Great Ocean Road

Outro voo da Jet Star de 1h30 (mesmo esqueminha daquele de Gold Coast a Sydney) nos levou de Sydney a Melbourne. Quando chegamos, um desafio nos esperava: a mão inglesa. Alugamos o carro porque queríamos conhecer por conta própria as atrações de uma das estradas mais lindas do planeta, a Great Ocean Road (daqui para frente, vou abreviar pra GOR, OK?).

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12 apóstolos na Great Ocean Road ou, simplesmente, GOR

Bom, sentado naquele que é o nosso banco do passageiro, comecei a dirigir aquele supercarrão da Corolla. A posição do motorista é o que menos incomoda. No volante, o acionamento de setas e limpador de para-brisa é invertido. Toda hora eu dava aquele cleaning no vidro sem necessidade. Mas até que me acostumei a andar pela esquerda o tempo todo e fazer as conversões que parecem estranhíssimas pra gente.

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Fica-dica 1: eu tinha comprado a passagem chegando pelo aeroporto Tullamarine, que é infinitamente mais prático para quem vai ficar em Melbourne de cara. Mas, se sua intenção é pegar um carro e ir direto pra Torquay, por exemplo, porta de entrada para a famosa rota cênica, o distante Avalon é melhor, porque já fica na metade do caminho, os 100km que separam Tullamarine de Torquay, meca do surfe. Tem até museu dedicado ao esporte.

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A maravilhosa Jan Juc, em Torquay, Austrália

Chegamos lá à noite apenas para jantar e dormir. De manhã, fizemos o check-out e fomos logo conhecer a praia mais perto da cidade: a linda Jan Juc. Em seguida, vimos um dos palcos dos shows de Gabriel Medina: a selvagem e lendária (para os surfistas) Bells Beach.

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O que são, o que são? Pontinhos pretos no mar. Bells Beach, em Sydney, claro!

Seguimos mais 40km pela GOR até Lorne, um balneário com casas chiquérrimas e uma praia encantadora. Não sou de ficar indicando “coma tal coisa em tal lugar”, mas, se puder, fica-dica 2: peça o Bacon and egg roll no café The Bottle of Milk (52 Mount Joy Parade). É de comer ajoelhado.

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Bacon and egg roll…

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… na charmosíssima Lorne!

Os 45km entre Lorne e Apollo Bay são de cair o queixo, numa sucessão de curvas inimagináveis, penhascos, rochedos e praias, num visual bem parecido com o Big Sur, da Califórnia.

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Aliás, dizem que a rodovia 01 americana inspirou a construção da GOR. Paramos rapidinho em Apollo, porque queríamos chegar ainda com luz do dia à principal atração da rota: os 12 apóstolos! Por isso, não fizemos parada nos 85 km até lá. Nesse trecho, passamos por dentro do lindo Great Otway National Park, com árvores enormes que fazem um corredor verde em alguns pontos da estrada. 1km antes do grande momento do dia, tem os Gibson Steps, uma escada que leva a uma prainha, de onde se chega perto do primeiro dos apóstolos. É o único lugar em que é possível ver um deles de baixo.

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Gibson Steps, Great Ocean Road

Quando chegamos ao mirante de onde dá pra  admirar os outros, meu Deus, só deu pra pensar: “o Senhor fez um good job here”! Os 12 apóstolos (na verdade apenas oito), são enormes formações calcárias (algumas de 45m), resultantes da erosão, formando um conjunto de enormes rochas que parecem emergir do oceano. Lindo demais.

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12 apóstolos, Great Ocean Road

Ficamos lá nos últimos 40 minutos de luz do dia e tive pena daquelas pessoas que só fazem o puxado bate-volta de Melbourne, com agências de turismo. Como vamos dormir na GOR, poderemos ver tudo de novo, com outra luz. Antes de chegarmos ao hotel em Nirranda (quase no fim dos 243km da rota), passamos por outras atrações. Mas, como já estava escuro, ficaram pro outro dia.

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A gente se hospedou na esquina do nada com lugar nenhum e foi incrível. Parecia uma daquelas fazendas coloniais. Para jantar, precisamos rodar quase 50km para ir e voltar de Allansford, a apenas 13km de  Warrnambool, última parada da GOR (não chegamos a ir lá, nem no dia seguinte, porque a cidade “só” tem um museu marítimo).

 

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Sydney, SUA LINDA!

Depois de 11 dias no maravilhoso Queensland,  finalmente mudamos de estado. Um voo de 1h30 nos levou de Gold Coast para Sydney, a maior cidade da Austrália. Compramos a passagem ainda no Brasil, pelo site da Jet Star, e deu tudo certinho. Custou o equivalente a 75 dólares americanos, mas fica-dica 1: cuidado com o limite da bagagem! Eles são muito rigorosos. Na hora da compra, perguntam quantos quilos você quer despachar e você paga por isso (escolhemos 20kg). E não tente bancar o espertinho e lotar a bagagem de mão, porque ela não pode exceder 7 quilos. É pesada tanto no check-in quanto na fila para entrar no avião.

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Sair do aeroporto de Sydney é mais fácil que roubar eucalipto de coala. Pegamos um trem por 17 AUD e descemos na estação Museum, a 500m do nosso hotel. No total, devemos ter gastado menos de meia hora. Na primeira tarde, tínhamos um compromisso: ir ao Sydney Aquarium. É que comprei um passe que dá direito a três atrações por cerca de 60 AUD (cada uma delas sairia por cerca de 20 AUD), que precisava ser validado no primeiro dia.

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Darling Harbour, onde ficam o Wildlife Sydney e o Sydney Aquarium.

Fomos primeiro ao Wildlife Sydney que, comparado com a versão de Port Douglas, deixa muito a desejar.  Os cangurus não dividem o espaço com a gente (aliás, todos os bichos ficam presos) e, pior, é proibido tocar no coala no estado de New South Wales. Como sabíamos disso, abraçamos o danado quando pudemos. Pelo menos vi o Diabo da Tasmânia em Sydney!

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Sim, esta coisinha miúda é o Diabo da Tasmânia. E as fotos ficaram todas meio tremidas porque o bicho é mesmo muuuuuuito elétrico!

O Aquarium foi mais legal, mas fica-dica 2: é melhor pagar os 40 pela torre que pagar 60 pelos três, principalmente se tiver ido a zoos melhores, como a gente. Tanto o Wildlife quanto o Aquarium ficam em Darling Harbour, uma área antes degradada, que foi revitalizada por causa das Olimpíadas. Hoje, é um centro de lazer com atrações como o Madame Tussaud (outra opção que o turista pode escolher quando compra o passe triplo), o shopping Harbourside, IMAX Theather, restaurantes, bares, cafés e a charmosa ponte pênsil Pyrmont, só pra pedestres, que desfrutam de uma bela vista.

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Quando chegamos, era abertura do Vivid, um festival de luzes que colore os principais pontos de Sydney durante um mês, todos os invernos. Darling Harbour estava uma festa, com aquela iluminação, música e fogos de artifício. Inesquecível e um bom jeito de começar a me apaixonar perdidamente por Sydney.

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No dia seguinte, começamos pelo Capitol Theather, o Paddy’s Market (espécie de camelódromo misturado com Mercado Central) e a pequena Chinatown, pertinho do nosso hotel.

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Fachada do Paddy’s Market

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Chinatown

De lá, seguimos a pé para o lindíssimo Hyde Park, a prefeitura, a St. James Cathedral e o Queen Victoria, um fantástico edifício antigo transformado num elegante shopping. No outro lado do enorme Hyde Park, que é cortado por uma avenida, tiramos foto na St. Mary’s Cathedral.

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Hyde Park

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St Mary’s Cathedral

Em seguida, pegamos a Macquarie St, rua cheia de prédios vitorianos, passando em frente à casa do Parlamento e à linda Bibloteca Pública. Entramos no parque Domain, para ir à Art Gallery of NSW (fica-dica 3: é excelente – tá difícil não adjetivar o texto – e de graça).

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Biblioteca Pública

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Art Gallery of New South Wales

Seguimos então pro Jardim Botânico, de onde tivemos a primeira visão das emblemáticas Harbour Bridge e Ópera House. Mas mantivemos o passo porque queríamos encontrar a tal Mrs Macquaries Chair, que é uma cadeira onde a rainha sentava para ver a baía de Sydney. Fica-dica 4: é uma bobagem, mas o caminho vale a pena. Foi difícil tirar uma foto, porque dois cidadãos resolveram monopolizar o banco que é uma atração turística. Mas, tudo bem! Fazer turismo é isso! Rs

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Vê se tem base um negócio desses! Chega a ser engraçado: eu e os meus novos amigos.

Voltamos pelo calçadão entre o Jardim e a baía, tendo como cenário a ponte e a Ópera, até chegar a Circular Quay, a animada área ao redor do porto, de onde partem os ferries pra diversos lugares.

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Enfim, a Ópera House

Tiramos fotos rapidinho da Ópera House, porque sabíamos que voltaríamos ali muitas vezes durante nossa estada em Sydney, mas queríamos mesmo era alcançar The Rocks, que fica bem ao lado e é o bairro antigo que foi a origem de Sydney. Fomos à The Rocks Market (feira de rua que rola aos sábados e domingos).

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The Rocks…

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… e sua tradicional feirinha!

Depois subimos até o Sydney Observatory, para ver essas belezuras todas do alto. Ainda tentamos ir à Torre de Sydney (do tal passe, lembra?), para uma visão ainda mais de cima, mas quando chegamos estava escuro e preferimos deixar pra outro dia.

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Voltamos pro porto de Sydney, que recebia uma multidão pro Vivid e estava magnificamente iluminado. Vocês devem ter ficado malucos con tanto vai e vem. Sim, andamos por km e km, e terminamos o dia exaustos. Mas encantados.

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Próxima parada: Domingo em Sydney

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Austrália em 25 dias

Quando minha companheira mais usual de viagens me perguntou onde seriam nossas férias de 2015, eu não vacilei: Austrália. Eu precisva completar todos os continentes e 30 países antes dos 40 anos. Era uma meta (meio idiota, eu sei) que tracei em 2013 para me desapegar da Europa. Depois disso,  rolaram as até então inéditas África, Ásia e América Central. Faltava a Oceania.

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Mas como conhecer um continente tão grande e diverso em apenas 25 dias? O que muita gente faz de cara é usar a velha teoria do Jaque. Sabe qual? Já-que eu vou pra Austrália, por que não dar um “pulinho ali” na Nova Zelândia? Fica-dica 1: deixe os pulinhos para os cangurus. Em minha opinião, 25 dias não são suficientes para ver nem a Austrália direito. Deixamos de fora atrações incríveis, como a Tasmânia, o Outback e toda a parte oeste (Perth, Broome, etc), só para citar algumas. Preferimos nos concentrar na maravilhosa costa leste. Claro, depois de muito estudo, porque eu sou famoso por ser viciado em roteiro e planejamento. Veja:

roteiro

Costa leste da Austrália em 25 dias

Aí, você me pergunta: Léo, como percorrer esse país de dimensões continentais? Depende. Avião seria a resposta mais óbvia. Mas uma rápida pesquisa me fez descobrir que a Austrália tem uma fantástica rede de trens, com passes a preços razoáveis. Um deles pode se encaixar nos seus planos. Escolhemos a linha The Spirit of Queensland, que liga Cairns (bem ao norte e porta de entrada para a Barreira de Corais) a Brisbane, bem no meio da nossa rota. Com esse passe, pudemos parar em Airlie Beach, onde ficam as ilhas Whitsundays e Whiteheaven Beach, considerada a praia mais da Austrália.

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A foto não fez jus à beleza da Whiteheaven Beach, porque o clima não ajudou.

Poderíamos ter feitos outras paradas, como Townsville, base para explorar a Magnetic Island, e Hervey Bay, ponto de partida para explorar a selvagem Fraser Island, ou ainda a sofisticada região de Noosa, com charmosas cidades litorâneas. Tenho quase certeza de que teria sido tudo lindo, mas talvez um pouquinho “pretty much the same”. Enfim, optamos por apenas um stop em Airlie Beach. Mesmo assim, valeu a pena? Sim, porque viajar de trem na Austrália é demais, como vocês vão ver nos próximos relatos. A partir de Brisbane, parada final do passe de trem, nos viramos de outras formas. Primeiro, com outro pequeno trecho de trem até Gold Coast, comprado à parte no próprio local.

Orla de Gold Coast

A Inesquecível Gold Coast

De Gold Coast, pegamos um avião até Sydney e outro até Melbourne, ambos comprados diretamente no site da companhia low-fare Jetstar. Recorremos à minha eficientíssima agente de viagens para conseguir uma passagem internacional  que chegava por Cairns e saía por Melbourne. Fica-dica 2: assim, você economiza um trecho interno! Em Melbourne, alugamos um carro para conhecer por conta própria, e no nosso tempo, a Great Ocean Road.

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Tem condição o tanto que a Great Ocean Road é bonita?

Se houve algum senão no roteiro que eu elaborei? Unzinho talvez. Hoje, eu pediria para ela reservar a volta de Sydney, porque, no dia de ir embora para o Brasil, a gente já acordaria na cidade (saindo de Melbourne, tivemos que fazer uma conexão por lá). Não teria feito tanta diferença pra gente comprar os trechos aéreos Gold Coast-Melbourne, Melbourne-Sydney, em vez de Gold Coast-Sydney, Sydney-Melbourne, como fizemos. Mas também não chegou a atrapalhar nossa viagem, não. Foi quase tudo perfeito.

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Amigos para sempre

Ah, faltou dizer: a Austrália exige visto. A gente conseguiu fazer tudo sozinhos, pela internet, sem muito sofrimento. Não vou me alongar falando sobre isso aqui, porque há muitos “blogamigos” por aí explicando direitinho para se faz. Este aqui, por exemplo, explica tim-tim por tim-tim.

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Próxima parada: Chegada a Cairns

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