Revezamento da tocha: O Rio de Janeiro continua lindo (dias 92 a 95)

Faltava o Rio! Ah, o Rio, destino tão esperado depois desta maratona de 95 dias. Afinal, a gente rodou 17 mil km de estrada e voou outros 17 mil km para chegar até aqui. E não haveria modo mais emblemático de levar a chama Olímpica à Cidade Maravilhosa do que a Baía de Guanabara, trazida pelas mãos de medalhistas da Vela, o segundo esporte que mais deu medalhas para o Brasil. Estive em Niterói, registrando a partida do barco.

20160803_07555820160803_080815

No dia seguinte, amanheci na Barra da Tijuca, que presenteou o revezamento com uma linda manhã de Sol para a passagem de ícones do esporte como Parrreira e Zagallo. Foi uma honra conhecer os dois.

À tarde, conheci Campo Grande, na zona oeste, e dois homens mundialmente conhecidos: o mito do salto com vara Sergey Bubka e o ganhador do Prêmio Nobel da Paz Muhammad Yunus, criador do microcrédito. E a noite reservou uma ida ao Leblon, onde figuras importantes como Rodrigo Lombardi, Cissa Guimarães e Lucinha Araújo também conduziram a tocha Olímpica.

No último dia de revezamento, tive o privilégio de ver o sol nascer no Corcovado, ao lado de Isabel, ídolo do vôlei. Em seguida, fui ao Pão de Açúcar para ver o símbolo dos Jogos andar de bondinho. Não dentro, mas em cima dele. Que imagem! Foi um encerramento perfeito para essa jornada: os dois maiores cartões-postais do dia, nos últimos momentos dessa grande aventura. O Cristo Redentor realmente abriu os braços para mim.

Parada anterior: Série EM/COMO: Em Friburgo, como os friburguenses  

Série EM/COMO: Em Friburgo, como os friburguenses

Eu já tinha tido que a Dani, meu contato em Friburgo, era bacanérrima, né… E ela acabou nos levando ao lugar mais descolado da cidade: o Bar América!

Era quarta-feira, dia do festival de massas. A cada semana, uma pessoa com uma wok imeeeeeensa faz macarrão para um batalhão.

No dia em que eu fui, a massa era de frutos do mar. E, para que se mantenha aquecida, ela é servida assim, sobre um papel alumínio. Para acompanhar, um chopp gelado.

Então, anote a dica da Dani: em Friburgo, Bar América, ali pertinho da praça Getúlio Vargas.

Confira todos os links da série EM/COMO aqui.

Próxima parada – Revezamento da tocha: Aquele abraço no Rio (dias 92 a 95)

Parada anterior – Revezamento da tocha: De Nova Friburgo a Niterói (dias 89 a 91)

 

Revezamento da tocha: De Nova Friburgo a Niterói (dias 89 a 91)

Eu já tinha ouvido falar bem de Nova Friburgo, e meu contato na cidade era tão bacana, tão bacana, que eu só poderia esperar coisas boas de lá. E a passagem pela cidade cumpriu a expectativa. Logo de cara, fomos tirar fotos no Morro do Teleférico, de onde se tem uma bela vista.

20160727_171110~2

Lá embaixo, onde chega o teleférico, ficam a Praça do Suspiro e a Capela de Santo Antônio. De certa forma, essa região é um símbolo da reconstrução depois das chuvas que assolaram Nova Friburgo, em 2011. É tocante ver como a cidade já se recuperou. O desastre natural causou sofrimento, mas também reforçou o amor dos friburguenses pela terra natal. Foi bacana perceber como a presença da chama Olímpica representa o orgulho de mostrar ao mundo a igrejinha, por exemplo. Bonita e de pé.

De lá, seguimos para Macaé, onde não deu tempo de ver nadica de nada, só o Mercado Municipal de Peixes. Nem chegamos a dormir na cidade, porque a noite seria na minha querida Cabo Frio, onde eu havia estado pela última vez no milênio passado. Abafa o caso!

20160729_111606~2

Como foi bom matar saudades de uma das praias preferidas dos mineiros! Cabo Frio me traz boas recordações. E, só de rever a Praia do Forte, me deu uma vontade louca de voltar rapidinho para lá.

20160729_111613~2

Cabo Frio foi a última parada da viagem, porque a partir de agora minha sede é a Cidade Maravilhosa, de onde a gente se deslocou para ir a Niterói. Apesar de ser ao ladinho do Rio, eu nunca tinha tido atravessado a ponte para conhecer essa simpaticíssima cidade.

20160730_085109~2

Primeira vez na Ponte Rio-Niterói, acredita? Rs

Imperdoável, eu sei. Mas, pelo menos, eu já sei como é o espetacular Museu de Arte Contemporânea num ensolarado dia de inverno. Que espetáculo! Também passei de carro pela orla, no modo correria de sempre. Por isso, a cidade-sorriso é outra que eu quero reencontrar em breve, com mais calma. Aguarde-me, Niterói!

Próxima parada – Série EM/COMO: Em Nova Friburgo, como os friburguenses

Parada anterior – Série EM/COMO: Em São Paulo, como os paulistanos

Série EM/COMO: Em São Paulo, como os paulistanos

Eu já fui um milhão de vezes a São Paulo, sou apaixonado pela cidade, mas nunca – acredite, NUNCA – tinha ido ao Mercado Municipal Paulistano. Sim, pode classificar como falha de caráter. Quer dizer, não mais, porque desta vez eu conheci essa verdadeira instituição da terra da garoa.

20160723_140604~2.jpg

Mas não sem um pouco de sacrifício. Afinal, era sábado, e o Mercadão estava lotaaaaaaaaaaado. É muita gente ávida por delícias, como o pão com mortadela, monstruosamente recheado, como mostra o cartaz do Hocca Bar.

20160723_131116~2

Como esse delicioso embutido me dá uma queimação danada na garganta, optei pelo pastelão (igualmente gigante) de bacalhau, do mesmo Hocca Bar. Maravilhoso. Só de lembrar minha boca enche d’água!

O pastel vem com 300g de bacalhau, e o preço é meio salgadinho… Tudo bem, porque vale por uma refeição.

20160723_131319~2

Se estiver em São Paulo, não faça como eu, que levei 40 anos para conhecer o Mercadão. Mas, se for no  fim de semana, vá com paciência. Você vai demorar a estacionar o carro e vai ter que esperar pela comida.

20160723_134745~2

Confira todos os links da série EM/COMO aqui.

Próxima parada – Revezamento da tocha: De Nova Friburgo a Niterói (dias 89 a 91)

Parada anterior – Revezamento da tocha: De Angra a Petrópolis (dias 86 a 88)

Revezamento da tocha: De Angra a Petrópolis (dias 86 a 88)

São José dos Campos foi o local da nossa última noite em São Paulo. No caminho para o estado do Rio, deu para ver a enorme Basílica de Aparecida e o teleférico, mesmo da estrada. Também passamos pela belíssima região do Parque Estadual da Serra do Mar, na cidade paulista de Cunha. Não deu para tirar fotos porque eu estava no volante e não havia lugar para parar o carro.

20160724_161222~2.jpg

Mas, na divisa com o estado do Rio, a última dessa grande aventura, o clique foi inevitável. Já em solo fluminense, descemos a linda Serra da Bocaina, segmento da Serra do Mar. Quando chegamos à entrada da cidade de Paraty, deu um aperto no coração não poder dar um giro por lá. Só paramos para tirar uma foto perto de Praia Grande.

20160724_171950~3.jpg

Precisávamos dormir em Angra dos Reis. Não deu para ver muita coisa da cidade. Só o Convento do Carmo, no Centro, e as estátuas dos Três Reis Magos, em frente à Praia do Anil. Assim como não conheci muito de Volta Redonda, a terra da Companhia Siderúrgica Nacional.

De Volta Redonda, fomos para Petrópolis, passando por mais um trecho lindo, o da Serra Verde Imperial. Eu sempre quis conhecer a Cidade Imperial, mas tinha uma ideia errada dela. Ignorância pura mesmo. Jamais imaginei que haveria 300 mil pessoas em Petrópolis. Achava que seria uma cidade histórica do porte de Ouro Preto ou Paraty, menos agitada.

20160727_094529~2

Mesmo assim, gostei muito de ver aquelas construções antigas, algumas da época do Império. Adorei o Museu Imperial, que era o Palácio de Verão de Dom Pedro II.

Também gostei do Palácio de Cristal, importado da França para que a Princesa Isabel – pense bem – pudesse cultivar hortaliças!

Achei legal ver a Catedral de São Pedro de Alcântara, padroeiro da cidade e da monarquia. A catedral fica num nível acima da rua e, da escadaria, dá para imaginar como era a cidade muitos anos atrás, com aquelas charretes passando, e as pessoas vestidas com os trajes da época. Eu realmente viajando pensando nessas coisas. Ah, os casarões também são incríveis!

Mas acho que nada é mais lindo quanto o Hotel Quitandinha, construído na década de 40 para ser o maior cassino da América do Sul. Hoje, o lugar pertence ao Sesc Rio, que organiza eventos culturais por lá.

20160726_153425.jpg

Próxima parada – Série EM/COMO: Em São Paulo, como os paulistanos

Parada anterior – Série EM/COMO: Em Franca, como os francanos

 

Série EM/COMO: Em Franca, como os francanos

Para almoçar na terra do basquete, recebemos a sugestão de ir comer num lugar que tem como tema – adivinhe – basquete! O Restaurante Barão pertence hoje ao ex-jogador (de basquete, claro) Marcos Aurélio de Melo Magrin, o Piu.

A especialidade da casa é o “Filé a JK”, um filet mignon bovino batido, recheado com fatias de mussarela e presunto, empanado e frito à milanesa, servido com salada, banana à milanesa, um caminhão de batata frita e arroz com gemas ovos, ervilha e cebolinha.

Pedimos um prato para três pessoas. Mas, sério, daria para quatro comerem. Quatro jogadores de basquete com 2m de altura cada. E saídos do treino, no caso. Era coisa pra dedéu. Rs.

20160717_131409~5

Quanto ao sabor, confesso que me decepcionei um pouquinho. Mas valeu a pena por estar num restaurante de basquete na terra do basquete. Ou seja, em Franca, como os francanos.

Tomara que você dê mais sorte com o prato, caso resolva passar por lá.

Confira todos os links da série EM/COMO aqui.

Próxima parada – Revezamento da tocha: De Angra a Petrópolis (dias 86 a 88)

Parada anterior – Revezamento da tocha: São Paulo (dias 79 a 85)

Revezamento da tocha: São Paulo (dias 79 a 85)

De Franca, fomos para Campinas, aquela supermetrópole! Fiquei tão impressionado com o tamanho da cidade quanto com o hotel em que ficamos! O Royal Palm Plaza Resort tem de um tudo! Pena que,como sempre, não deu tempo para aproveitar nadinha da estrutura. Rs. Assim como não conseguimos ver muito de Campinas. Apenas passamos pela Estação Cultura, antiga estação ferroviária e hoje um cartão-postal. Já em Osasco, conhecemos basicamente o Teatro Municipal Glória Giglio, recentemente reformado.

Em Santos, pude reencontrar a Praça das Bandeiras, em frente à Praia do Gonzaga. Também estivemos no moderno Museu Pelé, que fica no Centro Histórico. Bem em frente, tem um restaurante-escola chamado Estação Bistrô, onde comi uma feijoada e uma mousse de chocolate com café deliciosos.

De volta à região metropolitana, a passagem por São Bernardo do Campo, outra cidade enorme, foi corrida. Destaque para o Complexo Cinematográfico Vera Cruz, que foi a Hollywood brasileira e – dizem – será revitalizada.

E eis que pude matar saudades da minha paixão. Ah, como eu amo a cidade de São Paulo! Mas eu nunca tinha dirigido lá. Caraca!!!!

São motos te cortando velozmente por todos os lados, e buzinando quando passam, num claro sinal de que os motoristas SABEM que estão errados. Se eu morar em São Paulo um dia, espero não ter carro. Mas adorei visitar o chiquérrimo prédio onde fica o Google,  no Itaim-Bibi, de onde se tem uma bela vista. Lá embaixo, os aros Olímpicos são um convite para fotos, não?

Também foi ao Mercado Municipal Paulistano, um paraíso para quem gosta de comida. Experimentei o enorme pastelão de bacalhau que, acredite, vale por uma refeição (leia mais sobre a experiência em breve). Amor verdadeiro!

Minha última parada no estado foi a bela São José dos Campos, onde passei pelo igualmente belo Parque da Cidade. E pensar que o local era uma fazenda! Tá ruim, não, né?

20160723_163326~2[1]

Próxima parada – Série EM/COMO: Em Franca, como os francanos

Parada anterior – Série EM/COMO: Em Curitiba, como os curitibanos