Fim de semana em Melbourne

Depois de passarmos o rodo em Melbourne no primeiro dia, tivemos um sábado mais tranquilo (para os nossos padrões, obviamente). Começamos na Fed Square, porque os museus de lá estavam fechados quando passamos na véspera (fica-dica 1: abrem às 10h).

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Fed Square e seus museus

O Australian Center for the Moving Image trata da história do cinema e da TV. É interessante, mas ficamos minutos por lá. The Ian Potter Center pertence à National Gallery e é dedicado à arte australiana. The Atrium é uma galeria de vidro e aço supermoderna, onde estava rolando um mercado de livros.

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The Atrium

Em frente à Fed, saindo pela Flinders, tem um quarteirão de becos bem mais legal que aquele perto do hotel. Procure pela Hosier Lane. De lá, fomos pra Degraves St, uma ruazinha que parece um beco e ferve no sábado, com o agito de bares, restaurantes e gente deslocada. No final da Degraves St, começa Centre Place, misto de beco e galeria retrô.

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Depois, pegamos o Free City Circle até o Queen Victoria Market, o principal mercado deles. Bacana, mas esperava mais. Ao lado, está o Flagstaff Gardens (como essa cidade tem áreas verdes).

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Flagstaff Gardens

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Queen Victoria Market

Pegamos o tram gratuito de novo, desta vez para as Docklands, onde há um porto, o shopping Harbour Town e a roda-gigante Melbourne Star (nos moldes da London Eye). Não entramos nela, porque o ticket era salgado (34 AUD) e achamos que a vista da torre era imbatível.

Voltamos pro hotel, antes das 17h para descansar um pouquinho, porque precisávamos estar no Melbourne Cricket Ground às 18h30. Recebemos um toque, que fica-como-dica 2: uma hora antes dos jogos, é possível conseguir tickets por 25 AUD, pedindo por General Admission. Assim fizemos e deu certo, apesar de ser dia de Richmond (os Tigers) X Essendon (os Bombers), clássico do estado de Victoria pela Liga de Aussie Rules.

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Richmond (os Tigers) X Essendon (os Bombers)

É como se fosse uma mistura de soccer, futebol americano e rugby. Um simpático casal mais velho me explicou tudinho. Era a partida 400 de um jogador de 43 anos, eles disseram, e o estádio recebeu nada menos que 83.804 torcedores para um jogo entre o oitavo e o nono colocados da liga de 18 times.

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Detalhe: fãs das duas equipes completamente misturados na arquibancada e pouquíssimo policiamento. O negócio é tão organizado que, faltando 40min pro jogo, metade dos assentos estava vazia. De repente, lotou! Sem qualquer tipo de confusão. Clique aqui para ler a resenha oficial do jogo, se estiver interessado. Rs

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Em nosso último dia, domingo, deu praia. Só que não. Mas fomos mesmo assim. Pegamos um trem na Flinders Station para Brighton Beach (fica-dica 3: é preciso comprar o cartão Myki numa loja de conveniência por 6 AUD e carregar o crédito que você precisar. No nosso caso, eram mais 6 AUD para o dia inteiro. OBS: preço de maio/2015).

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Em Brighton, ficam as famosas Bathing Boxes, casinhas megacoloridas na praia. São cubículos de madeira sem água nem eletricidade. Mas, para ser dono de um deles, é preciso desembolsar 430 mil AUD.

De lá, pegamos um bus na Esplanade com destino à St Kilda, a praia mais conhecida. Tentamos almoçar no Lentil as anything, um restaurante em que você paga o que achar justo pela comida, mas gostamos muito mais da cara do Iddy Biddy, ao lado (fica-dica 4: recomendo). Chegamos à beira da praia, mas um vento congelante nos impediu de ficar. Deu pra ver que é um lugar muito gostoso. Passamos pelo Luna Park (aqui também tem um) e pelo lindo Palais Theather. Em seguida, pegamos a charmosa Acland St e andamos até a Fitzroy (a principal é cheia de mansões).

Caminhamos um pouquinho até o Albert Park, com o lindo lago que é cenário do GP Austrália de F1. E nossa viagem passou rapidinho, como um carro de corrida. De Melbourne, voltamos para o Brasil depois de 25 dias na Austrália.

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Minha impressão de Melbourne:

O que vale a pena: o ambiente cultural/boêmio e a variedade de atrações

Permanência: 3 dias. Achei adequado. Mas poderia ser mais.

Onde ficamos: Causaway Inn On the Mall (cuidado para não confundir porque há três com nome parecido num raio de 100m). Extremamente bem localizado e bastante honesto por 150 AUD/dia e algo raro por aqui: café da manhã.

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Além dos 12 Apóstolos e chegada a Melbourne

 

 

Melbourne

Em nosso primeiro dia inteiro em Melbourne, saímos da City para cruzar o rio, passando em frente à bela estação Flinders e à Fed Square.

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A linda estação Flinders Street

Do outro lado do Yarra, visitamos rapidamente a National Gallery of Victoria (fica-dica 1: de graça) e fomos subir os 88 andares da Eureka Skydeck (fica-dica 2: custa 20 AUD, mas cai para 18 se você conseguir um desses cupons de desconto. OBS: preços de abril ). Lá de cima, vimos uma cidade linda e muitas das atrações que visitaríamos ao longo do dia.

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Dali do alto dá para ver tão legal…

A primeira foi Shrine of Remembrance, um enorme museu/monumento em homenagem aos mortos em guerra, e que também oferece bonitas vistas de Melbourne.

 

De lá, caímos pra dentro dos fantásticos Jardim Botânico e King’s Domain até cruzar o rio de novo em direção à região que concentra alguns dos principais palcos de eventos esportivos, como o AMMI Park, o Melbourne Cricket Ground e a arena Rod Laver, lendária casa do tênis. Na Hirense Arena, a segurança nos deixou entrar sem pagar para ver 5min do campeonato australiano de ginástica, que estava rolando.

De lá, seguimos pro Fitzroy Gardens, agradável área verde, onde fica a Cook’s Cottage, casa dos pais do inglês que iniciou a colonização australiana (que informação fundamental, hein! Kkk). Depois, passadinha rápida pelos prédios do Old Treasury e do Parlamento (porque, à essa altura, estávamos famintos), e paramos pra comer em Chinatown (fica-dica 3: nada especial, assim como o distrito italiano em Lygon St, para onde fomos logo a seguir).

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O Parlamento…

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… e Chinatown

O vizinho Carlton Gardens, sim, vale a pena. Essa bela área verde, com bem cuidados jardins, abriga o Royal Exibhition Building, o Melbourne Museum e o cinema IMAX. Não entramos em nada porque já era fim de tarde.

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Carlton Gardens

Ainda fomos conferir a tal da Brunswick St que, segundo alguns blogamigos, era megadescolada (fica-dica 4: mentiram). Fizemos tudo isso a pé, apesar de Melbourne ter uma rede de transporte muito boa, com algumas opções até gratuitas. Uma delas é o bondinho retrô Free City Circle, que percorre os pontos principais e nos deixou perto do South Wharf, onde fica o DFO. Só pudemos ir lá porque (fica-dica 5) as lojas ficam abertas até as 21h na sexta. Lembram que tudo fecha cedo na Austrália, né?

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O DFO é supostamente um outlet, mas a única coisa barata que achei foi um tênis que me custou 50 AUD a mais em Gold Coast (mesmo assim, muito vantajoso em relação ao Brasil). Ou seja, fica-dica 6: só vá ao DFO se quiser um pisante da Asics e achar que tem sorte suficiente para conseguir esse preço. Saímos de lá correndo, a tempo de encontrar o Melbourne GPO aberto.

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O belo prédio do Melbourne GPO

É uma elegante ex-agência de correios (General Post Office) transformada em centro comercial. Loja mesmo só tem a H&M, a prima inglesa do nossa Renner. Mas o prédio é incrível. Ao lado, fica a Myers, a equivalente australiana da Macy’s. As duas têm preços exorbitantes e estão bem em frente ao nosso hotel, na Bourke St. É legal ficar no centrão, perto dos charmosos becos grafitados, as famosas lanes.

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Melbourne é mais europeia que Sydney e tem uma dose maior de vida real (tipo gente atravessando fora da faixa, essas coisas). A vocação boêmia/cultural e o agito me lembram São Paulo, às vezes. Talvez pelo clima maluco. Maluco como a cena que me surpreendeu quando eu voltava da balada, depois de uma da madrugada: um cantor de rua dava um show numa esquina qualquer do CBD. E uma galera se juntou pra dançar de um jeito, digamos, espontâneo. Seria um retrato de Melbourne? Não conheço bem a cidade para saber, mas suponho que sim. Adorei.

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Além dos 12 apóstolos e chegada a Melbourne

Acordamos no superaconchegante hotel de Nirranda, localizado em plena Great Ocean Raod. E, pela primeira vez na viagem, tivemos café da manhã no hotel (sim, isso é raro na Austrália).  E que café!  A própria dona da pousada preparou para gente, os hóspedes do único quarto. Quarto, não, quase uma casa. Gostamos muito do pouco tempo que passamos ali.

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O simpatissíssimo Butterfly Bed and Breakfast Nirranda

Como estávamos quase no fim da GOR, vocês sabem, voltamos por ela “catando” o que deixamos de ver no dia anterior. Primeira parada: Bay of Islands.É como se fosse um conjunto de apóstolos menores, mas emoldurados por falésias altas que formam uma ferradura. Lindo, lindo.

 

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Bay of Islands

Mais à frente Bay Marthis, uma baía não tão especial. Depois, The Grotto, uma trilha curta que leva a uma mini-caverna (fica-dica 1: vá se tiver tempo).  Na sequência, London of Bridge (ou o que sobrou dela depois que a parte do meio caiu).

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The Grotto

Andando mais um pouquinho, The Arch (fica-dica 2: não se dê ao trabalho de ver essa pequena formação rochosa). A seguir, Loch and Gorge, local de um famoso naufrágio (fica-dica 3: não deixe de descer até a bela prainha da Thunder Cave).

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The Arch

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Thunder Cave em Loch and Gorge

E, enfim, chegamos ao ponto alto da rota: os 12 apóstolos! É claro que não resistimos e fomos lá de novo tirar outras 235.678 fotos, apenas com o pretexto de encontrar uma luz diferente e novos ângulos.

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Quando terminamos, já passava das 13h. E, como precisávamos entregar o carro às 17h30 em Melbourne (a 3h15 dali), percebemos que não daria mais tempo de andar na passarela sobre as árvores do Great Otway National Park, chamada The Three Top Walkway. Tudo bem, fica pra próxima. Além disso, já tínhamos visto as florestas Kuranda e Rainforrest, lá no norte.

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Colocamos a locadora no GPS e seguimos, não mais pela GOR, mas por dentro, que é mais rápido. Deu para ver mais uma vez que o countryside deles é bonito e rico, como o resto do país. A chegada a Melbourne foi um pouco conturbada, porque escolhemos entregar o carro na Hertz do centro, a 800m do hotel. E passei um aperto danado entre carros, bondes, trans, bikes e pedestres, que se misturam caoticamente fazendo aquelas conversões à direita que Deus não aprova.

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Na primeira noite em Melbourne, saímos do nosso hotel, bem no meio da City, e caminhamos para a bela Federation Square, uma espécie de centro cultural e ponto de encontro, às margens do rio Yarra. Depois, atravessamos a ponte Princess e passeamos um pouquinho à beira-rio, vendo o agito dos barzinhos, até chegar ao cassino Crown, parte da rede de entretenimento que domina esse pedaço da cidade, o Southbank.

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Federation Square, Melbourne

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à beira do rio Yarra, Melbourne

Lá, vimos um chinês perder 100 AUD em menos de 2min numa mesa. Coisa triste é gastar dinheiro com jogo. Sempre fico meio deprê quando vou a cassinos, com pena dessa gente viciada. Eu mesmo tô viciado é nesse negócio de Austrália. Melbourne tem um estilo completamente diferente de Sydney, mas falo sobre isso no próximo post.



Minha impressão da Great Ocean Road :

O que vale a pena: a bela inenarrável de quase tudo que se vê por lá

Permanência: 2 noites (1 em Bells Beach e outra em Nirranda) e 1,5 dia pra conhecer as coisas de carro. Poderíamos ficar muito mais, mas não tínhamos tempo (pelo menos foi melhor que aqueles bate-volta medonhos que saem de Melbourne). Mas, se puder, reserve uns quatro dias pra Great Ocean Road, sem medo.

Onde ficamos: Bells Beach Backpackers – como era só para dormir, valeu! Baratíssimo e com quarto privado.

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Butterfly Farm Bed and Breakfast Nirranda – foi um grande experiência ficar nesse lugar encantador. Superrecomendo.

 

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Great Ocean Road

Outro voo da Jet Star de 1h30 (mesmo esqueminha daquele de Gold Coast a Sydney) nos levou de Sydney a Melbourne. Quando chegamos, um desafio nos esperava: a mão inglesa. Alugamos o carro porque queríamos conhecer por conta própria as atrações de uma das estradas mais lindas do planeta, a Great Ocean Road (daqui para frente, vou abreviar pra GOR, OK?).

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12 apóstolos na Great Ocean Road ou, simplesmente, GOR

Bom, sentado naquele que é o nosso banco do passageiro, comecei a dirigir aquele supercarrão da Corolla. A posição do motorista é o que menos incomoda. No volante, o acionamento de setas e limpador de para-brisa é invertido. Toda hora eu dava aquele cleaning no vidro sem necessidade. Mas até que me acostumei a andar pela esquerda o tempo todo e fazer as conversões que parecem estranhíssimas pra gente.

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Fica-dica 1: eu tinha comprado a passagem chegando pelo aeroporto Tullamarine, que é infinitamente mais prático para quem vai ficar em Melbourne de cara. Mas, se sua intenção é pegar um carro e ir direto pra Torquay, por exemplo, porta de entrada para a famosa rota cênica, o distante Avalon é melhor, porque já fica na metade do caminho, os 100km que separam Tullamarine de Torquay, meca do surfe. Tem até museu dedicado ao esporte.

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A maravilhosa Jan Juc, em Torquay, Austrália

Chegamos lá à noite apenas para jantar e dormir. De manhã, fizemos o check-out e fomos logo conhecer a praia mais perto da cidade: a linda Jan Juc. Em seguida, vimos um dos palcos dos shows de Gabriel Medina: a selvagem e lendária (para os surfistas) Bells Beach.

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O que são, o que são? Pontinhos pretos no mar. Bells Beach, em Sydney, claro!

Seguimos mais 40km pela GOR até Lorne, um balneário com casas chiquérrimas e uma praia encantadora. Não sou de ficar indicando “coma tal coisa em tal lugar”, mas, se puder, fica-dica 2: peça o Bacon and egg roll no café The Bottle of Milk (52 Mount Joy Parade). É de comer ajoelhado.

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Bacon and egg roll…

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… na charmosíssima Lorne!

Os 45km entre Lorne e Apollo Bay são de cair o queixo, numa sucessão de curvas inimagináveis, penhascos, rochedos e praias, num visual bem parecido com o Big Sur, da Califórnia.

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Aliás, dizem que a rodovia 01 americana inspirou a construção da GOR. Paramos rapidinho em Apollo, porque queríamos chegar ainda com luz do dia à principal atração da rota: os 12 apóstolos! Por isso, não fizemos parada nos 85 km até lá. Nesse trecho, passamos por dentro do lindo Great Otway National Park, com árvores enormes que fazem um corredor verde em alguns pontos da estrada. 1km antes do grande momento do dia, tem os Gibson Steps, uma escada que leva a uma prainha, de onde se chega perto do primeiro dos apóstolos. É o único lugar em que é possível ver um deles de baixo.

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Gibson Steps, Great Ocean Road

Quando chegamos ao mirante de onde dá pra  admirar os outros, meu Deus, só deu pra pensar: “o Senhor fez um good job here”! Os 12 apóstolos (na verdade apenas oito), são enormes formações calcárias (algumas de 45m), resultantes da erosão, formando um conjunto de enormes rochas que parecem emergir do oceano. Lindo demais.

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12 apóstolos, Great Ocean Road

Ficamos lá nos últimos 40 minutos de luz do dia e tive pena daquelas pessoas que só fazem o puxado bate-volta de Melbourne, com agências de turismo. Como vamos dormir na GOR, poderemos ver tudo de novo, com outra luz. Antes de chegarmos ao hotel em Nirranda (quase no fim dos 243km da rota), passamos por outras atrações. Mas, como já estava escuro, ficaram pro outro dia.

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A gente se hospedou na esquina do nada com lugar nenhum e foi incrível. Parecia uma daquelas fazendas coloniais. Para jantar, precisamos rodar quase 50km para ir e voltar de Allansford, a apenas 13km de  Warrnambool, última parada da GOR (não chegamos a ir lá, nem no dia seguinte, porque a cidade “só” tem um museu marítimo).

 

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I love Sydney!

Na segundona, queríamos conhecer outras praias de Sydney. Da City, pegamos o bus 373 com destino à Coogee. Fica-dica 1: você pode usar o passe diário, se tiver um, o cartão Opal (que você consegue em qualquer loja de conveniência) ou comprar os tickets avulsos, também nesses locais. Dentro do bus não se paga nada. Optamos pelos tickets porque ficou em 7,60 AUD e o mínimo que se carrega num Opal é 10 AUD. O legal é que o site transportnsw.info traça a rota para você a partir de onde está, dizendo quanto precisa andar até o ponto, horários e duração da viagem. E funciona. Rapidinho chegamos a Coogee, uma agradável praia de bairro.

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Coogee Beach

Fizemos uma horinha deitados na areia até a Dri aparecer. Ela é a filha da minha Roberta e, quando nos conhecemos, batia quase na minha cintura. No ano passado (quando estive na Austrália), ela tinha 20 anos, fazia intercâmbio e topou pegar uma trilha com a gente.

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De Congee, os 4,5 km da Coastwalk conduzem as pessoas por uma rota cênica, passando por penhascos, vistas fantásticas e várias praias deliciosas.

A primeira é a minúscula Clovelly, lindinha e cercada por paredões. Depois, o cemitério com a vista mais bonita do mundo: Waverley, no alto de um rochedo.

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A pequenina Clovelly

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Waverley, o cemitério com a vista mais bonita do mundo

Na sequência, vem Bronte, minha preferida, e Tamarama, apelidada de Glamarama, por receber muitos gatos e gatas.

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Bronte é a melhor

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Tamarama (ou Glamarama)

E, finalmente, Bondi, a Ipanema de Sydney e maior de todas. É lá que fica o famoso clube de praia Iceberg, com sua piscina olímpica de borda infinita, aberta a qualquer um que esteja disposto a pagar 6,50 AUD.

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Bondi, a Ipanema de Sydney

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Iceberg e sua piscina olímpica de borda infinita

É em Bondi também que achei uma lanchonete que procurei por toda Sydney: a Harry Cafe de Wheels. Eles vendem uma torta que é uma das poucas comidas típicas daqui. É como se fosse a nossa empada, porém em versão gigante, com massa folhada e recheio de carne muito bem cozida supertemperadinha, como aquelas dos nossos botecos. Fica-dica 2: delícia! Quase ao lado, tem um sorvete que é tipo o Häagen-Dazs deles! Fica-dica 3: chama-se Ben & Jerry’s.

No dia seguinte, tínhamos só a manhã em Sydney, antes do embarque para Melbourne. Poderíamos ter aproveitado essas poucas para escalar a ponte, por exemplo. Mas leva 3h para subir e descer os 1332 degraus, além de ser supercaro. Também poderíamos passear no Monorail que passa pelas principais atrações da cidade, por 5 AUD. Ou conhecer bairros como o universitário Glebe (com suas livrarias), o sofisticado Paddington, os descolados Potts Point e Newtown, a ex-zona do meretrício King Cross ou o ex-degradado Wooloomooloo.

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Mas, como as 235.678 fotos tiradas pareciam não ter aplacado nosso furor nipônico de clicar, voltamos aos lugares que já conhecíamos como Darling Harbour, Jardim Botânico e a região da Ópera, que realmente são o “must see”.

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Vista do Jardim Botânico

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Como resistir a esse “mais do mesmo”?

Para voltarmos ao hotel, fica-dica 4 de viagem: pegamos um ônibus gratuito verde que passa em Circular Quay e atravessa toda a City. Apesar de sabermos do Free Shuttle desde o primeiro dia, ainda não tínhamos usado.

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Para ir ao aeroporto, não pegamos o trem dessa vez. Fica-dica 5: contratamos o serviço da Air Bus, que ficou mais barato que os 17 AUD do trem: apenas 13 AUD com o descontinho que conseguimos nesses guias de turismo. Pegaram a gente no hotel e o transfer durou menos de 30 minutos. Ê, país civilizado!



Minha impressão de Sydney :

O que vale a pena: a variedade de atrações e a beleza da cidade, com destaque para a região do porto e para as praias

Permanência: 4 dias. Achei suficiente, mas deixamos de fazer passeios, como os zoos Taronga e Featherdale, as Blue Mountains (nos arredores), Hunter Valley (região vinícola), visita guiada por dentro da Ópera, Chinese Garden, outros bairros e outras praias. Para fazer tudo isso, no mínimo uma semana. Mas achei suficiente o que vi.

Onde ficamos: Central Station Hotel. O quarto era uma caixa de fósforo, meio frio e barulhento. Por 150 AUD/dia, poderia ser melhor. Mas a localização era excelente. Tente ficar por ali.

 

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Parada anterior: Domingo em Sydney

Domingo em Sydney

Em nosso terceiro dia na cidade, fomos direto para a tal Torre de Sydney, a quase 300m do chão. E a vista é maravilhosa. Fica-dica 1: vale muito a pena. Fica na esquina da Pitt com a Market, na City ou CDB – City Distrit Business – como eles chamam o centro.

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Dali do alto dá pra ver tão legal…

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… o que acontece ali no seu litoral.

Na parte de baixo da torre, funciona o shopping Westfield e, pertinho, outros centros de compras, como o Midcity, a loja de departamentos Myer (tipo a Macy’s deles), a chiquérrima galeria The Strand Arcade e lojas de rua, entre elas uma gigante Apple e algumas sofisticadas como a Louis Vuitton e a Swarovski.

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É tudo muito caro. Fica-dica 2: compensa comprar eletrônicos (a loja JB Hi-fi, tipo a Best Buy deles, é a melhor pedida) e tênis. Já o preço das roupas para é exorbitante. Dali, andamos até a região do porto e da Ópera, porque queríamos atravessar a ponte e ver tudo do outro lado. Antes, porém, passamos rapidamente no Museum of Contemporany Art, também gratuito. Fica-dica 3: não perca a vista do terraço:

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Depois do museu, atravessamos a Harbour Bridge, que tem uma paradinha no meio dela, o Pylon Lookout, para fotos. Mas, na verdade, a gente clica é o tempo inteiro! Captamos essa ponte e essa Ópera de todos os ângulos e pontos que você puder imaginar. Parecia um japonês enlouquecido. Kkk.

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Vista do Pylon Lookout, na Harbour Bridge

Do outro lado, do Milsons Point e do Luna Park (um antigo parque de diversões), a vista é um espetáculo.

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Ângulo incrível, debaixo da emblemática Harbour Bridge

Pegamos um ferrie de volta pro porto. Aqui, fica-dica 4: aos domingos, existe um tal de Sunday Family Ticket. Você compra por 2,50 AUD nas lojas 7Eleven, por exemplo, e pode andar ilimitadamente em qualquer meio de transporte. É uma mão na roda, porque se mover por Sydney é extremamente caro. Cada passagem custa cerca de 5 ou 6 AUD, dependendo do itinerário! Existe um passe de uma semana, mas não valia a pena para gente, porque ficaremos poucos dias e, como vocês sabem, gostamos muito de gastar a sola dos tênis. Ainda não descobri jeito melhor de conhecer uma cidade!

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Para aproveitar nosso passe diário, pegamos um ferrie em Circular Quay com destino a Manly. É um bairro mais afastado, com uma linda praia e uma grande colônia de brasileiros. Descemos no Manly Wharf e seguimos para The Corso. É um charmoso quarteirão fechado que dá na praia, onde parecia rolar um campeonato de surfe, quase um futebol para eles.

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The Corso

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É clássico, galera!

Já era fim de tarde e estava frio. Por isso,  caminhamos até a ponta da orla, onde fica a pequenina e adorável Shelly Beach. Pena não estarmos no verão pra pegarmos uma praia. Eu me lembrei de Toquinho: “é bom passar a tarde em Shelly Beach, ao Sol que arde em Shelly Beach”. Mas o dia estava incrível e rendeu lindíssimas fotos.

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A encantadora Shelly Beach!

Quando voltamos à Manly Wharf, o ferrie para Circular Quay só sairia em 35 minutos. Aproveitamos para fazer um lanche no Max Brenner. Fica-dica 5: é uma rede de cafés superconhecida por aqui. Chegando ao porto de Sydney, nos deparamos com a Ópera, a ponte, o museu e todos aqueles prédios iluminados para o Vivid. A gente se sentou num banco do Ópera Bar (fica-dica 6: é um lugar bem descolado, bem abaixo da Ópera House),  e ficamos embasbacados com aquilo tudo. Definitivamente, é bom passar uma noite por ali.

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