Bangkok

Restavam menos de 48 horas em Bangkok e resolvemos dar uma quebrada na visita aos templos pra ir ao tradicional Chatuchak Weekend Market. Como o nome indica, é um mercado que só funciona nos fins de semana. Fica-dica 1: mamão com açúcar chegar lá via SkyTrain (estação Mo Chit) ou metrô (Chatuchak Park). 

Chegada ao Chatuchak Weekend Market

Chegada ao Chat Weekend Market

E fica-dica 2: vá cedo, porque o lugar é uma farra das compras (pelo menos pro meu gosto). Chegamos antes das 10h e saimos às 3h da tarde, sem ter visto 10% das 6 mil barracas, que vendem de um tudo. Garimpando, dá pra achar ótimas peças com preço melhor ainda.

Luzes em Chatuchak

Adorei a parte de iluminação!

Antes de partir, uma massagem. Custou o equivalente a 5 dólares por 30 minutos de carinho nos pés. Nos pés só, não. Nas pernas inteirinhas. E com ar condicionado! Fica-dica 3: tente fazer em algum lugar limpinho que você encontrar. Melhor massagem ever!

Estava uma delícia!

Almoço no mercado

Depois, nos separamos pra fazer atividades pessoais. E, à noite, fomos dar uma passadinha na região da prostituição, Patong, onde há diversos shows de pompoarismo. Quando li os blogamigos descrevendo a experiência, achei que seria deprê. E foi. Tentamos entrar numa dessas casas (apesar de termos lido também que as pessoas extorquem os turistas) e a primeira cena que vi foi uma bolinha de ping pong alçando voo depois de sair diretamente vocês-sabem-de-onde. Eu não atravessei meio mundo pra transformar minha testa em alvo de objeto voador envaginado, né!

Super Pussy: é exatamente o que você está pensando!

Super Pussy: é exatamente o que você está pensando!

Na rua das putas, funciona um animado mercado. E bem ao ladinho, fica a alegríssima região gay, lotada de bares. No último dia, queríamos ir a Wat Saket, um templo no alto da Colina Dourada e com uma bela vista. Como não fica perto de estação alguma, precisávamos de táxi ou tuk tuk, mas os motoristas se recusaram a levar por causa de um megaprotesto nas imediações. O cara do hotel ainda falou que era perigoso. Obedemos. Até porque, como diriam os americanos, teria sido pretty much the same!

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Seguimos de metrô (estação Hua Lamphong) pra Wat Traimit, o templo do absurdo, que tem um Buda de 5,5 toneladas de puro ouro. Ai, que absurdo! Mas, na boa, fica-dica 4: ai, que bobagem! Pretty much the same! A diferença maior é que esse parece ser mais frequentado pelos locais.

5,5 toneladas de ouro!

5,5 toneladas de ouro!

IMG_4035Em seguida, mais uma tarde livres um do outro. Marcamos de sair do hotel às 5 e pouco pra ir até o famoso bar, aquele no 63° andar do Hotel Lebua e que foi set do filme “Se beber. não case II”. Queríamos ver como é lá de cima, tanto de dia quanto de noite. Ai, que atmosfera!

O hotel fica perto do rio Chao Phraya e o visual é simplesmente luxuoso. O glamour tem preço. Paguei o equivalente a 25 dólares por duas singelas long neck. Ai, que riqueza!

Bar Distil

Bar Distil

A vista é mesmo incrível!

A vista é mesmo incrível!

Daria pra fazer mais em Bangkok? Sim! E ainda faltaram passeios nos arredores, como Ayutthaya, a antiga capital do reino do Sião, que chegou a ser uma supermetrópole, como Angkor. Só que gastaríamos duas horas pra ir e duas pra voltar. E, segundo meu novo amigo nipoparanaense, a “versão cambojana” dá de dez! O bate-volta às cachoeiras Erawan seria mais puxado ainda, com três horas pra ir e três pra voltar. Além disso, achamos que ir ao mercado flutuante e ao parque dos tigres seria turistão demais. Nesse finzinho de férias, é preciso desacelerar. Nosso voo sai às três da madruga!


 Minha impressão de Bangkok?

O que vale a pena: a mistura do novo com antigo, do ocidente com o oriente, o ambiente cosmopolita e o jeitão futurista-caótico

O que incomoda: mais uma vez, o assédio das pessoas na rua, principalmente nos pontos turísticos, onde são comuns os golpes. Além disso, a falta de informação/sinalização (às vezes, os avisos e placas estão escritos apenas naquelas letrinhas deles)

Permanência: 4 noites (com três dias de inteiros). Se você acha que ver dois ou três templos é suficiente, pode ficar menos. Se deseja a overdose templal ou os passeios dos arredores, pode ficar mais. Não faltará o que fazer.

Quarto bem "honesto"

Quarto bem “honesto”

Hospedagem: ficamos no I Residence. O staff é meio chatinho, mas o custo-benefício compensa. Fica-dica 5: escolha um hotel perto de alguma estação. O nosso é exatamente em frente à Chong Nonsi, em Silom. É uma área central, sem muito charme (mas também sem confusão) e de onde se chega facilmente aos lugares mais importantes.

Bangkok foi um encerramento perfeito de uma viagem realmente inesquecível. Voltarei em breve à Ásia! Quem se anima?

 

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Chegada a Bangkok

Depois de rodar tanto, a última parada: de Siem Reap a Bangkok. Passamos por aqui ao longo da viagem, mas sem sair do aeroporto. Ao chegar dessa vez, fomos pro hotel usando o transporte público do aeroporto: um trem expresso até a estação Phaya Thai e, de lá, conexão com a rede MRT (metrô) + BTS (SkyTrain) até onde você quiser. Se o seu hotel for perto de uma estação, fica-dica 1: funciona e é barato! Mas demora mesmo assim (não sei quanto tempo levaria de táxi ou ônibus).

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Saímos do hotel só às 17h e, como já era tarde pra passeio, fomos direto pra região dos shoppings. Ficam coladinhos um ao outro e são acessíveis a partir das estações Siam e National Stadium do SkyTrain. Passarelas deixam os passageiros dentro dos shoppings. Incrível!

Entre tantos, visitamos o Siam Paragon (muito bom, cheio de lojas de grife) e  o MBK (popularzão).  Fica-dica 2: diferentemente do que disseram alguns blogamigos, não achamos os preços tão convidativos, exceção feita à Apple do Paragon, que vende o Iphone 5S pelo equivalente a 1960 reais. Fiquei super na dúvida, mas acabei não levando. Às vezes, eu acho que trocar de celular é puro consumismo. Com essa grana, compro uma passagem pro Caribe. Não é bem melhor?

A famosa Khao San Road

A famosa Khao San Road

Dos shoppings, decidimos encarar a famosa Khao San Road, a rua preferida dos mochileiros, cheia de bares barulhentos, lojinhas, gente maluca. Era só pegar uma busão ali perto dos shoppings mesmo. Mas o pessoal da Bangkok não é lá muito bom de informação e nos mandou pra um lugar que não tinha nada a ver.

Uma hora depois, já a bordo do ônibus correto,  passamos em frente ao shopping, de onde tínhamos partido em busca da tal Khao San Road. A rua ficou famosa por causa das cenas iniciais do filme “A praia”, com Leonardo di Caprio, o mesmo que mostra a paradisíaca Phi Phi Island (leia aqui). É divertida, animada e tudo.

Pad thai na rua: delícia!

Pad thai na rua: delícia!

Mas fica-dica 3: se você está ficando velho, como eu, opte por uma dose homeopática. E, fica-dica 4: pesquise direitinho como chegar, para não dar uma volta imensa à toa, como fizemos. Melhor seria ter usado táxi ou tuk tuk. Atenção pra dica 5: cuidado, porque taxímetro manda lembrança e eles metem a faca. Pra sair de Khao San Road, negociamos um tuk tuk a 250 bath, equivalente a 20 reais.

Agito da Khao San Road

Agito da Khao San Road

Já pra usar o SkyTrain, optamos pelo passe de um dia, que custa 130 bath, pouco mais de 10 reais, mais pra não ter que enfrentar fila toda hora. No final de tudo isso, ainda fui pra balada. Voltei às 2h e minha companheira de viagem ainda estava acordada. Por conta disso, o dia seguinte começou tarde. Só chegamos ao primeiro local às 13h. O Wat Phra Kaew é um complexo de templos, onde se destaca a Capela Real, a do pequeno Buda de Esmeralda. O ingresso dá direito a ver o Grande Palácio Real. Tudo é muito bonito. Mas o fato de ser a atração mais visitada (ou seja, infestada de turistas) e o clima de sauna a vapor deram um duro golpe no glamour.

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Entrada do Wat Phra Kaew

Adorei quando saimos de lá pra ir caminhando até Wat Po, o templo do Buda Reclinado. O ambiente é bem tranquilo e o tal Buda, com seus 43 metros, lindo, lindo.

Wat Po

Wat Po

O impressionante Buda Reclinado

O impressionante Buda Reclinado

Dentro do templo, fica a Universidade da massagem, que muitos consideram a melhor de Bangkok. Queríamos muito fazer, mas dois aspectos nos desanimaram: 1) a fila de espera e 2) o fato de a massagem ser numa caminhas sem privacidade alguma e de roupa. No Camboja, foi numa salinha cercada por cortina e ficamos só com a roupa de baixo. Preferimos pegar uma barca que atravessa o rio pra ver o Wat Arun, templo do amanhecer.

Travessia para Wat Arun (ao fundo)

Travessia para Wat Arun (ao fundo)

É possível subir uma escada superíngreme pra ter uma vista maravilhosa de parte da cidade e do Chao Phaya River, importantíssimo na vida de Bangkok.

A escada superíngreme

A escada superíngreme

Do alto de Wat Arun

Do alto de Wat Arun

Falei do rio, mas me esqueci de dizer: o melhor jeito de conhecer esses templos (se você não ficar hospedado perto deles, claro) é de barco. Seguindo o toque dos blogamigos, que repasso como dica 6: fomos à estação Saphan Taksin, agarradinha ao píer Central, pra pegar o barco. Pode ser o normal ou turístico (um pouco mais caro, mas ainda sem doer no bolso). A estação do Wat Phra Kaew, por exemplo, é a Tha Chang. Foi de barco que, depois de fazer três templos numa única tarde (não é porque corremos, é nosso estilo mesmo), ainda tivemos fôlego pra saltar na estação Rachawongse pra conhecer a Chinatown, pouco turística e superimponente, com suas enormes placas verticais escritas no alfabeto chingling deles, penduradas ao lado dos prédios.

Chinatown

Chinatown

Procurando um lugar pra comer, pedimos ajuda no Golden China Hotel e o porteiro nos mandou subir ao andar 25 (!!!) do prédio. Pronto. Descobrimos quase sem querer um lindo restaurante giratório com visual incrível, de onde vimos o anoitecer. Chama-se Red Sky Bar.

Red Sky Bar

À noite, mais balada. Tô curtindo muito Bangkok. É uma potência de metrópole, agitadíssima, mas apaixonante também. Andando de SkyTrain, temos a impressão de estar naqueles filmes de futuro, mas que desenham um amanhã meio caótico, sabe? Apesar disso, a cidade dá exemplos de que consegue se virar muito melhor que as grandes cidades brasileiras, sobretudo no quesito transporte! É, vamos ter que engolir essa.

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