Grande Barreira de Corais e Daintree National Park‏

Era um dos passeios mais esperados da viagem: a Grande Barreira de Corais. Tão grande, mas tão grande, que pode ser vista até o espaço. No segundo dia em Cairns, fizemos um snorkelling nessa maravilha! Não, não me matem, adeptos dos tubos de oxigênio! Mas, se eu não mergulhei em Fernando de Noronha, na Tailândia e em Aruba, por que haveria de ser na Austrália? Não precisa. É lindo de qualquer forma!

barreira

Todas as fotos que posto no blog são minhas. Mas, desta vez, usei uma da internet, porque minha câmera não é à prova d’água! Fonte: http://www.australia.com/id-id/places/great-barrier-reef.html

Juro! O que eu vi é igualzinho ao que está aí. Não espere aquela infinidade de cardumes que te rodeiam, como em Noronha. Na Barreira de Corais o que mais se vê são… corais! Dã! Multicoloridos, delicadamente esculpidos. Alguns parecem de veludo. Ou flores de um grande jardim submerso.

corais

Mais uma do site oficial da Australia, excelente por sinal: http://www.australia.com/pt-br/places/qld/qld-diving.html

Um tubarão de uns dois metros apareceu do nada. Apesar de a instrutora ter dito no barco que ele era inofensivo, eu gelei na hora. Não tive reação de seguir o bicho. Apenas fiquei quietinho, esperando que ele passasse por baixo de mim.

Esta é a casa do Nemo, mas fiquei o tempo todo procurando e o palhaço não deu o ar da graça.

Quem é mergulhador veria, porque ele gosta de ficar no fundo. OK, podem rir de mim!

IMG_5827

O passeio dura o dia inteiro, inclui almoço e foi inesquecível!

Quando chegamos à marina, corremos para o shopping porque (fica-dica 1) as coisas fecham muito cedo na Austrália. As lojas do Cairns Central, por exemplo, descem as portas às 17h30. E precisávamos muito colocar um chip local no celular porque (fica-dica 2): WiFi por lá algo raro. Quando existe, é ruim e cobrado.

Clique aqui para reservar seu hotel pelo Booking.com. Você não vai pagar nada a mais por isso, mas vai ajudar o blog!

Por isso, pagamos 19 AUD por um plano da Vodafone que nos deu direito a 3GB de dados no aparelho. Jantamos num restaurante malaio. Apesar de a cidade ter só 140 mil habitantes, a comida é superinternacional, por causa da quantidade de imigrantes, sobretudo asiáticos.

IMG_5843

Chip da Vodafone, comida malaia e cabelo desarrumado!

Em nosso último dia em Cairns,  fizemos um passeio até o Daintree National Park, que abriga a floresta tropical mais antiga do mundo,  com 116 milhões de anos. Antes de chegarmos lá, paramos no Wildlife Habitat, em Port Douglas, onde vimos cangurus e tiramos fotos abraçados a um coala. Em princípio, sou contra essa exploração animal, mas como resistir à essa criatura? Fica-dica 3: como nada aqui é de graça,  a foto custa 18 AUD, mas acabou saindo mais barata porque compramos três!

IMG_5892

É um mega mico turístico, mas ninguém manda nimim.

De lá, fomos pra tal floresta, lindíssima, onde almoçamos, caminhamos por meia hora numa linda praia do parque, já em Cape Tripulation. É o único lugar do mundo em que dois patrimônios da Humanidade se encontram: o Daintree e a Barreira de Corais.

IMG_5948

Cape Tripulation!

Fizemos ainda uma pequena trilha no meio da selva e, pra terminar, um cruzeiro superdispensável num rio à caça de crocodilos. Seria melhor cancelar isso e dar meia hora a mais pro zoo e mais meia na praia. Reservamos ambos os passeios, ainda no Brasil, pela Internet, com a empresa Adventure Travel Specialists e, fica-dica 4, deu tudo certinho. Jantei novamente num restaurante asiático.



Minha impressão de Cairns

O que vale a pena: o charme da cidade e os passeios.

Permanência: 4 noites (sendo 3 dias inteiros). Achei OK, mas você pode cortar um dia e uma noite (se desistir de Kuranda) ou trocar esse passeio por um dia a mais de barco (pernoitando na embarcação). Mas há muito mais a se fazer como circuito de cachoeiras, rafting, bungee jump, asa delta, paraquedas, ilhas, praias e a cidade de Port Douglas.

IMG_6038

Não reparem na bagunça das camas, apenas no tamanho do quarto. Você acha que o Gilligan’s parece mesmo um albergue?

Onde ficar: há muitas opções boas. Eu recomendo o hostel Gilligan’s. Não tem café, mas compramos comida no supermercado Woolmorths e nos viramos bem.

Próxima parada: Whitheaven: a praia mais bonita do mundo?

Parada anterior: Chegada a Cairns

Posts relacionados:

Austrália em 25 dias

 Airlie Beach e Whitsundays

Brisbane em 24h

Gold Coast: a Orlando da Austrália!

Bye, Gold Coast!

Sydney, SUA LINDA!

Domingo em Sydney

I love Sydney!

Great Ocean Road

Além dos 12 Apóstolos e chegada a Melbourne

Melbourne

Fim de semana em Melbourne

Anúncios

Chegada a Cairns

O voo da Lan/Qantas saía de Guarulhos cedinho, às 7h30 de sábado. Por isso, optamos por dormir no hotel do aeroporto na sexta. Eu me senti um japonês naquele quarto de 1,5m X 2,5m do tal Fast Sleep, que mal comportava a beliche e nossas malas. Mas fica-dica 1: conseguimos fazer o check-in na véspera, acordamos DENTRO do aeroporto (a 5 minutos do balcão), e despachamos a bagagem apenas uma hora antes do voo.

Clique aqui para curtir Viaje ao Léo no Facebook!

Bem, foram 4h até Santiago, 14h até Sydney (sim, amigos, 14) e, como somos adeptos do açoite logo na chegada, ainda emendamos outro voo, para aproveitar que estávamos no aeroporto. Se bem que não era exatamente o mesmo. Fica-dica 2: do terminal internacional de Sydney , foi preciso pegar o ônibus T-Bus até o terminal doméstico. E lá se foram mais 3h até o destino final. Eis que 4 voos, 1 táxi e 1 hotel depois, desembarcamos em Cairns, bem ao norte da Austrália.

IMG_5826.JPG

Cairns é a principal porta de entrada para os 2300km da Grande Barreira de Corais que, dizem, pode ser vista até do espaço.

Chegamos quase à meia-noite de domingo, 42h corridas após, portanto, eu deixar minha casa em BH (já descontando as 13h a mais de fuso). Pegamos um shuttle por 11 AUD (dólares australianos) até o Gilligan’s. É um hostel, mas nosso quarto duplo – sério – era grande, novinho, melhor que o de muito hotel. Na Austrália, os albergues costumam ser descolados e bem avaliados. Este, por exemplo, é o ponto do agito. Quando descemos para comer uma fatia de pizza, à uma da madrugada, a boate do hostel estava bombando, cheia de gatos e gatas, 90% deles bêbados e com metade da nossa idade.

Eu me senti na Austrália automaticamente. 

Pensei em interagir um pouco. Mas, após enfrentar essa maratona, sem chance!

IMG_5709

A revigorante floresta de Kuranda

Até porque tínhamos um passeio agendado, ainda no Brasil, para as 11h do dia seguinte. Acordamos às 8 e pouco porque queríamos tomar algumas providências antes de a van nos pegar às 10h30 com destino a Kuranda. É uma antiga vila aborígene no meio de uma floresta.

Clique aqui para reservar seu hotel pelo Booking.com. Você não vai pagar nada a mais por isso, mas vai ajudar o blog!

Para chegar lá, eles nos deixaram no terminal do teleférico Skyrail, que passa por cima da copa das gigantes árvores por mais de 7km. No caminho, duas paradas para apreciar atrações como a cachoeira Baron.

IMG_5713

Kuranda tem belas cachoeiras

Na vila, o visitante escolhe entre passear de barco, conhecer a cultura local, entrar num santuário de coalas, num aviário, num borboletário ou se encher de bugigangas nos mercados. Nada estava incluído no preço, claro, que já era salgado. E tudo era muito para turista ver. Preferimos fazer uma trilha de 3km por dentro da floresta até a estação, de onde o trem partiria às 15h30.

IMG_5754

Pausa para relaxar!

O trajeto de 1h30 é por uma rota cênica, à beira de uma garganta impressionante, passando por cachoeiras, túneis, curvas, etc. Esse tour é muito bonito, relaxante, organizado, bom pra um primeiro dia, blá-blá-blá… Mas, na boa, fica-dica 3: faça se tiver tempo!

IMG_5795

À essa altura, o jet lag já nos matava. De volta à simpática Cairns, ainda tivemos força para dar uma volta pela Esplanade. É uma orla muito agradável onde eles construíram a Lagoon (uma lagoa artificial), com piscina de borda infinita e um calçadão onde sarados nativos se exercitam, em clima de South Beach, Miami.

IMG_5811

Coisa de australiano!

Criaram esse charmoso complexo, porque a água do mar ali não era boa e cheia de perigosas águas-vivas. O lugar estava animado ao entardecer. Comemos num self service chinês no Night Market em frente à orla, antes de voltar ao hotel e desabar na cama antes das oito da noite.

Próxima parada: Grande Barreira de Corais e Daintree National Park‏

Parada anterior: Austrália em 25 dias

Posts relacionados:

Whitheaven: a praia mais bonita do mundo?

Airlie Beach e Whitsundays

24 horas em Brisbane

Gold Coast: a Orlando da Austrália!

Bye, Gold Coast!

Sydney, SUA LINDA!

Domingo em Sydney

I love Sydney!

Great Ocean Road

Além dos 12 Apóstolos e chegada a Melbourne

Melbourne

Fim de semana em Melbourne

Austrália em 25 dias

Quando minha companheira mais usual de viagens me perguntou onde seriam nossas férias de 2015, eu não vacilei: Austrália. Eu precisva completar todos os continentes e 30 países antes dos 40 anos. Era uma meta (meio idiota, eu sei) que tracei em 2013 para me desapegar da Europa. Depois disso,  rolaram as até então inéditas África, Ásia e América Central. Faltava a Oceania.

Clique aqui para curtir Viaje ao Léo no Facebook!

Mas como conhecer um continente tão grande e diverso em apenas 25 dias? O que muita gente faz de cara é usar a velha teoria do Jaque. Sabe qual? Já-que eu vou pra Austrália, por que não dar um “pulinho ali” na Nova Zelândia? Fica-dica 1: deixe os pulinhos para os cangurus. Em minha opinião, 25 dias não são suficientes para ver nem a Austrália direito. Deixamos de fora atrações incríveis, como a Tasmânia, o Outback e toda a parte oeste (Perth, Broome, etc), só para citar algumas. Preferimos nos concentrar na maravilhosa costa leste. Claro, depois de muito estudo, porque eu sou famoso por ser viciado em roteiro e planejamento. Veja:

roteiro

Costa leste da Austrália em 25 dias

Aí, você me pergunta: Léo, como percorrer esse país de dimensões continentais? Depende. Avião seria a resposta mais óbvia. Mas uma rápida pesquisa me fez descobrir que a Austrália tem uma fantástica rede de trens, com passes a preços razoáveis. Um deles pode se encaixar nos seus planos. Escolhemos a linha The Spirit of Queensland, que liga Cairns (bem ao norte e porta de entrada para a Barreira de Corais) a Brisbane, bem no meio da nossa rota. Com esse passe, pudemos parar em Airlie Beach, onde ficam as ilhas Whitsundays e Whiteheaven Beach, considerada a praia mais da Austrália.

IMG_6163

A foto não fez jus à beleza da Whiteheaven Beach, porque o clima não ajudou.

Poderíamos ter feitos outras paradas, como Townsville, base para explorar a Magnetic Island, e Hervey Bay, ponto de partida para explorar a selvagem Fraser Island, ou ainda a sofisticada região de Noosa, com charmosas cidades litorâneas. Tenho quase certeza de que teria sido tudo lindo, mas talvez um pouquinho “pretty much the same”. Enfim, optamos por apenas um stop em Airlie Beach. Mesmo assim, valeu a pena? Sim, porque viajar de trem na Austrália é demais, como vocês vão ver nos próximos relatos. A partir de Brisbane, parada final do passe de trem, nos viramos de outras formas. Primeiro, com outro pequeno trecho de trem até Gold Coast, comprado à parte no próprio local.

Orla de Gold Coast

A Inesquecível Gold Coast

De Gold Coast, pegamos um avião até Sydney e outro até Melbourne, ambos comprados diretamente no site da companhia low-fare Jetstar. Recorremos à minha eficientíssima agente de viagens para conseguir uma passagem internacional  que chegava por Cairns e saía por Melbourne. Fica-dica 2: assim, você economiza um trecho interno! Em Melbourne, alugamos um carro para conhecer por conta própria, e no nosso tempo, a Great Ocean Road.

IMG_7344

Tem condição o tanto que a Great Ocean Road é bonita?

Se houve algum senão no roteiro que eu elaborei? Unzinho talvez. Hoje, eu pediria para ela reservar a volta de Sydney, porque, no dia de ir embora para o Brasil, a gente já acordaria na cidade (saindo de Melbourne, tivemos que fazer uma conexão por lá). Não teria feito tanta diferença pra gente comprar os trechos aéreos Gold Coast-Melbourne, Melbourne-Sydney, em vez de Gold Coast-Sydney, Sydney-Melbourne, como fizemos. Mas também não chegou a atrapalhar nossa viagem, não. Foi quase tudo perfeito.

IMG_5892

Amigos para sempre

Ah, faltou dizer: a Austrália exige visto. A gente conseguiu fazer tudo sozinhos, pela internet, sem muito sofrimento. Não vou me alongar falando sobre isso aqui, porque há muitos “blogamigos” por aí explicando direitinho para se faz. Este aqui, por exemplo, explica tim-tim por tim-tim.

Curtiu as dicas? Então clique aqui para reservar seu hotel pelo Booking.com. Você não vai pagar nada a mais por isso, mas vai ajudar o blog!

Próxima parada: Chegada a Cairns

Parada anterior: Bangkok

Posts relacionados:

Grande Barreira de Corais e Daintree National Park

Whitheaven: a praia mais bonita do mundo?

Airlie Beach e Whitsundays

24 horas em Brisbane

Gold Coast: a Orlando da Austrália!

Bye, Gold Coast!

Sydney, SUA LINDA!

Domingo em Sydney

I love Sydney!

Great Ocean Road

Além dos 12 Apóstolos e chegada a Melbourne

Melbourne

Fim de semana em Melbourne