Bangkok

Restavam menos de 48 horas em Bangkok e resolvemos dar uma quebrada na visita aos templos pra ir ao tradicional Chatuchak Weekend Market. Como o nome indica, é um mercado que só funciona nos fins de semana. Fica-dica 1: mamão com açúcar chegar lá via SkyTrain (estação Mo Chit) ou metrô (Chatuchak Park). 

Chegada ao Chatuchak Weekend Market

Chegada ao Chat Weekend Market

E fica-dica 2: vá cedo, porque o lugar é uma farra das compras (pelo menos pro meu gosto). Chegamos antes das 10h e saimos às 3h da tarde, sem ter visto 10% das 6 mil barracas, que vendem de um tudo. Garimpando, dá pra achar ótimas peças com preço melhor ainda.

Luzes em Chatuchak

Adorei a parte de iluminação!

Antes de partir, uma massagem. Custou o equivalente a 5 dólares por 30 minutos de carinho nos pés. Nos pés só, não. Nas pernas inteirinhas. E com ar condicionado! Fica-dica 3: tente fazer em algum lugar limpinho que você encontrar. Melhor massagem ever!

Estava uma delícia!

Almoço no mercado

Depois, nos separamos pra fazer atividades pessoais. E, à noite, fomos dar uma passadinha na região da prostituição, Patong, onde há diversos shows de pompoarismo. Quando li os blogamigos descrevendo a experiência, achei que seria deprê. E foi. Tentamos entrar numa dessas casas (apesar de termos lido também que as pessoas extorquem os turistas) e a primeira cena que vi foi uma bolinha de ping pong alçando voo depois de sair diretamente vocês-sabem-de-onde. Eu não atravessei meio mundo pra transformar minha testa em alvo de objeto voador envaginado, né!

Super Pussy: é exatamente o que você está pensando!

Super Pussy: é exatamente o que você está pensando!

Na rua das putas, funciona um animado mercado. E bem ao ladinho, fica a alegríssima região gay, lotada de bares. No último dia, queríamos ir a Wat Saket, um templo no alto da Colina Dourada e com uma bela vista. Como não fica perto de estação alguma, precisávamos de táxi ou tuk tuk, mas os motoristas se recusaram a levar por causa de um megaprotesto nas imediações. O cara do hotel ainda falou que era perigoso. Obedemos. Até porque, como diriam os americanos, teria sido pretty much the same!

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Seguimos de metrô (estação Hua Lamphong) pra Wat Traimit, o templo do absurdo, que tem um Buda de 5,5 toneladas de puro ouro. Ai, que absurdo! Mas, na boa, fica-dica 4: ai, que bobagem! Pretty much the same! A diferença maior é que esse parece ser mais frequentado pelos locais.

5,5 toneladas de ouro!

5,5 toneladas de ouro!

IMG_4035Em seguida, mais uma tarde livres um do outro. Marcamos de sair do hotel às 5 e pouco pra ir até o famoso bar, aquele no 63° andar do Hotel Lebua e que foi set do filme “Se beber. não case II”. Queríamos ver como é lá de cima, tanto de dia quanto de noite. Ai, que atmosfera!

O hotel fica perto do rio Chao Phraya e o visual é simplesmente luxuoso. O glamour tem preço. Paguei o equivalente a 25 dólares por duas singelas long neck. Ai, que riqueza!

Bar Distil

Bar Distil

A vista é mesmo incrível!

A vista é mesmo incrível!

Daria pra fazer mais em Bangkok? Sim! E ainda faltaram passeios nos arredores, como Ayutthaya, a antiga capital do reino do Sião, que chegou a ser uma supermetrópole, como Angkor. Só que gastaríamos duas horas pra ir e duas pra voltar. E, segundo meu novo amigo nipoparanaense, a “versão cambojana” dá de dez! O bate-volta às cachoeiras Erawan seria mais puxado ainda, com três horas pra ir e três pra voltar. Além disso, achamos que ir ao mercado flutuante e ao parque dos tigres seria turistão demais. Nesse finzinho de férias, é preciso desacelerar. Nosso voo sai às três da madruga!


 Minha impressão de Bangkok?

O que vale a pena: a mistura do novo com antigo, do ocidente com o oriente, o ambiente cosmopolita e o jeitão futurista-caótico

O que incomoda: mais uma vez, o assédio das pessoas na rua, principalmente nos pontos turísticos, onde são comuns os golpes. Além disso, a falta de informação/sinalização (às vezes, os avisos e placas estão escritos apenas naquelas letrinhas deles)

Permanência: 4 noites (com três dias de inteiros). Se você acha que ver dois ou três templos é suficiente, pode ficar menos. Se deseja a overdose templal ou os passeios dos arredores, pode ficar mais. Não faltará o que fazer.

Quarto bem "honesto"

Quarto bem “honesto”

Hospedagem: ficamos no I Residence. O staff é meio chatinho, mas o custo-benefício compensa. Fica-dica 5: escolha um hotel perto de alguma estação. O nosso é exatamente em frente à Chong Nonsi, em Silom. É uma área central, sem muito charme (mas também sem confusão) e de onde se chega facilmente aos lugares mais importantes.

Bangkok foi um encerramento perfeito de uma viagem realmente inesquecível. Voltarei em breve à Ásia! Quem se anima?

 

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Siem Reap (Angkor)

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Chegada a Bangkok

Depois de rodar tanto, a última parada: de Siem Reap a Bangkok. Passamos por aqui ao longo da viagem, mas sem sair do aeroporto. Ao chegar dessa vez, fomos pro hotel usando o transporte público do aeroporto: um trem expresso até a estação Phaya Thai e, de lá, conexão com a rede MRT (metrô) + BTS (SkyTrain) até onde você quiser. Se o seu hotel for perto de uma estação, fica-dica 1: funciona e é barato! Mas demora mesmo assim (não sei quanto tempo levaria de táxi ou ônibus).

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Saímos do hotel só às 17h e, como já era tarde pra passeio, fomos direto pra região dos shoppings. Ficam coladinhos um ao outro e são acessíveis a partir das estações Siam e National Stadium do SkyTrain. Passarelas deixam os passageiros dentro dos shoppings. Incrível!

Entre tantos, visitamos o Siam Paragon (muito bom, cheio de lojas de grife) e  o MBK (popularzão).  Fica-dica 2: diferentemente do que disseram alguns blogamigos, não achamos os preços tão convidativos, exceção feita à Apple do Paragon, que vende o Iphone 5S pelo equivalente a 1960 reais. Fiquei super na dúvida, mas acabei não levando. Às vezes, eu acho que trocar de celular é puro consumismo. Com essa grana, compro uma passagem pro Caribe. Não é bem melhor?

A famosa Khao San Road

A famosa Khao San Road

Dos shoppings, decidimos encarar a famosa Khao San Road, a rua preferida dos mochileiros, cheia de bares barulhentos, lojinhas, gente maluca. Era só pegar uma busão ali perto dos shoppings mesmo. Mas o pessoal da Bangkok não é lá muito bom de informação e nos mandou pra um lugar que não tinha nada a ver.

Uma hora depois, já a bordo do ônibus correto,  passamos em frente ao shopping, de onde tínhamos partido em busca da tal Khao San Road. A rua ficou famosa por causa das cenas iniciais do filme “A praia”, com Leonardo di Caprio, o mesmo que mostra a paradisíaca Phi Phi Island (leia aqui). É divertida, animada e tudo.

Pad thai na rua: delícia!

Pad thai na rua: delícia!

Mas fica-dica 3: se você está ficando velho, como eu, opte por uma dose homeopática. E, fica-dica 4: pesquise direitinho como chegar, para não dar uma volta imensa à toa, como fizemos. Melhor seria ter usado táxi ou tuk tuk. Atenção pra dica 5: cuidado, porque taxímetro manda lembrança e eles metem a faca. Pra sair de Khao San Road, negociamos um tuk tuk a 250 bath, equivalente a 20 reais.

Agito da Khao San Road

Agito da Khao San Road

Já pra usar o SkyTrain, optamos pelo passe de um dia, que custa 130 bath, pouco mais de 10 reais, mais pra não ter que enfrentar fila toda hora. No final de tudo isso, ainda fui pra balada. Voltei às 2h e minha companheira de viagem ainda estava acordada. Por conta disso, o dia seguinte começou tarde. Só chegamos ao primeiro local às 13h. O Wat Phra Kaew é um complexo de templos, onde se destaca a Capela Real, a do pequeno Buda de Esmeralda. O ingresso dá direito a ver o Grande Palácio Real. Tudo é muito bonito. Mas o fato de ser a atração mais visitada (ou seja, infestada de turistas) e o clima de sauna a vapor deram um duro golpe no glamour.

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Entrada do Wat Phra Kaew

Adorei quando saimos de lá pra ir caminhando até Wat Po, o templo do Buda Reclinado. O ambiente é bem tranquilo e o tal Buda, com seus 43 metros, lindo, lindo.

Wat Po

Wat Po

O impressionante Buda Reclinado

O impressionante Buda Reclinado

Dentro do templo, fica a Universidade da massagem, que muitos consideram a melhor de Bangkok. Queríamos muito fazer, mas dois aspectos nos desanimaram: 1) a fila de espera e 2) o fato de a massagem ser numa caminhas sem privacidade alguma e de roupa. No Camboja, foi numa salinha cercada por cortina e ficamos só com a roupa de baixo. Preferimos pegar uma barca que atravessa o rio pra ver o Wat Arun, templo do amanhecer.

Travessia para Wat Arun (ao fundo)

Travessia para Wat Arun (ao fundo)

É possível subir uma escada superíngreme pra ter uma vista maravilhosa de parte da cidade e do Chao Phaya River, importantíssimo na vida de Bangkok.

A escada superíngreme

A escada superíngreme

Do alto de Wat Arun

Do alto de Wat Arun

Falei do rio, mas me esqueci de dizer: o melhor jeito de conhecer esses templos (se você não ficar hospedado perto deles, claro) é de barco. Seguindo o toque dos blogamigos, que repasso como dica 6: fomos à estação Saphan Taksin, agarradinha ao píer Central, pra pegar o barco. Pode ser o normal ou turístico (um pouco mais caro, mas ainda sem doer no bolso). A estação do Wat Phra Kaew, por exemplo, é a Tha Chang. Foi de barco que, depois de fazer três templos numa única tarde (não é porque corremos, é nosso estilo mesmo), ainda tivemos fôlego pra saltar na estação Rachawongse pra conhecer a Chinatown, pouco turística e superimponente, com suas enormes placas verticais escritas no alfabeto chingling deles, penduradas ao lado dos prédios.

Chinatown

Chinatown

Procurando um lugar pra comer, pedimos ajuda no Golden China Hotel e o porteiro nos mandou subir ao andar 25 (!!!) do prédio. Pronto. Descobrimos quase sem querer um lindo restaurante giratório com visual incrível, de onde vimos o anoitecer. Chama-se Red Sky Bar.

Red Sky Bar

À noite, mais balada. Tô curtindo muito Bangkok. É uma potência de metrópole, agitadíssima, mas apaixonante também. Andando de SkyTrain, temos a impressão de estar naqueles filmes de futuro, mas que desenham um amanhã meio caótico, sabe? Apesar disso, a cidade dá exemplos de que consegue se virar muito melhor que as grandes cidades brasileiras, sobretudo no quesito transporte! É, vamos ter que engolir essa.

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Railay Beach

Esqueça a muvucada e a sujeirada de Phi Phi. Railay Beach, sim, é o paraíso! Quando eu estava elaborando o roteiro, coloquei “melhor praia da Tailândia” no google e vi que o blog Deixa de frescura elegeu essa! Não sei quantas praias eles conhecem, mas sem ver as outras posso afirmar que Railay é uma forte candidata. A viagem desde PP durou 1h15. Railay fica no continente, perto de Krabi, mas só é acessível de barco. O processo é parecido com o de Phuket-Phi Phi:

Isso é glamour?

Isso é glamour?

E que tal isso? Mas, relaxe, tudo vale a pena!

E que tal isso? Mas, relaxe, tudo vale a pena!

Por causa disso e também por ser menos badalada (Buda conserve assim!) permanece preservada. Chegamos depois das cinco da tarde e fomos encerrar o dia em Railay West, a praia principal (e dos sonhos). Paredões altíssimos dos dois lados (Railay é a meca da escalada, mas não nos arriscamos), água verde esmeralda e vegetação exuberante.

Railay West

Railay West

Precisa de legenda?

Precisa de legenda?

Entendeu por que é a meca da escalada?

Entendeu por que é a meca da escalada?

É uma das praias mais lindas que vi na vida. E, diferentemente de Phi Phi, as coisas aqui foram feitas com mais bom gosto. A maioria dos hotéis é resort. Os restaurantes e lojas são mais arrumadinhos, um charme de lugar. Na primeira noite, estava rolando a abertura de um campeonato de escalada e havia vários stands de comida (um de cada resort) na praia, luzes supercoloridas, com projeções nos rochedos, bandeiras, etc.

Festival na praia de Railay

Festival na praia de Railay

Ali, conhecemos dois casais brasileiros: um de Santa Catarina, que estava no mesmo hotel que a gente em Phi Phi e nos chamou pra dividir um longtail com eles em Railay; outro que largou emprego em São Paulo pra fazer uma viagem de seis meses mundo afora narrando todas as aventuras no blog Contos da Mochila.

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Railay tem quatro praias, mas Railay East não conta porque é por onde chegam as pessoas, sai o lixo, enfim… Ela dá acesso à Pranang Cave Beach, que samba na cara da Maya Bay do Léo. Passamos a primeira manhã lá. À tarde, tentamos visitar a lagoa secreta e o Viewpoint, mas pra chegar, era preciso subir por um barranco segurando cordas, tipo escalador mesmo. No meio do caminho, já desgraçadamente estropeados, pedimos opinião de um casal inglês que voltava e os dois disseram: “vai piorar e não vale a pena”. Restou-nos aceitar a derrota e descer sem ajuda do santo. Por isso, fica-dica 1: pense duas vezes! E, se decidir ir, vá de tênis (mesmo com eles, entregamos os pontos).

A Pranang Cave!

A Pranang Cave…

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… e a praia que leva o nome da caverna!

Viewpoint e lagoa secreta? Vai fundo, escalador!

Viewpoint e lagoa secreta? Vai fundo, escalador!

Na sequência, resolvemos conhecer a praia que faltava. Apesar de ser ao ladinho de Railay West, Tonsai Bay só pode ser alcançada de barco, quando a maré está cheia. Um taxiboat resolveu o problema. Li que daria pra ir a pé, por uma trilha de 40 minutos. Mas, sinceramente, não conseguirmos confirmar essa informação. Tonsai é bem bonita também, com coqueiros, e mais alternativa. É o território dos mochileiros em Railay. Preferimos voltar logo pra riqueza.

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Tonsai Bay

No dia seguinte, fizemos o passeio com o casal catarinense. Em Railay, é possível fazer dois tours: o das quatro ilhas (que li no Deixa de frescura que era meio picareta) e o da ilha Hong (mais lindo, segundo o blog). Como estávamos em quatro, propusemos ao barqueiro na véspera que ele fizesse um 2 em 1! Ele topou por 4500 bath, o equivalente a 150 dólares. Hong fica a uma hora e tem uma lagoa maravilhosa cercada de paredões. Do tour das outras quatro ilhas, três delas (Poda, Tup e Chicken) estão bem ao ladinho uma da outra (daí a picaretagem) e a quarta é a Pranang Cave Beach, aquela do dia anterior,?a poucos minutos a pé da maioria dos hotéis (an ham… os tailandeses são espertinhos), mas o passeio foi lindo, lindo, com duas paradas pra snorkelling. Fica-dica 2: peça ao barqueiro pra fazer um 2 em 1 também.

Hong Island...

Hong Island…

... e sua linda lagoa. Pena que a maré estava baixa demais.

… e sua linda lagoa. Pena que a maré estava baixa.

Tup Islands e Chicken Island

Tup Islands e Chicken Island

Depois do dia cheio, outro prêmio!

Depois do dia cheio, outro prêmio:

Por do Sol no paraíso!

Por do Sol no paraíso!

No dia seguinte, tivemos a manhã para nos despedirmos do paraíso. Depois de duas horinhas de praia, a saída de Railay foi 100! 100% sem glamour. Contratamos um taxiboat até o pier de Krabi (de onde partiria nosso voo pra Hanói) combinado com um táxi normal até o aeroporto pelo equivalente a 80 reais. Só que a moça não avisou que teríamos que enfiar o pé na água nada benta de Railay East com a mala na carcunda pra colocá-lá no barquinho. E de banho tomado! Tive que tirar os tênis e calçá-los de novo com os pés naquele estado! 

Repare na fila indiana dos sofredores com mala na cabeça!

Repare na fila indiana dos sofredores com mala na cabeça!

Apesar disso, Railay East é charmosamente bucólica ao amanhecer!

Apesar disso, Railay East é charmosamente bucólica ao amanhecer!


Minha impressão de Railay?

O que vale a pena: a beleza absurda, o sossego, o ambiente relaxante

O que incomoda (mas não muito): a falta de sinalização e informação. O inglês dos nativos parece russo!

Permanência: 3 noites (com 2,5 dias)  – achei adequado, mas poderia ficar mais se a proposta fosse fazer escalada, mergulho ou mesmo ficar só relaxando. Poucas vezes na sua vida você verá um lugar como esse.

Hospedagem: Sunrise Tropical – foi legal, apesar de uns probleminhas. Mas eu indicaria o Sand Sea Resort, que tem ótimo custo-benefício. Passamos por dentro dele várias vezes, porque, antes de construir os resorts, não pensaram que precisariam de ruas. Então, a travessia de pedestres é por dentro deles. Coisas da Tailândia.

Travessia por dentro do resort alheio!

Travessia por dentro do resort alheio!

Sunrise Tropical

Sunrise Tropical

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Chegada a Bangkok

Bangkok

Phi Phi

Na minha primeira vez na Ásia, a chegada ao lugar mais badalado da Tailândia não teve qualquer glamour: um calor senegalês, malas soterradas por milhares de outras no barco e o cansaço que vocês podem imaginar, depois de um táxi, quatro voos, cinco aeroportos, um transfer, um barco e 37 horas, desde a saída de casa, em Belo Horizonte. Como minha amiga e eu botamos os pés no hotel às 16h, só deu pra tomar banho e tentar amenizar o terrível jet lag com uma bela soneca até as 19h30.

atração noturna Phi Phi

Brincando com fogo em Phi Phi

No giro noturno e inicial por Phi Phi, vimos a maior concentração de gente bonita por metro quadrado do planeta, a galera virando baldinhos (!?!) lotados de bebidas, bares de praia onde a atração principal é brincar com fogo de diversas formas na faixa de areia em frente e outros em que o chamariz são as lutas ao vivo de boxe tailandês. Tudo junto, numa impressionante torre de Babel.

Muay Thai no bar!

Muay Thai no bar!

Depois de uma merecida noite de sono, começamos nosso primeiro dia inteiro em Phi Phi, deixando o hotel rumo a Long Beach, uma praia mais sossegada no canto direito de Tonsai Bay. Nosso hotel fica no meio da baía, perto do centro (mas longe da muvuca) e, a propósito, dica 1: recomendo o Andaman Legacy.

nosso hotel em Phi Phi

A maravilhosa piscina aquecida do Andaman Legacy

Logo no começo da caminhada de meia hora, encontramos uma dupla de brasileiros (um deles vai virar meu consultor, porque já visitou cem países). Passamos a manhã juntos nessa agradável praia de mar verde e água quentinha, ladeada por um paredão e com ilhotas em frente. Depois de almoçar bem e barato no Paradise Pearl Bugalow (fica-dica 2: vá sem medo), voltamos pro centrinho e acertamos diretamente com o barqueiro do longtail (canoas de madeira compridas e com motor) o passeio privado pro dia seguinte.

onde comer em Long Beach - Phi Phi

Delícia com preço justo do Paradise Pearl Bugalow

Fizemos exatamente como os blogamigos ensinaram, o que repasso como fica-dica 3: combinamos de ir cedinho e pegar a “praia do Léo” antes da invasão dos enormes barcos de excursão. Os caras estão osso duro na barganha e não conseguimos baixar dos 3000 bath pedidos (o equivalente a 240 reais) pelo tour. Mas negociamos, pelo menos, aumentar de 6 pra 7 horas a duração e não ter que pagar nada adiantado.

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De volta ao hotel, trocamos “a chinela” pelo tênis pra encarar aquela que ficou marcada como a rota de fuga de tsunamis até o Viewpoint e ver o sunset lá de cima. É puxado, principalmente por causa do tempo úmido que deixa qualquer um indignamente suado. Se você é do tipo que preza um pouco de glamour, fica-dica 4: passe a vez. A não ser que queira queimar calorias. Do alto, é possível entender melhor por que Phi Phi foi tão destruída pelo tsumani de 2004. O formato de duas baías de costas uma pra outra fez com que o meio fosse tristemente abraçado pelas ondas gigantes que vinham de ambos os lados. Ou seja, quem estava ali não tinha pra onde correr. 

baías de costas uma pra outra em Phi Phi Don

O formato de Phi Phi Don

Chegamos completamente descadeirados depois de descer um milhão de degraus, mas o bom Legacy tinha uma piscinona aquecida que, combinada com um Tandrilax melhor ainda, me fez desmaiar em sono profundo por 1h30 antes de sairmos pra encarar deliciosos rolinhos de primavera na rua. Sim, esse foi o jantar e custou o equivalente a 5 reais, incluindo a bebida. Acordamos às 6:30AM pra fazer o tal passeio, começando por Maya Bay, que ganhou fama mundial depois que meu xará di Caprio apareceu por lá no filme “A praia”, de 2000, quatro anos antes, portanto, do tsunami que destruiu a região (foi pior na Indonésia, claro, mas em Phi Phi também causou um arraso em Phi Phi Don, a única ilha habitada do arquipélago).

passeio privado em Phi Phi

O passeio em longtail privado

Maya Bay fica na ilha Phi Phi Leh. É bonita e tudo, que nem no filme. Mas posso falar? Não me emocionou, apesar do snorkelling na Lagoon ter sido legal. Preferi Bamboo Island, cuja água tem mil tons de azul, como a inesquecível (e até hoje imbatível) praia da Conceição, em Noronha. O giro incluía ainda Mosquito Island e Monkey Beach. Tivemos que escolher uma porque gastamos tempo demais nas duas primeiras. Quando chegamos na dos macacos, a maré estava alta pra descermos. Mas, como diriam os americanos, teria sido “pretty much the same”. 

a famosa Maya Bay, praia do filme The Beach

Maya Bay, “a praia do xará”

Bamboo Island faz parte do passeio a Maya Bay

A bela Bamboo Island

Depois do almoço, terminamos o dia largados na areia na ponta esquerda de Tonsai Bay, ao lado do píer e embaixo da enorme pedra. Ainda tivemos a manhã do último dia pra conhecer a baía que fica de costas pra Tonsai. A praia de Loh Dalun Bay, onde rola aquela confusão toda nos bares à noite, tem um visual bonito e nada mais durante o dia. A água fica suja por causa dos baladeiros e, na maré baixa, nem dá pra nadar.

lugar sossegado em Tonsai Bay

O cantinho esquerdo de Tonsai Bay


Minha impressão final de Phi Phi?

O que vale a pena: a beleza natural que sobrevive, apesar do esforço sobrehumano do bicho homem em acabar com tudo. O que incomoda: exatamente esse descaso com a preservação. O lixo está em toda parte: nas ruas, nas trilhas e até em algumas praias. Na parte urbanizada (?!?), certos trechos têm esgoto a céu aberto e o odor se mistura ao da água de peixe, jogada à revelia nas calçadas pelo staff dos restaurantes. O conceito geral de “viemos-aqui-pra-morrer-de-beber-e-gritar-u-hu” irrita um pouco, embora deixe a ilha com astral. A péssima condição de vida dos nativos também choca.

poça de água em Phi Phi

Molhou? Alagou!

pequena praia no meio da trilha para Long Beach

Um pedaço “simplinho”para padrões “phiphianos”

Permanência: 3 noites (sendo 2,5 dias) – achei um tempo adequado, principalmente pra primeira parada, adaptação ao jetlag, etc. Se você ficar um pouco menos, não vai doer nada também. Num único dia, por exemplo, dá pra fazer o passeio de barco e terminar em Long Beach.

Hospedagem: recomendo o Andaman Legacy, que não fica nem na muvuca e nem muito afastado. Se você quiser agito, escolha algo mais perto da vila. Caso queria distância da confusão, tente um local numa praia mais afastada, como Long Beach.

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Ásia – vacinas e vistos

Além de passagens, hotéis, passeios e roteiros, o visitante que decide visitar o interessante e maravilhoso continente asiático precisa se preocupar com duas questões: vacinas e vistos. Alguns países, como a Tailândia, exigem  um certificado internacional de vacina contra a febre amarela quando o turista entra no país (fica-dica 1). VacinaSe você não recebeu essa imunização nos últimos dez anos, procure a rede pública de saúde brasileira, que oferece a vacina gratuitamente e, em seguida, um Centro de Orientação de Viajantes, levando o cartão de vacinação, para emissão do tal certificado (fica-dica 2). Em alguns centros, é possível fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Se a sua chegada for por Bangkok, fica-dica 3: passe no Health Control do aeroporto antes de tudo porque senão vai enfrentar a fila da Imigração à toa (como já sabíamos, não perdemos tempo). Outras vacinas, apesar de não-obrigatórias, são recomendadas (fica-dica 4): Hepatite B, além de triviral e difteria/tétano (essas duas caso você não saiba se tomou na infância) são fornecidas “pela Dilma”. Hepatite A e febre tifóide são particulares. Os mais cautelosos (ou que vão entrar em buracos mais perigosos ou por mais tempo) ainda encaram a antirábica e a vacina contra encefalite japonesa. Assim que conhecemos o saneamento nada básico e a mosquitada tropical de alguns dos lugares por onde passamos, entendemos por quê.

angkor

Angkor e a natureza exuberante do Camboja!

comidaNa consulta (também oferecida pela Dilma, quando você procura o certificado contra febre amarela), o infectologista indica o repelente  à base de icaridina como item de série da viagem (fica-dica 5). Compramos no Brasil. O dotô também recomenda cuidado com a água (consequentemente, o gelo) e os alimentos, principalmente os crus (fica-dica 6).

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Além de tudo isso, fica-dica 7: descubra se o (s) país (es) que você vai visitar exige (m) visto. Como se vê, viajar pra Ásia exige fôlego e uma boa logística, especialmente se você é adepto do planeje-você-mesmo, como eu. Mas tudo fica mais fácil quando uso as dicas dos meus mais de 40 blogueiros de viagem de estimação, de quem sou seguidor fiel e assíduo. Espero que as minhas seja úteis também pra você!

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Chegada a Bangkok

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Sudeste Asiático em 20 dias

O tempo não era ideal para uma primeira incursão ao Sudeste Asiático, principalmente pra quem queria ter uma visão geral da região. Precisaríamos de pelo menos um mês inteiro. Mas, como não tínhamos esse tempo todo, tivemos que nos virar não nos 30, mas em 20 dias. E isso pra dividir entre três países!

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Com tudo devidamente “bookado” e “esquematizado”, deu pra otimizar o tempo sem tornar a viagem uma corrida maluca. Juro! Óbvio que também fizemos escolhas de Sofia. Excluimos do roteiro Chiang Mai e as ilhas do lado leste da Tailândia; Laos; Hoi Chi Minh (antiga Saigon), no Vietnã; além de Phnom Penh, capital do Camboja. Se eu tivesse que mudar algo no roteiro abaixo, tiraria Hue e aumentaria uma noite em Hanói:

exemplo de roteiro para Sudeste Asiático

20 dias que renderam muito!

Optamos por levar uma sova logo de cara. Aproveitando que chegaríamos por Bangkok, o maior aeroporto do Sudeste Asiático, planejamos emendar outro voo pra Phuket e, de lá, um barco pra ilha de Koh Phi Phi, na Tailândia. A manobra era arriscada porque qualquer atraso numa das pernas do itinerário poderia provocar a perda de uma reserva. Mas deu tudo certo e eis que um táxi, quatro voos, cinco aeroportos, um transfer, um barco e 37 horas depois de deixarmos nossas casinhas em BH desembarcamos no paraíso. A opção por essa gincana foi pra evitarmos dividir a hospedagem em Bangkok em duas partes (já que o voo da volta sai de lá) ou então ter que voar de outro lugar pra Bangkok no dia de ir embora pro Brasil e passar por tudo isso no retorno (o que seria pior, porque o voo deixará a cidade às três da matina).

phiphi

Phi Phi: recompensa depois da maratona!

Sobrevivemos à via sacra graças, em parte, à qualidade do serviço da Etihad Airways, considerada recentemente uma das melhores companhias do mundo. O avião é de primeira, a seleção de filmes tem mais de 100 títulos (alguns ainda em cartaz nos cinemas) e os comissários são eficientes. Sem contar a excelente curva custo-benefício. Foi a menor tarifa que encontrei em quatro anos de pesquisa.  Fica-dica 1 de viagem: recomendo! E engato a fica-dica 2: se optar pelo arranca-couro, fique esperto pra marcar o voo seguinte saindo do mesmo aeroporto, como fizemos (Bangkok tem dois!).

Fique atento porque alguns lugares, como a Tailândia, podem exigir certificado internacional de vacinação contra a febre amarela. E outras vacinas, apesar de não obrigatórias, também são importantes. Alguns países também exigem visto. Leia mais sobre o assunto aqui.

Quando ir: cada país tem uma peculariedade. Mas, generalizando, dá pra dizer que a temporada seca vai de novembro e abril. Tivemos que ir no finzinho dessa chamada alta estação, na segunda quinzena de abril. O calor estava de matar, mas praticamente não choveu. Se caísse água, teria complicado bastante a viagem.

Próxima (ou primeira) parada: Ásia – vacinas e vistos

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