Cachoeiras de Pirenópolis: Bonsucesso

De cara, você se sente imediatamente na roça. Logo depois do estacionamento, a trilha para as cachoeiras começa passando por dentro de um curral. Sim, enquanto se esquiva dos mosquitinhos (fica-dica: passa repelente antes de sair de casa), você já avista verde impressionante onde vai se enfiar muitos mais tarde. A partir dali, é morro acima. Mas a trilha não é das mais difíceis, não.

É bem tranquilo de chegar. Para quem está em Pirenópolis, é só pegar a direçao do bairro Alto do Carmo. Depois de atravessar a ponte de madeira, suba a avenida até o final da avenida, vire à direita e entre na estrada de terra, seguindo as placas. A entrada custa 20 reais (preço de abril/2017).

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As cachoeiras Bonsucesso ficam dentro da fazenda de mesmo nome, que tinha uma estrada por onde saíam mercadorias durante o ciclo do ouro, no século XVIII. Depois, a propriedade teve também garimpo. Por isso, ainda é possível ver antigas pedreiras. Mas o forte do lugar, claro, são as quedas d’água. A primeira delas é a do Açude.

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Cachoeira Açude

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Depois, a gente passa por uma quedinha, que é eles chamam de cachoeira, mas tá mais para uma aguinha escorrendo pelo barranco. Rs.

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Em seguida, aparece a Cachoeira Palmito, pequenininha e aconchegante. Dependendo da hora que você chega, ela pode ficar só para você. Mas, como fica num lugar fechadinho, onde não bate Sol, preferi só tirar foto e seguir.

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A simpática Cachoeira Palmito

A próxima é a Cachoeira Pedreira que, como o nome indica, é emoldurada por um paredão de pedra. É superfácil chegar debaixo da queda, e é uma delícia ficar um tempinho deixando a água cair no corpo. É um pouquinho fria, sim, mas nada demais. E, como o lugar é mais aberto, tem um solzinho ali para esquentar.

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Cachoeira Pedreira

Depois de uma escada superíngreme, chega-se à Cachoeira Bonsucesso. Esta é bem profunda (7m) e, como eu estava com um pouco de preguiça de nadar (sim, confesso), acabei nao entrando. Mas é bem linda também.

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Cachoeira Bonsucesso

Por fim, lá no alto, está a Cachoeira Lagoa Azul, onde a maioria da galera acaba ficando. Tem 5m de profundidade e um visual espetacular lá de cima. É a melhor de todas.

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Cachoeira Lagoa Azul

Na volta, tem uma restaurante de comida caseira com preço bem bacana. Recomendo!

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Cachoeiras de Pirenópolis: Lázaro e Santa Maria

Depois de visitar a Reserva do Abade, onde se destaca a cachoeira de mesmo nome, resolvi conhecer a Reserva Ecológica Vargem Grande no dia seguinte. Lá, estão duas das mais famosas cachoeiras de Pirenópolis: Lázaro e Santa Maria. Ficam bem pertinho da cidade, a 11 km do Centro (sete deles de terra), pela estrada dos Pireneus. É muito tranquilo de chegar.

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A entrada custa 35 reais (preço de abril/2017) e dá direito a aproveitar as duas cachoeiras, das 9 às 17h (entrada só até as 16h).

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A Cachoeira do Lázaro fica um pouquinho mais distante do estacionamento: cerca de 1300m. A trilha tem dificuldade média, com algumas subidinhas. Mas, perto de chegar à cachoeira, o visitante é recompensado por uma linda vista das quedas d’àgua.

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De pertinho, não achei tão bonita quanto de longe (olha eu sendo superexigente. Acho que tô mal acostumado. Rs). Mas explico: talvez eu tenha chegado num horário em que a luz não favorecia muito, lá pelas 13-14h. Além disso, estava muito cheia de gente. Deve ser mais bonito e agradável no comecinho da manhã ou no finzinho da tarde.  Em compensação…

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…a Cachoeira do Lázaro tem uma supervantagem: é ideal para quem, como eu, gosta de passar um tempão bem debaixo da queda, deixando a força da água fazer aquela massagem deliciosa no corpo. Adorei essa caractérística, já que nem todas permitem isso, né!

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Santa Maria é a de mais fácil acesso, a apenas 500m de caminhada. Lembra um pouquinho a do Abade, apesar de a queda d’água ser bem menor. Mas é muito gostosa, formando uma espécie de prainha, onde dá para esticar uma toalha e passar um bom tempo.

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Fica dica: sugiro ir primeiro à Cachoeira do Lázaro e depois à Cachoeira de Santa Maria, para encerrar o dia naquela areia branquinha, já pertinho da saída, se recuperando da caminhada do início do passeio. Só não deixe de ir à reserva, porque o passeio vale muito a pena!

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Próxima parada: Cachoeiras de Pirenópolis – Bonsucesso

Parada anterior: Cachoeiras de Pirenópolis – Abade

 

 

Cachoeiras de Pirenópolis: Abade

Como eu estava sozinho, não quis fazer nada muito complicado, nem ir muito longe. Saí com a ideia de visitar a Cachoeira do Lázaro. Mas, numa banquinha que vende os ingressos, à beira da estrada, recebi a sugestão de ir à Cachoeira do Abade. E lá fui eu para minha primeira cachoeira em Pirenópolis!

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Acho que foi uma ótima pedida para minha “estreia”. A entrada custou 30 reais (preço de abril/2017), e o lugar é muito organizado. Existem duas formas de se chegar à principal queda d’água, que dá nome à reserva. A curtinha te leva diretamente à Cachoeira do Abade propriamente dita, linda, com 22m de altura.

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Admirando a perfeição da natureza

É claro que escolhi a maior, de 2,5km. É superbem sinalizada, e te proporciona uma visão total. No caminho, três mirantes para belas fotos daquela vegetação privilegiada e três quedas d’água (a pequena Cachoeira do Sossego, a Cachoeira do Landi, e a Cachoeira do Cânion) e uma ponte pênsil, que dá um ligeiro toque de aventura ao passeio.

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É bem rápido e fácil. Recomendo demais fazer a trilha maior. E, no final, a recompensa de encontrar a maravilhosa Cachoeira do Abade. Quem quiser, pode almoçar no restaurante da entrada. Mas é preciso reservar quando chegar. Eu tinha levado um lanche, e preferi não almoçar.

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Ah, falando em comida, a moça do empadão estava certa. Fez um sol lindo para o meu primeiro dia em Piri. Mas ainda tinha muita água para passar por essas cachoeiras!

Próxima parada: Cachoeiras de Pirenópolis – Lázaro e Santa Maria

 

Pirenópolis

É uma autêntica escapada! A cerca de 130km de Goiânia ou 150km de Brasília, fica um paraíso para quem gosta de cachoeiras (e muito mais): Pirenópolis. Saí de Goiânia, onde moro hoje, às duas da tarde de uma sexta-feira e, às quatro, já estava lá. Isso porque peguei uma tempestade na estrada.

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Na verdade, ainda chovia quando entrei em Piri. E, enquanto matava a fome com um saboroso empadão goiano no Casa Nova, olhando a água cair na Rua Rui Barbosa, pensei: “ih, logo neste fim de semana?”. Mas, como se tivesse lido minha mente, a atendente comentou: “fica, tranquilo! Amanhã, esse céu estará aberto”. Comecei a gostar de Piri ali.

Eu tinha viajado com indicação de uma pousada na rua Aurora. Mas, como tinha parado de chover, ainda estava claro, e a cidade parecia vazia, resolvi andar de pousada em pousada para procurar uma bacana (e com preço camarada), aproveitando para curtir aquele fim de tarde depois de chuva. O charmoso Centro Histórico, com forte influência colonial, lembra um pouco Tiradentes, em Minas Gerais. Mas, antes que alguém questione a minha comparação, esclareço que não quero arrumar confusão com ninguém, pelamooooooor de Deus.

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Rua do Lazer

Pirenópolis é uma das cidades mais antigas de Goiás. Nasceu como “Minas de Nossa Senhora do Rosário Meia Ponte”, por causa da mineração. E hoje é um tesouro. É uma delícia andar pelas ruas tranquilas, e escolher com calma um restaurante ou barzinho. Há vários lugares bacanas na pracinha do Coreto, na Rua do Rosário (mais conhecida como Rua do Lazer), ou na Rua Aurora, que tem muitas pousadas. Foi ali que encontrei a minha, a Canto do Sabiá!

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Quarto da pousada

Quarto superarejado, tudo reformado, banheiro enorme, limpeza impecável, e numa localização incrível, ao lado da Cervejaria Santa Dica, que produz a maravilhosa cerveja artesanal local (mas ela pode ser encontrada em alguns estabelecimentos da cidade).

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Encontrei a Santa Dica na Pizzaria do Alemão, logo na primeira noite. Vale a pena dar uma passadinha por lá. No dia seguinte, depois de um café da manhã reforçado na pousada, parti pra minha primeira cachoeira. Assunto do próximo post.

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Revezamento da tocha: O Rio de Janeiro continua lindo (dias 92 a 95)

Faltava o Rio! Ah, o Rio, destino tão esperado depois desta maratona de 95 dias. Afinal, a gente rodou 17 mil km de estrada e voou outros 17 mil km para chegar até aqui. E não haveria modo mais emblemático de levar a chama Olímpica à Cidade Maravilhosa do que a Baía de Guanabara, trazida pelas mãos de medalhistas da Vela, o segundo esporte que mais deu medalhas para o Brasil. Estive em Niterói, registrando a partida do barco.

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No dia seguinte, amanheci na Barra da Tijuca, que presenteou o revezamento com uma linda manhã de Sol para a passagem de ícones do esporte como Parrreira e Zagallo. Foi uma honra conhecer os dois.

À tarde, conheci Campo Grande, na zona oeste, e dois homens mundialmente conhecidos: o mito do salto com vara Sergey Bubka e o ganhador do Prêmio Nobel da Paz Muhammad Yunus, criador do microcrédito. E a noite reservou uma ida ao Leblon, onde figuras importantes como Rodrigo Lombardi, Cissa Guimarães e Lucinha Araújo também conduziram a tocha Olímpica.

No último dia de revezamento, tive o privilégio de ver o sol nascer no Corcovado, ao lado de Isabel, ídolo do vôlei. Em seguida, fui ao Pão de Açúcar para ver o símbolo dos Jogos andar de bondinho. Não dentro, mas em cima dele. Que imagem! Foi um encerramento perfeito para essa jornada: os dois maiores cartões-postais do dia, nos últimos momentos dessa grande aventura. O Cristo Redentor realmente abriu os braços para mim.

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Série EM/COMO: Em Friburgo, como os friburguenses

Eu já tinha tido que a Dani, meu contato em Friburgo, era bacanérrima, né… E ela acabou nos levando ao lugar mais descolado da cidade: o Bar América!

Era quarta-feira, dia do festival de massas. A cada semana, uma pessoa com uma wok imeeeeeensa faz macarrão para um batalhão.

No dia em que eu fui, a massa era de frutos do mar. E, para que se mantenha aquecida, ela é servida assim, sobre um papel alumínio. Para acompanhar, um chopp gelado.

Então, anote a dica da Dani: em Friburgo, Bar América, ali pertinho da praça Getúlio Vargas.

Confira todos os links da série EM/COMO aqui.

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Revezamento da tocha: De Nova Friburgo a Niterói (dias 89 a 91)

Eu já tinha ouvido falar bem de Nova Friburgo, e meu contato na cidade era tão bacana, tão bacana, que eu só poderia esperar coisas boas de lá. E a passagem pela cidade cumpriu a expectativa. Logo de cara, fomos tirar fotos no Morro do Teleférico, de onde se tem uma bela vista.

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Lá embaixo, onde chega o teleférico, ficam a Praça do Suspiro e a Capela de Santo Antônio. De certa forma, essa região é um símbolo da reconstrução depois das chuvas que assolaram Nova Friburgo, em 2011. É tocante ver como a cidade já se recuperou. O desastre natural causou sofrimento, mas também reforçou o amor dos friburguenses pela terra natal. Foi bacana perceber como a presença da chama Olímpica representa o orgulho de mostrar ao mundo a igrejinha, por exemplo. Bonita e de pé.

De lá, seguimos para Macaé, onde não deu tempo de ver nadica de nada, só o Mercado Municipal de Peixes. Nem chegamos a dormir na cidade, porque a noite seria na minha querida Cabo Frio, onde eu havia estado pela última vez no milênio passado. Abafa o caso!

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Como foi bom matar saudades de uma das praias preferidas dos mineiros! Cabo Frio me traz boas recordações. E, só de rever a Praia do Forte, me deu uma vontade louca de voltar rapidinho para lá.

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Cabo Frio foi a última parada da viagem, porque a partir de agora minha sede é a Cidade Maravilhosa, de onde a gente se deslocou para ir a Niterói. Apesar de ser ao ladinho do Rio, eu nunca tinha tido atravessado a ponte para conhecer essa simpaticíssima cidade.

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Primeira vez na Ponte Rio-Niterói, acredita? Rs

Imperdoável, eu sei. Mas, pelo menos, eu já sei como é o espetacular Museu de Arte Contemporânea num ensolarado dia de inverno. Que espetáculo! Também passei de carro pela orla, no modo correria de sempre. Por isso, a cidade-sorriso é outra que eu quero reencontrar em breve, com mais calma. Aguarde-me, Niterói!

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