Chapada dos Veadeiros: Cachoeira do Segredo

Vou te contar um segredinho: se o seu carro for 1.0, talvez ele não se dê muito bem no caminho para a Cachoeira do Segredo. Já, já, você vai entender por quê. Bem, em nosso segundo dia na Chapada dos Veadeiros, a gente continuou com o plano de explorar atrações fora do Parque Nacional, porque não estávamos muito dispostos a fazer as longas trilhas de lá, como expliquei neste post aqui.

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Por isso, optamos por conhecer a muito bem recomendada Cachoeira do Segredo. Antes de ir, fica-dica 1: quem compra o ingresso na cidade paga um pouquinho mais barato (35,00 reais contra 40,00 de quem paga na hora –  e ainda pode usar o cartão). Para quem está em São Jorge, é só pegar a GO-239 em direção a Colinas do Sul, e rodar cerca de 9km. Entrando na região da cachoeira, estacionaríamos o carro teoricamente a 3,5km da atração. Mas aí está a pegadinha: a estrada é muito ruim, e meu HB20 1.0 se recusou a seguir viagem quando estava a 1.5km do tal estacionamento. Simplesmente não subia um morrinho coberto de um pó bem fino.

 

Paramos o carro por ali mesmo e o que seriam 3.5km de trilha teriam virado 5km, se não tivéssemos recebido uma carona. Amém! Bom, do estacionamento até a cachoeira propriamente dita, o caminho é muito bonito. A maior parte é em mata fechada mesmo, em contato total com a natureza, mas também há paradas assim:

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Estávamos meio estressados com a história do carro, mas ao chegar à Cachoeira do Segredo, todo o perrengue pareceu pequeno. A queda é altíssima (mais de 100m), o cenário é lindo e o lugar tem uma energia incrível.

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A desvantagem: como não bate Sol, a água é muito, muito gelada. Acho que só vi algo parecido numa viagem à Itália em outubro, mas encarei o desafio!

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Na volta, não conseguimos a bendita a carona, e precisamos fazer 5km de trilha a pé mesmo até onde tínhamos largado o carro. Saindo dali, a ideia era terminar o dia num dos locais de águas termais, que ficam próximos, mas desistimos.

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Paramos para almoçar num lugar bem rústico (o único que fica por perto), antes de voltar para São Jorge. Aqui, fica-dica2: a Cachoeira do Segredo não tem estrutura alguma. Por isso, leve lanche, água, enfim, tudo o que for precisar.

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Chapada dos Veadeiros: Cachoeiras Almécegas

Bem, depois de dormimos tranquilos com a decisão de não visitar o Parque Nacional (leia aqui), partimos para o primeiro dia na Chapada! Escolhemos as Cachoeiras Almécegas! Pra quem está hospedado em São Jorge, é só pegar a GO239 e rodar 32 km como se estivesse indo embora, a caminho de Alto Paraíso de Goiás (para quem está em Alto Paraíso, é mais perto: 13km). A entrada custa 40 reais (julho/2018) e dá direito a visitar todas as cachoeiras que fazem parte da Fazenda São Bento.

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Começamos pela Almécegas II, que é menorzinha. A trilha é curtinha e fácil. Como fomos numa época seca, a queda d’água não estava muito cheia, e as pedras ao redor dela estavam perfeitas para estender a toalha e curtir o belo visual. Ficamos um tempão ali, nos divertindo com o casal que estava aprendendo a lidar com um drone. Tive uma pontinha de inveja, porque as imagens de cima devem ser lindas demais.

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Tinha pouca água na Almécegas II…

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… mas dava para ficar esticado nas pedras curtindo este visual!

Em seguida, fomos para Almécegas I. A trilha é um pouquinho mais puxada, mas nada de mais. Já no mirante, antes de chegar, dá para ter uma noção da grandiosidade do lugar. Que beleza de cenário!

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Lá embaixo, a cachoeira é igualmente bonita. Mas, como não bate muito no Sol, estava um pouco frio. A água então… Para entrar nela, foi preciso criar coragem. Mas que banho refrescante!

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Ah, tem umas piscinas naturais acima da cachoeira que não chegamos a visitar. Existe ainda uma outra cachoeira, que leva o nome da fazenda, a São Bento. Estávamos tão satisfeitos com as Almécegas que também nem nos lembramos de passar lá. Mas li que é um grande poço, muito legal para nadar.

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Na Volta a São Jorge, estávamos morrendo de fome, e paramos para almoçar no único restaurante  da estrada, o Rancho do Waldomiro. A tal da matula para dois dá para alimentar com sobra duas pessoas absolutamento famintas (que era o nosso caso).

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Vai uma matula aí?

Passamos o resto do dia de boa na pousada e, à noite, fomos jantar na famosa Risoteria Santo Cerrado, que é um charme. Recomendo!

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Escolha a legenda: 1) um brinde à Chapada ou 2) onde está Wally? kkk

 

Chapada dos Veadeiros em três dias

A primeira pergunta a ser respondida é: dá para fazer a Chapada dos Veadeiros num bate-volta? Dá! É claro que você vai conhecer apenas uma parte das muitas e belíssimas atrações que se estendem por quilômetros. Apenas de Colinas do Sul a Cavalcante (as duas cidades que ficam nos extremos da chapada), por exemplo, são 180km de estrada.

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Outro aspecto a ser considerado é se vale a pena pegar um avião para ficar tão pouco tempo, porque uma coisa é sair de carro de Goiânia (a 460km do parque) ou de Brasiília (a 260km). E outra coisa é pagar umaboa grana até num voo até uma dessas cidades e ainda ter que percorrer tanto chão até chegar à chapada. Eu acho que fica corrido, mas cada cabeça uma sentença, não é mesmo?

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OK, Léo, eu decidi então que quero fazer um tourzinho básico de três dias. O que devo fazer? O primeiro passo é decidir que cidade vai escolher como base. A Chapada dos Veadeiros tem as pequininas Colinas do Sul e Teresina de Goiás (onde, acredito eu, pouca gente se hospeda), e as mais procuradas Cavalcante, Alto Paraíso e seu distrito mais charmoso: São Jorge.

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Mas o que deve pesar na sua decisão? Basicamente, o que você planeja ver nesse curto tempo, porque não convém ficar indo e voltando demais. Afinal, 90km separam Alto Paraíso, a localização mais central da chapada, de Cavalcante, por exemplo. A seguir, algumas dicas para ajudar na sua escolha:

 

CAVALCANTE

A mais distante das três cidades (para quem vem de Brasília ou Goiânia) é a melhor pedida para quem deseja ver as cachoeiras que muita gente considera as mais bonitas da região: Rio Prata, Santa Bárbara e Capivara. E ainda tem outras como Veredas e a Ponte de Pedra. Eu não fiquei lá, por isso não posso dar um testemunho pessoal, mas dizem que é um local menor e mais rústico que os demais. Com tão pouco tempo, eu levaria em quanto a distância, porque 90km podem parecer pouco, mas faem diferença para quem está fazendo um bate-volta.

 

ALTO PARAÍSO

Para quem vem de Brasília ou Goiânia, é a primeira cidade a aparecer. Como disse acima, é a mais central. Fica mais perto de atrações como a Cachoeira Loquinhas, a Cachoeira dos Couros (dizem que é fantástico) e das Cachoeiras Almécegas (que eu visitei e descreverei no próximo post).  Também segundo relatos que ouvi, é um pouco mais estruturada que Cavalcante, apesar de ser um pouco menor. É também mais econômica, porém menos charmosa, que seu distrito famoso.

 

SÃO JORGE

O distrito, localizado a pouco mais de 30km de Alto Paraíso, foi a opção que escolhi para essa primeira exploração à chapada. Por quê? Basicamente, porque me disseram que era mais romântico e deslocado. E é verdade. Estar hospedado ali já faz parte do passeio. Dali, estávamos a 9km do Vale da Lua (uma das atração bem manjadas, mas imperdível) e a 10km da Cachoeira da Segredo.

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A incrível Cachoeira do Segredo

Para ir às Almécegas, a 28km do distrito, tivemos que voltar quase até Alto Paraíso, mas tudo bem. A estrada é boa e tem uma paisagem linda.

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Mas São Jorge tem outra grande vantagem: está coladinho à entrada principal do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e de suas principais trilhas (apesar de termos optado por não percorrê-las. Vai entender! Mas só no próximo post). Posso dizer que não me arrependo da escolha. Seja qual for a sua, certamente terá dias muito gostosos na chapada.

Próxima parada – Chapada dos Veadeiros: por que visitei o parque