Revezamento da tocha: O Rio de Janeiro continua lindo (dias 92 a 95)

Faltava o Rio! Ah, o Rio, destino tão esperado depois desta maratona de 95 dias. Afinal, a gente rodou 17 mil km de estrada e voou outros 17 mil km para chegar até aqui. E não haveria modo mais emblemático de levar a chama Olímpica à Cidade Maravilhosa do que a Baía de Guanabara, trazida pelas mãos de medalhistas da Vela, o segundo esporte que mais deu medalhas para o Brasil. Estive em Niterói, registrando a partida do barco.

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No dia seguinte, amanheci na Barra da Tijuca, que presenteou o revezamento com uma linda manhã de Sol para a passagem de ícones do esporte como Parrreira e Zagallo. Foi uma honra conhecer os dois.

À tarde, conheci Campo Grande, na zona oeste, e dois homens mundialmente conhecidos: o mito do salto com vara Sergey Bubka e o ganhador do Prêmio Nobel da Paz Muhammad Yunus, criador do microcrédito. E a noite reservou uma ida ao Leblon, onde figuras importantes como Rodrigo Lombardi, Cissa Guimarães e Lucinha Araújo também conduziram a tocha Olímpica.

No último dia de revezamento, tive o privilégio de ver o sol nascer no Corcovado, ao lado de Isabel, ídolo do vôlei. Em seguida, fui ao Pão de Açúcar para ver o símbolo dos Jogos andar de bondinho. Não dentro, mas em cima dele. Que imagem! Foi um encerramento perfeito para essa jornada: os dois maiores cartões-postais do dia, nos últimos momentos dessa grande aventura. O Cristo Redentor realmente abriu os braços para mim.

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Série EM/COMO: Em Friburgo, como os friburguenses

Eu já tinha tido que a Dani, meu contato em Friburgo, era bacanérrima, né… E ela acabou nos levando ao lugar mais descolado da cidade: o Bar América!

Era quarta-feira, dia do festival de massas. A cada semana, uma pessoa com uma wok imeeeeeensa faz macarrão para um batalhão.

No dia em que eu fui, a massa era de frutos do mar. E, para que se mantenha aquecida, ela é servida assim, sobre um papel alumínio. Para acompanhar, um chopp gelado.

Então, anote a dica da Dani: em Friburgo, Bar América, ali pertinho da praça Getúlio Vargas.

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Revezamento da tocha: De Nova Friburgo a Niterói (dias 89 a 91)

Eu já tinha ouvido falar bem de Nova Friburgo, e meu contato na cidade era tão bacana, tão bacana, que eu só poderia esperar coisas boas de lá. E a passagem pela cidade cumpriu a expectativa. Logo de cara, fomos tirar fotos no Morro do Teleférico, de onde se tem uma bela vista.

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Lá embaixo, onde chega o teleférico, ficam a Praça do Suspiro e a Capela de Santo Antônio. De certa forma, essa região é um símbolo da reconstrução depois das chuvas que assolaram Nova Friburgo, em 2011. É tocante ver como a cidade já se recuperou. O desastre natural causou sofrimento, mas também reforçou o amor dos friburguenses pela terra natal. Foi bacana perceber como a presença da chama Olímpica representa o orgulho de mostrar ao mundo a igrejinha, por exemplo. Bonita e de pé.

De lá, seguimos para Macaé, onde não deu tempo de ver nadica de nada, só o Mercado Municipal de Peixes. Nem chegamos a dormir na cidade, porque a noite seria na minha querida Cabo Frio, onde eu havia estado pela última vez no milênio passado. Abafa o caso!

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Como foi bom matar saudades de uma das praias preferidas dos mineiros! Cabo Frio me traz boas recordações. E, só de rever a Praia do Forte, me deu uma vontade louca de voltar rapidinho para lá.

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Cabo Frio foi a última parada da viagem, porque a partir de agora minha sede é a Cidade Maravilhosa, de onde a gente se deslocou para ir a Niterói. Apesar de ser ao ladinho do Rio, eu nunca tinha tido atravessado a ponte para conhecer essa simpaticíssima cidade.

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Primeira vez na Ponte Rio-Niterói, acredita? Rs

Imperdoável, eu sei. Mas, pelo menos, eu já sei como é o espetacular Museu de Arte Contemporânea num ensolarado dia de inverno. Que espetáculo! Também passei de carro pela orla, no modo correria de sempre. Por isso, a cidade-sorriso é outra que eu quero reencontrar em breve, com mais calma. Aguarde-me, Niterói!

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Série EM/COMO: Em São Paulo, como os paulistanos

Eu já fui um milhão de vezes a São Paulo, sou apaixonado pela cidade, mas nunca – acredite, NUNCA – tinha ido ao Mercado Municipal Paulistano. Sim, pode classificar como falha de caráter. Quer dizer, não mais, porque desta vez eu conheci essa verdadeira instituição da terra da garoa.

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Mas não sem um pouco de sacrifício. Afinal, era sábado, e o Mercadão estava lotaaaaaaaaaaado. É muita gente ávida por delícias, como o pão com mortadela, monstruosamente recheado, como mostra o cartaz do Hocca Bar.

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Como esse delicioso embutido me dá uma queimação danada na garganta, optei pelo pastelão (igualmente gigante) de bacalhau, do mesmo Hocca Bar. Maravilhoso. Só de lembrar minha boca enche d’água!

O pastel vem com 300g de bacalhau, e o preço é meio salgadinho… Tudo bem, porque vale por uma refeição.

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Se estiver em São Paulo, não faça como eu, que levei 40 anos para conhecer o Mercadão. Mas, se for no  fim de semana, vá com paciência. Você vai demorar a estacionar o carro e vai ter que esperar pela comida.

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Revezamento da tocha: De Angra a Petrópolis (dias 86 a 88)

São José dos Campos foi o local da nossa última noite em São Paulo. No caminho para o estado do Rio, deu para ver a enorme Basílica de Aparecida e o teleférico, mesmo da estrada. Também passamos pela belíssima região do Parque Estadual da Serra do Mar, na cidade paulista de Cunha. Não deu para tirar fotos porque eu estava no volante e não havia lugar para parar o carro.

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Mas, na divisa com o estado do Rio, a última dessa grande aventura, o clique foi inevitável. Já em solo fluminense, descemos a linda Serra da Bocaina, segmento da Serra do Mar. Quando chegamos à entrada da cidade de Paraty, deu um aperto no coração não poder dar um giro por lá. Só paramos para tirar uma foto perto de Praia Grande.

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Precisávamos dormir em Angra dos Reis. Não deu para ver muita coisa da cidade. Só o Convento do Carmo, no Centro, e as estátuas dos Três Reis Magos, em frente à Praia do Anil. Assim como não conheci muito de Volta Redonda, a terra da Companhia Siderúrgica Nacional.

De Volta Redonda, fomos para Petrópolis, passando por mais um trecho lindo, o da Serra Verde Imperial. Eu sempre quis conhecer a Cidade Imperial, mas tinha uma ideia errada dela. Ignorância pura mesmo. Jamais imaginei que haveria 300 mil pessoas em Petrópolis. Achava que seria uma cidade histórica do porte de Ouro Preto ou Paraty, menos agitada.

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Mesmo assim, gostei muito de ver aquelas construções antigas, algumas da época do Império. Adorei o Museu Imperial, que era o Palácio de Verão de Dom Pedro II.

Também gostei do Palácio de Cristal, importado da França para que a Princesa Isabel – pense bem – pudesse cultivar hortaliças!

Achei legal ver a Catedral de São Pedro de Alcântara, padroeiro da cidade e da monarquia. A catedral fica num nível acima da rua e, da escadaria, dá para imaginar como era a cidade muitos anos atrás, com aquelas charretes passando, e as pessoas vestidas com os trajes da época. Eu realmente viajando pensando nessas coisas. Ah, os casarões também são incríveis!

Mas acho que nada é mais lindo quanto o Hotel Quitandinha, construído na década de 40 para ser o maior cassino da América do Sul. Hoje, o lugar pertence ao Sesc Rio, que organiza eventos culturais por lá.

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Série EM/COMO: Em Franca, como os francanos

Para almoçar na terra do basquete, recebemos a sugestão de ir comer num lugar que tem como tema – adivinhe – basquete! O Restaurante Barão pertence hoje ao ex-jogador (de basquete, claro) Marcos Aurélio de Melo Magrin, o Piu.

A especialidade da casa é o “Filé a JK”, um filet mignon bovino batido, recheado com fatias de mussarela e presunto, empanado e frito à milanesa, servido com salada, banana à milanesa, um caminhão de batata frita e arroz com gemas ovos, ervilha e cebolinha.

Pedimos um prato para três pessoas. Mas, sério, daria para quatro comerem. Quatro jogadores de basquete com 2m de altura cada. E saídos do treino, no caso. Era coisa pra dedéu. Rs.

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Quanto ao sabor, confesso que me decepcionei um pouquinho. Mas valeu a pena por estar num restaurante de basquete na terra do basquete. Ou seja, em Franca, como os francanos.

Tomara que você dê mais sorte com o prato, caso resolva passar por lá.

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Revezamento da tocha: São Paulo (dias 79 a 85)

De Franca, fomos para Campinas, aquela supermetrópole! Fiquei tão impressionado com o tamanho da cidade quanto com o hotel em que ficamos! O Royal Palm Plaza Resort tem de um tudo! Pena que,como sempre, não deu tempo para aproveitar nadinha da estrutura. Rs. Assim como não conseguimos ver muito de Campinas. Apenas passamos pela Estação Cultura, antiga estação ferroviária e hoje um cartão-postal. Já em Osasco, conhecemos basicamente o Teatro Municipal Glória Giglio, recentemente reformado.

Em Santos, pude reencontrar a Praça das Bandeiras, em frente à Praia do Gonzaga. Também estivemos no moderno Museu Pelé, que fica no Centro Histórico. Bem em frente, tem um restaurante-escola chamado Estação Bistrô, onde comi uma feijoada e uma mousse de chocolate com café deliciosos.

De volta à região metropolitana, a passagem por São Bernardo do Campo, outra cidade enorme, foi corrida. Destaque para o Complexo Cinematográfico Vera Cruz, que foi a Hollywood brasileira e – dizem – será revitalizada.

E eis que pude matar saudades da minha paixão. Ah, como eu amo a cidade de São Paulo! Mas eu nunca tinha dirigido lá. Caraca!!!!

São motos te cortando velozmente por todos os lados, e buzinando quando passam, num claro sinal de que os motoristas SABEM que estão errados. Se eu morar em São Paulo um dia, espero não ter carro. Mas adorei visitar o chiquérrimo prédio onde fica o Google,  no Itaim-Bibi, de onde se tem uma bela vista. Lá embaixo, os aros Olímpicos são um convite para fotos, não?

Também foi ao Mercado Municipal Paulistano, um paraíso para quem gosta de comida. Experimentei o enorme pastelão de bacalhau que, acredite, vale por uma refeição (leia mais sobre a experiência em breve). Amor verdadeiro!

Minha última parada no estado foi a bela São José dos Campos, onde passei pelo igualmente belo Parque da Cidade. E pensar que o local era uma fazenda! Tá ruim, não, né?

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Série EM/COMO: Em Curitiba, como os curitibanos

Eu só queria ver Maria Betania. Não, não a irmã de Caetano Veloso, e sim a amiguirmã de minha amiga Renata que, consequentemente, é minha amiga também. Na base do Vamos? Vamos! (adoro gente animada), marcamos um encontro em plena segundona à noite. Deixei a cargo da nativa a indicação do local, e ela escolheu acertadamente o Bar do Alemão, ou Schwarzwald, uma verdadeira instituição curitibana.

Pedimos um combinadão de alemãzices, com salsichas brancas e vermelhas, e um litro de mostarda por cima. Para acompanhar, claro, chopp da casa. Mas não era um chopp qualquer. Era o Submarino, que vem com aquela canequinha lotada de Steinhäger dentro do canecona. Paulada!

Entre um submarino e outro, vamos nos afogamos em risadas e conversa boa jogada fora. E, pra minha alegria, fiquei as canequinhas de recordação. Foram roubadas honestamente, como sugere o próprio Bar de Alemão. Detalhe: cada uma vem com o nome de uma cidade germânica. E, se vier repetido, pode trocar.

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Assim como pode tirar foto com urso, ou naqueles painéis onde a gente só coloca a cabeça, enfim… todas aquelas coisas que pessoas com chopps e Steinhäger na cabeça fazem na maior alegria! Maria Betania, adorei nossa noite! E sempre me lembrarei de você quando olhar para as minhas canequinhas fofas, dae!

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Revezamento da tocha: Do Paraná a São Paulo (dias 73 a 78)

Depois de Santa Catarina, voltamos para o Paraná. Tínhamos visitado quatro cidades desse belo estado antes (Londrina, Pato Branco, Cascavel e Foz do Iguaçu),  a caminho do Rio Grande do Sul. E, na “subida”, nossa primeira parada foi em Curitiba. Eu havia conhecido a capital paranaense milênios antes (abafa o caso), quando saí de ônibus de BH para aproveitar um feriado de Páscoa lá (ideia de girico do meu amigo Marcos Mudado) e estava doido para rever a cidade.

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Adorei saber que o Jardim Botânico segue tão lindo quanto eu me lembrava! Desta vez, ainda fui presenteado com cerejeiras floridas.

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Não tive tempo de ver muito mais, infelizmente. Mas matei saudades de uma querida moradora, vivendo uma experiência etílica-gastronômica com ela (leia em breve). O dever me levou a Ponta Grossa, que tem o belo Parque Estadual de Vila Velha, com suas formações rochosas incríveis. A principal delas é “A taça”. Pena que, para variar, foi corrido. Eu ficaria o dia inteiro por ali.

Em ritmo acelerado, reencontramos São Paulo, onde já tínhamos passado, quando pernoitamos em Presidente Prudente. No retorno ao estado, começamos por Itapetininga. Lá, vimos o prédio público mais antigo da cidade, que já foi cadeia, sede dos três poderes, e hoje abriga o Centro Cultural e Histórico Brasílio Ayres Aguirre. Em Bauru, tiramos foto no Parque Vitória Régia.

Ribeirão Preto era uma cidade que eu queria muito rever. Eu tinha estado lá muuuuitos anos atrás e tinha achado a cidade super bem cuidada, impressão que se confirmou agora. Desta vez, conheci o arrumadíssimo Novo Mercadão…

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… e também o Parque Municipal Dr. Luis Carlos Raya, com gramadão, lago e cascatas.

Vi muito pouco de Franca. Mas, pelo menos, consegui visitar o emblemático Ginásio Pedro Morilla Fuentes, o Pedrocão, que é um templo sagrado do basquete brasileiro.

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Série EM/COMO: Em Blumenau, como os alemães

Pena que a gente estava fora do período da Oktoberfest, o famosíssimo festival de tradições germânicas inspirado naquele que rola lá em Munique, na Alemanha! Mesmo assim, queríamos dar uma passadinha no Parque da Vila Germânica de Blumenau, onde é realizada a versão brasileira do evento.

No hotel, indicaram dois restaurantes que ficam dentro do complexo: o Alemão Batata e o Vila Bier. Achamos que o o cardápio do segundo era mais típico e por lá ficamos. Para começar, pedimos um combinadão chamado Schlachplatte, que vinha com gordices como salsichas branca e vermelha, joelho e bisteca de porco e purê de batata. Pelo menos o chucrute e o repolho roxo eram light. kkk.

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Não satisfeitos, pedimos também um Hackepeter, que é uma carne moída crua que recebe uma porção de temperos ali mesmo, ao lado da mesa, e depois é servida com uns pães maravilhosos. Tudo, claro, regado por muita cerveja. Bem ao estilo alemão. Ainda bem que não é todo dia, porque saí de lá com a consciência pesada.

No almoço do dia seguinte, quisemos seguir na linha germânica e nos indicaram o Moinho do Vale. O preço do rodízio é meio salgadinho (entre 60 e 70 reais). Mas a qualidade e a variedade da comida compensam: tem pato, marreco, cordeiro, camarões, tudo muito bem feito. Não sei se chega a ser assim tãããããão alemão. A sobremesa de maçã, essa sim, é supertradicional e estava lá. Deliciosa!

De qualquer forma, vale a visita! Escolha ficar na varanda para curtir essa bonita vista do rio Itajaí-açu.

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