Chapada dos Veadeiros em três dias

A primeira pergunta a ser respondida é: dá para fazer a Chapada dos Veadeiros num bate-volta? Dá! É claro que você vai conhecer apenas uma parte das muitas e belíssimas atrações que se estendem por quilômetros. Apenas de Colinas do Sul a Cavalcante (as duas cidades que ficam nos extremos da chapada), por exemplo, são 180km de estrada.

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Outro aspecto a ser considerado é se vale a pena pegar um avião para ficar tão pouco tempo, porque uma coisa é sair de carro de Goiânia (a 460km do parque) ou de Brasiília (a 260km). E outra coisa é pagar umaboa grana até num voo até uma dessas cidades e ainda ter que percorrer tanto chão até chegar à chapada. Eu acho que fica corrido, mas cada cabeça uma sentença, não é mesmo?

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OK, Léo, eu decidi então que quero fazer um tourzinho básico de três dias. O que devo fazer? O primeiro passo é decidir que cidade vai escolher como base. A Chapada dos Veadeiros tem as pequininas Colinas do Sul e Teresina de Goiás (onde, acredito eu, pouca gente se hospeda), e as mais procuradas Cavalcante, Alto Paraíso e seu distrito mais charmoso: São Jorge.

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Mas o que deve pesar na sua decisão? Basicamente, o que você planeja ver nesse curto tempo, porque não convém ficar indo e voltando demais. Afinal, 90km separam Alto Paraíso, a localização mais central da chapada, de Cavalcante, por exemplo. A seguir, algumas dicas para ajudar na sua escolha:

 

CAVALCANTE

A mais distante das três cidades (para quem vem de Brasília ou Goiânia) é a melhor pedida para quem deseja ver as cachoeiras que muita gente considera as mais bonitas da região: Rio Prata, Santa Bárbara e Capivara. E ainda tem outras como Veredas e a Ponte de Pedra. Eu não fiquei lá, por isso não posso dar um testemunho pessoal, mas dizem que é um local menor e mais rústico que os demais. Com tão pouco tempo, eu levaria em quanto a distância, porque 90km podem parecer pouco, mas faem diferença para quem está fazendo um bate-volta.

 

ALTO PARAÍSO

Para quem vem de Brasília ou Goiânia, é a primeira cidade a aparecer. Como disse acima, é a mais central. Fica mais perto de atrações como a Cachoeira Loquinhas, a Cachoeira dos Couros (dizem que é fantástico) e das Cachoeiras Almécegas (que eu visitei e descreverei no próximo post).  Também segundo relatos que ouvi, é um pouco mais estruturada que Cavalcante, apesar de ser um pouco menor. É também mais econômica, porém menos charmosa, que seu distrito famoso.

 

SÃO JORGE

O distrito, localizado a pouco mais de 30km de Alto Paraíso, foi a opção que escolhi para essa primeira exploração à chapada. Por quê? Basicamente, porque me disseram que era mais romântico e deslocado. E é verdade. Estar hospedado ali já faz parte do passeio. Dali, estávamos a 9km do Vale da Lua (uma das atração bem manjadas, mas imperdível) e a 10km da Cachoeira da Segredo.

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A incrível Cachoeira do Segredo

Para ir às Almécegas, a 28km do distrito, tivemos que voltar quase até Alto Paraíso, mas tudo bem. A estrada é boa e tem uma paisagem linda.

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Mas São Jorge tem outra grande vantagem: está coladinho à entrada principal do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e de suas principais trilhas (apesar de termos optado por não percorrê-las. Vai entender! Mas só no próximo post). Posso dizer que não me arrependo da escolha. Seja qual for a sua, certamente terá dias muito gostosos na chapada.

Próxima parada: São Jorge (Chapada dos Veadeiros)

 

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Pirenópolis

É uma autêntica escapada! A cerca de 130km de Goiânia ou 150km de Brasília, fica um paraíso para quem gosta de cachoeiras (e muito mais): Pirenópolis. Saí de Goiânia, onde moro hoje, às duas da tarde de uma sexta-feira e, às quatro, já estava lá. Isso porque peguei uma tempestade na estrada.

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Na verdade, ainda chovia quando entrei em Piri. E, enquanto matava a fome com um saboroso empadão goiano no Casa Nova, olhando a água cair na Rua Rui Barbosa, pensei: “ih, logo neste fim de semana?”. Mas, como se tivesse lido minha mente, a atendente comentou: “fica, tranquilo! Amanhã, esse céu estará aberto”. Comecei a gostar de Piri ali.

Eu tinha viajado com indicação de uma pousada na rua Aurora. Mas, como tinha parado de chover, ainda estava claro, e a cidade parecia vazia, resolvi andar de pousada em pousada para procurar uma bacana (e com preço camarada), aproveitando para curtir aquele fim de tarde depois de chuva. O charmoso Centro Histórico, com forte influência colonial, lembra um pouco Tiradentes, em Minas Gerais. Mas, antes que alguém questione a minha comparação, esclareço que não quero arrumar confusão com ninguém, pelamooooooor de Deus.

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Rua do Lazer

Pirenópolis é uma das cidades mais antigas de Goiás. Nasceu como “Minas de Nossa Senhora do Rosário Meia Ponte”, por causa da mineração. E hoje é um tesouro. É uma delícia andar pelas ruas tranquilas, e escolher com calma um restaurante ou barzinho. Há vários lugares bacanas na pracinha do Coreto, na Rua do Rosário (mais conhecida como Rua do Lazer), ou na Rua Aurora, que tem muitas pousadas. Foi ali que encontrei a minha, a Canto do Sabiá!

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Quarto da pousada

Quarto superarejado, tudo reformado, banheiro enorme, limpeza impecável, e numa localização incrível, ao lado da Cervejaria Santa Dica, que produz a maravilhosa cerveja artesanal local (mas ela pode ser encontrada em alguns estabelecimentos da cidade).

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Encontrei a Santa Dica na Pizzaria do Alemão, logo na primeira noite. Vale a pena dar uma passadinha por lá. No dia seguinte, depois de um café da manhã reforçado na pousada, parti pra minha primeira cachoeira. Assunto do próximo post.

Próxima parada: Cachoeiras de Pirenópolis – Abade