Hoi An

Optamos por fazer dos 120km que separam Hue de Hoi An não apenas um deslocamento, mas um passeio. Por 70 dólares (quase o dobro da diária, portanto) contratamos um transfer para o outro hotel. No caminho, uma rápida parada na praia Lang Co, mas nem entramos na água.

A praia era bonita, mas o tempo não ajudou muito!

A praia era bonita, mas o tempo não ajudou muito!

Depois, seguimos por uma rota cênica, a Hai Van Pass, considerada uma das mais bonitas do Vietnã. O carro vai subindo, subindo, subindo até o topo de uma montanha. Não vimos nada lá de cima, por causa de uma neblina fortíssima (pelo menos estava fresco. Rs).

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Minha parceira de viagem aproveitou para comprar brincos de pérolas, comuns na região. Ela já tinha visto alguns, na paradinha caça-níquel da praia de Lang Co, mas o preço não estava muito bom. Dessa vez, quem veio oferecer as peças foi um superpeça-rara, marido de uma mulher muito simpática. Pelo menos minha amiga ajudou a família com as comprinhas. Depois desse encontro nas alturas, foi só descermos um pouquinho para o céu ficar aberto e nos depararmos com a vista de outra linda praia!

Quem disse que o Vietnã não tem praias lindas?

Quem disse que o Vietnã não tem praias lindas?

Depois, a gente passou por dentro de Da Nang, uma cidade grande, mais moderna e com uma bela orla, já dominada por investidores americanos. E, finalmente, fomos a uma montanha de mármore! Do alto (chega-se de elevador, se quiser), uma vista da praia de Da Nanang, pagodas, Buda gigante, caverna. Aos pés dela, um sem-fim de tralhas à venda, todas de mármore, claro! Fica-dica 1: tudo-muito-pra-turista ver. De qualquer forma, deu pra conhecer um outro lado do Vietnã.

A orla de Da Nang, dominado por empreendimentos americanos!

A orla de Da Nang, dominado por empreendimentos americanos!

Chegamos a Hoi An no comecinho da tarde. Achamos logo o mercado, onde comemos o prato mais típico da cidade. Cau Lau é noodles com carne de porco, pedacinhos de noodle fritos (que ficam com gosto da pele do bicho, porque são feitos no mesmo óleo) e um montão de verduras cruas. De tão famintos, até gostamos.

O mercado de Hoi An

O mercado de Hoi An

O famoso Cau Lau

O famoso Cau Lau

Quem anda por ali tem a sensação de que Hoi An parou no tempo, apesar dos quase 80 mil habitantes. Ancient Town virou patrimônio da Unesco por ser um dos lugares que mais conservaram as características dos entrepostos comerciais do sudeste asiático, que existiam desde o século XV.

O tempo passa lentamente em Hoi An!

O tempo passa lentamente em Hoi An!

Hoje, o comércio é dentro das casinhas ou na rua mesmo. Hoi An ficou turística, turística, mas nem a gringolândia tira o encanto. É como se aquelas paredes amarelas gastas, os barquinhos coloridos e as lanterninhas, mimosas mesmo apagadas, quisessem fazer jus ao significado do nome da cidade: lugar de encontro tranquilo (principalmente para os padrões vietnamitas).

Uma esquina qualquer de Hoi An

Uma esquina qualquer de Hoi An

Não é um charme?

As lanternas estão por toda parte!

De tão bucólico, passou batido pelos americanos durante a Guerra do Vietnã e escapou da destruição. Existe um bilhete que dá direito a ver seis atrações no centrinho. Fica-dica 2: esqueça isso. Deixe-se perder! Não literalmente, claro, porque são só três ou quatro ruas principais na parte antiga, incluindo a beira-rio, todas fechadas pra carro.

Cena típica: uma vietnamita e a tradicional balança

Cena típica: uma vietnamita e a tradicional balança

A ponte que separa Ancient Town dos bares na outra margem do rio

A ponte que separa Ancient Town dos bares na outra margem do rio

Encontre a ponte japonesa, construída pra estreitar os laços com a comunidade nipônica, que ficava do outro lado do rio, e virou uma espécie de cartão-postal. Cogite encomendar uma roupa sob medida numa das muitas lojinhas especializadas que fazem a fama de Hoi An (eles prometem entregar em menos de 24h), desista da ideia, considere a façanha de fazer caber uma lanterninha na sua mala, desconsidere e, quando assustar, estará na hora de voltar ao hotel.

A ponte japonesa de Hoi An

A ponte japonesa de Hoi An

Uma das muitas lojas de roupa sob medida

Uma das muitas lojas de roupa sob medida

Fizemos isso no fim da tarde, pegamos uma piscina pra refrescar e, de banho tomado, voltamos ao centro pra ver aquilo tudo de novo, só que iluminado pelas centenas de lanterninhas, que são quase um símbolo da cidade.

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Lá, trombamos com Amelie e Nicola, lembram? Os do trem! Eles nos reconheceram e nos chamaram pelos nomes (fofoletos como Ancient Town). Um blogamigo comparou Hoi An a Paraty mas, huuumm, sei não. A mosquitada que sai do rio Thu Bon à noite e o assédio de ambulantes vendendo topo tipo de produto tiram um pouco do glamour, que a “versão fluminense” tem de sobra. No dia seguinte, deu praia.

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Cua Dai, em Hoi An, Vietnã!

A cidade tem algumas nos arredores. Ficamos com preguiça de alugar uma bike pra ir. Fica-dica 3: alguns hotéis emprestam de graça. A praia mais próxima é An Bang, a 2,5km.

Hoi An Beach Resort

Hoi An Beach Resort

Fomos a Cua Dai, a 5km, porque o hotel oferecia transfer até a unidade deles que fica de frente pro mar, com praia privada e tudo! Ficamos só uma horinha e meia, mas deu pra relaxar e ver que o mar Sul da China é mais frio e tem mais ondas que o Andaman, na Tailândia (pelo menos neste dia). Mas a água estava uma delícia e a areia é branquinha.


Minha impressão de Hoi An?

O que vale a pena: o ambiente bucólico, o charme da cidade e as comprinhas

O que incomoda: o mau-cheiro e os mosquitos da beira-rio e o assédio das pessoas

Permanência: 1 dia e 1 noite – suficientes! Fique mais se quiser curtir as praias (mas você vai encontrar mais bonitas que essas na Ásia) ou alugar bikes para pedalar por até 60km e conhecer pacatas vilas de pescadores

IMG_3423Hospedagem: ficamos no hotel mais metido da viagem (e mais babaca também). O Hoi An Historic, que tem a unidade praiana Beach Resort, é grande, tem spa e uma ótima piscina. Mas, na chegada, a atendente quis confiscar nossos passaportes, não aceitamos e brigamos com ela logo de cara. Tivemos que implorar pra fazer o check-out uma hora depois da regra do hotel, a internet não funciona no quarto e eles cobram pelo aluguel da bike. A diária custou 82 dólares, 40 a mais do que pagamos em Hue. Fica-dica 4: evite!

Próxima parada: Siem Reap (Camboja) – em breve

Parada anterior: Hue

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Sudeste Asiático em 20 dias

O tempo não era ideal para uma primeira incursão ao Sudeste Asiático, principalmente pra quem queria ter uma visão geral da região. Precisaríamos de pelo menos um mês inteiro. Mas, como não tínhamos esse tempo todo, tivemos que nos virar não nos 30, mas em 20 dias. E isso pra dividir entre três países!

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Com tudo devidamente “bookado” e “esquematizado”, deu pra otimizar o tempo sem tornar a viagem uma corrida maluca. Juro! Óbvio que também fizemos escolhas de Sofia. Excluimos do roteiro Chiang Mai e as ilhas do lado leste da Tailândia; Laos; Hoi Chi Minh (antiga Saigon), no Vietnã; além de Phnom Penh, capital do Camboja. Se eu tivesse que mudar algo no roteiro abaixo, tiraria Hue e aumentaria uma noite em Hanói:

exemplo de roteiro para Sudeste Asiático

20 dias que renderam muito!

Optamos por levar uma sova logo de cara. Aproveitando que chegaríamos por Bangkok, o maior aeroporto do Sudeste Asiático, planejamos emendar outro voo pra Phuket e, de lá, um barco pra ilha de Koh Phi Phi, na Tailândia. A manobra era arriscada porque qualquer atraso numa das pernas do itinerário poderia provocar a perda de uma reserva. Mas deu tudo certo e eis que um táxi, quatro voos, cinco aeroportos, um transfer, um barco e 37 horas depois de deixarmos nossas casinhas em BH desembarcamos no paraíso. A opção por essa gincana foi pra evitarmos dividir a hospedagem em Bangkok em duas partes (já que o voo da volta sai de lá) ou então ter que voar de outro lugar pra Bangkok no dia de ir embora pro Brasil e passar por tudo isso no retorno (o que seria pior, porque o voo deixará a cidade às três da matina).

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Phi Phi: recompensa depois da maratona!

Sobrevivemos à via sacra graças, em parte, à qualidade do serviço da Etihad Airways, considerada recentemente uma das melhores companhias do mundo. O avião é de primeira, a seleção de filmes tem mais de 100 títulos (alguns ainda em cartaz nos cinemas) e os comissários são eficientes. Sem contar a excelente curva custo-benefício. Foi a menor tarifa que encontrei em quatro anos de pesquisa.  Fica-dica 1 de viagem: recomendo! E engato a fica-dica 2: se optar pelo arranca-couro, fique esperto pra marcar o voo seguinte saindo do mesmo aeroporto, como fizemos (Bangkok tem dois!).

Fique atento porque alguns lugares, como a Tailândia, podem exigir certificado internacional de vacinação contra a febre amarela. E outras vacinas, apesar de não obrigatórias, também são importantes. Alguns países também exigem visto. Leia mais sobre o assunto aqui.

Quando ir: cada país tem uma peculariedade. Mas, generalizando, dá pra dizer que a temporada seca vai de novembro e abril. Tivemos que ir no finzinho dessa chamada alta estação, na segunda quinzena de abril. O calor estava de matar, mas praticamente não choveu. Se caísse água, teria complicado bastante a viagem.

Próxima (ou primeira) parada: Ásia – vacinas e vistos

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