Chegada a Bangkok

Depois de rodar tanto, a última parada: de Siem Reap a Bangkok. Passamos por aqui ao longo da viagem, mas sem sair do aeroporto. Ao chegar dessa vez, fomos pro hotel usando o transporte público do aeroporto: um trem expresso até a estação Phaya Thai e, de lá, conexão com a rede MRT (metrô) + BTS (SkyTrain) até onde você quiser. Se o seu hotel for perto de uma estação, fica-dica 1: funciona e é barato! Mas demora mesmo assim (não sei quanto tempo levaria de táxi ou ônibus).

Clique aqui para curtir Viaje ao Léo no Facebook!

Saímos do hotel só às 17h e, como já era tarde pra passeio, fomos direto pra região dos shoppings. Ficam coladinhos um ao outro e são acessíveis a partir das estações Siam e National Stadium do SkyTrain. Passarelas deixam os passageiros dentro dos shoppings. Incrível!

Entre tantos, visitamos o Siam Paragon (muito bom, cheio de lojas de grife) e  o MBK (popularzão).  Fica-dica 2: diferentemente do que disseram alguns blogamigos, não achamos os preços tão convidativos, exceção feita à Apple do Paragon, que vende o Iphone 5S pelo equivalente a 1960 reais. Fiquei super na dúvida, mas acabei não levando. Às vezes, eu acho que trocar de celular é puro consumismo. Com essa grana, compro uma passagem pro Caribe. Não é bem melhor?

A famosa Khao San Road

A famosa Khao San Road

Dos shoppings, decidimos encarar a famosa Khao San Road, a rua preferida dos mochileiros, cheia de bares barulhentos, lojinhas, gente maluca. Era só pegar uma busão ali perto dos shoppings mesmo. Mas o pessoal da Bangkok não é lá muito bom de informação e nos mandou pra um lugar que não tinha nada a ver.

Uma hora depois, já a bordo do ônibus correto,  passamos em frente ao shopping, de onde tínhamos partido em busca da tal Khao San Road. A rua ficou famosa por causa das cenas iniciais do filme “A praia”, com Leonardo di Caprio, o mesmo que mostra a paradisíaca Phi Phi Island (leia aqui). É divertida, animada e tudo.

Pad thai na rua: delícia!

Pad thai na rua: delícia!

Mas fica-dica 3: se você está ficando velho, como eu, opte por uma dose homeopática. E, fica-dica 4: pesquise direitinho como chegar, para não dar uma volta imensa à toa, como fizemos. Melhor seria ter usado táxi ou tuk tuk. Atenção pra dica 5: cuidado, porque taxímetro manda lembrança e eles metem a faca. Pra sair de Khao San Road, negociamos um tuk tuk a 250 bath, equivalente a 20 reais.

Agito da Khao San Road

Agito da Khao San Road

Já pra usar o SkyTrain, optamos pelo passe de um dia, que custa 130 bath, pouco mais de 10 reais, mais pra não ter que enfrentar fila toda hora. No final de tudo isso, ainda fui pra balada. Voltei às 2h e minha companheira de viagem ainda estava acordada. Por conta disso, o dia seguinte começou tarde. Só chegamos ao primeiro local às 13h. O Wat Phra Kaew é um complexo de templos, onde se destaca a Capela Real, a do pequeno Buda de Esmeralda. O ingresso dá direito a ver o Grande Palácio Real. Tudo é muito bonito. Mas o fato de ser a atração mais visitada (ou seja, infestada de turistas) e o clima de sauna a vapor deram um duro golpe no glamour.

IMG_3758

Entrada do Wat Phra Kaew

Adorei quando saimos de lá pra ir caminhando até Wat Po, o templo do Buda Reclinado. O ambiente é bem tranquilo e o tal Buda, com seus 43 metros, lindo, lindo.

Wat Po

Wat Po

O impressionante Buda Reclinado

O impressionante Buda Reclinado

Dentro do templo, fica a Universidade da massagem, que muitos consideram a melhor de Bangkok. Queríamos muito fazer, mas dois aspectos nos desanimaram: 1) a fila de espera e 2) o fato de a massagem ser numa caminhas sem privacidade alguma e de roupa. No Camboja, foi numa salinha cercada por cortina e ficamos só com a roupa de baixo. Preferimos pegar uma barca que atravessa o rio pra ver o Wat Arun, templo do amanhecer.

Travessia para Wat Arun (ao fundo)

Travessia para Wat Arun (ao fundo)

É possível subir uma escada superíngreme pra ter uma vista maravilhosa de parte da cidade e do Chao Phaya River, importantíssimo na vida de Bangkok.

A escada superíngreme

A escada superíngreme

Do alto de Wat Arun

Do alto de Wat Arun

Falei do rio, mas me esqueci de dizer: o melhor jeito de conhecer esses templos (se você não ficar hospedado perto deles, claro) é de barco. Seguindo o toque dos blogamigos, que repasso como dica 6: fomos à estação Saphan Taksin, agarradinha ao píer Central, pra pegar o barco. Pode ser o normal ou turístico (um pouco mais caro, mas ainda sem doer no bolso). A estação do Wat Phra Kaew, por exemplo, é a Tha Chang. Foi de barco que, depois de fazer três templos numa única tarde (não é porque corremos, é nosso estilo mesmo), ainda tivemos fôlego pra saltar na estação Rachawongse pra conhecer a Chinatown, pouco turística e superimponente, com suas enormes placas verticais escritas no alfabeto chingling deles, penduradas ao lado dos prédios.

Chinatown

Chinatown

Procurando um lugar pra comer, pedimos ajuda no Golden China Hotel e o porteiro nos mandou subir ao andar 25 (!!!) do prédio. Pronto. Descobrimos quase sem querer um lindo restaurante giratório com visual incrível, de onde vimos o anoitecer. Chama-se Red Sky Bar.

Red Sky Bar

À noite, mais balada. Tô curtindo muito Bangkok. É uma potência de metrópole, agitadíssima, mas apaixonante também. Andando de SkyTrain, temos a impressão de estar naqueles filmes de futuro, mas que desenham um amanhã meio caótico, sabe? Apesar disso, a cidade dá exemplos de que consegue se virar muito melhor que as grandes cidades brasileiras, sobretudo no quesito transporte! É, vamos ter que engolir essa.

Próxima parada: Bangkok

Parada anterior: Siem Reap (Angkor)

Posts relacionados:

Sudeste Asiático em 20 dias

Ásia – vacinas e vistos

Phi Phi

Railay Beach

Hanói

Halong Bay

Hue

Hoi An

Anúncios

Siem Reap (Angkor)

Pegamos um transfer em Hoi An até o aeroporto de Da Nang, distante 25km, de onde saiu o voo para o Camboja. Uma tormenta tropical caiu em Siem Reap bem na hora do nosso pouso. O avião deu umas sacolejadas violentas, mas o pior estava por vir! Bem pertinho do chão, o bicho arremeteu (acho que é porque não dava pra ver a pista). Muito depois, fomos informados de que pousaríamos não em Siem Reap, mas em Phnom Penh, a capital, que fica a 400km!

Clique aqui para curtir Viaje ao Léo no Facebook!

Descemos, passamos pelo raio-x e nos mandaram de volta pro avião (o mesmo!) mortos de fome. Já em Siem Reap, mais uma hora perdida!  O Camboja exige visto e o processo é feito na hora, no aeroporto. É uma bagunça danada! Fica-dica 1: leve foto 3 x 4 ou 4 x 6 e oos 20 dólares trocados. Resultado: chegamos ao hotel às 10 e pouco da noite, em vez das 6 e pouco da tarde. Tínhamos reservado um transfer com o hotel (avisei em Phnom Penh sobre o novo horário) e surprise, surprise: o que nos esperava não era um carro, mas um tuk tuk, aquelas carrocinhas puxadas por bike (aqui é mais comum a moto, como a nossa).

Transfer de tuk tuk

Assim foi a nossa chegada ao Camboja!

Mas, por quê Siem Reap? Porque é onde ficam as ruínas do complexo Angkor, sede do império Khmer entre os séculos IX e XV e que foi o mais poderoso da região. Ocupava quase todo o Sudeste Asiático, incluindo áreas que hoje pertencem à Tailândia, ao Vietnã, ao Laos e até à Mianmar! Angkor chegou a ser a maior cidade do mundo por três séculos, com um milhão de habitantes, numa época em que Londres tinha 50 mil, por exemplo!

A grandiosidade de Angkor

A grandiosidade de Angkor

Angkor Wat

Monges

Por quê declinou? Por causa de uma grande seca e ao ataque de tribos que pertenciam ao território que hoje é a Tailândia. Eles destruíram muita coisa, inclusive o inteligente sistema de irrigação. Restou aos habitantes de Angkor abandonar o lugar, que ficou esquecido por 500 anos, até ser “redescoberto” por pesquisadores. Numa área gigantesca, estão ruínas de 552 templos, entre budistas e hinduistas. E, pra conhecer alguns deles, há diversas formas. Por 30 dólares pelo dia inteiro, escolhemos o modo-sobrevivência: carro com ar e motorista (lembram as ruínas de Hue?) e, por causa do atraso na chegada, dispensamos o nascer do Sol (acho que desistiriam de qualquer forma, porque acordar às 4h30 nas férias é demais).

Do alto de um dos templos

Do alto de um dos templos

Começamos por Angkor Wat, o principal templo. Lá mesmo, contratamos um guia que falava espanhol. Fica-dica 2: 15 dólares bem aplicados. Durante a visita, conhecemos outro casal. Ele: “nipo-paranaense”, morador de Tóqui há três anos. O outro: americano e filho de japonesa. Vivem juntos. Fiquei com invejinha, porque deve ser bom demais viajar romanticamente acompanhado (sem desmerecer meus queridos companheiros de viagem, óbvio). Acabamos esbarrando com os dois pombinhos quase o dia todo, porque muita gente acaba fazendo o mesmo roteiro.

Entrada de Angkor Thom

Entrada de Angkor Thom

De Angkor Wat, fomos pra Angkor Thom, que era como se fosse a cidade propriamente dita. Na grande área murada, ficava a residência real e outras grandes atrações. Qualquer uma das quatro entradas leva ao templo Bayon, que ostenta cerca de 200 enormes faces de pedra. Já o templo Baphuon é um dos mais tranquilos de todo o complexo. Ali perto,  fica também o Terraço dos Elefantes.

Algumas das faces de Bayon

Algumas das faces de Bayon

A tranquilidade do templo Baphuon

A tranquilidade do templo Baphuon

Em seguida, nosso motorista nos levou a Ta Phrom, que era uma Universidade, mas ficou famosa mesmo por causa das cena de Lara Croft, personagem de Angelina Jolie no filme Tomb Raider. Lá, a vegetação exuberante se integrou às ruínas, produzindo um cenário incrível. Em alguns pontos, as raízes cresceram tanto que passaram a ameaçar as construções. Algumas já receberam escoras.

A força da natureza em Ta Phom

A força da natureza em Ta Phom

A força da natureza em Ta Phom

Olhando lugares tão grandiosos, ficamos nos perguntando como o Camboja pode ser um país tão pobre e que ainda sofreu os horrores do Khmer Vermelho, entre 1975 e 1979. Um movimento superatrasado assumiu o controle do país e quis fundar uma era de ignorância, executando qualquer pessoa que tivesse instrução. Foram 1,7 milhões de mortos. Tem gente que fica três dias, visitando Angkor. Mas, sinceramente, é desnecessário! Assim como ver o Sol se por! Não sei porque insistimos. Subimos a porcaria do morro e o astro-rei fez charminho. Fica-dica 3: não perca seu tempo, principalmente porque milhares de turistas terão a mesma ideia. Depois da prova de resistência, ainda fomos passear na gringolândia, na região da Pub Street, do Night Market e das ruazinhas de pedestres The Lane e The Alley. Circulando por aqueles quarteirões animados e badalados, a gente quase se esquece de que está num lugar tão sofrido. Que contraste! Fizemos uma hora de massagem, pela bagatela de 8 dólares.

IMG_3663

Ainda tínhamos meia manhã em Siem Reap e aproveitamos para dar um pulo no mercado antiga, cheio de frutas,verduras, temperos, grãos e diversos tipos de carnes, que eram limpadas bem ali. Para quem tem nojinho, as imagens podem chocar um pouco, já que praticamente não há refrigeração para os produtos. Mas foi legal conhecer um pouco mais da rotina deles, pois quase não há turistas por lá.

IMG_3709IMG_3724


Minha impressão de Siem Reap?

O que vale a pena: o banho de História, a pureza do povo cambojano e o charme da gringolândia

O que incomoda: o assédio nas ruas e o calor senegalês

Permanência: 2 noites (sendo um dia inteiro) – eu ficaria mais uma noite e um dia, na boa. Mas, olha, deu (podem me achar turista fast-food)! Mas nosso ritmo é mais ligeiro mesmo. Antes de irmos pro aeroporto, às 10 de manhã, ainda daremos uma passadinha no mercado antigo.

IMG_3488Hospedagem: ficamos num hotel simpléééérrimo, “ornando” com Siem Reap mesmo, que é uma roça. E o Friend Villa nos atendeu superbem por apenas 30 dólares/dia.

 

Próxima parada: Chegada a Bangkok

Parada anterior: Hoi An

Posts relacionados:

Sudeste Asiático em 20 dias

Ásia: vacinas e vistos

Phi Phi

Railay Beach

Hanói

Halong Bay

Hue

Bangkok