Fim de semana em Melbourne

Depois de passarmos o rodo em Melbourne no primeiro dia, tivemos um sábado mais tranquilo (para os nossos padrões, obviamente). Começamos na Fed Square, porque os museus de lá estavam fechados quando passamos na véspera (fica-dica 1: abrem às 10h).

IMG_7588

Fed Square e seus museus

O Australian Center for the Moving Image trata da história do cinema e da TV. É interessante, mas ficamos minutos por lá. The Ian Potter Center pertence à National Gallery e é dedicado à arte australiana. The Atrium é uma galeria de vidro e aço supermoderna, onde estava rolando um mercado de livros.

IMG_7598

The Atrium

Em frente à Fed, saindo pela Flinders, tem um quarteirão de becos bem mais legal que aquele perto do hotel. Procure pela Hosier Lane. De lá, fomos pra Degraves St, uma ruazinha que parece um beco e ferve no sábado, com o agito de bares, restaurantes e gente deslocada. No final da Degraves St, começa Centre Place, misto de beco e galeria retrô.

IMG_7611

DCIM100GOPROGOPR0192.

Depois, pegamos o Free City Circle até o Queen Victoria Market, o principal mercado deles. Bacana, mas esperava mais. Ao lado, está o Flagstaff Gardens (como essa cidade tem áreas verdes).

IMG_7618

Flagstaff Gardens

IMG_7624

Queen Victoria Market

Pegamos o tram gratuito de novo, desta vez para as Docklands, onde há um porto, o shopping Harbour Town e a roda-gigante Melbourne Star (nos moldes da London Eye). Não entramos nela, porque o ticket era salgado (34 AUD) e achamos que a vista da torre era imbatível.

Voltamos pro hotel, antes das 17h para descansar um pouquinho, porque precisávamos estar no Melbourne Cricket Ground às 18h30. Recebemos um toque, que fica-como-dica 2: uma hora antes dos jogos, é possível conseguir tickets por 25 AUD, pedindo por General Admission. Assim fizemos e deu certo, apesar de ser dia de Richmond (os Tigers) X Essendon (os Bombers), clássico do estado de Victoria pela Liga de Aussie Rules.

IMG_7643

Richmond (os Tigers) X Essendon (os Bombers)

É como se fosse uma mistura de soccer, futebol americano e rugby. Um simpático casal mais velho me explicou tudinho. Era a partida 400 de um jogador de 43 anos, eles disseram, e o estádio recebeu nada menos que 83.804 torcedores para um jogo entre o oitavo e o nono colocados da liga de 18 times.

IMG_7649.JPG

Detalhe: fãs das duas equipes completamente misturados na arquibancada e pouquíssimo policiamento. O negócio é tão organizado que, faltando 40min pro jogo, metade dos assentos estava vazia. De repente, lotou! Sem qualquer tipo de confusão. Clique aqui para ler a resenha oficial do jogo, se estiver interessado. Rs

IMG_7648

Em nosso último dia, domingo, deu praia. Só que não. Mas fomos mesmo assim. Pegamos um trem na Flinders Station para Brighton Beach (fica-dica 3: é preciso comprar o cartão Myki numa loja de conveniência por 6 AUD e carregar o crédito que você precisar. No nosso caso, eram mais 6 AUD para o dia inteiro. OBS: preço de maio/2015).

Se você curte as dicas de Viaje ao Léo, dá um like também na página do Facebook, vai! Assim, você não perde nenhuma postagem!

Em Brighton, ficam as famosas Bathing Boxes, casinhas megacoloridas na praia. São cubículos de madeira sem água nem eletricidade. Mas, para ser dono de um deles, é preciso desembolsar 430 mil AUD.

De lá, pegamos um bus na Esplanade com destino à St Kilda, a praia mais conhecida. Tentamos almoçar no Lentil as anything, um restaurante em que você paga o que achar justo pela comida, mas gostamos muito mais da cara do Iddy Biddy, ao lado (fica-dica 4: recomendo). Chegamos à beira da praia, mas um vento congelante nos impediu de ficar. Deu pra ver que é um lugar muito gostoso. Passamos pelo Luna Park (aqui também tem um) e pelo lindo Palais Theather. Em seguida, pegamos a charmosa Acland St e andamos até a Fitzroy (a principal é cheia de mansões).

Caminhamos um pouquinho até o Albert Park, com o lindo lago que é cenário do GP Austrália de F1. E nossa viagem passou rapidinho, como um carro de corrida. De Melbourne, voltamos para o Brasil depois de 25 dias na Austrália.

DSC_1133~2


Minha impressão de Melbourne:

O que vale a pena: o ambiente cultural/boêmio e a variedade de atrações

Permanência: 3 dias. Achei adequado. Mas poderia ser mais.

Onde ficamos: Causaway Inn On the Mall (cuidado para não confundir porque há três com nome parecido num raio de 100m). Extremamente bem localizado e bastante honesto por 150 AUD/dia e algo raro por aqui: café da manhã.

Clique aqui para reservar seu hotel pelo Booking.com. Você não vai pagar nada a mais por isso, mas vai ajudar o blog!

Próxima parada: O Brasil inteiro em 95 dias

Parada Anterior: Melbourne

Posts relacionados:

Austrália em 25 dias

Chegada a Cairns

Grande Barreira de Corais e Daintree National Park

Whitheaven: a praia mais bonita do mundo?

Airlie Beach e Whitsundays

24h em Brisbane

Gold Coast: a Orlando da Austrália!

Bye, Gold Coast!

Sydney, SUA LINDA!

Domingo em Sydney

I love Sydney!

Great Ocean Road

Além dos 12 Apóstolos e chegada a Melbourne

 

 

Anúncios

Chegada a Cairns

O voo da Lan/Qantas saía de Guarulhos cedinho, às 7h30 de sábado. Por isso, optamos por dormir no hotel do aeroporto na sexta. Eu me senti um japonês naquele quarto de 1,5m X 2,5m do tal Fast Sleep, que mal comportava a beliche e nossas malas. Mas fica-dica 1: conseguimos fazer o check-in na véspera, acordamos DENTRO do aeroporto (a 5 minutos do balcão), e despachamos a bagagem apenas uma hora antes do voo.

Clique aqui para curtir Viaje ao Léo no Facebook!

Bem, foram 4h até Santiago, 14h até Sydney (sim, amigos, 14) e, como somos adeptos do açoite logo na chegada, ainda emendamos outro voo, para aproveitar que estávamos no aeroporto. Se bem que não era exatamente o mesmo. Fica-dica 2: do terminal internacional de Sydney , foi preciso pegar o ônibus T-Bus até o terminal doméstico. E lá se foram mais 3h até o destino final. Eis que 4 voos, 1 táxi e 1 hotel depois, desembarcamos em Cairns, bem ao norte da Austrália.

IMG_5826.JPG

Cairns é a principal porta de entrada para os 2300km da Grande Barreira de Corais que, dizem, pode ser vista até do espaço.

Chegamos quase à meia-noite de domingo, 42h corridas após, portanto, eu deixar minha casa em BH (já descontando as 13h a mais de fuso). Pegamos um shuttle por 11 AUD (dólares australianos) até o Gilligan’s. É um hostel, mas nosso quarto duplo – sério – era grande, novinho, melhor que o de muito hotel. Na Austrália, os albergues costumam ser descolados e bem avaliados. Este, por exemplo, é o ponto do agito. Quando descemos para comer uma fatia de pizza, à uma da madrugada, a boate do hostel estava bombando, cheia de gatos e gatas, 90% deles bêbados e com metade da nossa idade.

Eu me senti na Austrália automaticamente. 

Pensei em interagir um pouco. Mas, após enfrentar essa maratona, sem chance!

IMG_5709

A revigorante floresta de Kuranda

Até porque tínhamos um passeio agendado, ainda no Brasil, para as 11h do dia seguinte. Acordamos às 8 e pouco porque queríamos tomar algumas providências antes de a van nos pegar às 10h30 com destino a Kuranda. É uma antiga vila aborígene no meio de uma floresta.

Clique aqui para reservar seu hotel pelo Booking.com. Você não vai pagar nada a mais por isso, mas vai ajudar o blog!

Para chegar lá, eles nos deixaram no terminal do teleférico Skyrail, que passa por cima da copa das gigantes árvores por mais de 7km. No caminho, duas paradas para apreciar atrações como a cachoeira Baron.

IMG_5713

Kuranda tem belas cachoeiras

Na vila, o visitante escolhe entre passear de barco, conhecer a cultura local, entrar num santuário de coalas, num aviário, num borboletário ou se encher de bugigangas nos mercados. Nada estava incluído no preço, claro, que já era salgado. E tudo era muito para turista ver. Preferimos fazer uma trilha de 3km por dentro da floresta até a estação, de onde o trem partiria às 15h30.

IMG_5754

Pausa para relaxar!

O trajeto de 1h30 é por uma rota cênica, à beira de uma garganta impressionante, passando por cachoeiras, túneis, curvas, etc. Esse tour é muito bonito, relaxante, organizado, bom pra um primeiro dia, blá-blá-blá… Mas, na boa, fica-dica 3: faça se tiver tempo!

IMG_5795

À essa altura, o jet lag já nos matava. De volta à simpática Cairns, ainda tivemos força para dar uma volta pela Esplanade. É uma orla muito agradável onde eles construíram a Lagoon (uma lagoa artificial), com piscina de borda infinita e um calçadão onde sarados nativos se exercitam, em clima de South Beach, Miami.

IMG_5811

Coisa de australiano!

Criaram esse charmoso complexo, porque a água do mar ali não era boa e cheia de perigosas águas-vivas. O lugar estava animado ao entardecer. Comemos num self service chinês no Night Market em frente à orla, antes de voltar ao hotel e desabar na cama antes das oito da noite.

Próxima parada: Grande Barreira de Corais e Daintree National Park‏

Parada anterior: Austrália em 25 dias

Posts relacionados:

Whitheaven: a praia mais bonita do mundo?

Airlie Beach e Whitsundays

24 horas em Brisbane

Gold Coast: a Orlando da Austrália!

Bye, Gold Coast!

Sydney, SUA LINDA!

Domingo em Sydney

I love Sydney!

Great Ocean Road

Além dos 12 Apóstolos e chegada a Melbourne

Melbourne

Fim de semana em Melbourne