

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Ei-lo, em cima do guincho! Oh, my God!

Às dez da noite, estávamos lá, no meio do matagal. Que aventura! Ainda bem que deu certo. Mas fica-dica 1: se seu carro for baixinho, pense duas vezes antes de ir com ele. E fica-dica 2: caso vá, não erre o caminho. Caso contrário, vai precisar de muito Sonrisal. Oooops, não resisti.

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Na foto noturna, não dá pra ter muita noção da encrenca que era! Mas isso era uma descida, e o carro estava lá no fim dela, sem chance de subir.

Próxima parada: Cachoeiras de Pirenópolis – Dragões

Parada anterior: Cachoeiras de Pirenópolis – Paraíso e Lobo

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