Cachoeiras de Pirenópolis: Sonrisal (para curar um perrengue)

Na teoria, a ideia era ótima: escapar do roteirinho manjado de cachoeiras de Piri, daquelas que todo mundo visita. Por isso, escolhemos a Sonrisal, pouco conhecida (nem entrada eles cobram) e de acesso menos divulgado (nem placa indicativa tem).

Reserve sua pousada por este link e ajude o blogueiro!

Para chegar, tem que pegar a Rodovia dos Pirineus. Você vai passar pela entrada de várias cachoeiras (como Lázaro & Santa Maria, Abade e Coqueiro). Quando entrar no Parque Estadual da Serra dos Pirineus, a trilha do Sonrisal estará à direita uns 200 ou 300m depois dessa espécie de imenso portal de madeira:

20170805_111216

Mas é entrada tão discreta, tão discreta, que fica até difícil de encontrar. Bom, achamos, e seguimos pela estreita estradinha de terra. Na primeira bifurcação, viramos à esquerda. Na segunda, à direita, num descidinha. Soubemos qual era o ponto de estacionar quando vimos um carro parado na estrada. Se não fosse isso, talvez tivéssemos passado direto. kkk.

Clique aqui para curtir a página do Viaje ao Léo no Facebook, e fique por dentro das novas postagens do blog

Dali, a caminhada é curta até a Cachoeira Sonrisal. Na verdade, não é bem uma queda d’água, e sim uma sucessão de pocinhos, que formam piscinhas praticamente particulares (já que quase ninguém chega lá). O lugar é cercado de verde. Então, é muito gostoso passar um tempão ali, dando mergulhos na água fria, e depois voltando pro sol para se esquentar.

20170805_141627

Aquela piscininha particular que você respeita

Até aí tudo bem. E você deve estar pensando: cadê o perrengue do título? Foi na volta!

20170805_113759

A pessoa nem imaginava o que viria pela frente!

Na primeira bifurcação, em vez em de virar à esquerda, pegamos a direita. Só percebemos que o caminho estava errado depois de descer uns 100m num terreno bem acidentado, cheia de pedras e buracos enormes. Quando resolvemos retornar, meu HB20 1.0 não conseguimos passar pelos obstáculos. Fizemos várias tentativas, e nada. O jeito foi deixar o carro no meio do nada, e caminhar até encontrar uma carona ou sinal de celular. Por sorte, era cedo ainda (pouco antes das quatro da tarde). Mas andamos bastante, viu? Uma meia hora até a Rodovia dos Pirineus e outro tanto até o telefone dar sinal de vida.

20170805_200656

Pelo menos, rolou um belo por do Sol!

A primeira coisa que fizemos foi ligar pro seguro que, graças a Deus, cobria o guinho sem custo. Mas o socorro chegaria só às 20h, Por isso, uma amiga foi nos buscar na rodovia (já que nenhuma alma caridosa quis dar carona, acredita?). Voltamos para Piri, nos recuperamos um pouco e, e quase às 21h, chegou o caminhão do guinho que iria resgatar meu carrinho.

20170805_212214

Ei-lo, em cima do guincho! Oh, my God!

Às dez da noite, estávamos lá, no meio do matagal. Que aventura! Ainda bem que deu certo. Mas fica-dica 1: se seu carro for baixinho, pense duas vezes antes de ir com ele. E fica-dica 2: caso vá, não erre o caminho. Caso contrário, vai precisar de muito Sonrisal. Oooops, não resisti.

20170805_211652

Na foto noturna, não dá pra ter muita noção da encrenca que era! Mas isso era uma descida, e o carro estava lá no fim dela, sem chance de subir.

Próxima parada: Chapada dos Veadeiros em 3 dias

Parada anterior: Cachoeiras de Pirenópolis – Paraíso e Lobo

Anúncios

Cachoeiras de Pirenópolis: Paraíso e Lobo

Para quem não gosta de andar, é mesmo um paraíso. A cachoeira que dá nome ao lugar ficar a menos de 100m (isso mesmo, 100m) do estacionamento. O poço é fundo. Então, é preciso saber nadar.

E, como o acesso é fácil demais, pode ser que tenha muvuca. Na hora em que estávamos lá, por exemplo, chegou uma turma trazendo até boia (daquelas rosa choque, de criança, em volta da cintura), e fazendo o maior barulho. Ainda bem que não ficaram muito. Rs. Mas a propriedade tem mais a oferecer.

Reserve sua pousada por este link e ajude o blogueiro!

Para chegar, é preciso pegar a GO 338, saída para a cidade de Goianésia, conhecida como saída do aeroporto. Após 23km de asfalto, há uma placa indicativa para a cachoeira. Aí, é só virar a direita e seguir por 7 km de estrada de chão.

20170802_134651.jpg

O ingresso custa 20 reais (preço de julho/2017) e, na entrada, eles te dão uma mapinha para você circular.

Clique aqui para curtir a página do Viaje ao Léo no Facebook, e fique por dentro das novas postagens do blog

Como sempre, optamos por fazer a trilha mais longa primeiro, cerca de 2km até a Cachoeira do Lobo. Fica bem escondidinha, não bate muito sol (por isso, é meio fria). Mas, exatamente por ser tão fechadinha, passa a sensação de que está ali só para você. Principalmente se der a sorte de, como nós, chegar num momento em que não há ninguém. Ah, e essa cachoeira tem uma peculariedade muito interessante: uma imensa placa de pedra no fundo, lisinha, lisinha, dando a impressão de que é uma piscina.

20170802_152050.jpg

Cachoeira do Lobo

Bem pertinho, tem uma piscina natural e a Cachoeira da Laje, que estava com pouquíssima água. Não são nada de mais, mas podem ser opções, caso você queira uma certa privacidade. Estavam desertas quando fomos.

20170802_142215.jpg

Cachoeira da Laje

20170802_141405.jpg

Piscininha natural

Voltamos os 2km até a entrada principal e, antes de irmos para a Cachoeira Paraíso (da qual eu falei no comecinho do post), paramos para almoçar no restaurante. A comida é simples, mas bem feita, o preço é legal, e eles ainda aceitam cartão. Recomendo.

 

O lugar tem ainda outras piscinas naturais e áreas de descanso, que não chegamos a conhecer. Pode não ser a atração mais impressionante de Pirenópolis, obviamente. Mas, pela comodidade que oferece, vale a pena demais conhecer!

 

Próxima parada: Cachoeiras de Pirenópolis – Sonrisal

Parada anterior: Cachoeiras de Pirenópolis – Meia-Lua e Usina Velha

 

 

Cachoeiras de Pirenópolis: Meia-Lua e Usina Velha

Estas aqui são as que ficam mais perto da cidade de Pirenópolis, a menos de 5km do Centro. Para chegar, é só sair pelo bairro Alto do Bonfim, e pegar a estrada de acesso ao Parque os Pirineus.

Reserve sua pousada por este link e ajude o blogueiro!

A entrada custa 20 reais (preço de abril/2017), e dá direito às duas cachoeiras da fazenda Meia-Lua. Logo na entrada, o rapaz da recepção deu a dica: a Meia-Lua é mais vazia. Por isso, já fui direto para lá.

20170413_144850

Realmente, não tinha muita gente quando cheguei. E, por ser um espaço grande, o pessoal fica bem espalhado. Tanto que tinha até uma equipe fotografando uma moça. Olha ela aí, de vestido, à direita na foto abaixo. Cliquei assim, de longe, para preservar a privacidade da modelo. Mas o álbum deve ter ficado bonito. Rs.

20170413_144906.jpg

Também pudera, né… com um cenário assim, como não ficar?

20170413_172125

São cerca de 200m de corredeiras, com uma quedinha principal e ótimos poços para banho. Fiquei tão distraído que nem vi o tempo passar.

20170413_144347

Clique aqui para curtir a página do Viaje ao Léo no Facebook, e fique por dentro das novas postagens do blog

Acabou que nem fui à Cachoeira Usina Velha. Mas, sinceramente, acho que não fez falta, não!

 

20170413_161303

Próxima parada: Cachoeiras de Pirenópolis – Paraíso

Parada anterior: Cachoeiras de Pirenópolis – Bonsucesso

Cachoeiras de Pirenópolis: Bonsucesso

De cara, você se sente imediatamente na roça. Logo depois do estacionamento, a trilha para as cachoeiras começa passando por dentro de um curral. Sim, enquanto se esquiva dos mosquitinhos (fica-dica: passa repelente antes de sair de casa), você já avista verde impressionante onde vai se enfiar muitos mais tarde. A partir dali, é morro acima. Mas a trilha não é das mais difíceis, não.

 

É bem tranquilo de chegar. Para quem está em Pirenópolis, é só pegar a direçao do bairro Alto do Carmo. Depois de atravessar a ponte de madeira, suba a avenida até o final da avenida, vire à direita e entre na estrada de terra, seguindo as placas. A entrada custa 20 reais (preço de abril/2017).

Reserve sua pousada por este link e ajude o blogueiro!

As cachoeiras Bonsucesso ficam dentro da fazenda de mesmo nome, que tinha uma estrada por onde saíam mercadorias durante o ciclo do ouro, no século XVIII. Depois, a propriedade teve também garimpo. Por isso, ainda é possível ver antigas pedreiras. Mas o forte do lugar, claro, são as quedas d’água. A primeira delas é a do Açude.

20170414_121822

Cachoeira Açude

Clique aqui para curtir a página do Viaje ao Léo no Facebook, e fique por dentro das novas postagens do blog

Depois, a gente passa por uma quedinha, que é eles chamam de cachoeira, mas tá mais para uma aguinha escorrendo pelo barranco. Rs.

20170414_101346

Em seguida, aparece a Cachoeira Palmito, pequenininha e aconchegante. Dependendo da hora que você chega, ela pode ficar só para você. Mas, como fica num lugar fechadinho, onde não bate Sol, preferi só tirar foto e seguir.

20170414_101705.jpg

A simpática Cachoeira Palmito

A próxima é a Cachoeira Pedreira que, como o nome indica, é emoldurada por um paredão de pedra. É superfácil chegar debaixo da queda, e é uma delícia ficar um tempinho deixando a água cair no corpo. É um pouquinho fria, sim, mas nada demais. E, como o lugar é mais aberto, tem um solzinho ali para esquentar.

20170414_115230.jpg

Cachoeira Pedreira

Depois de uma escada superíngreme, chega-se à Cachoeira Bonsucesso. Esta é bem profunda (7m) e, como eu estava com um pouco de preguiça de nadar (sim, confesso), acabei nao entrando. Mas é bem linda também.

20170414_102609.jpg

Cachoeira Bonsucesso

Por fim, lá no alto, está a Cachoeira Lagoa Azul, onde a maioria da galera acaba ficando. Tem 5m de profundidade e um visual espetacular lá de cima. É a melhor de todas.

20170414_103937

Cachoeira Lagoa Azul

Na volta, tem uma restaurante de comida caseira com preço bem bacana. Recomendo!

Próxima parada: Cachoeiras de Pirenópolis – Meia-Lua e Usina Velha

Parada anterior: Cachoeiras de Pirenópolis – Lázaro e Santa Maria

Cachoeiras de Pirenópolis: Lázaro e Santa Maria

Depois de visitar a Reserva do Abade, onde se destaca a cachoeira de mesmo nome, resolvi conhecer a Reserva Ecológica Vargem Grande no dia seguinte. Lá, estão duas das mais famosas cachoeiras de Pirenópolis: Lázaro e Santa Maria. Ficam bem pertinho da cidade, a 11 km do Centro (sete deles de terra), pela estrada dos Pireneus. É muito tranquilo de chegar.

Reserve sua pousada por este link e ajude o blogueiro!

A entrada custa 35 reais (preço de abril/2017) e dá direito a aproveitar as duas cachoeiras, das 9 às 17h (entrada só até as 16h).

20170313_155246

A Cachoeira do Lázaro fica um pouquinho mais distante do estacionamento: cerca de 1300m. A trilha tem dificuldade média, com algumas subidinhas. Mas, perto de chegar à cachoeira, o visitante é recompensado por uma linda vista das quedas d’àgua.

20170313_162341

De pertinho, não achei tão bonita quanto de longe (olha eu sendo superexigente. Acho que tô mal acostumado. Rs). Mas explico: talvez eu tenha chegado num horário em que a luz não favorecia muito, lá pelas 13-14h. Além disso, estava muito cheia de gente. Deve ser mais bonito e agradável no comecinho da manhã ou no finzinho da tarde.  Em compensação…

20170313_161914

…a Cachoeira do Lázaro tem uma supervantagem: é ideal para quem, como eu, gosta de passar um tempão bem debaixo da queda, deixando a força da água fazer aquela massagem deliciosa no corpo. Adorei essa caractérística, já que nem todas permitem isso, né!

Clique aqui para curtir a página do Viaje ao Léo no Facebook, e fique por dentro das novas postagens do blog

Santa Maria é a de mais fácil acesso, a apenas 500m de caminhada. Lembra um pouquinho a do Abade, apesar de a queda d’água ser bem menor. Mas é muito gostosa, formando uma espécie de prainha, onde dá para esticar uma toalha e passar um bom tempo.

20170312_105922

Fica dica: sugiro ir primeiro à Cachoeira do Lázaro e depois à Cachoeira de Santa Maria, para encerrar o dia naquela areia branquinha, já pertinho da saída, se recuperando da caminhada do início do passeio. Só não deixe de ir à reserva, porque o passeio vale muito a pena!

20170313_155312

Próxima parada: Cachoeiras de Pirenópolis – Bonsucesso

Parada anterior: Cachoeiras de Pirenópolis – Abade

 

 

Cachoeiras de Pirenópolis: Abade

Como eu estava sozinho, não quis fazer nada muito complicado, nem ir muito longe. Saí com a ideia de visitar a Cachoeira do Lázaro. Mas, numa banquinha que vende os ingressos, à beira da estrada, recebi a sugestão de ir à Cachoeira do Abade. E lá fui eu para minha primeira cachoeira em Pirenópolis!

20170311_162359.jpg

Clique aqui para curtir a página do Viaje ao Léo no Facebook, e fique por dentro das novas postagens do blog

Acho que foi uma ótima pedida para minha “estreia”. A entrada custou 30 reais (preço de abril/2017), e o lugar é muito organizado. Existem duas formas de se chegar à principal queda d’água, que dá nome à reserva. A curtinha te leva diretamente à Cachoeira do Abade propriamente dita, linda, com 22m de altura.

20170311_152104.jpg

Admirando a perfeição da natureza

É claro que escolhi a maior, de 2,5km. É superbem sinalizada, e te proporciona uma visão total. No caminho, três mirantes para belas fotos daquela vegetação privilegiada e três quedas d’água (a pequena Cachoeira do Sossego, a Cachoeira do Landi, e a Cachoeira do Cânion) e uma ponte pênsil, que dá um ligeiro toque de aventura ao passeio.

20170311_130952

É bem rápido e fácil. Recomendo demais fazer a trilha maior. E, no final, a recompensa de encontrar a maravilhosa Cachoeira do Abade. Quem quiser, pode almoçar no restaurante da entrada. Mas é preciso reservar quando chegar. Eu tinha levado um lanche, e preferi não almoçar.

Reserve sua pousada por este link e ajude o blogueiro!

Ah, falando em comida, a moça do empadão estava certa. Fez um sol lindo para o meu primeiro dia em Piri. Mas ainda tinha muita água para passar por essas cachoeiras!

Próxima parada: Cachoeiras de Pirenópolis – Lázaro e Santa Maria

 

Pirenópolis

É uma autêntica escapada! A cerca de 130km de Goiânia ou 150km de Brasília, fica um paraíso para quem gosta de cachoeiras (e muito mais): Pirenópolis. Saí de Goiânia, onde moro hoje, às duas da tarde de uma sexta-feira e, às quatro, já estava lá. Isso porque peguei uma tempestade na estrada.

Clique aqui para curtir a página do Viaje ao Léo no Facebook, e fique por dentro das novas postagens do blog

Na verdade, ainda chovia quando entrei em Piri. E, enquanto matava a fome com um saboroso empadão goiano no Casa Nova, olhando a água cair na Rua Rui Barbosa, pensei: “ih, logo neste fim de semana?”. Mas, como se tivesse lido minha mente, a atendente comentou: “fica, tranquilo! Amanhã, esse céu estará aberto”. Comecei a gostar de Piri ali.

Eu tinha viajado com indicação de uma pousada na rua Aurora. Mas, como tinha parado de chover, ainda estava claro, e a cidade parecia vazia, resolvi andar de pousada em pousada para procurar uma bacana (e com preço camarada), aproveitando para curtir aquele fim de tarde depois de chuva. O charmoso Centro Histórico, com forte influência colonial, lembra um pouco Tiradentes, em Minas Gerais. Mas, antes que alguém questione a minha comparação, esclareço que não quero arrumar confusão com ninguém, pelamooooooor de Deus.

20170313_155113.jpg

Rua do Lazer

Pirenópolis é uma das cidades mais antigas de Goiás. Nasceu como “Minas de Nossa Senhora do Rosário Meia Ponte”, por causa da mineração. E hoje é um tesouro. É uma delícia andar pelas ruas tranquilas, e escolher com calma um restaurante ou barzinho. Há vários lugares bacanas na pracinha do Coreto, na Rua do Rosário (mais conhecida como Rua do Lazer), ou na Rua Aurora, que tem muitas pousadas. Foi ali que encontrei a minha, a Canto do Sabiá!

20170310_195811.jpg

Quarto da pousada

Quarto superarejado, tudo reformado, banheiro enorme, limpeza impecável, e numa localização incrível, ao lado da Cervejaria Santa Dica, que produz a maravilhosa cerveja artesanal local (mas ela pode ser encontrada em alguns estabelecimentos da cidade).

Reserve sua pousada por este link e ajude o blogueiro!

Encontrei a Santa Dica na Pizzaria do Alemão, logo na primeira noite. Vale a pena dar uma passadinha por lá. No dia seguinte, depois de um café da manhã reforçado na pousada, parti pra minha primeira cachoeira. Assunto do próximo post.

Próxima parada: Cachoeiras de Pirenópolis – Abade