Railay Beach

Esqueça a muvucada e a sujeirada de Phi Phi. Railay Beach, sim, é o paraíso! Quando eu estava elaborando o roteiro, coloquei “melhor praia da Tailândia” no google e vi que o blog Deixa de frescura elegeu essa! Não sei quantas praias eles conhecem, mas sem ver as outras posso afirmar que Railay é uma forte candidata. A viagem desde PP durou 1h15. Railay fica no continente, perto de Krabi, mas só é acessível de barco. O processo é parecido com o de Phuket-Phi Phi:

Isso é glamour?

Isso é glamour?

E que tal isso? Mas, relaxe, tudo vale a pena!

E que tal isso? Mas, relaxe, tudo vale a pena!

Por causa disso e também por ser menos badalada (Buda conserve assim!) permanece preservada. Chegamos depois das cinco da tarde e fomos encerrar o dia em Railay West, a praia principal (e dos sonhos). Paredões altíssimos dos dois lados (Railay é a meca da escalada, mas não nos arriscamos), água verde esmeralda e vegetação exuberante.

Railay West

Railay West

Precisa de legenda?

Precisa de legenda?

Entendeu por que é a meca da escalada?

Entendeu por que é a meca da escalada?

É uma das praias mais lindas que vi na vida. E, diferentemente de Phi Phi, as coisas aqui foram feitas com mais bom gosto. A maioria dos hotéis é resort. Os restaurantes e lojas são mais arrumadinhos, um charme de lugar. Na primeira noite, estava rolando a abertura de um campeonato de escalada e havia vários stands de comida (um de cada resort) na praia, luzes supercoloridas, com projeções nos rochedos, bandeiras, etc.

Festival na praia de Railay

Festival na praia de Railay

Ali, conhecemos dois casais brasileiros: um de Santa Catarina, que estava no mesmo hotel que a gente em Phi Phi e nos chamou pra dividir um longtail com eles em Railay; outro que largou emprego em São Paulo pra fazer uma viagem de seis meses mundo afora narrando todas as aventuras no blog Contos da Mochila.

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Railay tem quatro praias, mas Railay East não conta porque é por onde chegam as pessoas, sai o lixo, enfim… Ela dá acesso à Pranang Cave Beach, que samba na cara da Maya Bay do Léo. Passamos a primeira manhã lá. À tarde, tentamos visitar a lagoa secreta e o Viewpoint, mas pra chegar, era preciso subir por um barranco segurando cordas, tipo escalador mesmo. No meio do caminho, já desgraçadamente estropeados, pedimos opinião de um casal inglês que voltava e os dois disseram: “vai piorar e não vale a pena”. Restou-nos aceitar a derrota e descer sem ajuda do santo. Por isso, fica-dica 1: pense duas vezes! E, se decidir ir, vá de tênis (mesmo com eles, entregamos os pontos).

A Pranang Cave!

A Pranang Cave…

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… e a praia que leva o nome da caverna!

Viewpoint e lagoa secreta? Vai fundo, escalador!

Viewpoint e lagoa secreta? Vai fundo, escalador!

Na sequência, resolvemos conhecer a praia que faltava. Apesar de ser ao ladinho de Railay West, Tonsai Bay só pode ser alcançada de barco, quando a maré está cheia. Um taxiboat resolveu o problema. Li que daria pra ir a pé, por uma trilha de 40 minutos. Mas, sinceramente, não conseguirmos confirmar essa informação. Tonsai é bem bonita também, com coqueiros, e mais alternativa. É o território dos mochileiros em Railay. Preferimos voltar logo pra riqueza.

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Tonsai Bay

No dia seguinte, fizemos o passeio com o casal catarinense. Em Railay, é possível fazer dois tours: o das quatro ilhas (que li no Deixa de frescura que era meio picareta) e o da ilha Hong (mais lindo, segundo o blog). Como estávamos em quatro, propusemos ao barqueiro na véspera que ele fizesse um 2 em 1! Ele topou por 4500 bath, o equivalente a 150 dólares. Hong fica a uma hora e tem uma lagoa maravilhosa cercada de paredões. Do tour das outras quatro ilhas, três delas (Poda, Tup e Chicken) estão bem ao ladinho uma da outra (daí a picaretagem) e a quarta é a Pranang Cave Beach, aquela do dia anterior,?a poucos minutos a pé da maioria dos hotéis (an ham… os tailandeses são espertinhos), mas o passeio foi lindo, lindo, com duas paradas pra snorkelling. Fica-dica 2: peça ao barqueiro pra fazer um 2 em 1 também.

Hong Island...

Hong Island…

... e sua linda lagoa. Pena que a maré estava baixa demais.

… e sua linda lagoa. Pena que a maré estava baixa.

Tup Islands e Chicken Island

Tup Islands e Chicken Island

Depois do dia cheio, outro prêmio!

Depois do dia cheio, outro prêmio:

Por do Sol no paraíso!

Por do Sol no paraíso!

No dia seguinte, tivemos a manhã para nos despedirmos do paraíso. Depois de duas horinhas de praia, a saída de Railay foi 100! 100% sem glamour. Contratamos um taxiboat até o pier de Krabi (de onde partiria nosso voo pra Hanói) combinado com um táxi normal até o aeroporto pelo equivalente a 80 reais. Só que a moça não avisou que teríamos que enfiar o pé na água nada benta de Railay East com a mala na carcunda pra colocá-lá no barquinho. E de banho tomado! Tive que tirar os tênis e calçá-los de novo com os pés naquele estado! 

Repare na fila indiana dos sofredores com mala na cabeça!

Repare na fila indiana dos sofredores com mala na cabeça!

Apesar disso, Railay East é charmosamente bucólica ao amanhecer!

Apesar disso, Railay East é charmosamente bucólica ao amanhecer!


Minha impressão de Railay?

O que vale a pena: a beleza absurda, o sossego, o ambiente relaxante

O que incomoda (mas não muito): a falta de sinalização e informação. O inglês dos nativos parece russo!

Permanência: 3 noites (com 2,5 dias)  – achei adequado, mas poderia ficar mais se a proposta fosse fazer escalada, mergulho ou mesmo ficar só relaxando. Poucas vezes na sua vida você verá um lugar como esse.

Hospedagem: Sunrise Tropical – foi legal, apesar de uns probleminhas. Mas eu indicaria o Sand Sea Resort, que tem ótimo custo-benefício. Passamos por dentro dele várias vezes, porque, antes de construir os resorts, não pensaram que precisariam de ruas. Então, a travessia de pedestres é por dentro deles. Coisas da Tailândia.

Travessia por dentro do resort alheio!

Travessia por dentro do resort alheio!

Sunrise Tropical

Sunrise Tropical

Próxima parada: Hanói

Parada anterior: Phi Phi

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Chegada a Bangkok

Bangkok

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Sudeste Asiático em 20 dias

O tempo não era ideal para uma primeira incursão ao Sudeste Asiático, principalmente pra quem queria ter uma visão geral da região. Precisaríamos de pelo menos um mês inteiro. Mas, como não tínhamos esse tempo todo, tivemos que nos virar não nos 30, mas em 20 dias. E isso pra dividir entre três países!

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Com tudo devidamente “bookado” e “esquematizado”, deu pra otimizar o tempo sem tornar a viagem uma corrida maluca. Juro! Óbvio que também fizemos escolhas de Sofia. Excluimos do roteiro Chiang Mai e as ilhas do lado leste da Tailândia; Laos; Hoi Chi Minh (antiga Saigon), no Vietnã; além de Phnom Penh, capital do Camboja. Se eu tivesse que mudar algo no roteiro abaixo, tiraria Hue e aumentaria uma noite em Hanói:

exemplo de roteiro para Sudeste Asiático

20 dias que renderam muito!

Optamos por levar uma sova logo de cara. Aproveitando que chegaríamos por Bangkok, o maior aeroporto do Sudeste Asiático, planejamos emendar outro voo pra Phuket e, de lá, um barco pra ilha de Koh Phi Phi, na Tailândia. A manobra era arriscada porque qualquer atraso numa das pernas do itinerário poderia provocar a perda de uma reserva. Mas deu tudo certo e eis que um táxi, quatro voos, cinco aeroportos, um transfer, um barco e 37 horas depois de deixarmos nossas casinhas em BH desembarcamos no paraíso. A opção por essa gincana foi pra evitarmos dividir a hospedagem em Bangkok em duas partes (já que o voo da volta sai de lá) ou então ter que voar de outro lugar pra Bangkok no dia de ir embora pro Brasil e passar por tudo isso no retorno (o que seria pior, porque o voo deixará a cidade às três da matina).

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Phi Phi: recompensa depois da maratona!

Sobrevivemos à via sacra graças, em parte, à qualidade do serviço da Etihad Airways, considerada recentemente uma das melhores companhias do mundo. O avião é de primeira, a seleção de filmes tem mais de 100 títulos (alguns ainda em cartaz nos cinemas) e os comissários são eficientes. Sem contar a excelente curva custo-benefício. Foi a menor tarifa que encontrei em quatro anos de pesquisa.  Fica-dica 1 de viagem: recomendo! E engato a fica-dica 2: se optar pelo arranca-couro, fique esperto pra marcar o voo seguinte saindo do mesmo aeroporto, como fizemos (Bangkok tem dois!).

Fique atento porque alguns lugares, como a Tailândia, podem exigir certificado internacional de vacinação contra a febre amarela. E outras vacinas, apesar de não obrigatórias, também são importantes. Alguns países também exigem visto. Leia mais sobre o assunto aqui.

Quando ir: cada país tem uma peculariedade. Mas, generalizando, dá pra dizer que a temporada seca vai de novembro e abril. Tivemos que ir no finzinho dessa chamada alta estação, na segunda quinzena de abril. O calor estava de matar, mas praticamente não choveu. Se caísse água, teria complicado bastante a viagem.

Próxima (ou primeira) parada: Ásia – vacinas e vistos

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