Melbourne

Em nosso primeiro dia inteiro em Melbourne, saímos da City para cruzar o rio, passando em frente à bela estação Flinders e à Fed Square.

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A linda estação Flinders Street

Do outro lado do Yarra, visitamos rapidamente a National Gallery of Victoria (fica-dica 1: de graça) e fomos subir os 88 andares da Eureka Skydeck (fica-dica 2: custa 20 AUD, mas cai para 18 se você conseguir um desses cupons de desconto. OBS: preços de abril ). Lá de cima, vimos uma cidade linda e muitas das atrações que visitaríamos ao longo do dia.

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Dali do alto dá para ver tão legal…

A primeira foi Shrine of Remembrance, um enorme museu/monumento em homenagem aos mortos em guerra, e que também oferece bonitas vistas de Melbourne.

 

De lá, caímos pra dentro dos fantásticos Jardim Botânico e King’s Domain até cruzar o rio de novo em direção à região que concentra alguns dos principais palcos de eventos esportivos, como o AMMI Park, o Melbourne Cricket Ground e a arena Rod Laver, lendária casa do tênis. Na Hirense Arena, a segurança nos deixou entrar sem pagar para ver 5min do campeonato australiano de ginástica, que estava rolando.

De lá, seguimos pro Fitzroy Gardens, agradável área verde, onde fica a Cook’s Cottage, casa dos pais do inglês que iniciou a colonização australiana (que informação fundamental, hein! Kkk). Depois, passadinha rápida pelos prédios do Old Treasury e do Parlamento (porque, à essa altura, estávamos famintos), e paramos pra comer em Chinatown (fica-dica 3: nada especial, assim como o distrito italiano em Lygon St, para onde fomos logo a seguir).

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O Parlamento…

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… e Chinatown

O vizinho Carlton Gardens, sim, vale a pena. Essa bela área verde, com bem cuidados jardins, abriga o Royal Exibhition Building, o Melbourne Museum e o cinema IMAX. Não entramos em nada porque já era fim de tarde.

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Carlton Gardens

Ainda fomos conferir a tal da Brunswick St que, segundo alguns blogamigos, era megadescolada (fica-dica 4: mentiram). Fizemos tudo isso a pé, apesar de Melbourne ter uma rede de transporte muito boa, com algumas opções até gratuitas. Uma delas é o bondinho retrô Free City Circle, que percorre os pontos principais e nos deixou perto do South Wharf, onde fica o DFO. Só pudemos ir lá porque (fica-dica 5) as lojas ficam abertas até as 21h na sexta. Lembram que tudo fecha cedo na Austrália, né?

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O DFO é supostamente um outlet, mas a única coisa barata que achei foi um tênis que me custou 50 AUD a mais em Gold Coast (mesmo assim, muito vantajoso em relação ao Brasil). Ou seja, fica-dica 6: só vá ao DFO se quiser um pisante da Asics e achar que tem sorte suficiente para conseguir esse preço. Saímos de lá correndo, a tempo de encontrar o Melbourne GPO aberto.

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O belo prédio do Melbourne GPO

É uma elegante ex-agência de correios (General Post Office) transformada em centro comercial. Loja mesmo só tem a H&M, a prima inglesa do nossa Renner. Mas o prédio é incrível. Ao lado, fica a Myers, a equivalente australiana da Macy’s. As duas têm preços exorbitantes e estão bem em frente ao nosso hotel, na Bourke St. É legal ficar no centrão, perto dos charmosos becos grafitados, as famosas lanes.

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Melbourne é mais europeia que Sydney e tem uma dose maior de vida real (tipo gente atravessando fora da faixa, essas coisas). A vocação boêmia/cultural e o agito me lembram São Paulo, às vezes. Talvez pelo clima maluco. Maluco como a cena que me surpreendeu quando eu voltava da balada, depois de uma da madrugada: um cantor de rua dava um show numa esquina qualquer do CBD. E uma galera se juntou pra dançar de um jeito, digamos, espontâneo. Seria um retrato de Melbourne? Não conheço bem a cidade para saber, mas suponho que sim. Adorei.

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24h em Brisbane

Gold Coast: a Orlando da Austrália!

Bye, Gold Coast!

Sydney, SUA LINDA!

Domingo em Sydney

I love Sydney!

Great Ocean Road

 

 

Além dos 12 apóstolos e chegada a Melbourne

Acordamos no superaconchegante hotel de Nirranda, localizado em plena Great Ocean Raod. E, pela primeira vez na viagem, tivemos café da manhã no hotel (sim, isso é raro na Austrália).  E que café!  A própria dona da pousada preparou para gente, os hóspedes do único quarto. Quarto, não, quase uma casa. Gostamos muito do pouco tempo que passamos ali.

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O simpatissíssimo Butterfly Bed and Breakfast Nirranda

Como estávamos quase no fim da GOR, vocês sabem, voltamos por ela “catando” o que deixamos de ver no dia anterior. Primeira parada: Bay of Islands.É como se fosse um conjunto de apóstolos menores, mas emoldurados por falésias altas que formam uma ferradura. Lindo, lindo.

 

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Bay of Islands

Mais à frente Bay Marthis, uma baía não tão especial. Depois, The Grotto, uma trilha curta que leva a uma mini-caverna (fica-dica 1: vá se tiver tempo).  Na sequência, London of Bridge (ou o que sobrou dela depois que a parte do meio caiu).

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The Grotto

Andando mais um pouquinho, The Arch (fica-dica 2: não se dê ao trabalho de ver essa pequena formação rochosa). A seguir, Loch and Gorge, local de um famoso naufrágio (fica-dica 3: não deixe de descer até a bela prainha da Thunder Cave).

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The Arch

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Thunder Cave em Loch and Gorge

E, enfim, chegamos ao ponto alto da rota: os 12 apóstolos! É claro que não resistimos e fomos lá de novo tirar outras 235.678 fotos, apenas com o pretexto de encontrar uma luz diferente e novos ângulos.

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Quando terminamos, já passava das 13h. E, como precisávamos entregar o carro às 17h30 em Melbourne (a 3h15 dali), percebemos que não daria mais tempo de andar na passarela sobre as árvores do Great Otway National Park, chamada The Three Top Walkway. Tudo bem, fica pra próxima. Além disso, já tínhamos visto as florestas Kuranda e Rainforrest, lá no norte.

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Colocamos a locadora no GPS e seguimos, não mais pela GOR, mas por dentro, que é mais rápido. Deu para ver mais uma vez que o countryside deles é bonito e rico, como o resto do país. A chegada a Melbourne foi um pouco conturbada, porque escolhemos entregar o carro na Hertz do centro, a 800m do hotel. E passei um aperto danado entre carros, bondes, trans, bikes e pedestres, que se misturam caoticamente fazendo aquelas conversões à direita que Deus não aprova.

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Na primeira noite em Melbourne, saímos do nosso hotel, bem no meio da City, e caminhamos para a bela Federation Square, uma espécie de centro cultural e ponto de encontro, às margens do rio Yarra. Depois, atravessamos a ponte Princess e passeamos um pouquinho à beira-rio, vendo o agito dos barzinhos, até chegar ao cassino Crown, parte da rede de entretenimento que domina esse pedaço da cidade, o Southbank.

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Federation Square, Melbourne

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à beira do rio Yarra, Melbourne

Lá, vimos um chinês perder 100 AUD em menos de 2min numa mesa. Coisa triste é gastar dinheiro com jogo. Sempre fico meio deprê quando vou a cassinos, com pena dessa gente viciada. Eu mesmo tô viciado é nesse negócio de Austrália. Melbourne tem um estilo completamente diferente de Sydney, mas falo sobre isso no próximo post.



Minha impressão da Great Ocean Road :

O que vale a pena: a bela inenarrável de quase tudo que se vê por lá

Permanência: 2 noites (1 em Bells Beach e outra em Nirranda) e 1,5 dia pra conhecer as coisas de carro. Poderíamos ficar muito mais, mas não tínhamos tempo (pelo menos foi melhor que aqueles bate-volta medonhos que saem de Melbourne). Mas, se puder, reserve uns quatro dias pra Great Ocean Road, sem medo.

Onde ficamos: Bells Beach Backpackers – como era só para dormir, valeu! Baratíssimo e com quarto privado.

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Butterfly Farm Bed and Breakfast Nirranda – foi um grande experiência ficar nesse lugar encantador. Superrecomendo.

 

Próxima parada: Melbourne

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Austrália em 25 dias

Quando minha companheira mais usual de viagens me perguntou onde seriam nossas férias de 2015, eu não vacilei: Austrália. Eu precisva completar todos os continentes e 30 países antes dos 40 anos. Era uma meta (meio idiota, eu sei) que tracei em 2013 para me desapegar da Europa. Depois disso,  rolaram as até então inéditas África, Ásia e América Central. Faltava a Oceania.

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Mas como conhecer um continente tão grande e diverso em apenas 25 dias? O que muita gente faz de cara é usar a velha teoria do Jaque. Sabe qual? Já-que eu vou pra Austrália, por que não dar um “pulinho ali” na Nova Zelândia? Fica-dica 1: deixe os pulinhos para os cangurus. Em minha opinião, 25 dias não são suficientes para ver nem a Austrália direito. Deixamos de fora atrações incríveis, como a Tasmânia, o Outback e toda a parte oeste (Perth, Broome, etc), só para citar algumas. Preferimos nos concentrar na maravilhosa costa leste. Claro, depois de muito estudo, porque eu sou famoso por ser viciado em roteiro e planejamento. Veja:

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Costa leste da Austrália em 25 dias

Aí, você me pergunta: Léo, como percorrer esse país de dimensões continentais? Depende. Avião seria a resposta mais óbvia. Mas uma rápida pesquisa me fez descobrir que a Austrália tem uma fantástica rede de trens, com passes a preços razoáveis. Um deles pode se encaixar nos seus planos. Escolhemos a linha The Spirit of Queensland, que liga Cairns (bem ao norte e porta de entrada para a Barreira de Corais) a Brisbane, bem no meio da nossa rota. Com esse passe, pudemos parar em Airlie Beach, onde ficam as ilhas Whitsundays e Whiteheaven Beach, considerada a praia mais da Austrália.

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A foto não fez jus à beleza da Whiteheaven Beach, porque o clima não ajudou.

Poderíamos ter feitos outras paradas, como Townsville, base para explorar a Magnetic Island, e Hervey Bay, ponto de partida para explorar a selvagem Fraser Island, ou ainda a sofisticada região de Noosa, com charmosas cidades litorâneas. Tenho quase certeza de que teria sido tudo lindo, mas talvez um pouquinho “pretty much the same”. Enfim, optamos por apenas um stop em Airlie Beach. Mesmo assim, valeu a pena? Sim, porque viajar de trem na Austrália é demais, como vocês vão ver nos próximos relatos. A partir de Brisbane, parada final do passe de trem, nos viramos de outras formas. Primeiro, com outro pequeno trecho de trem até Gold Coast, comprado à parte no próprio local.

Orla de Gold Coast

A Inesquecível Gold Coast

De Gold Coast, pegamos um avião até Sydney e outro até Melbourne, ambos comprados diretamente no site da companhia low-fare Jetstar. Recorremos à minha eficientíssima agente de viagens para conseguir uma passagem internacional  que chegava por Cairns e saía por Melbourne. Fica-dica 2: assim, você economiza um trecho interno! Em Melbourne, alugamos um carro para conhecer por conta própria, e no nosso tempo, a Great Ocean Road.

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Tem condição o tanto que a Great Ocean Road é bonita?

Se houve algum senão no roteiro que eu elaborei? Unzinho talvez. Hoje, eu pediria para ela reservar a volta de Sydney, porque, no dia de ir embora para o Brasil, a gente já acordaria na cidade (saindo de Melbourne, tivemos que fazer uma conexão por lá). Não teria feito tanta diferença pra gente comprar os trechos aéreos Gold Coast-Melbourne, Melbourne-Sydney, em vez de Gold Coast-Sydney, Sydney-Melbourne, como fizemos. Mas também não chegou a atrapalhar nossa viagem, não. Foi quase tudo perfeito.

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Amigos para sempre

Ah, faltou dizer: a Austrália exige visto. A gente conseguiu fazer tudo sozinhos, pela internet, sem muito sofrimento. Não vou me alongar falando sobre isso aqui, porque há muitos “blogamigos” por aí explicando direitinho para se faz. Este aqui, por exemplo, explica tim-tim por tim-tim.

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