Hoi An

Optamos por fazer dos 120km que separam Hue de Hoi An não apenas um deslocamento, mas um passeio. Por 70 dólares (quase o dobro da diária, portanto) contratamos um transfer para o outro hotel. No caminho, uma rápida parada na praia Lang Co, mas nem entramos na água.

A praia era bonita, mas o tempo não ajudou muito!

A praia era bonita, mas o tempo não ajudou muito!

Depois, seguimos por uma rota cênica, a Hai Van Pass, considerada uma das mais bonitas do Vietnã. O carro vai subindo, subindo, subindo até o topo de uma montanha. Não vimos nada lá de cima, por causa de uma neblina fortíssima (pelo menos estava fresco. Rs).

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Minha parceira de viagem aproveitou para comprar brincos de pérolas, comuns na região. Ela já tinha visto alguns, na paradinha caça-níquel da praia de Lang Co, mas o preço não estava muito bom. Dessa vez, quem veio oferecer as peças foi um superpeça-rara, marido de uma mulher muito simpática. Pelo menos minha amiga ajudou a família com as comprinhas. Depois desse encontro nas alturas, foi só descermos um pouquinho para o céu ficar aberto e nos depararmos com a vista de outra linda praia!

Quem disse que o Vietnã não tem praias lindas?

Quem disse que o Vietnã não tem praias lindas?

Depois, a gente passou por dentro de Da Nang, uma cidade grande, mais moderna e com uma bela orla, já dominada por investidores americanos. E, finalmente, fomos a uma montanha de mármore! Do alto (chega-se de elevador, se quiser), uma vista da praia de Da Nanang, pagodas, Buda gigante, caverna. Aos pés dela, um sem-fim de tralhas à venda, todas de mármore, claro! Fica-dica 1: tudo-muito-pra-turista ver. De qualquer forma, deu pra conhecer um outro lado do Vietnã.

A orla de Da Nang, dominado por empreendimentos americanos!

A orla de Da Nang, dominado por empreendimentos americanos!

Chegamos a Hoi An no comecinho da tarde. Achamos logo o mercado, onde comemos o prato mais típico da cidade. Cau Lau é noodles com carne de porco, pedacinhos de noodle fritos (que ficam com gosto da pele do bicho, porque são feitos no mesmo óleo) e um montão de verduras cruas. De tão famintos, até gostamos.

O mercado de Hoi An

O mercado de Hoi An

O famoso Cau Lau

O famoso Cau Lau

Quem anda por ali tem a sensação de que Hoi An parou no tempo, apesar dos quase 80 mil habitantes. Ancient Town virou patrimônio da Unesco por ser um dos lugares que mais conservaram as características dos entrepostos comerciais do sudeste asiático, que existiam desde o século XV.

O tempo passa lentamente em Hoi An!

O tempo passa lentamente em Hoi An!

Hoje, o comércio é dentro das casinhas ou na rua mesmo. Hoi An ficou turística, turística, mas nem a gringolândia tira o encanto. É como se aquelas paredes amarelas gastas, os barquinhos coloridos e as lanterninhas, mimosas mesmo apagadas, quisessem fazer jus ao significado do nome da cidade: lugar de encontro tranquilo (principalmente para os padrões vietnamitas).

Uma esquina qualquer de Hoi An

Uma esquina qualquer de Hoi An

Não é um charme?

As lanternas estão por toda parte!

De tão bucólico, passou batido pelos americanos durante a Guerra do Vietnã e escapou da destruição. Existe um bilhete que dá direito a ver seis atrações no centrinho. Fica-dica 2: esqueça isso. Deixe-se perder! Não literalmente, claro, porque são só três ou quatro ruas principais na parte antiga, incluindo a beira-rio, todas fechadas pra carro.

Cena típica: uma vietnamita e a tradicional balança

Cena típica: uma vietnamita e a tradicional balança

A ponte que separa Ancient Town dos bares na outra margem do rio

A ponte que separa Ancient Town dos bares na outra margem do rio

Encontre a ponte japonesa, construída pra estreitar os laços com a comunidade nipônica, que ficava do outro lado do rio, e virou uma espécie de cartão-postal. Cogite encomendar uma roupa sob medida numa das muitas lojinhas especializadas que fazem a fama de Hoi An (eles prometem entregar em menos de 24h), desista da ideia, considere a façanha de fazer caber uma lanterninha na sua mala, desconsidere e, quando assustar, estará na hora de voltar ao hotel.

A ponte japonesa de Hoi An

A ponte japonesa de Hoi An

Uma das muitas lojas de roupa sob medida

Uma das muitas lojas de roupa sob medida

Fizemos isso no fim da tarde, pegamos uma piscina pra refrescar e, de banho tomado, voltamos ao centro pra ver aquilo tudo de novo, só que iluminado pelas centenas de lanterninhas, que são quase um símbolo da cidade.

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Lá, trombamos com Amelie e Nicola, lembram? Os do trem! Eles nos reconheceram e nos chamaram pelos nomes (fofoletos como Ancient Town). Um blogamigo comparou Hoi An a Paraty mas, huuumm, sei não. A mosquitada que sai do rio Thu Bon à noite e o assédio de ambulantes vendendo topo tipo de produto tiram um pouco do glamour, que a “versão fluminense” tem de sobra. No dia seguinte, deu praia.

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Cua Dai, em Hoi An, Vietnã!

A cidade tem algumas nos arredores. Ficamos com preguiça de alugar uma bike pra ir. Fica-dica 3: alguns hotéis emprestam de graça. A praia mais próxima é An Bang, a 2,5km.

Hoi An Beach Resort

Hoi An Beach Resort

Fomos a Cua Dai, a 5km, porque o hotel oferecia transfer até a unidade deles que fica de frente pro mar, com praia privada e tudo! Ficamos só uma horinha e meia, mas deu pra relaxar e ver que o mar Sul da China é mais frio e tem mais ondas que o Andaman, na Tailândia (pelo menos neste dia). Mas a água estava uma delícia e a areia é branquinha.


Minha impressão de Hoi An?

O que vale a pena: o ambiente bucólico, o charme da cidade e as comprinhas

O que incomoda: o mau-cheiro e os mosquitos da beira-rio e o assédio das pessoas

Permanência: 1 dia e 1 noite – suficientes! Fique mais se quiser curtir as praias (mas você vai encontrar mais bonitas que essas na Ásia) ou alugar bikes para pedalar por até 60km e conhecer pacatas vilas de pescadores

IMG_3423Hospedagem: ficamos no hotel mais metido da viagem (e mais babaca também). O Hoi An Historic, que tem a unidade praiana Beach Resort, é grande, tem spa e uma ótima piscina. Mas, na chegada, a atendente quis confiscar nossos passaportes, não aceitamos e brigamos com ela logo de cara. Tivemos que implorar pra fazer o check-out uma hora depois da regra do hotel, a internet não funciona no quarto e eles cobram pelo aluguel da bike. A diária custou 82 dólares, 40 a mais do que pagamos em Hue. Fica-dica 4: evite!

Próxima parada: Siem Reap (Camboja) – em breve

Parada anterior: Hue

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Halong Bay

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Chegada a Bangkok

Bangkok

a tumba Khai Dinh fica no alto

Hue

proposta foi minha, admito. Mas minha parceira de viagem aceitou prontamente: viajar os quase 600km que separam Hanói de Hue, num trem noturno, e não de avião. Compramos primeira classe, pra reduzir o risco de uma cilada. Assim que chegamos perto do trem, perguntamos mais de vez e a mais de um funcionário: is it first class? Era! Cabine minúscula com uma beliche de cada lado e caminhas que mal comportavam meu diminuto 1,69m. 

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Fiquei com pena do casal parisiense que estava conosco. Ele: a cara do Aiden do Revenge… e 1,85m! Ela: feinha, mas gente boa, e 1,74m! Nicola e Amelie, em lua de mel pelo Vietnã (isso, sim, uma ideia de girico). Demos sorte de dividir a cabine com eles. Poderia ter sido pior! Bom, Hanói nos esgotou tanto que conseguimos dormir boa parte das 13h de viagem.

beliche trem Vietnã

Aqui dormi!

Ao chegar a Hue, o hotel foi gentil de nos deixar fazer check-in às 9 da matina. Tempo pra um belo banho, antes do passeio agendado para as 10. Hue é uma cidade bem menor e menos caótica que Hanói, com uma agradável orla, a do rio Perfume.

a orla do rio Perfume

Barcos que fazem a travessia do rio Perfume

Hue foi o centro imperial do Vietnã de 1802 a 1945, durante a dinastia Nguyen. As megalomaníacas tumbas contruídas para o repouso eterno dos imperadores são grandes atrações e ficam longe. Daí a necessidade do tour. Por isso e também por causa da sensação térmica modo inferno, que faz você desejar ardentemente os minutos de ar condicionado no carro, nos deslocamentos de um lugar pro outro.

tumba

Paisagem na tumba de Tu Duc

Como tínhamos só um dia, escolhemos as duas tumbas principais. A do imperador Tu Duc fica numa área enorme e tem diversos prédios, a maioria em ruínas, como a tumba da primeira esposa e o espaço que era reservado às concubinas (é que alguns imperadores também moravam ou passavam algum tempo no local que escolhiam pra fazer a bagaça toda). O calor era de ressucitar qualquer esqueleto! Arrastamos nossos restos mortais nos espreitando a cada nesga de sombra até achar onde jazia o tal homem e corremos para o carro.

Aqui jaz Tu Duc

O lugar onde está a tumba propriamente dita!

O motorista nos levou a uma tumba muito mais bonita e conservada, a do Khai Dinh, menor e mais fácil de ser visitada em condições tão adversas. Se tiver que escolher, fica-dica 1: vá a esta: 

a bela tumba Khai Dinh

a tumba do jovem imperador

Entrada da tumba de Khai Dinh

Khai Dihn foi construída num ponto mais alto. E, lá de cima, a vista é muito, muito bonita. O lugar é cercada de verde e o palácio onde está a tumba tem detalhes delicados nas paredes, portas, teto, em todos os cantos.

trabalhos nas paredes da tumba Khai Dinh

A riqueza está nos detalhes!

Em seguida, fomos ao pagode Thien Mu, maior e com atmosfera mais calma que os de Hanói. Lá, vimos monges de verdade rezando! De todos os templos, foi o que mais passou aquela sensação boa de paz. Como a tumba Khai Dinh, fica num lugar mais alto e oferece um visual muito bonito do rio Perfume.

lugar de paz e tranquilidade em Hue

do Thien Mu, dá pra ver o rio Perfume

Thien Mu

A última parte do passeio foi a Citadela. Parte da muralha que protegia essa área inteira, e que era a Hue original, já não existe mais. No interior desse grande retângulo, havia dois outros: a Cidade Imperial, sede política e religiosa, e, dentro dela, a Cidade Proibida, onde viviam o Imperador e sua família. É como se fosse uma caixinha, dentro de outra e dentro de outra. Mas não sobrou quase nada, porque Hue foi uma das cidades mais destruídas durante a guerra do Vietnã, que eles chamam de Guerra Americana.

cidade proibida

cidade imperial Hue

Citadela

Voltamos pro hotel derretidos, depois de 6h (é o máximo que o corpo aguenta). Fica-dica 2: recomendo fortemente o tour privado porque não dá pra ficar à deriva por aqui. São 45 dólares muito bem gastos, pra ter um carro com motorista à disposição durante todo esse tempo. Como não conseguimos ficar parados mesmo, tomamos só um banho rápido e saimos de novo. Queríamos conhecer o mercado popular Dong Ba. Negociamos a travessia do rio Perfume por três dólares e, quando entramos no barco, uma cena cortou nosso coração. Parece que a família do barqueiro mora toda ali. Assim que entramos, a sobrinha dele (com um dos melhores Inglês que ouvimos no Vietnã) tentou nos vender tranqueiras. Era esperta, muito esperta e, ao mesmo tempo, tinha uma pureza no olhar! Aliás, notamos isso nos vietnamitas. São sofridos, trabalhadores, mas amáveis e gentis. É um país pobre. A indústria produz muito, de roupas a eletrônicos, mas quem lucra são os gringos que vem buscar mão de obra barata. Na agricultura, só perdem pra Tailândia, no arroz, e para o Brasil no café (o deles é delicioso). Levei um pouco para o Brasil.


 Minha impressão de Hue?

O que vale a pena: o astral da cidade, mais organizada que Hanói (bem menor também, né, com cerca de 350 habitantes) e o fato de conhecer um pouco da história imperial. Os lugares rendem lindas fotos.

O que incomoda: a distância das atrações e, claro, o calor de abril.

Permanência: 1 noite e 1 dia – na boa, achei suficiente, principalmente porque não queria ir à zona desmilitarizada, fora da cidade. Mas, se eu pudesse refazer o roteiro, seria a parada mais descartável da viagem. Talvez tivesse sido melhor ficar um dia a mais em Hanói-Halong, por exemplo.

Hospedagem: adoramos o Orchid Hotel, bem localizado e com funcionários atenciosos, que organizaram tudo pra gente. A diária custou 42 dólares, pelo Booking.com, o café da manhã era espetacular e o quarto tinha computador!

Orchid Hotel - Hue

Fartura de frutas no café da manhã do Orchid Hotel.

Próxima parada: Hoi An

Parada anterior: Halong Bay

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Bangkok

Halong Bay

É um grande dilema pra quem tem pouco tempo e quer ver muita coisa: fazer tudo um pouquinho mais rápido ou cortar algo do roteiro para se dedicar melhor aos destinos escolhidos. Bom, pelas razões explicadas no post “Sudeste Asiático em 20 dias“, escolhemos a primeira opção.

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Conhecemos Halong Bay, a atração mais famosa do Vietnã e patrimônio natural da Humanidade, num bate-volta. Muita gente sugere fazer o passeio de pelo menos dois dias, porque o esquema é puxado! Saindo de Hanói, são 3,5 horas pra ir e o mesmo tanto pra voltar. Mas, como não teríamos tempo mesmo (e também porque lemos relatos de blogamigos que não curtiram a experiência de dormir no barco), fizemos o temido tour de um dia. É loooongo! E muita gente o evita, por ser cansativo e não explorar tão bem a região (no fim do post, você confere se eu recomendo ou não a experiência). Havíamos chegado a Hanói na noite anterior e, logo cedo, um microbus com um guia supersimpático e falante nos pegou pro tal passeio. Contratamos o tour pela internet, ainda no Brasil, e fica-dica 1: economiza um tempo danado e funciona direitinho.

passeio de barco por Halong Bay

Cartão-postal do Vietnã

Durante o trajeto, é fácil entender por que muita gente recomenda os passeios de dois os três dias. Apenas 150km separam Hanói de Halong, mas o trânsito não flui. O microbus não passa dos 50km Pela janela, algumas cenas do Vietnã real, com fábricas, trabalhadores, plantações de arroz, cidades à beira da estrada, mas nada realmente bonito de se ver. A viagem inclui uma daquelas paradas caça-níqueis pra esticar as pernas, usar o banheiro e, claro, se encher de bugigangas. Fica-dica 1: não esqueça o lanchinho, porque é tudo mais caro nesse lugar. A empresa prometeu água no microbus, mas não tinha pra todo mundo. Então, leve a sua também. E não compre nada. Cometi esse erro e paguei 17 dólares por um produto que encontrei por 4 na volta à cidade.

estrada entre Hanói e Halong Bay

O caminho é feio!

No porto de Halong City, entramos no barco, onde é servido o almoço, com direito a uma bebida. A refeição está incluída no preço de 50 dólares por pessoa, assim como o transporte em microbus, a navegação pela baía, além de visitas a uma gruta e a uma vila flutuante. Na vila, a gente escolhe entre pilotar um caiaque ou simplesmente deslizar placidamente a bordo de uma canoa conduzida por um (a) vietnamita com chapeuzinho de cone. Clichê? Imagina!

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O rango estava bom!

Não é força, é técnica! A moça da canoa ao lado era craque.

Não é força, é técnica! A moça da canoa ao lado era craque.

Halong Bay tem quase 2000 ilhotas que emergem do Golfo Tonkin, formando o tão falado cenário. Bonito? Com certeza. Inesquecível? Acho que não, especialmente por estar ainda impactado pelos impressionantes paredões de Railay (bem diferentes, é verdade). A atração principal, que é o passeio de barco até o centro da baía, dura 40 minutos (se muito).

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A canoinha passa por dentro de túneis que revelam paisagens incríveis e a gruta é uma gruta, né? Só que essa com um detalhe polêmico: iluminação ultracolorida pra “valorizar” as formas. Li relatos de muitos blogamigos detonando o “efeito” de gosto duvidoso. Mas, sinceramente, nem me incomodou tanto.

O barquinho vai...

O barquinho vai…

Essa foi tirada de dentro da canoa!

Essa foi tirada de dentro da canoa!

Tire suas conclusões sobre a iluminação nada natural da gruta!

Tire suas conclusões sobre a iluminação nada natural da gruta!

Depois de encarar a estrada de novo, chegamos a Hanói lá pelas 20h30, pouco mais de 12 horas depois, portanto, do horário em que nos buscaram no hotel. Foi desgatante? Muito. Só que… na boa? Até gostaria de fazer tudo com mais calma, mas não sei se teria paciência pro tour de dois dias (o de três nem pensar), principalmente com templo nublado, como o que pegamos. De qualquer forma, fica-dica 2: gostei do serviço da South Pacific Travel. O único senão foi a quantidade insuficiente de água (não ficamos sem as nossas, porque estávamos lá na frente do busão, que nem dois decalques de parabrisa. Rs). Se preferir a operadora mais conhecida, fica-dica 3: escolha a Handspan, indicada pelo Lonely Planet.

A magnitude de Halong Bay!

O bate-volta deixou marcas. De tão açoitados, faltou-nos gás pra curtir a segunda (e última noite) em Hanói. Precisávamos estar inteiros para curtir o dia seguinte, o único que teríamos para conhecer Hanói.

Próxima parada: Hue

Parada anterior (e, de certa forma, também a próxima): Hanói

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Depois da gincana na saída de Railay, um voo da Thai de 4h30 (incluída a escala em Bangkok) nos levou a Hanói, no Vietnã. Fica-dica 1: o aeroporto internacional Suvarnabhumi, em Bangkok, é enorme! Tivemos meia hora pra achar o outro portão e chegamos no limite pro embarque. Falando sobre o Vietnã, o país exige visto. O processo via Embaixada dá uma trabalheira danada, implica em mandar o passaporte pelos Correios pra Brasília e é mais caro que o tal “Visa on arrival”, opção que acabamos escolhendo. Funciona assim: você compra uma carta-convite pela internet, recebe um pdf com o documento e imprime. Na chegada, apresenta a carta, um formulário preenchido e uma foto. Vários sites oferecem o convite. Fica-dica 2: escolhemos o myvietnamvisa.com e pagamos 20 dólares cada um usando cartão de crédito. Os dois nomes vieram na mesma carta. No aeroporto, pagamos 90 dólares (45 cada) e entregamos tudo. Em minutos, a puliça devolveu os passaportes com o visto. Parece arriscado, mas dá certo. Fica-dica 3: leve o dinheiro trocado! E fica-dica 4: esse processo só pode usado pra quem chega de avião.

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Contratamos o transfer com o hotel por 18 dólares, porque chegaríamos tarde e cansados. Nosso hotel fica no Old Quarter, pertinho do Lago Hoam Kien, um highlight de Hanói. Ficamos assustados porque a fachada (?!?) era só uma portinha pra um bequinho que levava à recepção. É que Hanói cobra imposto de acordo com a frente do lote e não pelo tamanho da construção. O hotel é, sim, muito bom e no meio dessa região que é megaturística e, ao mesmo tempo, parte do cotidiano dos moradores.

A entrada discreta...

A entrada discreta…

... e o excelente quarto do  do Golden Sun Villa Hotel!

… e o excelente quarto do do Golden Sun Villa Hotel!

O Old Quarter é, por assim dizer, onde Hanói é mais Hanói. Como descrever o bairro? É um labirinto de 50 ruas estilo 25 de março, só que bem mais caóticas. Os fios formam um emaranhado inacreditável e as ruas são estreitas e quase temáticas (tem a da seda, a dos sapatos, a do artesanato, etc). É possível encontrar toda sorte de quinquilharia, incluindo as bagaceiras falsificadas.

A confusão do Old Quarter

A confusão do Old Quarter!

A confusão do Old Quarter!

Na noite da chegada, tivemos força apenas pra jantar no Green Mango, pertinho do hotel. Fica-dica 5: a sopa de frutos do mar mais bem temperada que provei na vida se chama Pho hai san, em bom vietnamita. Legal foi pagar a conta: 462 mil dongues! Explico: é que viajar pelo Vietnã nos deixa milionários. Quando trocamos 50 dólares no hotel, a moça nos deu 1.050.000 na moeda vietnamita, já que 1 dólar vale 21 mil dongues. Ah, e os preços aqui são baixos, bem mais que nos lugares que visitamos na Tailândia. Pagamos 45 dólares pelo quarto de primeira com o melhor café da manhã da viagem.

Ricos!

Ricos!

No dia seguinte, um tour contratado pela internet, ainda no Brasil, nos pegou logo cedo pra um passeio por Halong Bay (leia aqui como foi). O bate-volta durou o dia inteiro e deixou marcas. De tão açoitados, faltou-nos gás pra curtir a segunda (e última noite) em Hanói. Restava-nos um dia, só um dia, para conhecer o basicão de Hanói. E, acredite, conseguimos. Tudo bem que a pessoa tem que tipo turista profissional. Não dá pra sentar num banquinho e ver o movimento, por exemplo (você não vai querer mesmo porque o clima de sauna é pior pra quem tá parado). O city tour custa 40 dólares por pessoa. Fazendo tudo por conta própria, no nosso tempo, gastamos menos de 18 dólares no total, incluindo táxis e entradas. Começamos pelo mausoléu do herói nacional Ho Chi Minh (porque fica-dica 6: fecha às 11h30). É lá que repousa o corpo preservado há mais de quatro décadas (anualmente, o defunto recebe um tapa no visual na Rússia). O complexo tem ainda palácio, prédios e objetos ligados ao ex-presidente.

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Complexo Ho Chi Minh

Complexo Ho Chi Minh

Coladinho a ele, está o pagoda (ou templo) One Pillar, pra lá de caído (fica-dica 7: passe direto). Pegamos um táxi pra outro pagoda, o Tran Quoc, este bem-cuidado (fica-dica 8: também fecha às 11h30).

Tran Quoc

Tran Quoc

Seguimos a pé (é chão, mas o itinerário é interessante) rumo à Torre da Bandeira e ao Museu do Exército. No caminho (por isso é bom andar), nos deparamos com a Velha Citadela, vestígios da Hanói original, que nenhum blogamigo indicou, mas eu faço isso agora (fica-dica 9). Depois, só passamos pela torre e pelo museu (que ficam em frente à estátua do Lênin!) pra chegar até o Templo da Literatura, atração obrigatória de Hanói.

A velha citadela

A velha citadela

Clichê dos clichês!

Clichê dos clichês!

Estudantes tirando fotos de formatura no Templo da Literatura!

Estudantes tirando fotos de formatura no Templo da Literatura!

Ainda a pé, sentamos nuns banquinhos plásticos tipo de criança (tradição da cidade) pra tomar a não menos tradicional Bia Hoi, a cerveja não-industrializada, bem popular e barata. Passamos na estação de trem pra trocar nosso recibo pelos tickets e pegamos um táxi até o lago Hoan Kiem, já no Old Quarter, pra ver o templo talvez mais famoso, o Ngoc Son, com sua ponte vermelha. Fica-dica 10: achamos os pagodas todos meio parecidos. O mais bonito é o Tran Quoc, que também fica num lago.

O famoso lago Hoam Kien

O famoso lago Hoam Kien

Chegamos ao hotel às 4 da tarde pra um ultranecessário banho e pra ficar uma hora no ar condicionado (a fofa do Golden Sun Villa Hotel deixou fazermos check-out às cinco da tarde). Faltou alguma coisa? Sim! Não fomos à Ópera de Hanói e à Catedral São José (só vimos a fachada delas durante o cata-cata de turistas pro passeio de Halong), nem à prisão Hoa Lo. Não peruamos no French Quarter, área bem mais chique que o restante da cidade (apenas circulamos de microbus por lá durante o cata-cata). E não assistimos ao turisticaço show aquático de marionetes. Mas, pra mim, ficou de bom tamanho.

O charmoso caos de Hanói

O charmoso caos de Hanói


Minha impressão de Hanói?

O que vale a pena: o choque cultural, o caldeirão de influências e a rica história

O que incomoda: o caos total e absoluto (embora seja também o charme) e o clima de selva amazônica, no fim de abril

Pergunta básica: não dá curto circuito nesses fios?

Pergunta básica: não dá curto circuito nesses fios?

Permanência: 2 noites (sendo 2 dias inteiros, um deles dedicado a Halong Bay) – talvez eu fizesse o passeio de dois dias em Halong (mas só pra minimizar o estrago da volta) e ficasse mais um dia em Hanói (embora sem muita certeza se teria controle emocional pra suportar o stress). Dizem que o trânsito aqui só não é pior que o da Índia, com carros e 5,5 milhões de motos vindos de todas as direções.

A moça segue destemida!

A moça segue destemida!

Fiz a minha versão do já manjado vídeo registrando a experiência de atravessar a rua no meio dos veículos, na cara e na coragem. Pode até ser divertido, mas é também um pouco enlouquecedor.

Hospedagem: ficamos no altamente recomendável Golden Sun Villa e sua incrível curva custo-benefício. Mas há outras ótimas opções muito perto dele, no Old Quarter.

Próxima parada: Halong Bay

Parada anterior: Railay Beach

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Ásia – vacinas e vistos

Além de passagens, hotéis, passeios e roteiros, o visitante que decide visitar o interessante e maravilhoso continente asiático precisa se preocupar com duas questões: vacinas e vistos. Alguns países, como a Tailândia, exigem  um certificado internacional de vacina contra a febre amarela quando o turista entra no país (fica-dica 1). VacinaSe você não recebeu essa imunização nos últimos dez anos, procure a rede pública de saúde brasileira, que oferece a vacina gratuitamente e, em seguida, um Centro de Orientação de Viajantes, levando o cartão de vacinação, para emissão do tal certificado (fica-dica 2). Em alguns centros, é possível fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Se a sua chegada for por Bangkok, fica-dica 3: passe no Health Control do aeroporto antes de tudo porque senão vai enfrentar a fila da Imigração à toa (como já sabíamos, não perdemos tempo). Outras vacinas, apesar de não-obrigatórias, são recomendadas (fica-dica 4): Hepatite B, além de triviral e difteria/tétano (essas duas caso você não saiba se tomou na infância) são fornecidas “pela Dilma”. Hepatite A e febre tifóide são particulares. Os mais cautelosos (ou que vão entrar em buracos mais perigosos ou por mais tempo) ainda encaram a antirábica e a vacina contra encefalite japonesa. Assim que conhecemos o saneamento nada básico e a mosquitada tropical de alguns dos lugares por onde passamos, entendemos por quê.

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Angkor e a natureza exuberante do Camboja!

comidaNa consulta (também oferecida pela Dilma, quando você procura o certificado contra febre amarela), o infectologista indica o repelente  à base de icaridina como item de série da viagem (fica-dica 5). Compramos no Brasil. O dotô também recomenda cuidado com a água (consequentemente, o gelo) e os alimentos, principalmente os crus (fica-dica 6).

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Além de tudo isso, fica-dica 7: descubra se o (s) país (es) que você vai visitar exige (m) visto. Como se vê, viajar pra Ásia exige fôlego e uma boa logística, especialmente se você é adepto do planeje-você-mesmo, como eu. Mas tudo fica mais fácil quando uso as dicas dos meus mais de 40 blogueiros de viagem de estimação, de quem sou seguidor fiel e assíduo. Espero que as minhas seja úteis também pra você!

Próxima parada: Phi Phi

Parada anterior: Sudeste Asiático em 20 dias

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Sudeste Asiático em 20 dias

O tempo não era ideal para uma primeira incursão ao Sudeste Asiático, principalmente pra quem queria ter uma visão geral da região. Precisaríamos de pelo menos um mês inteiro. Mas, como não tínhamos esse tempo todo, tivemos que nos virar não nos 30, mas em 20 dias. E isso pra dividir entre três países!

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Com tudo devidamente “bookado” e “esquematizado”, deu pra otimizar o tempo sem tornar a viagem uma corrida maluca. Juro! Óbvio que também fizemos escolhas de Sofia. Excluimos do roteiro Chiang Mai e as ilhas do lado leste da Tailândia; Laos; Hoi Chi Minh (antiga Saigon), no Vietnã; além de Phnom Penh, capital do Camboja. Se eu tivesse que mudar algo no roteiro abaixo, tiraria Hue e aumentaria uma noite em Hanói:

exemplo de roteiro para Sudeste Asiático

20 dias que renderam muito!

Optamos por levar uma sova logo de cara. Aproveitando que chegaríamos por Bangkok, o maior aeroporto do Sudeste Asiático, planejamos emendar outro voo pra Phuket e, de lá, um barco pra ilha de Koh Phi Phi, na Tailândia. A manobra era arriscada porque qualquer atraso numa das pernas do itinerário poderia provocar a perda de uma reserva. Mas deu tudo certo e eis que um táxi, quatro voos, cinco aeroportos, um transfer, um barco e 37 horas depois de deixarmos nossas casinhas em BH desembarcamos no paraíso. A opção por essa gincana foi pra evitarmos dividir a hospedagem em Bangkok em duas partes (já que o voo da volta sai de lá) ou então ter que voar de outro lugar pra Bangkok no dia de ir embora pro Brasil e passar por tudo isso no retorno (o que seria pior, porque o voo deixará a cidade às três da matina).

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Phi Phi: recompensa depois da maratona!

Sobrevivemos à via sacra graças, em parte, à qualidade do serviço da Etihad Airways, considerada recentemente uma das melhores companhias do mundo. O avião é de primeira, a seleção de filmes tem mais de 100 títulos (alguns ainda em cartaz nos cinemas) e os comissários são eficientes. Sem contar a excelente curva custo-benefício. Foi a menor tarifa que encontrei em quatro anos de pesquisa.  Fica-dica 1 de viagem: recomendo! E engato a fica-dica 2: se optar pelo arranca-couro, fique esperto pra marcar o voo seguinte saindo do mesmo aeroporto, como fizemos (Bangkok tem dois!).

Fique atento porque alguns lugares, como a Tailândia, podem exigir certificado internacional de vacinação contra a febre amarela. E outras vacinas, apesar de não obrigatórias, também são importantes. Alguns países também exigem visto. Leia mais sobre o assunto aqui.

Quando ir: cada país tem uma peculariedade. Mas, generalizando, dá pra dizer que a temporada seca vai de novembro e abril. Tivemos que ir no finzinho dessa chamada alta estação, na segunda quinzena de abril. O calor estava de matar, mas praticamente não choveu. Se caísse água, teria complicado bastante a viagem.

Próxima (ou primeira) parada: Ásia – vacinas e vistos

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