24h em Brisbane

As 14 horas e meia de trem, de Airlie/Proserpine até Brisbane, acreditem, não doeram. Quando o negócio é ruim, vocês sabem. Eu dormi como uma pedra. Chegamos à estação Roma St, de Brisbane, lá pelas 9h. O hotel ficava a uma curta distância a pé e deixou que fizéssemos o check-in, bem antes do horário. Ponto para o Adina Anzac Square!

IMG_6273

Lateral do do nosso hotel. O check-in antecipado foi um superdiferencial.

Depois do merecido banho, saímos para passear, lá pelas 11h, começando pela King George Square, pertinho do hotel, onde ficam a Prefeitura e uma igreja plesbiteriana.

King George Square

Tradicão e modernidade lado a lado na King George Street.

Ao lado, está a Queen Street Mall, região de compras com muitas lojas e galerias em quarteirões exclusivos para pedestres. Entramos na galeria Brisbane Arcade, chiquérrima. De lá, seguimos para Reddacliff Place, uma praça com esculturas de bola gigantes e prédios coloridos contrastando com os antigos.

Arquitetura moderna em Brisbane

Reddacliff Place

Reddacliff Plac fica em frente à Victoria Bridge, que a gente atravessa para chegar do outro lado do rio Brisbane, à região chamada Southbanks.

IMG_6315.JPG

Parte do enorme Southbanks, visto da Victoria Bridge.

Trata-se de um parque com área de cooper à beira-rio, piscina pública (como as de Cairns e Airlie Beach), muitos restaurantes e museus. Entramos rapidamente em dois deles (fica-dica 1: ambos gratuitos): Gallery of Modern Art e Queensland Art Gallery. Muito bons.

Museus em Southbanks

Ser cult é isso aí, minha gente!

IMG_6383

Piscina pública do Southbanks, em Brisbane.

Depois, atravessamos o rio de novo, mas pela Goodwill Bridge, até o Jardim Botânico, que tem uma vegetação linda, laguinhos, mais pistas de cooper e prédios bonitos como os do Parlamento Antigo e de uma Faculdade.

Botanic Garden - Brisbane

Natureza…

IMG_6409

… e bela arquitetura no Jardim Botânico de Brisbane.

Saindo do Jardim Botânico, fomos caminhando na passarela de Riverside, cheia de hotéis e restaurantes chiques, de onde partem vários ferries urbanos, e chegamos bem perto da emblemática Story Bridge, onde muita gente faz escalada.

IMG_6411

Riverside com a famosa Story Bridge ao fundo.

Tudo isso em seis horas e sem transporte. Sim, somos ligeiros, mas o fato de as atrações serem concentradas também ajuda muito. Pobres turistas de BH, que precisam se deslocar da praça do Papa à Pampulha!

Clique aqui para curtir Viaje ao Léo no Facebook!

À noite, fomos jantar em Chinatown, região de Fortitude Valley (adivinhem: também pertinho), e nos encontramos com o Euler. É um cara de BH, que estava estudando inglês por lá e pelejando para ficar de vez. Com ele, atravessamos a Story Bridge iluminada, observando o igualmente iluminado skyline de Brisbane, que lembra o de Toronto.

Brisbane's skyline at night

Brisbane iluminada, vista da Story Bridge

Do outro lado, o Euler nos ensinou a pegar um ferrie gratuito (fica-dica 2: é o City Ferry vermelho) até Riverside. Pra ir embora de Brisbane, no dia seguinte, fomos pra mesma estação em que chegamos e pegar o trem até Gold Coast. Este ticket não faz parte do passe, que vai de Cairns a Brisbane. E, fica-dica 3: por ser considerado local, só pode comprado no dia. Não é caro, não. Pagamos 17 AUD por uma viagem de 100km.


Minha impressão de Brisbane:

O que vale a pena: a beleza da cidade, que é tranquila, apesar de grande, e a facilidade de deslocamento.

Permanência: 1 noite (sendo menos de um dia inteiro). Juro que achei suficiente. Claro, não ficamos o dia inteiro nos museus, não fizemos passeio de barco pelo rio, não fomos ao Roma Street Park (que é muito legal, segundo o Euler), ignoramos Mount Coot-tha (uma colina agradável de onde se tem uma vista), não vimos santuários de bichos e nem exploramos arredores, como Moreton Island. Mas nada disso fez falta.

Clique aqui para reservar seu hotel pelo Booking.com. Você não vai pagar nada a mais por isso, mas vai ajudar o blog!

Onde ficamos: Adina Anzac Square. É o mais caro da viagem (cerca de 170 AUD), mas como iríamos ficar só um dia… Valeu demais! Perto de tudo, inclusive da estação.

Próxima parada: Gold Coast – A Orlando da Austrália!

Parada anterior: Airlie Beach e Whitsundays

Posts relacionados:

Austrália em 25 dias

Chegada a Cairns

Grande Barreira de Corais e Daintree National Park

Whitheaven: a praia mais bonita do mundo?

Bye, Gold Coast!

Sydney, SUA LINDA!

Domingo em Sydney

I love Sydney!

Great Ocean Road

Além dos 12 Apóstolos e chegada a Melbourne

Melbourne

Fim de semana em Melbourne

Austrália em 25 dias

Quando minha companheira mais usual de viagens me perguntou onde seriam nossas férias de 2015, eu não vacilei: Austrália. Eu precisva completar todos os continentes e 30 países antes dos 40 anos. Era uma meta (meio idiota, eu sei) que tracei em 2013 para me desapegar da Europa. Depois disso,  rolaram as até então inéditas África, Ásia e América Central. Faltava a Oceania.

Clique aqui para curtir Viaje ao Léo no Facebook!

Mas como conhecer um continente tão grande e diverso em apenas 25 dias? O que muita gente faz de cara é usar a velha teoria do Jaque. Sabe qual? Já-que eu vou pra Austrália, por que não dar um “pulinho ali” na Nova Zelândia? Fica-dica 1: deixe os pulinhos para os cangurus. Em minha opinião, 25 dias não são suficientes para ver nem a Austrália direito. Deixamos de fora atrações incríveis, como a Tasmânia, o Outback e toda a parte oeste (Perth, Broome, etc), só para citar algumas. Preferimos nos concentrar na maravilhosa costa leste. Claro, depois de muito estudo, porque eu sou famoso por ser viciado em roteiro e planejamento. Veja:

roteiro

Costa leste da Austrália em 25 dias

Aí, você me pergunta: Léo, como percorrer esse país de dimensões continentais? Depende. Avião seria a resposta mais óbvia. Mas uma rápida pesquisa me fez descobrir que a Austrália tem uma fantástica rede de trens, com passes a preços razoáveis. Um deles pode se encaixar nos seus planos. Escolhemos a linha The Spirit of Queensland, que liga Cairns (bem ao norte e porta de entrada para a Barreira de Corais) a Brisbane, bem no meio da nossa rota. Com esse passe, pudemos parar em Airlie Beach, onde ficam as ilhas Whitsundays e Whiteheaven Beach, considerada a praia mais da Austrália.

IMG_6163

A foto não fez jus à beleza da Whiteheaven Beach, porque o clima não ajudou.

Poderíamos ter feitos outras paradas, como Townsville, base para explorar a Magnetic Island, e Hervey Bay, ponto de partida para explorar a selvagem Fraser Island, ou ainda a sofisticada região de Noosa, com charmosas cidades litorâneas. Tenho quase certeza de que teria sido tudo lindo, mas talvez um pouquinho “pretty much the same”. Enfim, optamos por apenas um stop em Airlie Beach. Mesmo assim, valeu a pena? Sim, porque viajar de trem na Austrália é demais, como vocês vão ver nos próximos relatos. A partir de Brisbane, parada final do passe de trem, nos viramos de outras formas. Primeiro, com outro pequeno trecho de trem até Gold Coast, comprado à parte no próprio local.

Orla de Gold Coast

A Inesquecível Gold Coast

De Gold Coast, pegamos um avião até Sydney e outro até Melbourne, ambos comprados diretamente no site da companhia low-fare Jetstar. Recorremos à minha eficientíssima agente de viagens para conseguir uma passagem internacional  que chegava por Cairns e saía por Melbourne. Fica-dica 2: assim, você economiza um trecho interno! Em Melbourne, alugamos um carro para conhecer por conta própria, e no nosso tempo, a Great Ocean Road.

IMG_7344

Tem condição o tanto que a Great Ocean Road é bonita?

Se houve algum senão no roteiro que eu elaborei? Unzinho talvez. Hoje, eu pediria para ela reservar a volta de Sydney, porque, no dia de ir embora para o Brasil, a gente já acordaria na cidade (saindo de Melbourne, tivemos que fazer uma conexão por lá). Não teria feito tanta diferença pra gente comprar os trechos aéreos Gold Coast-Melbourne, Melbourne-Sydney, em vez de Gold Coast-Sydney, Sydney-Melbourne, como fizemos. Mas também não chegou a atrapalhar nossa viagem, não. Foi quase tudo perfeito.

IMG_5892

Amigos para sempre

Ah, faltou dizer: a Austrália exige visto. A gente conseguiu fazer tudo sozinhos, pela internet, sem muito sofrimento. Não vou me alongar falando sobre isso aqui, porque há muitos “blogamigos” por aí explicando direitinho para se faz. Este aqui, por exemplo, explica tim-tim por tim-tim.

Curtiu as dicas? Então clique aqui para reservar seu hotel pelo Booking.com. Você não vai pagar nada a mais por isso, mas vai ajudar o blog!

Próxima parada: Chegada a Cairns

Parada anterior: Bangkok

Posts relacionados:

Grande Barreira de Corais e Daintree National Park

Whitheaven: a praia mais bonita do mundo?

Airlie Beach e Whitsundays

24 horas em Brisbane

Gold Coast: a Orlando da Austrália!

Bye, Gold Coast!

Sydney, SUA LINDA!

Domingo em Sydney

I love Sydney!

Great Ocean Road

Além dos 12 Apóstolos e chegada a Melbourne

Melbourne

Fim de semana em Melbourne