Além dos 12 apóstolos e chegada a Melbourne

Acordamos no superaconchegante hotel de Nirranda, localizado em plena Great Ocean Raod. E, pela primeira vez na viagem, tivemos café da manhã no hotel (sim, isso é raro na Austrália).  E que café!  A própria dona da pousada preparou para gente, os hóspedes do único quarto. Quarto, não, quase uma casa. Gostamos muito do pouco tempo que passamos ali.

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O simpatissíssimo Butterfly Bed and Breakfast Nirranda

Como estávamos quase no fim da GOR, vocês sabem, voltamos por ela “catando” o que deixamos de ver no dia anterior. Primeira parada: Bay of Islands.É como se fosse um conjunto de apóstolos menores, mas emoldurados por falésias altas que formam uma ferradura. Lindo, lindo.

 

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Bay of Islands

Mais à frente Bay Marthis, uma baía não tão especial. Depois, The Grotto, uma trilha curta que leva a uma mini-caverna (fica-dica 1: vá se tiver tempo).  Na sequência, London of Bridge (ou o que sobrou dela depois que a parte do meio caiu).

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The Grotto

Andando mais um pouquinho, The Arch (fica-dica 2: não se dê ao trabalho de ver essa pequena formação rochosa). A seguir, Loch and Gorge, local de um famoso naufrágio (fica-dica 3: não deixe de descer até a bela prainha da Thunder Cave).

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The Arch

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Thunder Cave em Loch and Gorge

E, enfim, chegamos ao ponto alto da rota: os 12 apóstolos! É claro que não resistimos e fomos lá de novo tirar outras 235.678 fotos, apenas com o pretexto de encontrar uma luz diferente e novos ângulos.

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Quando terminamos, já passava das 13h. E, como precisávamos entregar o carro às 17h30 em Melbourne (a 3h15 dali), percebemos que não daria mais tempo de andar na passarela sobre as árvores do Great Otway National Park, chamada The Three Top Walkway. Tudo bem, fica pra próxima. Além disso, já tínhamos visto as florestas Kuranda e Rainforrest, lá no norte.

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Colocamos a locadora no GPS e seguimos, não mais pela GOR, mas por dentro, que é mais rápido. Deu para ver mais uma vez que o countryside deles é bonito e rico, como o resto do país. A chegada a Melbourne foi um pouco conturbada, porque escolhemos entregar o carro na Hertz do centro, a 800m do hotel. E passei um aperto danado entre carros, bondes, trans, bikes e pedestres, que se misturam caoticamente fazendo aquelas conversões à direita que Deus não aprova.

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Na primeira noite em Melbourne, saímos do nosso hotel, bem no meio da City, e caminhamos para a bela Federation Square, uma espécie de centro cultural e ponto de encontro, às margens do rio Yarra. Depois, atravessamos a ponte Princess e passeamos um pouquinho à beira-rio, vendo o agito dos barzinhos, até chegar ao cassino Crown, parte da rede de entretenimento que domina esse pedaço da cidade, o Southbank.

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Federation Square, Melbourne

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à beira do rio Yarra, Melbourne

Lá, vimos um chinês perder 100 AUD em menos de 2min numa mesa. Coisa triste é gastar dinheiro com jogo. Sempre fico meio deprê quando vou a cassinos, com pena dessa gente viciada. Eu mesmo tô viciado é nesse negócio de Austrália. Melbourne tem um estilo completamente diferente de Sydney, mas falo sobre isso no próximo post.



Minha impressão da Great Ocean Road :

O que vale a pena: a bela inenarrável de quase tudo que se vê por lá

Permanência: 2 noites (1 em Bells Beach e outra em Nirranda) e 1,5 dia pra conhecer as coisas de carro. Poderíamos ficar muito mais, mas não tínhamos tempo (pelo menos foi melhor que aqueles bate-volta medonhos que saem de Melbourne). Mas, se puder, reserve uns quatro dias pra Great Ocean Road, sem medo.

Onde ficamos: Bells Beach Backpackers – como era só para dormir, valeu! Baratíssimo e com quarto privado.

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Butterfly Farm Bed and Breakfast Nirranda – foi um grande experiência ficar nesse lugar encantador. Superrecomendo.

 

Próxima parada: Melbourne

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Great Ocean Road

Outro voo da Jet Star de 1h30 (mesmo esqueminha daquele de Gold Coast a Sydney) nos levou de Sydney a Melbourne. Quando chegamos, um desafio nos esperava: a mão inglesa. Alugamos o carro porque queríamos conhecer por conta própria as atrações de uma das estradas mais lindas do planeta, a Great Ocean Road (daqui para frente, vou abreviar pra GOR, OK?).

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12 apóstolos na Great Ocean Road ou, simplesmente, GOR

Bom, sentado naquele que é o nosso banco do passageiro, comecei a dirigir aquele supercarrão da Corolla. A posição do motorista é o que menos incomoda. No volante, o acionamento de setas e limpador de para-brisa é invertido. Toda hora eu dava aquele cleaning no vidro sem necessidade. Mas até que me acostumei a andar pela esquerda o tempo todo e fazer as conversões que parecem estranhíssimas pra gente.

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Fica-dica 1: eu tinha comprado a passagem chegando pelo aeroporto Tullamarine, que é infinitamente mais prático para quem vai ficar em Melbourne de cara. Mas, se sua intenção é pegar um carro e ir direto pra Torquay, por exemplo, porta de entrada para a famosa rota cênica, o distante Avalon é melhor, porque já fica na metade do caminho, os 100km que separam Tullamarine de Torquay, meca do surfe. Tem até museu dedicado ao esporte.

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A maravilhosa Jan Juc, em Torquay, Austrália

Chegamos lá à noite apenas para jantar e dormir. De manhã, fizemos o check-out e fomos logo conhecer a praia mais perto da cidade: a linda Jan Juc. Em seguida, vimos um dos palcos dos shows de Gabriel Medina: a selvagem e lendária (para os surfistas) Bells Beach.

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O que são, o que são? Pontinhos pretos no mar. Bells Beach, em Sydney, claro!

Seguimos mais 40km pela GOR até Lorne, um balneário com casas chiquérrimas e uma praia encantadora. Não sou de ficar indicando “coma tal coisa em tal lugar”, mas, se puder, fica-dica 2: peça o Bacon and egg roll no café The Bottle of Milk (52 Mount Joy Parade). É de comer ajoelhado.

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Bacon and egg roll…

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… na charmosíssima Lorne!

Os 45km entre Lorne e Apollo Bay são de cair o queixo, numa sucessão de curvas inimagináveis, penhascos, rochedos e praias, num visual bem parecido com o Big Sur, da Califórnia.

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Aliás, dizem que a rodovia 01 americana inspirou a construção da GOR. Paramos rapidinho em Apollo, porque queríamos chegar ainda com luz do dia à principal atração da rota: os 12 apóstolos! Por isso, não fizemos parada nos 85 km até lá. Nesse trecho, passamos por dentro do lindo Great Otway National Park, com árvores enormes que fazem um corredor verde em alguns pontos da estrada. 1km antes do grande momento do dia, tem os Gibson Steps, uma escada que leva a uma prainha, de onde se chega perto do primeiro dos apóstolos. É o único lugar em que é possível ver um deles de baixo.

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Gibson Steps, Great Ocean Road

Quando chegamos ao mirante de onde dá pra  admirar os outros, meu Deus, só deu pra pensar: “o Senhor fez um good job here”! Os 12 apóstolos (na verdade apenas oito), são enormes formações calcárias (algumas de 45m), resultantes da erosão, formando um conjunto de enormes rochas que parecem emergir do oceano. Lindo demais.

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12 apóstolos, Great Ocean Road

Ficamos lá nos últimos 40 minutos de luz do dia e tive pena daquelas pessoas que só fazem o puxado bate-volta de Melbourne, com agências de turismo. Como vamos dormir na GOR, poderemos ver tudo de novo, com outra luz. Antes de chegarmos ao hotel em Nirranda (quase no fim dos 243km da rota), passamos por outras atrações. Mas, como já estava escuro, ficaram pro outro dia.

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A gente se hospedou na esquina do nada com lugar nenhum e foi incrível. Parecia uma daquelas fazendas coloniais. Para jantar, precisamos rodar quase 50km para ir e voltar de Allansford, a apenas 13km de  Warrnambool, última parada da GOR (não chegamos a ir lá, nem no dia seguinte, porque a cidade “só” tem um museu marítimo).

 

Próxima parada: Além dos 12 Apóstolos e chegada a Melbourne

Parada anterior: I love Sydney!

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Austrália em 25 dias

Quando minha companheira mais usual de viagens me perguntou onde seriam nossas férias de 2015, eu não vacilei: Austrália. Eu precisva completar todos os continentes e 30 países antes dos 40 anos. Era uma meta (meio idiota, eu sei) que tracei em 2013 para me desapegar da Europa. Depois disso,  rolaram as até então inéditas África, Ásia e América Central. Faltava a Oceania.

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Mas como conhecer um continente tão grande e diverso em apenas 25 dias? O que muita gente faz de cara é usar a velha teoria do Jaque. Sabe qual? Já-que eu vou pra Austrália, por que não dar um “pulinho ali” na Nova Zelândia? Fica-dica 1: deixe os pulinhos para os cangurus. Em minha opinião, 25 dias não são suficientes para ver nem a Austrália direito. Deixamos de fora atrações incríveis, como a Tasmânia, o Outback e toda a parte oeste (Perth, Broome, etc), só para citar algumas. Preferimos nos concentrar na maravilhosa costa leste. Claro, depois de muito estudo, porque eu sou famoso por ser viciado em roteiro e planejamento. Veja:

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Costa leste da Austrália em 25 dias

Aí, você me pergunta: Léo, como percorrer esse país de dimensões continentais? Depende. Avião seria a resposta mais óbvia. Mas uma rápida pesquisa me fez descobrir que a Austrália tem uma fantástica rede de trens, com passes a preços razoáveis. Um deles pode se encaixar nos seus planos. Escolhemos a linha The Spirit of Queensland, que liga Cairns (bem ao norte e porta de entrada para a Barreira de Corais) a Brisbane, bem no meio da nossa rota. Com esse passe, pudemos parar em Airlie Beach, onde ficam as ilhas Whitsundays e Whiteheaven Beach, considerada a praia mais da Austrália.

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A foto não fez jus à beleza da Whiteheaven Beach, porque o clima não ajudou.

Poderíamos ter feitos outras paradas, como Townsville, base para explorar a Magnetic Island, e Hervey Bay, ponto de partida para explorar a selvagem Fraser Island, ou ainda a sofisticada região de Noosa, com charmosas cidades litorâneas. Tenho quase certeza de que teria sido tudo lindo, mas talvez um pouquinho “pretty much the same”. Enfim, optamos por apenas um stop em Airlie Beach. Mesmo assim, valeu a pena? Sim, porque viajar de trem na Austrália é demais, como vocês vão ver nos próximos relatos. A partir de Brisbane, parada final do passe de trem, nos viramos de outras formas. Primeiro, com outro pequeno trecho de trem até Gold Coast, comprado à parte no próprio local.

Orla de Gold Coast

A Inesquecível Gold Coast

De Gold Coast, pegamos um avião até Sydney e outro até Melbourne, ambos comprados diretamente no site da companhia low-fare Jetstar. Recorremos à minha eficientíssima agente de viagens para conseguir uma passagem internacional  que chegava por Cairns e saía por Melbourne. Fica-dica 2: assim, você economiza um trecho interno! Em Melbourne, alugamos um carro para conhecer por conta própria, e no nosso tempo, a Great Ocean Road.

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Tem condição o tanto que a Great Ocean Road é bonita?

Se houve algum senão no roteiro que eu elaborei? Unzinho talvez. Hoje, eu pediria para ela reservar a volta de Sydney, porque, no dia de ir embora para o Brasil, a gente já acordaria na cidade (saindo de Melbourne, tivemos que fazer uma conexão por lá). Não teria feito tanta diferença pra gente comprar os trechos aéreos Gold Coast-Melbourne, Melbourne-Sydney, em vez de Gold Coast-Sydney, Sydney-Melbourne, como fizemos. Mas também não chegou a atrapalhar nossa viagem, não. Foi quase tudo perfeito.

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Amigos para sempre

Ah, faltou dizer: a Austrália exige visto. A gente conseguiu fazer tudo sozinhos, pela internet, sem muito sofrimento. Não vou me alongar falando sobre isso aqui, porque há muitos “blogamigos” por aí explicando direitinho para se faz. Este aqui, por exemplo, explica tim-tim por tim-tim.

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Próxima parada: Chegada a Cairns

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Domingo em Sydney

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Great Ocean Road

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Melbourne

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