Siem Reap (Angkor)

Pegamos um transfer em Hoi An até o aeroporto de Da Nang, distante 25km, de onde saiu o voo para o Camboja. Uma tormenta tropical caiu em Siem Reap bem na hora do nosso pouso. O avião deu umas sacolejadas violentas, mas o pior estava por vir! Bem pertinho do chão, o bicho arremeteu (acho que é porque não dava pra ver a pista). Muito depois, fomos informados de que pousaríamos não em Siem Reap, mas em Phnom Penh, a capital, que fica a 400km!

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Descemos, passamos pelo raio-x e nos mandaram de volta pro avião (o mesmo!) mortos de fome. Já em Siem Reap, mais uma hora perdida!  O Camboja exige visto e o processo é feito na hora, no aeroporto. É uma bagunça danada! Fica-dica 1: leve foto 3 x 4 ou 4 x 6 e oos 20 dólares trocados. Resultado: chegamos ao hotel às 10 e pouco da noite, em vez das 6 e pouco da tarde. Tínhamos reservado um transfer com o hotel (avisei em Phnom Penh sobre o novo horário) e surprise, surprise: o que nos esperava não era um carro, mas um tuk tuk, aquelas carrocinhas puxadas por bike (aqui é mais comum a moto, como a nossa).

Transfer de tuk tuk

Assim foi a nossa chegada ao Camboja!

Mas, por quê Siem Reap? Porque é onde ficam as ruínas do complexo Angkor, sede do império Khmer entre os séculos IX e XV e que foi o mais poderoso da região. Ocupava quase todo o Sudeste Asiático, incluindo áreas que hoje pertencem à Tailândia, ao Vietnã, ao Laos e até à Mianmar! Angkor chegou a ser a maior cidade do mundo por três séculos, com um milhão de habitantes, numa época em que Londres tinha 50 mil, por exemplo!

A grandiosidade de Angkor

A grandiosidade de Angkor

Angkor Wat

Monges

Por quê declinou? Por causa de uma grande seca e ao ataque de tribos que pertenciam ao território que hoje é a Tailândia. Eles destruíram muita coisa, inclusive o inteligente sistema de irrigação. Restou aos habitantes de Angkor abandonar o lugar, que ficou esquecido por 500 anos, até ser “redescoberto” por pesquisadores. Numa área gigantesca, estão ruínas de 552 templos, entre budistas e hinduistas. E, pra conhecer alguns deles, há diversas formas. Por 30 dólares pelo dia inteiro, escolhemos o modo-sobrevivência: carro com ar e motorista (lembram as ruínas de Hue?) e, por causa do atraso na chegada, dispensamos o nascer do Sol (acho que desistiriam de qualquer forma, porque acordar às 4h30 nas férias é demais).

Do alto de um dos templos

Do alto de um dos templos

Começamos por Angkor Wat, o principal templo. Lá mesmo, contratamos um guia que falava espanhol. Fica-dica 2: 15 dólares bem aplicados. Durante a visita, conhecemos outro casal. Ele: “nipo-paranaense”, morador de Tóqui há três anos. O outro: americano e filho de japonesa. Vivem juntos. Fiquei com invejinha, porque deve ser bom demais viajar romanticamente acompanhado (sem desmerecer meus queridos companheiros de viagem, óbvio). Acabamos esbarrando com os dois pombinhos quase o dia todo, porque muita gente acaba fazendo o mesmo roteiro.

Entrada de Angkor Thom

Entrada de Angkor Thom

De Angkor Wat, fomos pra Angkor Thom, que era como se fosse a cidade propriamente dita. Na grande área murada, ficava a residência real e outras grandes atrações. Qualquer uma das quatro entradas leva ao templo Bayon, que ostenta cerca de 200 enormes faces de pedra. Já o templo Baphuon é um dos mais tranquilos de todo o complexo. Ali perto,  fica também o Terraço dos Elefantes.

Algumas das faces de Bayon

Algumas das faces de Bayon

A tranquilidade do templo Baphuon

A tranquilidade do templo Baphuon

Em seguida, nosso motorista nos levou a Ta Phrom, que era uma Universidade, mas ficou famosa mesmo por causa das cena de Lara Croft, personagem de Angelina Jolie no filme Tomb Raider. Lá, a vegetação exuberante se integrou às ruínas, produzindo um cenário incrível. Em alguns pontos, as raízes cresceram tanto que passaram a ameaçar as construções. Algumas já receberam escoras.

A força da natureza em Ta Phom

A força da natureza em Ta Phom

A força da natureza em Ta Phom

Olhando lugares tão grandiosos, ficamos nos perguntando como o Camboja pode ser um país tão pobre e que ainda sofreu os horrores do Khmer Vermelho, entre 1975 e 1979. Um movimento superatrasado assumiu o controle do país e quis fundar uma era de ignorância, executando qualquer pessoa que tivesse instrução. Foram 1,7 milhões de mortos. Tem gente que fica três dias, visitando Angkor. Mas, sinceramente, é desnecessário! Assim como ver o Sol se por! Não sei porque insistimos. Subimos a porcaria do morro e o astro-rei fez charminho. Fica-dica 3: não perca seu tempo, principalmente porque milhares de turistas terão a mesma ideia. Depois da prova de resistência, ainda fomos passear na gringolândia, na região da Pub Street, do Night Market e das ruazinhas de pedestres The Lane e The Alley. Circulando por aqueles quarteirões animados e badalados, a gente quase se esquece de que está num lugar tão sofrido. Que contraste! Fizemos uma hora de massagem, pela bagatela de 8 dólares.

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Ainda tínhamos meia manhã em Siem Reap e aproveitamos para dar um pulo no mercado antiga, cheio de frutas,verduras, temperos, grãos e diversos tipos de carnes, que eram limpadas bem ali. Para quem tem nojinho, as imagens podem chocar um pouco, já que praticamente não há refrigeração para os produtos. Mas foi legal conhecer um pouco mais da rotina deles, pois quase não há turistas por lá.

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Minha impressão de Siem Reap?

O que vale a pena: o banho de História, a pureza do povo cambojano e o charme da gringolândia

O que incomoda: o assédio nas ruas e o calor senegalês

Permanência: 2 noites (sendo um dia inteiro) – eu ficaria mais uma noite e um dia, na boa. Mas, olha, deu (podem me achar turista fast-food)! Mas nosso ritmo é mais ligeiro mesmo. Antes de irmos pro aeroporto, às 10 de manhã, ainda daremos uma passadinha no mercado antigo.

IMG_3488Hospedagem: ficamos num hotel simpléééérrimo, “ornando” com Siem Reap mesmo, que é uma roça. E o Friend Villa nos atendeu superbem por apenas 30 dólares/dia.

 

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Ásia – vacinas e vistos

Além de passagens, hotéis, passeios e roteiros, o visitante que decide visitar o interessante e maravilhoso continente asiático precisa se preocupar com duas questões: vacinas e vistos. Alguns países, como a Tailândia, exigem  um certificado internacional de vacina contra a febre amarela quando o turista entra no país (fica-dica 1). VacinaSe você não recebeu essa imunização nos últimos dez anos, procure a rede pública de saúde brasileira, que oferece a vacina gratuitamente e, em seguida, um Centro de Orientação de Viajantes, levando o cartão de vacinação, para emissão do tal certificado (fica-dica 2). Em alguns centros, é possível fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Se a sua chegada for por Bangkok, fica-dica 3: passe no Health Control do aeroporto antes de tudo porque senão vai enfrentar a fila da Imigração à toa (como já sabíamos, não perdemos tempo). Outras vacinas, apesar de não-obrigatórias, são recomendadas (fica-dica 4): Hepatite B, além de triviral e difteria/tétano (essas duas caso você não saiba se tomou na infância) são fornecidas “pela Dilma”. Hepatite A e febre tifóide são particulares. Os mais cautelosos (ou que vão entrar em buracos mais perigosos ou por mais tempo) ainda encaram a antirábica e a vacina contra encefalite japonesa. Assim que conhecemos o saneamento nada básico e a mosquitada tropical de alguns dos lugares por onde passamos, entendemos por quê.

angkor

Angkor e a natureza exuberante do Camboja!

comidaNa consulta (também oferecida pela Dilma, quando você procura o certificado contra febre amarela), o infectologista indica o repelente  à base de icaridina como item de série da viagem (fica-dica 5). Compramos no Brasil. O dotô também recomenda cuidado com a água (consequentemente, o gelo) e os alimentos, principalmente os crus (fica-dica 6).

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Além de tudo isso, fica-dica 7: descubra se o (s) país (es) que você vai visitar exige (m) visto. Como se vê, viajar pra Ásia exige fôlego e uma boa logística, especialmente se você é adepto do planeje-você-mesmo, como eu. Mas tudo fica mais fácil quando uso as dicas dos meus mais de 40 blogueiros de viagem de estimação, de quem sou seguidor fiel e assíduo. Espero que as minhas seja úteis também pra você!

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Sudeste Asiático em 20 dias

O tempo não era ideal para uma primeira incursão ao Sudeste Asiático, principalmente pra quem queria ter uma visão geral da região. Precisaríamos de pelo menos um mês inteiro. Mas, como não tínhamos esse tempo todo, tivemos que nos virar não nos 30, mas em 20 dias. E isso pra dividir entre três países!

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Com tudo devidamente “bookado” e “esquematizado”, deu pra otimizar o tempo sem tornar a viagem uma corrida maluca. Juro! Óbvio que também fizemos escolhas de Sofia. Excluimos do roteiro Chiang Mai e as ilhas do lado leste da Tailândia; Laos; Hoi Chi Minh (antiga Saigon), no Vietnã; além de Phnom Penh, capital do Camboja. Se eu tivesse que mudar algo no roteiro abaixo, tiraria Hue e aumentaria uma noite em Hanói:

exemplo de roteiro para Sudeste Asiático

20 dias que renderam muito!

Optamos por levar uma sova logo de cara. Aproveitando que chegaríamos por Bangkok, o maior aeroporto do Sudeste Asiático, planejamos emendar outro voo pra Phuket e, de lá, um barco pra ilha de Koh Phi Phi, na Tailândia. A manobra era arriscada porque qualquer atraso numa das pernas do itinerário poderia provocar a perda de uma reserva. Mas deu tudo certo e eis que um táxi, quatro voos, cinco aeroportos, um transfer, um barco e 37 horas depois de deixarmos nossas casinhas em BH desembarcamos no paraíso. A opção por essa gincana foi pra evitarmos dividir a hospedagem em Bangkok em duas partes (já que o voo da volta sai de lá) ou então ter que voar de outro lugar pra Bangkok no dia de ir embora pro Brasil e passar por tudo isso no retorno (o que seria pior, porque o voo deixará a cidade às três da matina).

phiphi

Phi Phi: recompensa depois da maratona!

Sobrevivemos à via sacra graças, em parte, à qualidade do serviço da Etihad Airways, considerada recentemente uma das melhores companhias do mundo. O avião é de primeira, a seleção de filmes tem mais de 100 títulos (alguns ainda em cartaz nos cinemas) e os comissários são eficientes. Sem contar a excelente curva custo-benefício. Foi a menor tarifa que encontrei em quatro anos de pesquisa.  Fica-dica 1 de viagem: recomendo! E engato a fica-dica 2: se optar pelo arranca-couro, fique esperto pra marcar o voo seguinte saindo do mesmo aeroporto, como fizemos (Bangkok tem dois!).

Fique atento porque alguns lugares, como a Tailândia, podem exigir certificado internacional de vacinação contra a febre amarela. E outras vacinas, apesar de não obrigatórias, também são importantes. Alguns países também exigem visto. Leia mais sobre o assunto aqui.

Quando ir: cada país tem uma peculariedade. Mas, generalizando, dá pra dizer que a temporada seca vai de novembro e abril. Tivemos que ir no finzinho dessa chamada alta estação, na segunda quinzena de abril. O calor estava de matar, mas praticamente não choveu. Se caísse água, teria complicado bastante a viagem.

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