Fim de semana em Melbourne

Depois de passarmos o rodo em Melbourne no primeiro dia, tivemos um sábado mais tranquilo (para os nossos padrões, obviamente). Começamos na Fed Square, porque os museus de lá estavam fechados quando passamos na véspera (fica-dica 1: abrem às 10h).

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Fed Square e seus museus

O Australian Center for the Moving Image trata da história do cinema e da TV. É interessante, mas ficamos minutos por lá. The Ian Potter Center pertence à National Gallery e é dedicado à arte australiana. The Atrium é uma galeria de vidro e aço supermoderna, onde estava rolando um mercado de livros.

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The Atrium

Em frente à Fed, saindo pela Flinders, tem um quarteirão de becos bem mais legal que aquele perto do hotel. Procure pela Hosier Lane. De lá, fomos pra Degraves St, uma ruazinha que parece um beco e ferve no sábado, com o agito de bares, restaurantes e gente deslocada. No final da Degraves St, começa Centre Place, misto de beco e galeria retrô.

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Depois, pegamos o Free City Circle até o Queen Victoria Market, o principal mercado deles. Bacana, mas esperava mais. Ao lado, está o Flagstaff Gardens (como essa cidade tem áreas verdes).

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Flagstaff Gardens

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Queen Victoria Market

Pegamos o tram gratuito de novo, desta vez para as Docklands, onde há um porto, o shopping Harbour Town e a roda-gigante Melbourne Star (nos moldes da London Eye). Não entramos nela, porque o ticket era salgado (34 AUD) e achamos que a vista da torre era imbatível.

Voltamos pro hotel, antes das 17h para descansar um pouquinho, porque precisávamos estar no Melbourne Cricket Ground às 18h30. Recebemos um toque, que fica-como-dica 2: uma hora antes dos jogos, é possível conseguir tickets por 25 AUD, pedindo por General Admission. Assim fizemos e deu certo, apesar de ser dia de Richmond (os Tigers) X Essendon (os Bombers), clássico do estado de Victoria pela Liga de Aussie Rules.

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Richmond (os Tigers) X Essendon (os Bombers)

É como se fosse uma mistura de soccer, futebol americano e rugby. Um simpático casal mais velho me explicou tudinho. Era a partida 400 de um jogador de 43 anos, eles disseram, e o estádio recebeu nada menos que 83.804 torcedores para um jogo entre o oitavo e o nono colocados da liga de 18 times.

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Detalhe: fãs das duas equipes completamente misturados na arquibancada e pouquíssimo policiamento. O negócio é tão organizado que, faltando 40min pro jogo, metade dos assentos estava vazia. De repente, lotou! Sem qualquer tipo de confusão. Clique aqui para ler a resenha oficial do jogo, se estiver interessado. Rs

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Em nosso último dia, domingo, deu praia. Só que não. Mas fomos mesmo assim. Pegamos um trem na Flinders Station para Brighton Beach (fica-dica 3: é preciso comprar o cartão Myki numa loja de conveniência por 6 AUD e carregar o crédito que você precisar. No nosso caso, eram mais 6 AUD para o dia inteiro. OBS: preço de maio/2015).

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Em Brighton, ficam as famosas Bathing Boxes, casinhas megacoloridas na praia. São cubículos de madeira sem água nem eletricidade. Mas, para ser dono de um deles, é preciso desembolsar 430 mil AUD.

De lá, pegamos um bus na Esplanade com destino à St Kilda, a praia mais conhecida. Tentamos almoçar no Lentil as anything, um restaurante em que você paga o que achar justo pela comida, mas gostamos muito mais da cara do Iddy Biddy, ao lado (fica-dica 4: recomendo). Chegamos à beira da praia, mas um vento congelante nos impediu de ficar. Deu pra ver que é um lugar muito gostoso. Passamos pelo Luna Park (aqui também tem um) e pelo lindo Palais Theather. Em seguida, pegamos a charmosa Acland St e andamos até a Fitzroy (a principal é cheia de mansões).

Caminhamos um pouquinho até o Albert Park, com o lindo lago que é cenário do GP Austrália de F1. E nossa viagem passou rapidinho, como um carro de corrida. De Melbourne, voltamos para o Brasil depois de 25 dias na Austrália.

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Minha impressão de Melbourne:

O que vale a pena: o ambiente cultural/boêmio e a variedade de atrações

Permanência: 3 dias. Achei adequado. Mas poderia ser mais.

Onde ficamos: Causaway Inn On the Mall (cuidado para não confundir porque há três com nome parecido num raio de 100m). Extremamente bem localizado e bastante honesto por 150 AUD/dia e algo raro por aqui: café da manhã.

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Melbourne

Em nosso primeiro dia inteiro em Melbourne, saímos da City para cruzar o rio, passando em frente à bela estação Flinders e à Fed Square.

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A linda estação Flinders Street

Do outro lado do Yarra, visitamos rapidamente a National Gallery of Victoria (fica-dica 1: de graça) e fomos subir os 88 andares da Eureka Skydeck (fica-dica 2: custa 20 AUD, mas cai para 18 se você conseguir um desses cupons de desconto. OBS: preços de abril ). Lá de cima, vimos uma cidade linda e muitas das atrações que visitaríamos ao longo do dia.

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Dali do alto dá para ver tão legal…

A primeira foi Shrine of Remembrance, um enorme museu/monumento em homenagem aos mortos em guerra, e que também oferece bonitas vistas de Melbourne.

 

De lá, caímos pra dentro dos fantásticos Jardim Botânico e King’s Domain até cruzar o rio de novo em direção à região que concentra alguns dos principais palcos de eventos esportivos, como o AMMI Park, o Melbourne Cricket Ground e a arena Rod Laver, lendária casa do tênis. Na Hirense Arena, a segurança nos deixou entrar sem pagar para ver 5min do campeonato australiano de ginástica, que estava rolando.

De lá, seguimos pro Fitzroy Gardens, agradável área verde, onde fica a Cook’s Cottage, casa dos pais do inglês que iniciou a colonização australiana (que informação fundamental, hein! Kkk). Depois, passadinha rápida pelos prédios do Old Treasury e do Parlamento (porque, à essa altura, estávamos famintos), e paramos pra comer em Chinatown (fica-dica 3: nada especial, assim como o distrito italiano em Lygon St, para onde fomos logo a seguir).

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O Parlamento…

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… e Chinatown

O vizinho Carlton Gardens, sim, vale a pena. Essa bela área verde, com bem cuidados jardins, abriga o Royal Exibhition Building, o Melbourne Museum e o cinema IMAX. Não entramos em nada porque já era fim de tarde.

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Carlton Gardens

Ainda fomos conferir a tal da Brunswick St que, segundo alguns blogamigos, era megadescolada (fica-dica 4: mentiram). Fizemos tudo isso a pé, apesar de Melbourne ter uma rede de transporte muito boa, com algumas opções até gratuitas. Uma delas é o bondinho retrô Free City Circle, que percorre os pontos principais e nos deixou perto do South Wharf, onde fica o DFO. Só pudemos ir lá porque (fica-dica 5) as lojas ficam abertas até as 21h na sexta. Lembram que tudo fecha cedo na Austrália, né?

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O DFO é supostamente um outlet, mas a única coisa barata que achei foi um tênis que me custou 50 AUD a mais em Gold Coast (mesmo assim, muito vantajoso em relação ao Brasil). Ou seja, fica-dica 6: só vá ao DFO se quiser um pisante da Asics e achar que tem sorte suficiente para conseguir esse preço. Saímos de lá correndo, a tempo de encontrar o Melbourne GPO aberto.

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O belo prédio do Melbourne GPO

É uma elegante ex-agência de correios (General Post Office) transformada em centro comercial. Loja mesmo só tem a H&M, a prima inglesa do nossa Renner. Mas o prédio é incrível. Ao lado, fica a Myers, a equivalente australiana da Macy’s. As duas têm preços exorbitantes e estão bem em frente ao nosso hotel, na Bourke St. É legal ficar no centrão, perto dos charmosos becos grafitados, as famosas lanes.

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Melbourne é mais europeia que Sydney e tem uma dose maior de vida real (tipo gente atravessando fora da faixa, essas coisas). A vocação boêmia/cultural e o agito me lembram São Paulo, às vezes. Talvez pelo clima maluco. Maluco como a cena que me surpreendeu quando eu voltava da balada, depois de uma da madrugada: um cantor de rua dava um show numa esquina qualquer do CBD. E uma galera se juntou pra dançar de um jeito, digamos, espontâneo. Seria um retrato de Melbourne? Não conheço bem a cidade para saber, mas suponho que sim. Adorei.

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