Cachoeiras de Pirenópolis: Dragões

Quando comecei a frequentar Pirenópolis (logo que me mudei para Goiás, em fevereiro de 2017), sempre ouvia dizer que as cachoeiras mais bonitas da região era as do Rosário e as dos Dragões. Talvez por serem mais distantes das outras, eu demorei bastante para conhecer as duas. E, quando finalmente resolvi visitar as dos Dragões, em agosto de 2018, não escolhi o melhor dos momentos. É que a queimada no segundo semestre de 2017 e a pouca quantidade de chuva nos meses seguintes fizeram praticamente secar metade das oito cachoeiras abertas à visitação.

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Justiça seja feita: a moça que nos recebeu na entrada deixou isso bem claro pra gente! Perguntou se tínhamos certeza de que queríamos mesmo fazer o passeio naquele dia, e disse que estavam cobrando apenas metade do valor do ingresso (cujo preço normal é R$ 45,00), em função do pouco volume de água. Como é bem trabalhoso chegar até lá e também por termos lido no Tripadvisor que o lugar estava bonito, apesar da seca, resolvemos encarar.

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Optamos por fazer o percurso sugerido no sentido inverso, ou seja, da oitava para a primeira cachoeira por dois motivos. Primeiro porque tínhamos visto essa dica em blogs. Segundo porque a moça da recepção informou que as cachoeiras 5 a 8 eram as que estavam vazias, e queríamos terminar o dia nas cheias, né?

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Uma trilha bonita e relativamente curta nos levou à 8ª Cachoeira, chamada Rei dos Dragões. O que deveria ser uma queda volumosa em ambos os lados estava reduzida a um fiozinho de água, mais parecido como uma ducha. Tudo bem! Como a oitava é uma das nascentes do passeio, não perdi a oportunidade de tomar um banho gelado e refrescante logo de cara.

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Já a 7ª Cachoeira, a Dragões do Céu, não tinha nadica de nada, coitada. Estava sequinha da Silva. Uma pena!

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Seguimos então para a 6ª, a Dragão Voador, que tem um poção bem legal para banho e uma queda alta. Deve ser imponente quando está cheia.

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Imagino que a 5ª, a Dragão Verdadeiro, também seja um espetáculo, já que a água desce por um paredão. Mas olha só como ela estava:

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OK, o combinado não sai caro, né! Como já estávamos informados sobre tudo isso, não nos abalamos, e seguimos para as quatro primeiras, onde poderíamos enfim nos refrescar.

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Enfim, a quarta!

Foi na 4ª Cachoeira, a Nuvens do Dragão, que encontramos a sombra e a água de que precisávamos. A queda é pequena, mas o banho é daqueles de lavar a alma. Dá para ficar um tempinho debaixo dela, massageando as costas. Gostoso demais!

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A 3ª, Pérola do Dragão, é a mais bonita de todas. Fica num lugar bem aconchegante, com um poço de água cristalina. A queda não é das mais fortes (pelo menos nessa época de seca), mas é até bom que seja assim, pra gente poder ficar bastante tempo. Se der sorte de ter pouca gente, você tem a sensação de que o cantinho foi feito especialmente pra você.

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A 2ª Cachoeira, a Dragão Azul, é mais um local de contemplação, porque fica numa espécie de encosta de frente para uma bonita clareira.

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Na parte alta, alguns lugares gostosos para ficar de bobeira, lagartixando.

Por fim, chegamos à 1ª, a Portão do Dragão. Como a 8ª, ela também é nascente. O charme fica por conta do tronco de árvore inusitado: ele cresceu de lado em vez de para cima. Muita gente fica encostada ali, curtindo aquele poço de água transparente, transparente.

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É isso, aliás, que faz a fama das Cachoeiras dos Dragões. Uma das administradoras nos contou que eles têm se empenhado em adquirir áreas próximas ao local. Quando há pedreiras, elas são desativadas. Assim, contribuem para evitar a degradação do lugar e preservar aquela natureza tão abençoada.

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Saca só a transparência desta água…

As Cachoeiras dos Dragões ficam na área do Mosteiro Zen Eisho-ji, distante 40km do centro de Pirenópolis. Saindo da cidade, é só pegar a GO338 em direção a Goianésia e dirigir 25km até a entrada de uma estrada de terra que leva a diversas cachoeiras, como as famosas Paraíso e Rosário. Para chegar às Cachoeiras dos Dragões, é preciso percorrer um trecho de 15km sem asfalto. Eu recomendo demais esse passeio. Se puder ir na época cheia, melhor ainda. Espero voltar!

Parada anterior: Cachoeiras de Pirenópolis: Sonrisal

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Chapada dos Veadeiros: Cachoeira do Segredo

Vou te contar um segredinho: se o seu carro for 1.0, talvez ele não se dê muito bem no caminho para a Cachoeira do Segredo. Já, já, você vai entender por quê. Bem, em nosso segundo dia na Chapada dos Veadeiros, a gente continuou com o plano de explorar atrações fora do Parque Nacional, porque não estávamos muito dispostos a fazer as longas trilhas de lá, como expliquei neste post aqui.

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Por isso, optamos por conhecer a muito bem recomendada Cachoeira do Segredo. Antes de ir, fica-dica 1: quem compra o ingresso na cidade paga um pouquinho mais barato (35,00 reais contra 40,00 de quem paga na hora –  e ainda pode usar o cartão). Para quem está em São Jorge, é só pegar a GO-239 em direção a Colinas do Sul, e rodar cerca de 9km. Entrando na região da cachoeira, estacionaríamos o carro teoricamente a 3,5km da atração. Mas aí está a pegadinha: a estrada é muito ruim, e meu HB20 1.0 se recusou a seguir viagem quando estava a 1.5km do tal estacionamento. Simplesmente não subia um morrinho coberto de um pó bem fino.

 

Paramos o carro por ali mesmo e o que seriam 3.5km de trilha teriam virado 5km, se não tivéssemos recebido uma carona. Amém! Bom, do estacionamento até a cachoeira propriamente dita, o caminho é muito bonito. A maior parte é em mata fechada mesmo, em contato total com a natureza, mas também há paradas assim:

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Estávamos meio estressados com a história do carro, mas ao chegar à Cachoeira do Segredo, todo o perrengue pareceu pequeno. A queda é altíssima (mais de 100m), o cenário é lindo e o lugar tem uma energia incrível.

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A desvantagem: como não bate Sol, a água é muito, muito gelada. Acho que só vi algo parecido numa viagem à Itália em outubro, mas encarei o desafio!

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Na volta, não conseguimos a bendita a carona, e precisamos fazer 5km de trilha a pé mesmo até onde tínhamos largado o carro. Saindo dali, a ideia era terminar o dia num dos locais de águas termais, que ficam próximos, mas desistimos.

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Paramos para almoçar num lugar bem rústico (o único que fica por perto), antes de voltar para São Jorge. Aqui, fica-dica2: a Cachoeira do Segredo não tem estrutura alguma. Por isso, leve lanche, água, enfim, tudo o que for precisar.

Chapada dos Veadeiros: Cachoeiras Almécegas

Bem, depois de dormimos tranquilos com a decisão de não visitar o Parque Nacional (leia aqui), partimos para o primeiro dia na Chapada! Escolhemos as Cachoeiras Almécegas! Pra quem está hospedado em São Jorge, é só pegar a GO239 e rodar 32 km como se estivesse indo embora, a caminho de Alto Paraíso de Goiás (para quem está em Alto Paraíso, é mais perto: 13km). A entrada custa 40 reais (julho/2018) e dá direito a visitar todas as cachoeiras que fazem parte da Fazenda São Bento.

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Começamos pela Almécegas II, que é menorzinha. A trilha é curtinha e fácil. Como fomos numa época seca, a queda d’água não estava muito cheia, e as pedras ao redor dela estavam perfeitas para estender a toalha e curtir o belo visual. Ficamos um tempão ali, nos divertindo com o casal que estava aprendendo a lidar com um drone. Tive uma pontinha de inveja, porque as imagens de cima devem ser lindas demais.

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Tinha pouca água na Almécegas II…

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… mas dava para ficar esticado nas pedras curtindo este visual!

Em seguida, fomos para Almécegas I. A trilha é um pouquinho mais puxada, mas nada de mais. Já no mirante, antes de chegar, dá para ter uma noção da grandiosidade do lugar. Que beleza de cenário!

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Lá embaixo, a cachoeira é igualmente bonita. Mas, como não bate muito no Sol, estava um pouco frio. A água então… Para entrar nela, foi preciso criar coragem. Mas que banho refrescante!

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Ah, tem umas piscinas naturais acima da cachoeira que não chegamos a visitar. Existe ainda uma outra cachoeira, que leva o nome da fazenda, a São Bento. Estávamos tão satisfeitos com as Almécegas que também nem nos lembramos de passar lá. Mas li que é um grande poço, muito legal para nadar.

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Na Volta a São Jorge, estávamos morrendo de fome, e paramos para almoçar no único restaurante  da estrada, o Rancho do Waldomiro. A tal da matula para dois dá para alimentar com sobra duas pessoas absolutamento famintas (que era o nosso caso).

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Vai uma matula aí?

Passamos o resto do dia de boa na pousada e, à noite, fomos jantar na famosa Risoteria Santo Cerrado, que é um charme. Recomendo!

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Escolha a legenda: 1) um brinde à Chapada ou 2) onde está Wally? kkk